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A ADUFRJ lança campanha Professores da UFRJ com Lula. Insistimos no desenho de coração porque seguimos acreditando que o amor vence o ódio e que os tempos de ódio destroem a democracia e o conhecimento. Entendemos que o que está em jogo é a nossa soberania, a sobrevivência das nossas instituições de ensino e pesquisa e a nossa dignidade.

Venha fazer parte desse movimento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É hora de unir forças para derrotar a extrema direita. É nossa tarefa defender a democracia e lutar contra o obscurantismo que tomou conta de setores da política e da sociedade.

A universidade vai seguir como trincheira de resistência ao negacionismo e de defesa do pensamento crítico, da ciência, dos direitos humanos. Nossos campi serão tomados pela força coletiva dessa mobilização.

Teremos banquinhas com nossos adesivos e camisetas para mostrar que somos muitos e que vamos ajudar a manter o Brasil no caminho da democracia e da justiça social. Venha partipar. No dia 1º de outubro, faremos uma fotografia histórica, ao
meio-dia, na escadaria do Bloco A do Centro de Tecnologia. Participe!

#ProfessoresDaUFRJcomLula

A professora Cláudia do Rosário Vaz Morgado, ex-diretora da Escola Politécnica, acaba de tomar posse como decana do Centro de Tecnologia. É a primeira mulher a assumir o cargo. “Fui a primeira mulher em 226 anos de história a dirigir a Escola Politécnica da UFRJ, a mais antiga escola de Engenharia das Américas. E assumo agora como a primeira decana do CT. Não trago esses marcos como troféus. Trago-os com responsabilidade. Entendo que o significado destes marcos não está em mim, mas no que eles podem inspirar. Que as profissionais e estudantes de Engenharia sigam sempre em frente, até onde seus talentos, esforços e competência puderem levá-las. Sem obstáculos”, afirmou, na solenidade realizada no Auditório Horto Barbosa, no bloco A do CT.
“Os grandes desafios se superam com união e integração de esforços. Essa é a síntese de experiência de gestão que vivi nos últimos oito anos à frente da Escola Politécnica e que trago, agora renovada, para o conjunto do Centro de Tecnologia”, disse Cláudia. “O CT precisa estar em sintonia com o mundo contemporâneo, para dar impulso ao processo civilizatório brasileiro”, completou.
O reitor Roberto Medronho prestigiou a cerimônia. “Ser decana de um centro dessa dimensão significa coordenar diferenças, construir consensos, estimular cooperação entre unidades e, sobretudo, criar condições para que professores, técnicos e estudantes possam realizar plenamente aquilo que sabem fazer: ensinar, pesquisar, inovar e transformar a sociedade”, disse. “À nova decana, desejo uma gestão marcada pelo diálogo, capacidade de agregar e pela ousadia de construir novos caminhos. E isso sei que a senhora faz com muita eficiência. A reitoria estará ao lado do CT nessa caminhada”.
Decano nos últimos oito anos, o professor Walter Suemitsu agradeceu o trabalho de toda a equipe e desejou sorte à nova dirigente. “Conheço a professora Cláudia. Ela é muito competente, muito trabalhadora. Acho que ela vai fazer uma ótima gestão”, afirmou.
 
? Kelvin Melo

Na reunião do Conselho Universitário do dia 10 de setembro, a presidenta da ADUFRJ, professora Ligia Bahia, defendeu a sindicância para os acontecimentos no IFCS-IH. "A justiça significa punição para atos que não deveriam ter ocorrido. E significa amplo direito à defesa para todos", disse.

Leia a íntegra do discurso da presidenta da ADUFRJ ao Consuni, nesta manhã:

"Bom dia a todos!

Parabéns, em nome da ADUFRJ pela cerimônia de ontem - de diplomação dos professores e estudantes mortos e desaparecidos na ditadura. Uma cerimônia extremamente emocionante para todos nós, inclusive que participamos muito dos movimentos estudantis aqui na UFRJ. Quero aproveitar para agradecer o apoio que a UFRJ me deu pelo ataque da extrema direita a mim. Eu fui processada pelo Conselho Federal de Medicina e queria dar a boa notícia que fui completamente absolvida pela Justiça. Então muito obrigada!

Nós somos muitos os que lutam pela universidade. Nós da ADUFRJ, neste momento, estamos lutando pela universidade. Nós consideramos que houve no IFCS uma ameaça à autonomia da universidade. É um paradoxo. Na realidade, nós trouxemos a possibilidade de não termos autonomia na UFRJ com o ataque no IFCS. Nós queremos retomar a autonomia da UFRJ.

A ADUFRJ está apoiando a sindicância. Nós queremos que essa sindicância corra muito rápido e que seus resultados sejam divulgados amplamente. Isso é fundamental para que a UFRJ retome a sua autonomia. É a UFRJ que vai decidir quais são as regras, o que pode e o que não pode. Nós temos regras e essas regras têm que ser cumpridas.

A ADUFRJ solicita e reitera à reitoria da UFRJ os pedidos de segurança, inclusive com instalação de câmeras imediatamente no IFCS. Isso é possível, é viável. Estamos reforçando o nosso compromisso aqui com a justiça. A justiça significa punição para atos que não deveriam ter ocorrido. E significa amplo direito à defesa para todos.

A ADUFRJ, inclusive, neste momento, quer se colocar à disposição para garantir a ampla defesa, mas, ao mesmo tempo, cobrar justiça. Porque a universidade não é o lugar de violência. A universidade é o lugar da democracia. A universidade é o lugar do pluralismo. A universidade não é o lugar de totalitarismo, não é o lugar de autoritarismo. Portanto, nós estamos aqui apoiando a autonomia da nossa universidade. Obrigada a todos."

Foto: Fernando Souza

A diretoria da AdUFRJ convida professores e professoras para uma reunião com a Pró-Reitoria de Pessoal (PR4), que debaterá temas importantes relacionados à carreira docente e ao cotidiano na UFRJ.

A atividade será realizada na quarta-feira, dia 23 de setembro, às 10h, em formato híbrido: presencialmente no Prédio do CT, Bloco E, Auditório E-212, na Cidade Universitária, e remotamente pela plataforma Zoom.

Será uma oportunidade para apresentar dúvidas, discutir questões de interesse da categoria e dialogar diretamente com a PR4 sobre assuntos que impactam a vida funcional e o dia a dia dos docentes na universidade.

Uma bonita e delicada cerimônia na tarde desta quarta-feira diplomou os 24 estudantes e dois professores da UFRJ mortos e desaparecidos durante a ditadura, no lotado Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura.

"É muita emoção", afirmou à reportagem Mário Nacinovic, que recebeu o diploma em nome da irmã, Ana Maria Nacinovic, estudante da Escola de Belas Artes, assassinada em 1972. "Minha irmã não morreu em vão. Se temos democracia hoje, é porque Ana Maria e tantos outros guerreiros deram suas vidas", completou.

O reitor Roberto Medronho disse que nenhum diploma poderá reparar a dor de amigos e familiares. "Mas hoje, em um gesto simbólico, a UFRJ devolve a vocês o que a ditadura tentou negar: que estiveram aqui. O reconhecimento que fizeram parte da nossa comunidade e permanecerão para sempre em nossa memória", disse.

O coordenador da Comissão de Memória e Verdade da universidade, professor José Sérgio Leite Lopes, afirmou que o ato seguiu recomendação da Comissão Nacional da Verdade. "A UFRJ assim se junta aos movimentos de diplomação póstuma que têm sido organizados em diferentes universidades, nos últimos dois anos".

ARTE PRESENTE!

Ao lado do salão, criada pelo professor Pedro Meyer, da EBA e também integrante da Comissão de Memória e Verdade da universidade, uma instalação com lanternas trazia o nome iluminado de cada um dos alunos e professores mortos e desaparecidos.

Foto: Alessandro Costa

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