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WhatsApp Image 2022 10 26 at 11.03.04Mayra GoulartRepresentantes da AdUFRJ e do Sintufrj participaram esta manhã (26) da roda de conversa "Ações da UFRJ durante a pandemia". A atividade foi organizada pelo Centro de Tecnologia em homenagem ao Dia do Servidor Público na sexta (28). A vice-presidente da AdUFRJ, professora Mayra Goulart, destacou o papel da entidade em ações solidárias e em apoio a iniciativas da universidade de prevenção e combate ao coronavírus. Mayra também chamou atenção para a eleição de WhatsApp Image 2022 10 26 at 10.41.11Esteban Crescente domingo em defesa da Educação e da Ciência. "É um contrassenso, se você estuda ou trabalha na universidade, votar em Bolsonaro. Porque ele quer que a gente deixe de existir enquanto espaço de pensamento livre". O coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente, fez coro contra o presidente. "Se estivéssemos sem trabalhar, como Bolsonaro diz, a Coppe não teria feito um ventilador mecânico, não teríamos a produção de vacinas nacionais, a produção de insumos", disse.

Por Estela Magalhães

WhatsApp Image 2022 10 20 at 19.41.55Ela é o retrato do orgulho de ser UFRJ. Priscilla Borges, estudante de Odontologia, é a dona da camiseta que encantou a multidão no comício do ex-presidente Lula, no Complexo do Alemão, na quarta-feira (12).

Naquela manhã, a família Borges saudou Lula pendurando a camisa da futura dentista na janela. “Foi uma forma de mostrar que as políticas públicas de educação funcionam”, diz Priscilla.

Pioneira, ela foi a primeira de sua família a ingressar no Ensino Superior. “Quando passei para a UFRJ foi muito emocionante, realizei um sonho!”, lembra. “Minha mãe é empregada doméstica e estar na universidade é uma realidade que a gente achava que não tinha condições de pertencer. A nossa visão de futuro e nossas possibilidades, hoje, são muito mais amplas”.

Aos 28 anos, Priscilla está no final da faculdade e inspira a irmã mais nova, Gabriella, que faz Engenharia de Produção também na UFRJ, e a prima Rayca Borges, de 16 anos, que sonha em estudar Psicologia na maior do Brasil. “Fico feliz em ser uma inspiração para Rayca. Ela vê a gente e acredita que também consegue”, conta.

Na fotografia que roda as redes sociais desde 12 de outubro, era a prima Rayca quem empunha a camiseta da UFRJ. “A entrada das minhas primas naWhatsApp Image 2022 10 20 at 19.41.55 1 universidade é muito importante para a nossa família, principalmente para mim, que estou quase completando o Ensino Médio”, diz. “Minhas primas quebraram barreiras e preconceitos. Mesmo com inúmeras dificuldades do cotidiano, elas permanecem, e isso é um exemplo”, completa.

A história recente do Ensino Superior no Brasil ajuda a compreender o fascínio das moças do Complexo do Alemão pela universidade. O Censo da Educação Superior mostra que a população universitária quase triplicou nos governos do PT, passando de 3 milhões em 2003 para mais de 8 milhões em 2016.

Em 2007, no segundo mandato do presidente Lula, o Ministério da Educação criou o Reuni. Foi um enorme programa de expansão das instituições federais de ensino superior. Entre 2007 e 2016, ano do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, foram criadas 18 universidades federais e 184 campi pelo Brasil. Os dados são da Comissão de Educação do PT na Câmara dos Deputados.

Mas as portas da universidade não se abriram para os sonhos de Priscilla e Rayca apenas pelo Reuni. As cotas também têm importante papel nessa história. Sancionada na gestão Dilma, a Lei de Cotas garante a reserva de no mínimo 50% das vagas das instituições federais de ensino superior e técnico para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, estudantes da rede pública, candidatos de baixa renda e pessoas com deficiência. Desde a adoção da política pública, a UFRJ viu um aumento de 71% de pretos e pardos em seu corpo estudantil.

“A lei de cotas produziu uma revolução na educação brasileira”, diz Denise Góes, coordenadora das Comissões de Heteroidentificação da pró-reitoria de Graduação. “As canetadas do STF foram fruto de reivindicações do movimento negro a partir da noção de que o Brasil, ao se reconhecer racista, tinha que implementar políticas que produzissem igualdade de oportunidades”, completa.

Para Priscilla, dona do manto de Minerva que ganhou os corações no Alemão, apoiar Lula é uma escolha clara. “De um lado, a gente tem um candidato que apoia e investe na Educação. Do outro, um que vive sucateando a educação pública”, pondera.

Por Alexandre Medeiros e Júlia Fernandes

 

Apoiado em uma mureta do VLT na esquina das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, seu Otávio tinha os olhos marejados. Calado, sozinho, vestido com calça de tergal e camisa social branca, ele destoava da multidão de jovens de camisetas, bermudas, sandálias, bandeiras, faixas, cartazes e estandartes que ia em direção à Candelária, gritando “Lula presidente!” e “Fora, Bol sonaro!”, no ato nacional unificado contra os cortes na Educação, na terça-feira (18). “No meio dessa garotada, eu consigo ter um pouco de esperança”, disse ele, apontando timidamente um adesivo de Lula 13 no bolso da camisa.

Esperança. Talvez seja essa a palavra que melhor resuma o ato do dia 18, que levou às ruas do Centro milhares de estudantes, professores e trabalhadores de universidades e escolas públicas, além de políticos e representantes de entidades da sociedade civil. A manifestação, majoritariamente formada por estudantes, denunciou à sociedade o projeto de destruição do governo Bolsonaro na área da Educação e renovou o espírito de mobilização em favor da candidatura de Lula, a menos de duas semanas do segundo turno. A AdUFRJ esteve presente ao ato e participou ativamente de sua construção, ao lado do Sintufrj, do DCE Mário Prata, da APG e da ATTUFRJ.

MOBILIZAÇÃO
No Fundão, os preparativos para o ato começaram cedo, com uma panfletagem no Centro de Tecnologia organizada pela AdUFRJ na hora do almoço. “Vocês querem conversar? Eu sou professora daqui, estou usando meu horário de almoço”, convidava a professora Leda Castilho, da Coppe, aos que passavam pelo corredor externo do CT, entre os blocos A e B. Mesmo com a agenda lotada, Leda tem usado todo o tempo fora das obrigações acadêmicas para fazer campanha em favor de Lula. “É o nosso trabalho de formiguinha que vai combater as fake news”, disse ela, para quem as pequenas atitudes farão diferença no resultado do segundo turno.

Agatha Passos, aluna do curso de Química Industrial, comentou sobre a importância de os professores estarem unidos nessa ação. “São as pessoas que mais têm influência sobre nós, alunos”, disse. Mas não são apenas os docentes que estão se mobilizando nessa luta. “Todos os segmentos da universidade precisam estar juntos. Não é hora de se dividir. Estamos todos no mesmo barco”, afirmou Marli Rodrigues, coordenadora da Comunicação Sindical do Sintufrj. Para ela, a situação é tão crítica que o futuro da UFRJ está em perigo. “Ou a gente elege o Lula, ou estamos condenados a não ter mais universidade”, acrescentou.

Para o professor Ricardo Medronho, emérito da Escola de Química e diretor da AdUFRJ, a panfletagem teve um impacto direto porque partiu de um diálogo com quem está sob o mesmo manto de destruição do governo Bolsonaro nas universidades. “É diferente de uma ação na Quinta da Boa Vista, onde as pessoas são desconhecidas e não pertencem ao mesmo ambiente. Aqui a gente está falando com alunos, funcionários e professores da universidade, que conhecem a situação pela qual passamos”, observou.

UNIDADE PARA ELEGER LULA
Delegações da UFRJ partiram do Fundão — a AdUFRJ forneceu transporte — e da Praia Vermelha para a concentração em frente ao IFCS, no Largo de São Francisco, onde houve um “esquenta” para o ato. A tradicional praça do Centro ficou lotada, em mobilização conjunta das entidades representativas da UFRJ e de centros acadêmicos como o Centro Acadêmico Manoel Mauricio de Albuquerque (História) e o Cafil (Filosofia).

Marinalva Oliveira, professora da Faculdade de Educação e ex-presidente do Andes, foi a primeira oradora do “esquenta”. “Bolsonaro é inimigo da Educação e quer acabar com as universidades porque elas são um espaço de conhecimento, produzem ciência, e isso é tudo o que um governo negacionista não quer”, disse ela. O professor Markos Klemz, diretor regional do Andes no Rio, falou da importância da vitória de Lula para desfazer intervenções do governo Bolsonaro na área de Educação: “Temos que revogar a reforma do Ensino Médio, que retirou Filosofia e Sociologia do currículo”, lembrou.

Um dos depoimentos mais emocionantes foi o de Natália Trindade, secretária-geral da APG. “Se estou neste momento no doutorado da UFRJ é porque tive a possibilidade de sonhar. Isso é fruto de uma luta coletiva em defesa da universidade pública que Bolsonaro quer destruir. É pelo futuro que estamos aqui hoje. Não quero ser a única da minha família a chegar à pós-graduação. Estamos aqui pelo direito de sonhar”, discursou Natália.

Presidente da AdUFRJ, o professor João Torres levantou a plateia ao fazer um apelo à unidade para eleger Lula, superando eventuais divergências ideológicas. “Estamos aqui em um ato unificado, ninguém vai nos dividir. Nossa questão central hoje é assegurar a democracia mínima no Estado brasileiro com a vitória de Lula. A história vai mostrar que nós escolhemos a opção correta. Vamos eleger Lula!”, convocou João. Logo em seguida, os estudantes entoaram na praça o coro: “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador!”.

Do Largo de São Francisco, a delegação da UFRJ seguiu em direção à Avenida Presidente Vargas e dali até a Candelária, onde encontrou comitivas de outras universidades e entidades. Muitos políticos do campo progressista se uniram ao ato, como os deputados federais reeleitos Benedita da Silva (PT-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ), e os estaduais Flavio Serafini (PSOL-RJ) e Renata Souza (PT-RJ), estes reeleitos, e Marina do MST (PT-RJ). Nem a chuva, que começou a cair no início da noite, dispersou os manifestantes, que caminharam até a Cinelândia.

Àquela altura, seu Otávio já devia estar de volta ao conjunto habitacional em que mora, no Centro, tendo o cuidado de tirar o adesivo de Lula da camisa. Ele contou que no conjunto vivem muitos aposentados do INSS, como ele, que votam no candidato do PT, mas que não se sentem à vontade para declarar o voto. “Bolsonaro não nos deu nenhum real de aumento em quatro anos. Os aposentados lá são Lula, mas não falam abertamente, por medo de ignorância. Não me sinto bem lá. Mas essa moçada é corajosa, me fez sentir bem aqui. Vamos ganhar, né?”. Vamos sim, seu Otávio, vamos sim.

ATO EM MACAÉ MOBILIZOU FRENTE DEMOCRÁTICA

Em Macaé, no Norte Fluminense, o ato contra os ataques do governo Bolsonaro à área de Educação se transformou em um grito unificado pela eleição de Lula no segundo turno. A concentração foi na Praça Veríssimo de Melo, no Centro, onde a AdUFRJ marcou presença com uma banca para distribuição de panfletos e adesivos. O movimento foi organizado pela Frente de Lutas Macaé, que reúne entidades como Sindipetro-NF, Sindiservi, SEEB, Sindicato dos Jornalistas, Sinpro, ADIFF, ADUFF e DCE, além da AdUFRJ.

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Veja algumas imagens do ato no Rio, de Alessandro Costa
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Bandidos investem em novo golpe contra sindicalizados. Eles se passam por advogados da AdUFRJ e enviam mensagem de whatsapp sobre suposta vitória judicial. Após o primeiro contato, um número de telefone fixo supostamente do escritório de advocacia é enviado. A cereja do bolo é a exigência de depósitos em grande quantia, com a falsa justificativa de pagamento de custas processuais. É golpe! A AdUFRJ reitera que qualquer ganho judicial será sempre comunicado nos canais oficiais do sindicato. Os advogados orientam a denunciar as mensagens pelo próprio Whatsapp. Qualquer dúvida, ligue para o celular oficial da AdUFRJ (21) 99644-5471. O número não possui aplicativos de mensagens.

Não realize qualquer transferência antes de checar as informações nos canais oficiais da AdUFRJ. Caso você tenha caído nesse golpe, a assessoria jurídica orienta o contato imediato com seu banco a fim de suspender a transferência de valores. Registre também um Boletim de Ocorrência preferencialmente na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (Av. Dom Hélder Câmara, 2066 - Maria da Graça - Cidade da Polícia).

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