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WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.43.27FAVORÁVEL Pela Comissão de Desenvolvimento do Conselho Universitário, o decano Walter Suemitsu leu parecer aprovando a propostaA decisão da UFRJ sobre um novo equipamento cultural no campus da Praia Vermelha foi adiada. Após duas horas de acalorada discussão, sete conselheiros pediram vistas do processo em que a universidade concede parte da área para exploração da iniciativa privada, pelo prazo de 30 anos. Os pedidos interromperam o debate, que deverá voltar à pauta na sessão marcada para o dia 10.
A reitora Denise Pires de Carvalho defendeu que a universidade saia da inércia de mais de uma década em relação ao terreno do Canecão. “A democracia depende de discussão seguida de deliberação. Não é uma discussão eterna”, afirmou. “Este projeto, que retira aquela área do abandono, vem sendo estudado pela comunidade acadêmica desde a gestão passada. Considero um projeto de futuro, de Estado, que pretende melhorar as instalações da nossa universidade”, completou.
A dirigente disse que há transparência e amplo debate sobre a iniciativa. “Nós fizemos mudanças importantes na concepção original do projeto. Trouxemos o projeto no dia 25 de agosto ao Consuni e abrimos o debate em todos os centros. Falta só Centro de Letras Artes, esta semana. Também está no Youtube. Apresentamos há dois meses no CFCH e no CCJE. E haverá uma audiência pública no dia 16 de novembro”, contou.
A proposta da atual reitoria, detalhada na edição nº 1.242 do Jornal da AdUFRJ, é demolir o antigo Canecão e construir um espaço sofisticado, que atenda aos interesses da universidade e do mercado cultural carioca. A nova casa de espetáculos deve ser construída no Campinho, apelido do campo de futebol administrado pela Escola de Educação Física. Já a área onde hoje fica o que sobrou do Canecão deve ser aberta ao público, com a criação de uma praça e a demolição dos muros que cercam aquele trecho do campus. Quem adquirir o direito de gerir o espaço multiuso deverá investir na construção de um bandejão, com capacidade para 2,5 mil refeições por dia, e um prédio com até 80 salas de aula.WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.43.27 1PAINEL DO ZIRALDO Proposta é expor em praça pública a obra “Santa Ceia” pintada pelo cartunista
Mesmo sem deliberação, um degrau foi escalado. Pela Comissão de Desenvolvimento do Consuni, o decano do Centro de Tecnologia, Walter Suemitsu, leu parecer favorável à concessão da área. O orçamento dos investimentos no espaço cultural foi estimado em R$ 84 milhões, executado ao longo de 18 meses. Já o custo das contrapartidas seria de R$ 53,6 milhões. O documento prevê, ainda, a criação de um Comitê de Governança, composto por representantes da UFRJ, da empresa concessionária. O grupo ficaria responsável pela gestão do equipamento cultural e da área do entorno.

CRÍTICAS
Vice-diretor da Escola de Educação Física e Desportos, o professor Alexandre Palma expôs a insatisfação da unidade com a proposição. “A área não está abandonada. Se faltam recursos para investimento, é possível dizer que toda a UFRJ está abandonada e isso não é uma crítica à reitoria”, afirmou. “Dizer que há debate, sem a devida escuta, não parece democrático”. O dirigente acrescentou que existe uma petição contrária à instalação do equipamento cultural com mais de mil assinaturas.
A estudante Luiza Arruda cobrou mais tempo para o debate na comunidade acadêmica, antes de uma decisão do colegiado. “A gente representa pessoas. Para a gente conseguir representar essas pessoas e justificar nossas posições, precisamos de tempo para falar com elas”, disse. “A forma como este conselho é convocado é, no mínimo, absurda”, completou.
Daniel Senna, da Associação dos Pós-graduandos, observou que a eleição de Lula cria uma nova perspectiva para discussão do equipamento cultural. “Entendemos que este projeto é diferente do ‘Viva UFRJ’, mas, a partir do momento em que se abre uma nova conjuntura, precisamos repensar o que vamos fazer nos próximos quatro anos”.
Já o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, professor Guilherme Lassance, fez um apelo à convergência. “Queria me associar às demandas de dilatação do prazo para que as conversas possam acontecer. Não só conversa entre contrários, mas para estabelecer um processo participativo de construção e concepção desse futuro possível para a Praia Vermelha”, disse. “Tenho para mim que aquela área não é abandonada, mas ela tem, do ponto de vista do urbanismo, um drama: o muro. Um muro que separa o campus da cidade, um muro que acompanha uma calçada inerte, sem vida. Esses componentes têm que ser revistos”.
Depois da sessão, o vice-reitor Carlos Frederico Leão Rocha observou à reportagem que a UFRJ tem uma dívida com a cidade, desde a retomada do Canecão em 2010. “Aquele espaço cultural era relevante. Devolver precisa ser um compromisso da universidade. Temos um projeto bom, que abre a UFRJ para a sociedade”, afirmou.
O dirigente também rebateu os argumentos de falta de debate. “Conversei com a área cultural, conversei com a Escola de Educação Física, com vários estudantes. Não é verdade que não houve esse diálogo. Não quer dizer que estejam todos contemplados, mas nós escutamos”.

WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.43.25Por Silvana Sá e Júlia Fernandes

A luta até a vitória foi árdua. Foram muitos meses envolvidos com atividades que, com alegria, desaguaram na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato como presidente da República. A AdUFRJ sempre esteve engajada na agenda da universidade, mas, diante de um cenário de cortes cada vez mais intensos e de uma ameaça real de fechamento das instituições federais de ensino, a mobilização se intensificou com um só objetivo: vencer Bolsonaro nas urnas com Lula. “Nosso empenho foi para manter a UFRJ existindo”, destaca o professor João Torres, presidente da AdUFRJ. “Para nós, mais quatro anos de Bolsonaro representariam o fim da universidade como a conhecemos hoje”.

João e a atual diretoria foram eleitos em setembro do ano passado com uma plataforma bastante clara: apoiar o candidato do campo democrático que tivesse mais viabilidade eleitoral para derrotar Bolsonaro. “A gente montou essa chapa já com este objetivo. É claro que Lula nos desperta mais conexões afetivas, mas qualquer candidato que não fosse da extrema direita teria o nosso apoio se tivesse condições reais de derrotar o atual presidente”, explica o professor.

Em fevereiro, durante o Congresso do Andes, a AdUFRJ já apontava a importância da criação de uma frente ampla de apoio a Lula. As seguidas posições de isenção do Sindicato Nacional foram denunciadas de forma contundente pela diretoria da AdUFRJ em editoriais e reportagens. “Forçamos o Andes a propor rodadas de assembleias pelo país para discutir o apoio a Lula. Muitas associações docentes deram resposta positiva”, lembra João.

A professora Mayra Goulart, vice-presidente da AdUFRJ, também destaca a oposição à condução política do Andes nas eleições mais importantes desde a redemocratização do país. “A direção do Andes insistiu em posturas sectárias como o ‘fora todos’ que, de alguma maneira, foram coniventes com o impeachment de Dilma Rousseff e refletiram na falta de apoio à candidatura de Lula”, explica. “Fomos bem-sucedidos em fazer essa crítica e defender a unidade do campo democrático para eleger Lula”.

O trabalho se intensificou nos últimos meses. A AdUFRJ apoiou a criação do Comitê de Luta da UFRJ, esteve presente em ações em defesa da Educação, da Ciência e da democracia, participou de passeatas, panfletagens, adesivaços, carreatas... O Jornal da AdUFRJ emprestou suas páginas ao debate político e às análises de especialistas sobre a campanha, os resultados das eleições, as pesquisas. Relembre.

 

2021

SETEMBRO

Dia 15
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.52.03A Chapa 1 é eleita na AdUFRJ com 60% dos votos. Compareceram às urnas 1.643 eleitores. A chapa encabeçada pelo professor João Torres se elegeu com uma plataforma bastante clara: eleger o candidato do campo democrático mais viável politicamente contra Bolsonaro.

 

 

OUTUBRO

Dia 15
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.52.03 1Nova diretoria prega unidade para derrotar Bolsonaro nas ruas e nas urnas.

 

  

2022

MARÇO

Dia 27
Congresso do Andes é unânime sobre o “Fora, Bolsonaro”, mas diverge sobre apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. AdUFRJ participa dos debates e critica isenção.

MAIO

Dia 1º
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.52.04AdUFRJ participa do Dia do Trabalhador. A atividade reuniu centrais sindicais e partidos políticos de esquerda no Aterro do Flamengo, com apoio explícito à pré-candidatura de Lula e contra o governo Bolsonaro

 

 

 

 

Dia 23
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.52.04 1AdUFRJ realiza primeiro debate do ciclo “Ciência e Tecnologia no processo de reconstrução do Rio de Janeiro”. Evento aconteceu no CT e reuniu então pré-candidatos ao Legislativo e Executivo como Marcelo Freixo (governo), Tatiana Roque (Câmara), Dani Balbi (Alerj) e André Ceciliano (Senado). Todos os palestrantes, assim como o presidente da AdUFRJ, João Torres, expressaram apoio à pré-candidatura de Lula, único nome viável para derrotar Bolsonaro.

Dia 30
O segundo debate do ciclo organizado pela AdUFRJ se transformou em ato de denúncia contra os cortes do governo federal na área de Ciência e Tecnologia. Além da presença de Alessandro Molon, então pré-candidato ao Senado, cientistas renomados da UFRJ denunciaram o desmonte na área e elogiaram a atuação dos governos Lula para a educação superior e todo o sistema de C&T. “Essa é a eleição mais importante de nossas vidas”, afirmou Molon.

JUNHO

Dia 6
Terceiro evento do ciclo recebeu o professor Eduardo Serra, então pré-candidato ao governo do Estado. Serra foi enfático em não apoiar Lula no primeiro turno por não defender uma “agenda liberal”. A escolha de parte da ala progressista nacional em não apoiar Lula desde o primeiro turno foi ponto de crítica da AdUFRJ desde a pré-campanha nacional.

JULHO

Dia 6
Lançado Comitê de Luta UFRJ, um dos milhares de comitês populares criados para viabilizar a eleição da chapa Lula-Alckmin. A AdUFRJ atuou intensamente em todas as atividades do comitê.

Dias 15 a 17
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.57.45Acontece o 65º Conad. Andes decide não apoiar a candidatura Lula no primeiro turno. AdUFRJ critica o descompromisso com a eleição histórica.

 

 

 

 

 

Dia 25
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.57.45 3AdUFRJ realiza o “UFRJ na Praça” para mostrar a produção científica à população carioca, denunciar os cortes de Bolsonaro na Educação e defender o apoio a candidatos que valorizem a área.

 

 

 

 

 

AGOSTO

Dias 6 e 7
WhatsApp Image 2022 11 04 at 19.00.35Em reunião do setor das Federais, o Andes mantém postura de neutralidade em relação a apoio de candidaturas. AdUFRJ e outras seções sindicais de oposição à diretoria nacional conseguem aprovar a realização de assembleias para discutir o tema.

 

 

 

 

 

Dia 11
A AdUFRJ é uma das organizadoras, na UFRJ, da leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito. Ato acontece no pilotis do Centro de Tecnologia.WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.57.45 2

Uma segunda leitura pública da Carta é feita no IFCS. O professor João Torres, presidente da AdUFRJ, discursa.

AdUFRJ participa de manifestação na Candelária, organizada pela UNE e por partidos de esquerda, em defesa da Democracia e em apoio a Lula.

 

 

Dia 31
Em Assembleia, mais de 70% dos docentes referendam o apoio à candidatura de Lula desde o primeiro turno.

SETEMBRO

Dia 22
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.57.45 1Manifesto em defesa da Universidade é lançado pela AdUFRJ, no Salão Pedro Calmon do campus da Praia Vermelha.

 

 

Dia 23

A AdUFRJ, junto a toda a comunidade da UFRJ, participa da carreata no Fundão em apoio à candidatura de Lula.

WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.59.19No Fórum de Ciência e Cultura, a AdUFRJ realiza o “Sextou”, um encontro descontraído com os docentes da UFRJ para conversar sobre a conjuntura política e a atuação do movimento sindical.

 

 

Dia 27
AdUFRJ faz panfletagem pró-Lula no Largo do Machado.

OUTUBRO

Dia 08
A AdUFRJ fez ato na Quinta da Boa Vista em campanha pela vitória de Lula no segundo turno e em defesa da educação.

Dia 10
Junto com as outras entidades representativas da UFRJ, a AdUFRJ participa de ato contra os cortes orçamentários na universidade na escadaria do Centro de Ciências da Saúde.

Dia 15
No dia do professor, a AdUFRJ marcou presença na panfletagem em apoio à candidatura de Lula, na Quinta da Boa Vista.

Dia 18
AdUFRJ organiza panfletagem no CT em defesa da campanha de Lula e pela democracia.

O presidente da AdUFRJ, João Torres, participa de aula pública no IFCS.

AdUFRJ participa ativamente do ato em defesa da Educação no Centro do Rio e em Macaé.

Dia 22
Educação na praça é realizada em frente ao Parque Madureira. AdUFRJ dá apoio logístico e financeiro à atividade em defesa da Educação e de Lula. Diretoria realiza panfletagem e conversa com a população.

Dia 26
AdUFRJ marca presença no ato da UFRJ pela educação e pela democracia, em frente à Faculdade de Letras, no Fundão.

Dia 28
Na Presidente Vargas, a AdUFRJ estava presente no ato em defesa da Educação e da democracia.

Dia 29
WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.57.45 4No último dia permitido pela legislação eleitoral para fazer campanha, diretores da AdUFRJ participam de atividade no Largo do Machado para eleger Lula no segundo turno.

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.29.53A eleição que dividiu o Brasil unificou a UFRJ. Professores das mais diferentes áreas, idades e preferências políticas compreenderam a pequenez de suas divergências e, diante da gravidade da cena política brasileira, declararam o voto em Lula. Fizeram mais do que declarar — se transformaram em militantes da democracia, colocaram camisetas e adesivos, e, humildemente, foram para praças e ruas conversar com a população. Os estudantes e técnicos tiveram o mesmo compromisso e, numa espécie de cruzada civilizatória, fizeram passeatas, tremularam bandeiras e ocuparam megafones com um recado básico: só Lula pode nos livrar do ódio que Bolsonaro sente pelo conhecimento e pela democracia.
A AdUFRJ se orgulha de ser pioneira nesse processo. Fomos eleitos, em setembro do ano passado, defendendo o apoio ao candidato com maior chance de derrotar o bolsonarismo. Em julho desse ano, o Jornal da AdUFRJ começou a alertar o Andes sobre o perigo do não engajamento do sindicato nacional no pleito. Em agosto, chamamos uma assembleia docente para debater o tema. Ali, com a participação de 425 professores, e mais de 70% dos votos, tomamos a decisão histórica de apoiar Lula, desde o primeiro turno. Tratou-se de apoio político dentro dos parâmetros legais, sem aparelhamento nem doações financeiras.
Em três meses, nos desdobramos, participamos de panfletagens, passeatas, reuniões, debates, tentamos virar votos com argumentos, afeto e respeito por quem pensa diferente de nós. Foi um processo rico, compartilhado com os alunos, com os técnicos, com os professores que votaram em nós, e também com os que não votaram. Aliás, vale ressaltar aqui a alegria que sentimos ao testemunhar o engajamento de nossos opositores, mesmo que no início tenham sido severos críticos de nossa defesa de Lula.
Nessa jornada, iluminada por nossas diferenças e enfeitada pelo adesivo em forma de coração que conquistou a comunidade acadêmica, aprendemos que fazer o L juntos é muito melhor do que fazer sozinho. E é com esse espírito que editamos este último Jornal da AdUFRJ da campanha presidencial. Em seis páginas, docentes com os mais diferentes Lattes e histórias testemunham porque escolheram lular. Em comum, todos falam na defesa da Educação, da Ciência, da democracia e da inclusão social. “Na verdade, votar no 13 é muito mais do que votar no Lula: é votar num Brasil para todos”, resume o professor Antonio Solé, do Instituto de Biologia.
Na figura desses querid@s colegas, desejamos um 30 de outubro com a esperança de que a universidade volte a ser respeitada, a Ciência passe a ser valorizada e de que o amor vença o ódio .

WhatsApp Image 2022 10 21 at 15.31.24Para checar qualquer informação sobre ganhos judiciais do sindicato, é necessário que os professores sempre entrem em contato com a AdUFRJ. No mais novo golpe da praça, criminosos estão se passando por advogados da entidade para tentar arrancar grandes quantias dos sindicalizados.
“Desconfie. Claro que o professor pode ter valores a receber de alguma ação, mas, para conferir, ligue para o número do sindicato”, afirma a assessora jurídica Ana Luisa Palmisciano. O celular oficial da AdUFRJ é (21) 99644-5471. O número não possui aplicativos de mensagens. “Agende um horário no plantão jurídico. No plantão, sou eu olhando para a pessoa. Não é o falsário”.
O professor Kleber Fossati, presidente da Fundação Universitária José Bonifácio e aposentado do Instituto Coppead, escapou do golpe e relatou como foi o contato dos falsários.
No dia 20, recebeu um documento via Whatsapp. Teria direito a R$ 154 mil para receber e os bandidos pediram que entrasse em contato com um número falso atribuído ao escritório que atende a AdUFRJ. Mas, para liberar o montante, seria preciso que o professor arcasse com as custas judiciais do processo. “No momento que enviasse o comprovante de pagamento, iriam liberar um alvará para eu receber a quantia na Caixa Econômica. Eu teria que depositar R$ 4,8 mil”.
Se o dinheiro não fosse depositado no dia, o professor iria “para o fim da fila”, o que poderia demorar mais dois ou três anos. “Aí eu desconfiei. Liguei para a AdUFRJ e informaram que era um golpe”. Kleber completou: “Impressionante como conseguem esses dados. Não sei como conseguiram meu telefone. Temos que tomar cuidado. Golpes estão vindo de todos os lados”, alerta.

ORIENTAÇÕES
Para quem caiu no golpe, a assessoria jurídica orienta o contato imediato com o banco para suspender a transferência ou solicitar a devolução dos valores. Não há garantia de devolução, mas, no mínimo, a conta dos falsários começa a ser monitorada pelo sistema bancário. Outra providência é denunciar o número dos golpistas no próprio Whatsapp.
Registre também um Boletim de Ocorrência, preferencialmente na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (Av. Dom Hélder Câmara, 2066 - Maria da Graça - Cidade da Polícia). “A delegacia só aceita fazer o boletim quando a pessoa sofre golpe. Infelizmente, quando só recebe a mensagem, não aceitam como um dano”, afirma Ana Luisa. Se necessário, a assessoria jurídica do sindicato pode destacar alguém para acompanhar o docente.

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.29.53 3ALEXANDRE MEDEIROS, ANA BEATRIZ MAGNO E ANDRÉ HIPPERTT / EDITORES

Fazer bom jornalismo não é apenas publicar notícias importantes, impactantes, que derrubam poderosos e desvelam podres poderes. Fazer bom jornalismo é desconstruir, mas também é construir. É contar histórias que ajudam a mudar a vida das pessoas e das instituições, é apostar no vigor da reportagem como forma potente de conhecimento. Foi com esse espírito que encaramos a edição do Jornal da AdUFRJ na campanha presidencial.
Nós três, cada um com um percurso diferente em redações, já cobrimos e editamos vários pleitos. Mas nenhum igual ao de 2022, com heróis e vilões tão explicíticos e antagonismos tão profundos e decisivos. Em sintonia com a direção da AdUFRJ, compreendemos o desafio imposto, e a pequena, porém aguerrida equipe de repórteres, se desdobrou para mostrar aquilo que a grande imprensa demorou a compreender: que Lula é a única alternativa capaz de derrotar a barbárie bolsonarista.
Em quatro meses, publicamos 17 edições e 136 páginas sobre o desastroso impacto da gestão de Bolsonaro nas universidades. Tentamos mostrar que o trabalho jornalístico vai muito além da produção desenfreada de cards, e que a informação de qualidade rompe bolhas. Com dados, infografias e entrevistas comparamos o que se passou nos campi nos tempos de Lula com o que vemos hoje. E, sob qualquer parâmetro ou recorte noticioso minimamente racional, não há uma única métrica que favoreça o atual governo.
E assim, em sintonia com os fatos, e de braços dados com professores, estudantes e técnicos que tanto nos ensinam sobre o cotidiano acadêmico, nos desdobramos para mostrar que o bom jornalismo tem lado e que o nosso lado é o de Lula. Desejamos aos leitores um domingo de serenidade democrática, de respeito aos fatos, e uma manhã de segunda-feira com a manchete que sonhamos desde 2018: “O pesadelo acabou”.

Eles sonham com uma universidade inclusiva

ANTONIO SOLÉ
Professor titular do Instituto de Biologia

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 12“Na verdade, votar no 13 é muito mais do que votar no Lula: é votar num Brasil para todos. Estudei no Instituto de Biologia nos anos 1970 e sou de São João de Meriti. Naquela época, eu era o único aluno da Baixada na minha turma. Depois que o governo Lula instituiu as cotas, começou a haver uma inclusão muito grande. Quando me tornei diretor do instituto, de 2009 a 2013, o que eu vi nas formaturas foi a diversidade. A universidade passou a ter muita gente de todas as cores e classes sociais. Foi um grande avanço. Muitos de nós, professores, temos também nossas críticas ao Lula ou ao PT. Mas a alternativa é muito, mas muito pior. A alternativa é continuar os cortes nas bolsas dos estudantes mais pobres, é entregar o Brasil ao estrangeiro pelo não investimento em Ciência e Tecnologia, é destruir nossa natureza pela falta de fiscalização das queimadas ilegais, é abandonar os povos nativos nas mãos dos criminosos que os matam para roubar-lhes as terras. Votar 13 no domingo é votar contra a violência, contra a corrupção do orçamento secreto, contra a incompetência e desumanidade de um governo que não sabe cuidar de seu povo, como ficou claro durante a pandemia de covid-19”.

 ADALBERTO VIEYRA
Professor Emérito do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 10“Vou votar em Lula por várias razões. A mais importante delas: pela prova de confiança que ele, nos idos de 2006, deu para a comunidade científica brasileira, encomendando-a de cuidar também da educação básica. A Capes da Educação Básica, iniciativa inédita, colocou a pós-graduação junto dos ensinos fundamental e médio.
A pesquisa científica e tecnológica, uma das ferramentas de construção da soberania nacional, também sempre teve apoio nos governos petistas. Em 2012, o CT-Infra — hoje praticamente suprimido por Bolsonaro —, garantiu à UFRJ a aquisição de um equipamento de ressonância magnética nuclear de 900 MHz, o único em funcionamento pleno no hemisfério sul. A máquina permitiu que a universidade se tornasse pioneira no estudo da estrutura do Sars-CoV-2.
E não se trata só de olhar para os investimentos daquele período, mas sobretudo pela política de diálogo permanente com o meio acadêmico. Vislumbro no dia 30 uma escolha entre a democracia e a barbárie”.

LUIZ DAVIDOVICH
Professor titular do Instituto de Física

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 18“Voto em Lula, pois ele é a solução para sérios problemas que afligem nosso país: ameaças à democracia, desmatamento, redução do salário mínimo, aumento da desigualdade social, redução drástica do orçamento para a saúde, para a CT&I e para a educação. Lula tem consciência social e é um democrata: ouve as pessoas e discute. E é importante que na democracia as pessoas possam discutir sem medo. Precisamos dele para reconstruir o Brasil. Os governos Lula foram períodos de apoio e incentivo à ciência. Em 2010, fui secretário-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. Participaram milhares de pessoas da sociedade civil, representantes do governo e o próprio presidente Lula, empresários, acadêmicos, sindicalistas e movimentos sociais. Foram seis meses intensos de trabalho. O produto da conferência foi o Livro Azul, com propostas para a ciência e tecnologia que não avançaram no governo atual. A agenda do outro candidato é baseada em denúncias não comprovadas, em destruir tudo que construímos nesse país, em uma política econômica que resulta no aumento da desigualdade social e inviabiliza um futuro sustentável para o país. Precisamos do Lula para corrigir essa grande destruição”.

CARLOS FICO
Professor titular de História do Brasil

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 4“Voto em Lula com a expectativa de que ele realize um governo que dê efetividade à ampla frente democrática que congregou na campanha, única maneira de minimizar os danos causados pelo governo Bolsonaro e de fazer frente à maioria conservadora que dominará o Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2023. A volta do petista também indica que ele poderá colocar à frente do Arquivo Nacional pessoal qualificado para cuidar da gestão de documentos históricos, incluindo os ligados à ditadura militar, como fez nos governos anteriores. O governo Bolsonaro colocou gente completamente alheia ao meio”.

JOSÉ MURILO DE CARVALHO
Professor emérito do Instituto de História

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 1“Em 1955, o general Lott derrubou um presidente golpista para garantir a posse do presidente eleito, JK. Em 1961, o presidente Jânio Quadros tentou um golpe, ninguém fez caso e ele renunciou. Mas hoje o risco é maior porque o país está dividido ao meio. Considerando nossa democracia como datando de 1945, esta é a eleição que traz o maior risco para a democracia. Lula é a opção que não traz risco à democracia”.

 

 Eles querem educação gratuita e de qualidade

Francisco Carlos Teixeira da Silva
Professor titular de História Moderna e Contemporânea

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 2“Mesmo durante a ditadura civil-militar (1964-1985), busquei dirigir meu voto para a supressão das profundas desigualdades sociais existentes, traço marcante da formação histórica do Brasil. Maria Yedda Linhares (1921-2011), professora emérita e combatente de primeira linha pelos direitos cívicos, sempre destacou a desigualdade, nas suas expressões de classe, etnia e gênero, como o elemento dominante da história do Brasil. Lutar contra as desigualdades, desde os primeiros dias da graduação — quando fui eleito o primeiro diretor do CA de História após o AI-5, em 1974 —, e estudar e expor enquanto historiador as raízes e razões de tais desigualdades, tornou-se, para mim, uma dupla militância, pela cidadania e pela História. Entendemos, nas nossas longas conversas com Maria Yedda Linhares, Darcy Ribeiro (1922-1997) e Paulo Freire (1921-1997) que a mudança mais profunda, aquela capaz de subverter as bases das desigualdades no país, reside na Educação. Seguíamos aí os ensinamentos do mestre de todos nós, Anísio Teixeira (1900-1971), o fundador da UDF, idealizador da Escola-Parque, matriz dos CIEPs, para quem a Educação seria emancipadora ou não seria Educação. É neste sentido que nosso voto, desde o primeiro, em 1974, dado a Lysâneas Maciel, voz da resistência, até esse 2022, se pauta pela necessária ‘Revolução Educacional’. Hoje vemos em Lula da Silva a barreira e trincheira da luta antifascista, e o único líder capaz de erguer a bandeira da Educação laica, gratuita e de qualidade. Nesses tempos de ameaça fascista, é Anísio Teixeira que se ergue como nosso norte e trilha: todos pela Educação, pela Ciência e pela Cidadania”!

Pedro Lagerblad
Professor titular do Instituto de Bioquímica Médica

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 16“Sendo professor da área de Saúde, trabalhando com Ciência fundamental, Saúde e Educação, posso dizer que nessas três áreas nunca assistimos a um descaso tão grande aos interesses da população e em relação ao funcionamento do Serviço Público. Vai desde o subfinanciamento até a existência de direções absolutamente equivocadas, como foram os editais feitos pelo CNPq nesse período, que representam recuos muito grandes do ponto de vista científico. E nada se compara à condução do governo na pandemia. Um governo que hoje diz que apoiou a vacina, mas na verdade veio a público várias vezes questionando-a sem qualquer amparo técnico. O que se viu foi um governo trabalhando para frear o processo de cuidado com a população. Foi uma política deliberada de descaso. E é uma lista de erros e omissões sem fim. A área de controle de vetores ficou abandonada nesse período. A vacinação para doenças como a pólio caiu a níveis que hoje nos colocam sob risco iminente do retorno de doenças que já estavam extintas. Fora os cortes recorrentes e progressivos de recursos para Ciência e Educação. Por tudo isso, e por outros muitos motivos, voto 13”.

José Roberto Lapa e Silva
Professor titular da Faculdade de Medicina

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 15“A poucos dias do segundo turno da eleição mais importante de nossas vidas, quero declarar meu voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca tivemos um governo tão desastroso, tão catástrófico nas áreas de nossa atuação principal: a Saúde, a Educação e a pesquisa científica. É fundamental dar um basta a esse governo para que possamos retomar o caminho do desenvolvimento, com inclusão social. Tenho 45 anos de UFRJ, ingressei em 1º de agosto de 1977, em pleno regime militar, e nem na ditadura nós tivemos uma vida com tanta coisa sendo negada àqueles que mais precisam. Ninguém viveu uma situação tão desastrosa como durante a pandemia de covid-19, em que a cada dia éramos bombardeados pelas mentiras e pelo negacionismo do presidente e de seus acólitos. Chegou a hora de dar o troco, de botar esse governo genocida para fora, e eu me associo aos milhões de brasileiros que vão marcar 13 no dia 30 de outubro”.

Marco Lucchesi
Professor titular da Faculdade
de Letras e ex-presidente da ABL

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 14 “Voto Lula para a reconquista de um país, para uma agenda de paz e justiça social. Porque precisamos reconstruir o tecido republicano, políticas de inclusão, salvar as unidades e o papel central da Ciência e da Cultura”!

 IVANA BENTES
Professora titular da Escola de Comunicação

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 6“Eu voto em Luiz Inácio Lula da Silva pensando em uma reconstrução do país, para sairmos dessa nuvem tóxica que está produzindo desagregação social, discursos de ódio e um profundo adoecimento como sociedade. Voto em Lula tendo como referência o que foi feito nos seus governos: período de desenvolvimento social, econômico, cultural, um momento de imaginação política, de busca de reparação com as cotas raciais nas universidades, investimento na Educação, política para as mulheres e grupos minorizados. Para a comunidade acadêmica, esse voto significa recolocar a Educação no centro de um projeto de país e de justiça social, recompor os investimentos em pesquisa, ensino e extensão e permitir que mais brasileiros acessem as universidades e transformem suas vidas”.

Eles defendem a Ciência e o conhecimento

Nelson Maculan
Professor emérito da Coppe e ex-reitor da UFRJ (1990-1994)

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 17“Eu voto no Lula porque, no que se refere à Educação Superior, Saúde, Cultura e Meio Ambiente, foi um dos poucos presidentes que atuou para a expansão dessas áreas. Eu tive a felicidade de trabalhar com Lula e asseguro que ele é um excelente gestor! Sempre cobrava da gente, de todas as áreas, os resultados daquilo que a gente aprovava. No começo do governo, ele nunca havia entrado numa universidade. Conseguimos negociar e eu o levei até a Universidade de Brasília. Foi um momento muito bonito. Naquele dia, ele viveu a beleza da universidade pública, saiu de lá encantado, emocionado. Esse sentimento o moveu e o move. Lula já mostrou seu trabalho antes. É preciso reconstruir todas essas áreas”.

 

Roberto Leher
Professor titular da Faculdade de Educação e ex-reitor da UFRJ (2015-2019)

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17“Voto em Lula em defesa da humanidade frente à barbárie do avanço fascista no mundo; voto em Lula em defesa da igualdade social e dos direitos fundamentais de todos os que possuem um rosto humano, entre os quais sobressaem o trabalho digno e criador, a educação pública, o SUS e a erradicação, como páginas vergonhosas de nossa história, da fome, do racismo, do extermínio dos povos originários, da mercantilização dos biomas e da misoginia; voto em Lula, feliz e esperançoso de que — com a Educação, a Cultura, a Arte, a Ciência e a Tecnologia voltada para vida — forjaremos um novo ponto de partida civilizatório em nosso país. A violenta guerra cultural destroça nossas universidades públicas, corrói as instituições necessárias ao bem-viver e nos aprisiona em um mundo em que verdade e mentira já não podem ser distinguidas, prevalecendo a brutalidade e a violência. Votar em Lula é, por conseguinte, um ato político em prol da democracia e da existência de uma nação em que o público possa prevalecer frente aos privilégios. Juntos, reconstruiremos a nação. Precisamos estar preparados e organizados para desfascistizar o país e, para isso, um vasto movimento pedagógico será necessário. A UFRJ é uma instituição comprometida com esse futuro luminoso!”

Ildeu Moreira
Professor associado do Instituto de Física e presidente de honra da SBPC

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 8“A eleição do Lula é sobre a possibilidade de ter um projeto de país diferente do que aí está. Um projeto mais avançado politicamente, mais atuante no que se refere à preservação do meio ambiente, mais preocupado e atento com a Educação e com a Cultura. A eleição do Lula nos abre caminhos para debater a política de Ciência e Tecnologia, nos possibilita construir um país com todas as potencialidades de uma nação desenvolvida. Por isso eu voto no Lula!”

  

LIGIA BAHIA
Professora associada do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 3“Estamos diante de uma encruzilhada: de um lado caímos em um abismo e de outro a gente continua podendo caminhar. Eu sou professora de uma universidade federal, da área da saúde. Essa dupla condição torna quase natural que eu apoie o Lula, porque nós passamos por essa pandemia com uma gestão de estratégias de enfrentamento que não poderia ter sido pior. Além disso, ainda temos esse conjunto de cortes nas áreas de Educação, Ciência e Tecnologia. Então meu voto no Lula é natural. Eu espero que a gente garanta a democracia e a possibilidade de debater e construir alternativas para o país. Precisamos de um governo democrático inclusive para que Bolsonaro e sua equipe paguem pelos seus crimes e respondam pela morte das mais de 600 mil pessoas”. 

CAROL PRONER
Professora adjunta da Faculdade Nacional de Direito

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 5“Estamos no início de um processo de revisão histórica para, entre outras coisas, voltar a pensar na construção de um futuro democrático. Desafio qualquer pessoa a escolher uma das áreas em matéria de direito que tenha sido favorecida desde 2016. Tivemos maior concentração de riquezas nas mãos de poucas pessoas, mais desemprego e informalidade, mais retrocesso em todas as áreas e a educação foi uma delas. O ataque às mulheres é mais uma caracterização desse personagem que personifica o patriarcalismo. Bolsonaro evoca a violência de modo geral contra mulher e a imposição do papel submisso da sociedade como um todo ao dinheiro, ao homem, branco e violento. E aí toda violência que é explícita passa a ser legitimada pelo chefe da nação, ao chefe da casa, ao marido, ao chefe da igreja, ao chefe da empresa. A sociedade brasileira viveu traumas importantes nos últimos anos e, se ainda tivermos fôlego, além de superar os principais males de violência e pautas extremamente regressivas de direito, precisamos construir dentro da universidade processos de preservação da memória do que vivemos recentemente. Uma espécie de justiça de transição dos últimos quatro anos para tentar superar a dimensão de mentira que toma conta da expressiva popularidade do candidato que eventualmente vai perder a eleição”.

AMILCAR TANURI
Professor titular do Instituto de Biologia

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 11“Eu vou votar no Lula para preservação da democracia, da ciência, e da universidade pública e gratuita. Eu vejo nele um candidato que vai dar prioridade aos alunos carentes, de cota, a permanecerem na universidade, que vai continuar sendo de excelência. O Lula vai dar a devida importância à ciência, que foi muito subjugada nesse último governo, e aos outros temas de importância nacional. Ele vai utilizar os conhecimentos do ensino superior para o bem do país. Na vertente da universidade pública e gratuita, o meu medo é que ela seja sucateada caso o Lula não ganhe. A questão das cotas ainda não foi bem aceita, e isso pode gerar um movimento de esvaziamento da universidade. A gente está no limiar. Se dermos um passinho para o lado, a gente cai em um abismo. Por isso, meu voto é com Lula, pela democracia”.

 

Eles votam pela defesa do estado democrático

LUIZ BEVILACQUA
Professor emérito da Coppe

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 7“O meu voto neste segundo turno, assim como no primeiro, é inevitável a quem tem consideração por este país: Luiz Inácio Lula da Silva. Nós estamos, hoje, numa situação que eu, nos últimos 50 anos, jamais vivi. Eu acompanho isso desde os anos 1960. A área de Engenharia não tinha nenhuma contribuição ao conhecimento universal. E hoje nós somos uma das nações que está entre os 10 primeiros países do mundo em contribuição científica. Isso não pode ser destruído.
O período do presidente Lula, nos seus dois mandatos, foi uma época em que houve uma extraordinária expansão do sistema universitário brasileiro. Eu mesmo tive a oportunidade de cooperar nessa expansão com a implantação da Universidade Federal do ABC, quando o ministro da Educação era o Haddad. Havia uma grande liberdade de se estabelecer novos projetos, que foram mais adequados ao nosso mundo moderno. E o presidente Lula sempre estava presente nessas iniciativas. É um homem que dá um grande valor ao conhecimento, e que privilegia a cultura e o saber. É uma esperança que nós não podemos abandonar. Não podemos deixar de votar no presidente Lula porque ele é a única salvação. É a retirada da trajetória para o abismo”.

LEDA CASTILHO
Professora titular da Coppe

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 9“Eu voto em Lula por um contraste muito claro entre o ex-presidente que investiu cada vez mais em educação, ciência e tecnologia, e o atual presidente que investe cada vez menos nessas áreas. Nos governos Lula houve aumento significativo de investimentos nas universidades, que permitiu um aumento de vagas, a criação de novos campi, assim como a ampliação do acesso de estudantes oriundos da rede pública ao ensino superior. No campo da ciência, o bom financiamento contribuiu para que as universidades brasileiras, que são responsáveis por 95% da pesquisa científica feita no país, criassem laboratórios de ponta e passassem a contribuir de forma significativa para a produção científica mundial. Além disso, a atuação do atual governo durante a pandemia foi lamentável e condenável. O Brasil tem apenas 3% da população mundial, mas teve 11% das mortes de covid-19 no mundo, o que demonstra que o Brasil errou na pandemia. O papel da vacina foi desacreditado e combatido pelo atual presidente, e isso tem impacto ruim até para outras doenças, que estão com cobertura vacinal baixa”.

MARIA LÚCIA WERNECK
Professora associada do Instituto de Economia

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 19“Votar em Lula significa barrar Bolsonaro, portanto o fascismo e o autoritarismo. É defender o estado democrático de direito e suas instituições. Nos oito anos de Lula, o governo providenciou medidas extremamente importantes para o desenvolvimento econômico e social do país com distribuição de renda. Lula apostou na industrialização, na criação de empregos e na melhoria das condições de vida da população nas áreas de saúde, educação e renda. Isso tudo com respeito às regras democráticas e valorização da estrutura partidária das organizações da sociedade civil. Além disso, voto em Lula em defesa da UFRJ e das outras instituições públicas de ensino superior. Eu vivi na universidade o período da aprovação do Reuni e da política de cotas, vi como isso ampliou o acesso ao ensino superior. Eu fazia parte do Conselho Universitário e participei ativamente das discussões. Abriu-se um curso noturno no Instituto de Economia, coisa que não existia. Isso foi extremamente democratizante, porque pessoas que trabalhavam durante o dia passaram a poder estudar num curso superior de excelência, até então visto como de elite”.

GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO
Professor titular de Literatura Brasileira

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.16 13“Eu voto em Lula pela manutenção e expansão da qualidade das universidades públicas, a valorização que eu já conheço da ciência e da cultura e o estímulo à tolerância. Meu voto é pela continuidade da política de cotas e pela manutenção das instituições democráticas, duramente conquistadas pela nação brasileira depois da ditadura militar. Bolsonaro despreza a cultura, trata como se fosse um capricho, uma bobagem. Com Lula, minha esperança é a prometida recriação do Ministério da Cultura e a valorização da Funarte”.

 SAMUEL ARAÚJO
Professor titular da Escola de Música

WhatsApp Image 2022 10 28 at 08.31.17 6“Eu declaro abertamente meu voto em Lula porque ele representou uma grande guinada no país em termos de valorização da pluralidade da cultura brasileira. Ele desenvolveu logros durante seus governos que prosseguiram na gestão Dilma; antes, a cultura brasileira não era reconhecida pelo Estado. Gostaria de destacar que as políticas dos governos do PT, incluindo as culturais, valorizaram segmentos da população produtoras de cultura que são de fato a grande marca de qualquer coisa que possa ser considerada cultura brasileira: as populações afro, indígenas, e outros âmbitos de populações marginalizadas, das favelas brasileiras, do Rio em particular. Isso se dá pelo reconhecimento dos signos culturais criados a partir das experiências dessas populações, aliado aos mecanismos de redistribuição de renda e de participação política, resultando em maior igualdade política e econômica.
Logo, pela primeira vez, as populações que seriam incluídas nas políticas públicas puderam expressar seus desejos em relação a essas políticas, e não foram tratadas apenas como seus repositórios. Passou a ser uma política de mão dupla, e não de mão única. Por isso, declaro meu voto em Lula em 2022”.

 

 

 

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