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480763359 1052274663612955 48718676537797310 nRenan Fernandes
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Nem o calor intenso do verão carioca diminuiu o entusiasmo dos foliões que participaram da retomada das atividades do bloco Minerva Assanhada, na tarde de segunda-feira, dia 24. Professores, técnicos e estudantes compareceram ao espaço de convivência da Prefeitura Universitária e soltaram o grito de carnaval, com muita descontração e alegria. O evento teve apoio da AdUFRJ, do Sintufrj e da reitoria.
O grito estava preso na garganta há cinco anos. Criado na gestão do ex-reitor Carlos Lessa em 2003, o bloco chegou a desfilar pelas ruas do Centro do Rio e fez parte da programação carnavalesca da cidade por alguns anos até entrar em inatividade. A primeira volta aconteceu em 2020, para celebrar o centenário da UFRJ e criar um espaço de mobilização contra os ataques do governo Bolsonaro às universidades. Assim surgiu o enredo “UFRJ: 100 anos de arte, ensino e balbúrdia”, que não ganhou as ruas devido ao avanço da pandemia de coronavírus.
“Preparamos tudo, fizemos o samba, fizemos a arte, convocamos as pessoas. Infelizmente, no dia que iríamos desfilar, fechou tudo”, lembrou a professora Tatiana Roque, responsável pelo desenvolvimento do enredo e pelo renascimento do bloco quando coordenava o Fórum de Ciência e Cultura.
“Quando reativamos o Minerva para o centenário da UFRJ, a ideia era cantar em defesa da democracia no Brasil e pela democratização do acesso à universidade. Tudo isso continua muito atual”, defendeu a vereadora eleita e atual secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro.
Joana de Angelis, diretora de Desenvolvimento da Pró-Reitoria de Pessoal, também foi uma das autoras do enredo e trabalhou na organização do grito de Carnaval. “É nossa chance de cantar esse samba que foi composto em um momento tão importante de defesa da universidade”, contou. Agora, Joana espera manter o Minerva Assanhada ativo e já tem planos para os próximos carnavais. “Dessa vez, o bloco aconteceu no estilo ‘concentra, mas não sai’. Queremos colocar o bloco na rua, fazer oficinas de percussão, mobilizar as pessoas”.481340155 1052274660279622 6559133181747722814 n

REMÉDIO DA ALMA
O professor Antonio Solé, diretor da AdUFRJ, foi um dos primeiros a chegar e vestir a camisa do bloco. Em clima de festa, o docente celebrou a oportunidade para a comunidade acadêmica brincar o Carnaval. “É legal ver as pessoas felizes. É para isso que serve o Minerva Assanhada”, afirmou sorridente. “O mais importante que nós temos é a nossa comunidade. Mesmo enfrentando cortes orçamentários, continuamos com o alto astral e celebrando a vida”, afirmou.
479851475 1052274656946289 3762253747499817137 nO reitor Roberto Medronho, compositor do samba-enredo do bloco em parceria com o baluarte Noca da Portela, também exaltou o momento de descontração carnavalesco. “É uma questão de saúde mental”, destacou. “Vamos continuar incentivando o encontro de professores, técnicos e estudantes em ações culturais e eventos festivos para aumentar o sentimento de pertencimento”, disse o professor.
Medronho e Noca são parceiros de longa data. Juntos, lançaram em 2004 um álbum chamado “Samba, saúde e simpatia”. O reitor confessou que perdeu as contas de quantas músicas compuseram em quatro décadas de amizade. “Nossa forma de compor é simples. A gente senta com um tema, desenvolve letra e música ao mesmo tempo e 90% da obra já sai nesse primeiro encontro”.
Atualmente, a parceria se estende aos herdeiros da lenda da escola de Oswaldo Cruz. O cantor Diogão Pereira, conhecido como Noca Neto, foi quem gravou o samba-enredo em 2020. Cinco anos depois, o músico e sua banda puxaram o grito de Carnaval e colocaram o povo para dançar ao som de clássicos do samba.480570005 1052274650279623 2969653239955592515 n
“Hoje, a universidade tem gente de diferentes origens e o samba tem esse poder de juntar as pessoas em volta da roda”, afirmou. “É como Candeia dizia: o samba alimenta o corpo e a alma da gente”, lembrou o cantor.

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