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WhatsApp Image 2022 11 16 at 21.29.01 11Diretora da Educação Física, a professora Katya Gualter afirma que a reitoria não procurou a unidade para falar sobre o uso do campo de futebol. “A administração central jamais procurou a Escola para dialogar. Chamou a direção da EEFD por conta das graduações e do programa de pós-graduação em Dança, depois de demonstrarmos toda nossa indignação, para opinar sobre um espaço no equipamento cultural, que já estava pré-definido”, afirma.
A docente critica a condução do processo. “Foi muito equivocada, desrespeitosa. A Educação Física foi desconsiderada em seus 83 anos de história. Há um desmerecimento da Educação Física e da Dança como áreas de conhecimento e espaços de pesquisa. Isso é preconceito. Lamento que não possamos divergir, pensar juntos, em um espaço de interação dialógica”.
Sobre as críticas de que estaria agindo num movimento que pode rachar a universidade, a diretora se defende. “Não somos liderança estudantil, nem dos técnico-administrativos. Eu represento minha comunidade, levo adiante as decisões da congregação da minha unidade. O que houve foi uma convergência de discordâncias sobre o processo que está sendo discutido”.
A docente também considera que o debate acontece sem dar tempo para que toda a comunidade acadêmica possa entender o projeto. “Muitos alunos sequer conhecem o que querem fazer no campus. É péssimo para a universidade tomar decisões atropeladas. Não queremos gerar cisões. A reitoria deveria ter pensado nisso ao conduzir o processo dessa maneira”.

CAMPINHO
Toda a área no entorno do campo de futebol é conhecida como “campinho”. Lá acontecem outros projetos de extensão da EEFD, de outras unidades e até em parceria com os Centros de Atenção Psicossocial que funcionam próximos ao campus. A professora Marta Bonimond, do programa de pós-graduação em História das Ciêncas e das Técnicas e Epistemologia, coordena o Paratodos e a Trupe DiVersos, que existem desde 2010. “É preciso discutir com muita delicadeza, de forma muito democrática, com as pessoas que precisam daquele espaço verde. É uma questão de saúde”, defende.

ADUFRJ CONTRA A DEFESA DA REVOLUÇÃO PELO IMOBILISMO

João Torres
Presidente da AdUFRJ

WhatsApp Image 2022 11 16 at 21.29.01 12Há 12 anos as ruínas do Canecão são um espectro que ronda a UFRJ. Como estou na UFRJ desde 1979, conheço alguns detalhes dessa longa e polêmica história.
A instituição brigou pela posse da área desde 1971. Em 2002, o TCU reconheceu a UFRJ como legítima dona do espaço e em 10 de maio de 2010 a Justiça deu ganho de causa à universidade pelo direito de reintegração de posse do espaço. Ou seja, há 12 anos somos os únicos responsáveis pelo que se passa naquela área, encravada no coração do Rio de Janeiro e na memória cultural da cidade,
Um dos bens mais importantes de qualquer organização, seja uma universidade, seja uma empresa, é a sua imagem diante da sociedade. As empresas gastam milhões de reais em propaganda para construir ou melhorar suas imagens. Creio que a UFRJ possui uma imagem muito positiva no geral, mas o Canecão é uma mancha enorme nesta imagem. Não apenas uma mancha visual, mas também uma perda afetiva: quem tem a minha idade lembra de shows marcantes que moldaram a música popular brasileira. Portanto, o projeto do equipamento cultural tem potencial para atuar duplamente em favor da nossa imagem perante a população carioca: eliminaremos um prédio degradado, pichado, em ruínas, e devolveremos um espaço cultural importante para a população.
A diretoria da ADUFRJ concorda com a administração do professor Roberto Leher que a concessão de espaço, por prazo determinado, por patrimônio (construções e melhorias, no caso da PV) e patrimônio por patrimônio (no caso do Ventura) é uma excelente e efetiva ideia que não configura venda do patrimônio da universidade. Aliás, não se tem registro de críticas a esta proposta, à época em que foi apresentada, de alguns atuais opositores que participavam da administração do professor Leher. Em quatro anos, uma proposta considerada meritória virou privatista.
Esse é um problema que os democratas precisam discutir: como enfrentar essa dificuldade de lidar com a coisa pública e quem ganha com essa procrastinação?
Existe um purismo de achar que apenas a luta pela recomposição do orçamento, desconectada da realidade — um orçamento federal que, para o ano que vem, já tem um rombo de R$ 400 bilhões — será suficiente para resolver os nossos problemas. Não será. É necessário, sim, brigar pela recomposição, mas é preciso avançar, ter responsabilidade com a coisa pública, sair do imobilismo.
Em 2022, recuperamos a esperança no Brasil. É hora de reconstruir, com ousadia e responsabilidade.
Em nome do tempo, os opositores do projeto estão defendendo uma hortinha que não será atingida pelo equipamento cultural, árvores que não serão derrubadas, 12 anos de ruínas num dos espaços mais nobres da cidade, aulas em contêineres insalubres. É a defesa da revolução pelo imobilismo.


BREVE REFLEXÃO SOBRE O CONSUNI DO DIA 10/11/2022

Felipe Rosa
Professor do Instituto de Física e ex-diretor da AdUFRJ

Estive presente à reunião do Conselho Universitário da última quinta-feira (10/11), na qual estava programada a votação do projeto de valorização do patrimônio da UFRJ. Sem entrar nos méritos específicos do projeto (que, na minha opinião, são muitos), gostaria de registrar aqui o movimento antidemocrático e violento protagonizado por uma pequena parcela da comunidade acadêmica — composta de estudantes em sua maioria, mas não totalidade — contrária ao projeto. Usarei doravante o termo “interventores” para designá-los, uma vez que estavam lá para interditar a sessão.
O clima de intimidação já estava posto desde antes do começo da sessão, quando alguns interventores se colocaram na porta do auditório, dificultando a entrada dos conselheiros/as. Em seguida, com alguns minutos de sessão iniciada, houve a “invasão” prometida durante a semana, com ~50 interventores adentrando a sala com tambores, bumbo e muitas palavras de ordem. A partir daí tivemos um espetáculo deplorável de desrespeito às normas e constrangimento democrático: ofensas pessoais à reitora, silenciamento de falas favoráveis ao projeto de revitalização e, mais grave, um “ataque” à mesa para impedir uma das votações, levando a interrupção da sessão por ~20 minutos. Graças à enorme confusão causada pelos interventores, a sessão se encerrou às 14 h (tendo começado às 9:30 h) sem que se pudesse votar qualquer encaminhamento.
Não se pode admitir que nenhum grupo decida, no grito, que a UFRJ não possa seguir tal ou qual caminho. Se a universidade, representada nos seus conselheiros/as, decidir que algo deve feito nos 15 mil m2 da área contemplada pelo projeto, não é um grupo de 50 ou 100 radicais que pode determinar outra coisa.
Espero que os interventores se portem de forma mais universitária na próxima reunião do Consuni.


PREZADOS E PREZADAS DA COMUNIDADE DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO

Ana Lúcia Fernandes
Professora da Faculdade de Educação e Diretora da Adufrj

Já que houve manifestação expressa de um determinado posicionamento em relação à discussão sobre o Projeto de Valorização do Patrimônio da UFRJ, tomo a liberdade de me manifestar aqui com uma posição diferente e de enviar alguns documentos.
Há muita desinformação circulando, não se trata de privatização e nem de entrega para a iniciativa privada de áreas da PV, é um modelo de cessão cujo modelo foi uma proposta iniciada de forma aliás muito acertada pelo ex-reitor e nosso colega Roberto Leher e que na época não suscitou oposição tão aguerrida dos mesmos grupos que agora se opõem, como se pode ver na leitura da Ata da Reunião do Consuni da época que segue em anexo.
Essa discussão não se ganha no grito. O Consuni é o órgão máximo da UFRJ e tem representação de todos os setores da Universidade, por isso é a instância onde se devem decidir projetos dessa natureza. “Ocupar” e impedir o exercício desse processo, ao contrário do que possa parecer, não é democrático. Houve diversas reuniões e discussões em todos os Centros da UFRJ. A Praia Vermelha não é do CFCH, é da UFRJ; e cabe à UFRJ a decisão sobre o tema.
E nesse sentido, penso que também não cabe interferência do ANDES -Sindicato Nacional que deveria estar influindo na política nacional levando reivindicações ao governo de transição e não se metendo em questões internas das Universidades.
Procurem se informar, não sejamos manipulados por muito barulho e desinformação.

Saudações acadêmicas

O FINANCIAMENTO PÚBLICO PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ! NÃO À CESSÃO DE PATRIMÔNIO DA UFRJ PARA A INICIATIVA PRIVADA!

Nota do Coletivo Docente ANDES de LUTA pela
BASE - Núcleo UFRJ

Nesta quinta-feira, 17 de novembro, acontece nova sessão do Conselho Universitário tendo por pauta o assim chamado Projeto de Valorização de Ativos Imobiliários da UFRJ.
As últimas semanas têm sido de mobilização de docentes, técnicos e estudantes, contra esse projeto que entrega para a iniciativa privada áreas vitais na Praia Vermelha (“campinho” da PV) e no Centro (Edificio Ventura), em troca de contrapartidas que retiram da comunidade universitária a gestão de espaços e equipamentos da UFRJ, além de promover a alienação de patrimônio público.
Na versão atual do projeto a UFRJ deixa de ter seu espaço cultural em favor de um equipamento privado com fins lucrativos, inserido nos circuitos da mercantilização da cultura e da indústria cultural. Queremos um espaço cultural da UFRJ, público, indissociável da cultura desenvolvida por suas unidades acadêmicas e das demais instituições públicas do estado, assim como de todas as expressões da arte e da cultura não mercantis. Necessitamos de alojamento, bandejão e salas de aulas para nossos estudantes (déficit do Reuni que incluiu estudantes, mas não ampliou estrutura). Não alcançaremos esses objetivos submetendo os fins da UFRJ aos interesses privados-mercantis.
A Reitoria, além de pressionar para deliberação às pressas, sem amplo e circunstanciado debate, autocraticamente convoca um Consuni a portas fechadas!
Um projeto com tais consequências não pode ser colocado em votação sem aprofundamento de debates e sem prévia consulta às diferentes unidades implicadas!

Por isso, defendemos:
- Realização de audiências públicas;
- Realização de consultas à comunidade por iniciativa das diferentes unidades acadêmicas e de um plebiscito para o conjunto da UFRJ;
- Defesa do critério de financiamento público para a educação pública, conforme posição histórica do ANDES-Sindicato Nacional;
- Estudo de medidas complementares de financiamento para a UFRJ, com verbas públicas, mediante iniciativas já em curso junto a parlamentares das bancadas federal e estadual do Rio de Janeiro;
- Fortalecimento do movimento pela revogação da Emenda Constitucional-95, para ampliação da dotação orçamentária das instituições federais de Ensino e da UFRJ, em particular, visando a atender prioritariamente às demandas represadas de ampliação da assistência estudantil (bolsas, moradia e restaurantes universitários).
- Converse com seus pares, organize reuniões em sua unidade acadêmica e compareça na sessão do Consuni, a ser realizada esta QUINTA-FEIRA às 9h30, no Campus Fundão.
- Está em nossas mãos assegurar o caráter público dos espaços do campus da Praia Vermelha e da UFRJ como um todo!

Coletivo Docente ANDES de LUTA pela BASE - Núcleo UFRJ

 

WhatsApp Image 2022 11 04 at 18.43.25 1Foi uma batalha árdua, extenuante, histórica. E a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nos traz um misto de alívio e orgulho. Alívio pela certeza de que a educação pública voltará a ser respeitada, depois de tão atacada e menosprezada pelo governo Bolsonaro. E orgulho porque nossa diretoria foi fiel a um compromisso assumido ainda em sua campanha à AdUFRJ — o de apoiar o candidato do campo democrático com mais chances de derrotar Bolsonaro —, e se engajou de várias formas no esforço coletivo da sociedade civil para eleger Lula.

Não foi uma caminhada fácil. Enfrentamos o imobilismo do Andes, que assumiu uma inexplicável posição de neutralidade no primeiro turno, e que só veio se juntar à campanha em apoio a Lula no segundo turno. Encaramos cortes sucessivos de orçamento que levaram a UFRJ a negociar contratos e pagamentos para continuar funcionando. E fomos às ruas em 18 de outubro para protestar, com ações no Rio e em Macaé. Mas vencemos tudo isso. E é também com orgulho que resumimos, nas páginas 4 e 5, toda essa trajetória de nosso sindicato em defesa da universidade pública e da democracia, simbolizada pela vitória de Lula.

Temos muito trabalho pela frente. O presidente eleito terá de reconstruir o país, esfacelado em tantas frentes pelo desgoverno Bolsonaro. O que nos enche de esperança é a centralidade que a área de Educação voltará a ter no âmbito federal. Em seu discurso da vitória na Avenida Paulista, no domingo (30), Lula reafirmou esse compromisso: “Educação não é gasto. É investimento no futuro”. Nossa matéria da página 3 aborda as expectativas de entidades como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) pelo diálogo com o futuro governo.

Diálogo é também o que se espera da relação de Lula com os governadores eleitos em outubro. Sobretudo com aqueles que apoiaram Bolsonaro, como Cláudio Castro, no Rio; Tarcísio de Freitas, em São Paulo; e Romeu Zema, em Minas Gerais. Em entrevista na página 6, a cientista política Mayra Goulart, vice-presidente da AdUFRJ, analisa o cenário político pós-eleições com o foco na relação entre o governo federal e os estaduais.

Na página 7, trazemos a cobertura sobre o Consuni Extraordinário desta quinta-feira (3). E, na página 8, registramos a confraternização dos docentes promovida pela AdUFRJ em comemoração à vitória de Lula, no Fórum de Ciência e Cultura. O nome do encontro não poderia ser mais apropriado: Festa da Democracia.
Boa leitura!

WhatsApp Image 2022 11 16 at 21.29.01 10O campo de futebol da Escola de Educação Física e Desportos está no centro da polêmica do projeto de revitalização da Praia Vermelha. No espaço acontece apenas o projeto de extensão “Nova Geração Carioca: futebol como veículo de transformação social”, que atende aproximadamente 120 meninos de baixa renda de várias regiões periféricas do Rio de Janeiro.
O projeto existe em parceria com o Clube Atlético Barra da Tijuca, entidade privada que funciona numa sala comercial de um edifício de alto padrão na Barra. A reportagem da AdUFRJ esteve seguidas vezes no endereço ao longo de duas semanas e não conseguiu encontrar a sala em funcionamento.
Os donos do clube de futebol são o professor da Educação Física Luis Antonio Verdini de Carvalho, com 1% de participação na sociedade, e Adilson Oliveira Coutinho Filho, que é sócio-administrador, detentor do restante da cota societária.Verdini é docente da Educação Física desde 1996. Professor 20 horas, está cedido para o governo Bolsonaro. Em Brasília, ele atua na Secretaria Nacional de Futebol com o programa “Academia e Futebol”, que tem a participação de 39 universidades públicas de todo o Brasil.
Já o sócio majoritário é conhecido como Adilsinho e passou mais de um ano foragido da Justiça ao ser acusado, no ano passado, de chefiar uma quadrilha envolvida com contrabando de cigarros na Baixada Fluminense. Desde 2009, ele tem assuntos com a Justiça. Naquele ano, foi acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis e com o jogo do bicho. Em 2011, numa outra investigação, a Polícia Civil apreendeu R$ 4,6 milhões escondidos em sua casa. O dinheiro foi creditado como fruto de contravenção, mas, em 2017, um despacho da Justiça determinou a devolução do valor ao afirmar que Adilsinho havia conseguido comprovar a origem do montante.
A coordenação do projeto de extensão é do técnico desportivo da Educação Física, Ernani da Silva Thomaz. O servidor também é apresentado em publicações nas redes sociais do clube como técnico das categorias de base.
Presidente da AdUFRJ, o professor João Torres critica a forma de utilização do campo de futebol da Praia Vermelha e a falta de transparência com que o tema é tratado. “Parece um uso privado de um espaço público. Por que este clube e não outro?”, questiona o dirigente. Ele também critica a atuação dos movimentos que condenam o projeto da reitoria. “Por que quem luta contra a privatização do campo não menciona o clube privado? Parece um paradoxo dos movimentos na UFRJ: lutam contra a privatização dos espaços públicos, mas ocultam a utilização privada desses mesmos espaços”.
Diretora da Educação Física, a professora Katya Gualter demonstrou surpresa quando perguntada sobre a utilização do campo da Praia Vermelha pelo Barra da Tijuca. Num primeiro momento, disse desconhecer a utilização pelo clube. Depois, alegou que o nome do clube figura nos documentos do projeto de extensão e explicou que se trata de uma parceria e não de uso privado. A docente critica o projeto da reitoria e diz que a Escola de Educação Física não foi ouvida.
Katya Gualter também disse não saber que o professor Verdini é um dos proprietários do clube. “Eu desconheço os detalhes sobre o clube e seus sócios. Eu nem sabia que ele era sócio, mas não vejo problema, pois ele não é de dedicação exclusiva e não tem nenhuma ligação com o projeto de extensão do Ernani”.
O professor Luis Antonio Verdini de Carvalho, sócio minoritário do clube, informou que partiu dele o convite para a parceria com o projeto de extensão. “Eu já conhecia o projeto, via a luta do Ernani para manter o funcionamento e o grupo coeso e então propus a parceria. A nossa maneira de ajudar é fazendo com que os meninos participem das competições”.WhatsApp Image 2022 11 16 at 22.36.31
Sobre o sócio com pendências judiciais, o docente afirmou que ele não está mais foragido e que não há ingerência de Adilsinho no time. “Eu trabalhei na Arábia Saudita. O rei era acusado de vários crimes, mas nunca interferiu no trabalho do clube. Até que se prove o contrário, todos são inocentes perante a lei”.

ABANDONO
O servidor Ernani Thomaz contou à reportagem que o abandono do campo de futebol foi o que o incentivou a criar o projeto de extensão. “O campo estava abandonado. Meu projeto é o único que ocupa o campo. Todos os outros acontecem no entorno”.
O servidor também nega que tenha vinculação com o clube. “Minha vinculação é com a UFRJ. O que o clube faz é emprestar a marca para que nosso projeto de extensão possa disputar campeonatos. Pela federação eu consigo, por exemplo, 20 bolas novas com as quais eu treino os meninos ao longo de todo o ano”, justifica. “A UFRJ não me dá condições de manter um projeto como esse sem parceria”.
Perguntado sobre o uso privado, Ernani discorda. “O método de treinamento é nosso, os professores são nossos estudantes de graduação e pós e os atletas são nossos. Eles só emprestam a marca”, diz. “Nosso trabalho é incentivar os meninos a ter outra perspectiva de futuro. Ao mesmo tempo, treinar nossos alunos a serem treinadores, preparadores técnicos, a compreenderem como acontecem os torneios”.

OMISSÃO
A reportagem também procurou a reitora Denise Pires de Carvalho. Perguntada sobre a omissão da administração central da UFRJ em relação a essa parceria com um clube privado, a dirigente afirmou que “cabe às direções de unidade controlar os protocolos que devem ser assegurados pelos entes públicos”. “Toda e qualquer atividade realizada em parceria entre a UFRJ e uma entidade privada precisa passar pela aprovação da Congregação da unidade, pelo Conselho de Coordenação de Centro, pelo Conselho Superior de Coordenação Executiva e pela nossa Procuradoria”, afirma. “Não se pode atuar numa relação amadora, à margem da institucionalidade”.

Foi muito mais do que uma confraternização. Os professores da UFRJ lavaram a alma e celebraram com alegria e esperança a vitória de Lula. O encontro, na noite de quinta-feira, 3, no Fórum de Ciência e Cultura, reuniu docentes de várias gerações. Todos trabalharam intensamente pelo fim do atual desgoverno e pelo retorno da civilidade, do respeito à ciência, à cultura e aos direitos humanos. Um brinde aos novos tempos!!

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