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WhatsApp Image 2022 09 26 at 14.32.16Foto: Fernando SouzaA AdUFRJ lançou, dia 22, no Salão Pedro Calmon do campus da Praia Vermelha, um manifesto em defesa da universidade. O documento recebeu o apoio de 10 entidades nacionais. Entre elas, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Andes e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). “Juntos, caminharemos neste sentido, com a convicção de que defender a universidade é defender a vida”, conclui o documento.
Vice-presidente da AdUFRJ e coordenadora do Observatório do Conhecimento, a professora Mayra Goulart avalia a universidade não só como um espaço de ensino, mas de inclusão e transformação da sociedade. “É esse projeto que a universidade pública representa. E é esse espaço que está em ameaça hoje”, disse. A docente chamou atenção para a necessidade de eleger representantes ao Legislativo que tenham compromisso com a Ciência e a Educação.
Representante da SBPC, a professora Ligia Bahia disse que é preciso avançar no processo de democratização das universidades públicas. “O número de médicos negros hoje formados pelas universidades públicas é igualzinho ao de 20 anos atrás. A gente precisa avançar muito mais”, disse. “A gente precisa que a universidade mude de cara, mude de cor em todas as áreas, e para isso é preciso muito mais investimento do que nós temos no momento”, completou.
Aos 92 anos, o jornalista e escritor Ivan Cavalcanti Proença arrancou muitos aplausos do público ao comparar grandes figuras da área da Educação, como Darcy Ribeiro e Paulo Freire, com os quadros indicados no governo Bolsonaro. “É tão horroroso conviver com a mediocridade desses indivíduos”. Mas o representante da ABI não perdeu a esperança e empolgou todos os participantes do ato. “É proibido perder a esperança, algum dia isso vai terminar”.

WhatsApp Image 2022 09 26 at 14.34.00Foto: Fernando SouzaO Brasil pós-Bolsonaro vai exigir enormes esforços de reconstrução de políticas públicas. O diagnóstico foi apresentado pelo ex-ministro da Saúde (2007-2011) José Gomes Temporão. Também ex-diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 2003 a 2005, o ex-ministro falou ao Jornal da AdUFRJ sobre os principais desafios em sua área.
Temporão participou de um ato da campanha da professora Tatiana Roque a deputada federal pelo PSB, no Rio, segunda-feira (19). Na ocasião, Tatiana assinou o Pacto pelo Conhecimento, iniciativa do Observatório do Conhecimento que lista cinco compromissos essenciais para o fortalecimento da educação pública, da ciência e tecnologia. O documento já foi subscrito por 18 candidatos à eleição e reeleição para os legislativos estaduais e federal.
“O Orçamento do Conhecimento calculou perdas de R$ 100 bilhões, nos últimos anos, no orçamento da C&T e educação superior. Daí a importância dessas propostas e desse compromisso dos candidatos”, explicou a professora Mayra Goulart, vice-presidente da AdUFRJ e coordenadora do Observatório.

Jornal da AdUFRJ - Qual deve ser o papel do próximo governo para recuperar a área da Saúde depois do governo Bolsonaro?
Temporão
– Acho que a primeira medida é abrir de novo as portas do Ministério da Saúde para a ciência. Segundo, reconstruir imediatamente o diálogo e o trabalho conjunto com governadores e prefeitos. O pacto federativo foi rompido pelo governo Bolsonaro. Terceiro é recuperar, e isso é possível, a qualidade técnica e a respeitabilidade do ministério. Retomar os projetos e programas consagrados, como a Farmácia Popular, o SAMU, a política de transplantes, de direitos sexuais e reprodutivos, de atenção à AIDS, o Programa Nacional de Imunizações.

O senhor mencionou o PNI, e vivemos um momento crítico, com baixas taxas de vacinação e o risco da volta da poliomielite. Como recuperar o Plano Nacional de Imunizações?
Esse é o mais simples. É colocar uma pessoa séria à frente da coordenação do programa, recolocar a ciência sentada no conselho consultivo, fazer grandes campanhas de massa, de mobilização, e mobilizar os profissionais de saúde e a sociedade para alcançar essas metas. Nós fizemos isso em 2010, vacinamos 90 milhões de brasileiros, em três meses, contra o H1N1. Vacinamos 50 milhões de jovens e adultos, o que é muito difícil, contra a rubéola congênita em quatro meses, em 2009. É questão de vontade política, vamos fazer.


E quais outros desafios devem ser enfrentados na reconstrução da saúde pública brasileira?
Temos que enfrentar uma questão estrutural, que é o grande desafio que o Brasil tem. Ou nós construímos, de fato, um sistema universal para atender a todos, sem qualquer tipo de discriminação, que é o que está na Constituição, ou vamos manter a situação atual, onde você tem uma fragmentação da atenção. Setenta e cinco por cento da população usa o SUS para todos os seus cuidados e necessidades, mas 25% usam plano de seguros privados. E dentro desses 25% há muita segmentação e muita diferenciação no acesso. Então equidade, integralidade e democracia são as questões centrais do SUS. Esse é o grande desafio estrutural.

gavel gbdf8a3f59 640Imagem de Arek Socha por Pixabay A AdUFRJ participou da audiência do processo em que o Ministério Público Federal cobra a implementação do ponto eletrônico para os docentes do Colégio de Aplicação, no dia 15. Na ação civil pública que tramita na 22ª Vara Federal, os procuradores argumentam que não há nenhum tipo de controle sobre o trabalho realizado na unidade. No ano passado, o sindicato ingressou como assistente do processo para defender os direitos dos colegas do CAp. “Reforçamos argumentos de que a exigência do ponto é ilegal diante das especificidades da carreira e diante da comprovação, feita no processo, da preservação das atividades e do zelo com o registro delas, inclusive na pandemia”, afirma a advogada Ana Luísa Palmisciano. Ainda não houve decisão judicial sobre o caso.

ibeuOs associados já podem aproveitar descontos nos cursos de inglês presenciais e remotos do Ibeu. O mais recente convênio firmado pela AdUFRJ também é extensivo aos dependentes. “Sabemos que a maioria dos professores já tem algum domínio da língua, mas eles podem colocar os filhos. E os cursos de inglês, em geral, são bastante caros”, afirma Karine Verdoorn, diretora do sindicato. Os descontos, que variam entre as filiais - veja no site da AdUFRJ na aba “serviços” e clique em “convênios” —, são válidos para os cursos regulares e serão aplicados somente a alunos novos. Para mais informações, os interessados devem entrar em contato com o setor de convênios da AdUFRJ, com Meriane dos Santos: (21) 99358-2477 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

WhatsApp Image 2022 09 26 at 14.29.42 1Quinto maior país do mundo, bem servido de bacias hidrográficas e riquíssimo em minérios, o Brasil precisa investir na diversificação de suas fontes de energia. Esta foi uma das principais mensagens dos especialistas convidados pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ para discutir os desafios da soberania energética nacional, dia 20. O evento fez parte de um ciclo de debates organizado pela universidade para marcar o bicentenário da independência.
A utilização de combustíveis fósseis não pode ser descartada no planejamento brasileiro, de acordo com Guilherme Estrela, ex-diretor de exploração da Petrobras. “Incluindo as grandes reservas marítimas de petróleo e gás que descobrimos no pré-sal”, disse, apesar dos efeitos poluentes produzidos por estas fontes de energia. “No que diz respeito à emissão de CO2 para a atmosfera, estamos em 12º lugar. E 46%, segundo dados do Observatório do Clima de 2021, vêm de desmatamentos e queimadas”.
“Não precisa ser uma corrida desenfreada pela energia eólica, como outros países estão fazendo”, reforçou a professora Clarice Ferraz, da Escola de Química e pesquisadora associada do Grupo de Economia de Energia da IE/UFRJ. A docente defendeu um planejamento adequado e integrado de todos os recursos disponíveis. “O setor elétrico precisa dessa visão sistêmica”.
A capacidade de produzir energia nuclear também deve ser aproveitada. Dos 33 países do mundo que fazem uso desta fonte para geração de eletricidade, apenas três possuem grandes reservas de urânio, dominam a tecnologia do ciclo do combustível nuclear e operam usinas nucleares há mais de três décadas: Brasil, EUA e Rússia. “A nossa decisão é política. Passa pelo Executivo, pelo Congresso e pelo entendimento da sociedade. A sociedade não suporta a falta de energia, afirmou o professor Aquilino Senra, da Coppe.

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