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Arbitrariedades praticadas pelos diversos governos provocam a unidade de movimentos sindicais, estudantis e populares, em ato na Uerj. Ação brutal da PM contra os professores grevistas é a mais criticada

Evento ocorreu no último dia 2

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

No último dia 2, mais de 500 pessoas lotaram um auditório da Uerj no “Ato contra as violências do Estado” promovido por diversos movimentos sociais e sindicais. Representantes do Andes-SN e de suas Seções do Rio de Janeiro prestigiaram o evento (diretores e militantes da Adufrj-SSind marcaram presença). Os professores municipais, mais recentemente atingidos pela repressão policial, foram aclamados como heróis. Bombeiros, que também travaram um duro embate contra o governo estadual, em 2011, se somaram à atividade no 5º andar da universidade. 

A atividade político-cultural começou no hall dos elevadores do 1º andar, conhecido como Hall do Queijo. Lá, os participantes confeccionaram cartazes contra as diversas formas de violência policial. As inscrições “Onde está Amarildo?” e “Educação em luto” eram as mais comuns.

“Cabral, bandido, cadê o Amarildo?”  

Ao som do batuque dos blocos “Nada” e “Canjerê”, este da Maré, os manifestantes subiram as escadarias do prédio da Uerj com palavras de ordem. Dentre elas: “Cabral, bandido, cadê o Amarildo?”. Segundo informações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de 2007 até agora, desapareceram 35 mil pessoas só no Rio de Janeiro. 

Em linhas gerais, todos os discursos mostraram solidariedade aos professores da rede municipal. Também cobraram a desmilitarização da PM e de outros organismos de segurança, como a Guarda Municipal do Rio; além de fortes críticas às Unidades de Polícia Pacificadora, na cidade.

O 1º vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch, enfatizou a importância daquele encontro: “Este ato é importante não só para o Rio de Janeiro, mas para todo o país. É uma demonstração de força e de que não nos calaremos diante da covardia do Estado”.

Ele fez uma saudação aos docentes municipais: “A Educação parou para ensinar. É uma derrota para este governo ter que colocar o policiamento ostensivo na rua contra os professores. Eles (governantes) agem de maneira dissimulada. Escondem-se atrás da máscara de bons moços. Cabral e Paes não querem que sua fotografia seja a do caveirão, como vem ocorrendo”. 

Mauro Iasi, presidente da Adufrj-SSind, representou o PCB no ato. Ele criticou duramente a existência de um Estado que serve ao capital: “Talvez a maior de todas as violências do Estado seja o Estado. Dez por cento da população detêm 73% das riquezas do país”. Além de Mauro, também manifestaram-se representantes do PSOL e do PSTU.

O evento foi organizado pela CSP-Conlutas, Andes-SN, Aduff-SSind, Adufrj-SSind, Asduerj, MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Sintuff, Sintufrj Vermelho, AduniRio, Sepe, Rede de Desenvolvimento da Maré, Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre, Grupo Tortura Nunca Mais-RJ, Favela Não se Cala, mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) e pelo CRESS-RJ.

 

Escola de Música foi atingida

No dia 1º de outubro, quando os professores da rede municipal de ensino foram atacados pela PM, acontecia a XX Bienal de Música Contemporânea da Funarte, na Escola de Música da UFRJ, nas imediações da Câmara Municipal. O prédio funciona na Rua do Passeio. Um grupo de professores buscou refúgio na Unidade, mas a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo, inclusive na entrada do prédio.

Segundo mensagem divulgada pelo professor Leonardo Fuks, as pessoas que acompanhavam o concerto passaram mal pelos efeitos dos gases. O evento precisou ser interrompido por 40 minutos. “Devemos nos lembrar de que uma grande parte dos licenciados egressos de nossa Escola de Música são professores de Música dos sistemas de ensino municipal e estadual”, diz um trecho do texto, que pede “firme ação da UFRJ” e a tomada de “todas as medidas cabíveis” contra a ação da PM.

 

Faculdade de Educação, CAp-UFRJ, IFCS e IH repudiam ação policial

13100751Em vez de diálogo, os professores da rede municipal foram recebidos com balas de borracha e gás lacrimogêneo, no dia 1º. Foto: Tomaz Silva/ABr - 1º/10/2013A Faculdade de Educação da UFRJ divulgou moção de repúdio contra o que classificou como “covardia, autoritarismo e completo desrespeito à dignidade profissional e humana”, no episódio que marcou o dia 1º de outubro. 

A Unidade forma diversos profissionais de educação, muitos que já atuam nas redes municipal e estadual do Rio. De acordo com a nota, “os atos de agressão gratuita cometidos pela corporação policial são a expressão da forma como as duas esferas (estadual e municipal) tratam seus profissionais”.

As direções do IFCS e do Instituto de História também se manifestaram sobre o assunto. Marco Aurélio Santana, diretor do IFCS, observou que docentes da rede municipal, “muitos nossos alunos e ex-alunos” buscaram abrigo no prédio do Largo de São Francisco, diante da repressão da PM: “Impressionou, uma vez mais, a truculenta ação policial contra professoras e professores, muitos dos quais brutalmente atacados. Esta, certamente, não é a melhor maneira de se lidar com tema tão candente para nossa sociedade. Transformou-se questão social em questão de polícia. Uma postura que precisa ser sonora e veementemente repudiada”, diz um trecho da nota.

A diretoria do Instituto de História condenou a discussão e aprovação de um plano de carreira para o magistério municipal sem a participação da categoria. E também não perdoou os ataques aos professores: “O Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição que forma muitos dos professores de História que trabalham na rede pública do Município do Rio de Janeiro, repudia com veemência a proibição dos professores ocuparem as galerias da Câmara Municipal para acompanhar a votação do Plano de Carreira para o Magistério, além da brutal e desmedida repressão sofrida pelos docentes nos arredores da Câmara Municipal que se espalhou, ontem à noite , pelo centro da cidade do Rio de Janeiro”.

Os professores do Colégio de Aplicação da UFRJ solidarizaram-se com a greve dos colegas das redes municipal e estadual e repudiaram a violência do Estado: “Nós, professores do Colégio de Aplicação da UFRJ, atuamos em conjunto com a Faculdade de Educação e diversos Institutos da UFRJ para a formação de professores. A cada ano acolhemos jovens ávidos pelo saber e comprometidos com a educação como instrumento fundamental para as melhorias sociais e econômicas dos brasileiros. Na qualidade de copartícipes da formação inicial e continuada de professores e como professores da educação básica, vimos, por meio desta, manifestar nosso total repúdio às recentes ações violentas, injustificadas e injustificáveis, perpetradas por policiais contra os professores manifestantes, a mando do Presidente da Câmara de Vereadores, do Governador e do Prefeito do Rio de Janeiro”.

As notas completas das Unidades podem ser encontradas na página eletrônica (www.adufrj.org.br)  e nas redes sociais da Seção Sindical.

 

“Sem hipocrisia”

13100753Atividades culturais também passaram a mensagem política contra as violências do Estado, no ato do último dia 2. Foto: Marco Fernandes - 02/10/2013Grupos de hip-hop compostos por jovens artistas alertaram para a massacrante realidade vivida pelos moradores de favela. Suas músicas relataram agressões de policiais contra a população negra e pobre. 

Na música “Papai Noel de Favelado”, o rapper PH Lima, de São Gonçalo, conta que, na noite de Natal, o caveirão entrou na comunidade e os policiais, com sacos nas mãos, colocaram jovens no veículo blindado para serem torturados e executados. “No alto um besourão / Lá embaixo mais cinco blindados / Mais de 50 mortes foi o número total / Que foram batizadas de presente de Natal”, diz um trecho da canção.

O grupo O Levante, de hip-hop, e o rapper Fiel, do Santa Marta, também levaram a expressão da rebeldia, nas suas letras, para o ato. Fiel, conhecido nos movimentos sociais por ter feito uma cartilha sobre abordagem policial assim que a UPP foi instalada em sua comunidade, em 2008, observou que foi preso por causa disso. “Fui arrastado pelas ruas do morro, porque eles não admitiam que alguém pudesse questionar o Estado”, disse.

Ao fim das apresentações, os participantes do ato saudaram os artistas populares e, aos gritos, repetiram as palavras de ordem dos moradores da Maré, no ato que fechou a Avenida Brasil, em julho, quando dez pessoas foram assassinadas pela PM: “Sem hipocrisia, essa polícia mata pobre todo dia”.

 

Encerramento na Aldeia Maracanã

O encerramento do evento não poderia ser em local mais apropriado: aconteceu na Aldeia Maracanã, nas proximidades da Uerj. Os indígenas que lá residem lutaram com todas as suas forças contra o governo do estado para impedir a demolição do prédio.  

Trinta docentes e 12 técnicos-administrativos tomam posse, no último dia 30, em cerimônia na reitoria

Adufrj-SSind dá boas-vindas aos servidores

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  

Trinta professores e 12 técnicos-administrativos ingressaram formalmente na UFRJ, no dia 30 de setembro. Eles irão compor os quadros dos campi do Rio de Janeiro e Macaé, além do polo avançado de Xerém. A cerimônia de posse foi realizada no 7º andar do prédio da reitoria. Dela participaram o pró-reitor de Pessoal, Roberto Gambine; o superintendente de Pessoal, Agnaldo Fernandes; e o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Marcelo Corrêa e Castro.

A 2ª Secretária da Adufrj-SSind, Luciana Boiteux, e o presidente eleito da Seção Sindical, Cláudio Ribeiro, deram as boas-vindas aos novos professores. E também os alertaram para os desafios que o movimento docente enfrenta em defesa da carreira e pela melhoria das condições de trabalho.

Carreira docente

Luciana pediu que os recém-ingressos se somassem à luta travada pelo Sindicato Nacional e suas Seções Sindicais: “A integração de vocês, novos professores, na nossa luta em termos de melhorias da atual carreira, é fundamental”, afirmou. Ela os convidou para a posse da próxima diretoria da Adufrj-SSind (biênio 2013-2015), dia 15 de outubro, na Casa da Ciência.

Cláudio, por sua vez, disse que a presença dos novos professores na UFRJ é desejada, esperada e de extrema importância: “Inclusive porque são mais pessoas para nos ajudarem a lutar por melhorias tanto da carreira, quanto dos direitos de aposentadoria”. Ele chamou os professores para um debate sobre a carreira da categoria, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A atividade vai acontecer em 16 de outubro (o horário e o local serão divulgados na próxima edição do Jornal da Adufrj): “Vamos focar também no assédio moral, que é muito vivenciado especialmente por quem está em estágio probatório, que é a realidade de vocês a partir de agora. Eu ingressei na universidade em 2011, ainda estou em estágio e sei as dificuldades”, argumentou.

Serviço público

O pró-reitor de Pessoal, Roberto Gambine, afirmou que a decisão de realizar uma cerimônia de posse se devia à necessidade de marcar a retomada da capacidade da UFRJ em receber novos servidores: “Aprendi isso com meu antecessor, o professor Luiz Afonso Marins (pró-reitor de Pessoal nas gestões do ex-reitor Aloísio Teixeira). Na década de 90 e até terminar o governo FHC, a universidade ficou completamente desprovida de concursos. O mínimo que podemos fazer é recebê-los da maneira mais solene possível. É um reconhecimento público da importância de vocês”. 

Gambine enfatizou a necessidade de novos servidores para a sobrevivência da instituição: “Se eu entendo a importância de uma estrutura pública de ensino, eu preciso de pessoas que toquem a missão dessas instituições. É preciso garantir continuidade para que o conhecimento não se perca”.   

 

Chegando com disposição

Jovens, os docentes recém-ingressos querem contribuir para o fortalecimento da instituição pública

A média de idade dos professores recém-ingressos na UFRJ não chega a 40 anos. Muitos acabaram de sair do doutorado. Outros, do mestrado. O que têm em comum? O desejo de construir uma carreira na universidade pública. E o sonho de atuar na instituição que os formou.

Fernanda Costa, de 27 anos, resume o sentimento: “É emocionante estar aqui”. Ingressou em 2004 na graduação da UFRJ, seguiu os estudos no mestrado e em seguida no doutorado. Ela assume vaga na Faculdade de Farmácia, no Fundão, como professora Auxiliar. “Sempre tive certeza de que queria seguir a carreira acadêmica”. A docente se diz ansiosa e aberta para “todas as possibilidades que a universidade lhe oferecer”.

Sergio Augusto Ibarra, de 29 anos, veio ao Brasil fazer doutorado: “Sou da Colômbia e me identifiquei muito com o Brasil”. Ele foi aprovado como professor Adjunto do campus Macaé, em Matemática/Cálculo. “Fiz uma visita à cidade e gostei. Logo depois surgiu a oportunidade do concurso. Dei sorte de conseguir passar. É uma incrível oportunidade”, afirma.

Depois de uma “maratona de estudos”, como definiu a professora Giovana Xavier, Adjunta, veio a recompensa: ser aprovada no concurso. Ela tem 34 anos e atuará na Faculdade de Educação, na Praia Vermelha. “Fui aluna da UFRJ e espero contribuir para o fortalecimento da universidade pública, gratuita e de qualidade. Espero com meu trabalho continuar acreditando e formar quem acredite numa universidade crítica”.

Mais de 500 pessoas lotaram o auditório da Uerj no “Ato contra as violências do Estado” promovido por diversos movimentos sociais e sindicais, dentre eles o Andes-SN e suas Seções do Rio de Janeiro (a Adufrj-SSind marcou presença). Os professores municipais foram aclamados como heróis, assim como os bombeiros, que se somaram à atividade no 5º andar da universidade. 

Em linhas gerais, todos os discursos estavam voltados à solidariedade aos professores da rede municipal, brutalmente agredidos pela Polícia Militar; à desmilitarização da PM e outros organismos de segurança, como a Guarda Municipal do Rio; e ao fim das Unidades de Polícia “Pacificadora”, conhecidas como UPPs.

 

Manifestação no dia 7
Haverá um ato de apoio aos profissionais de educação nesta segunda-feira, dia 7, com concentração às 17h, na Candelária.

Estudantes da USP entram em greve para tornar diretas as eleições para reitor

Atual dirigente foi escolhido mesmo sem ser o líder da lista tríplice

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) deflagraram greve no dia 1º de outubro e decidiram ocupar o prédio da reitoria por tempo indeterminado. O objetivo é exigir a realização de um debate democrático sobre a estrutura de poder e as eleições para reitor com toda a comunidade acadêmica. A deliberação foi tomada em assembleia que contou com a presença de mais de mil alunos da instituição.

O movimento reivindica o fim da lista tríplice, eleição direta e paritária para reitor e a paridade na composição de todos os conselhos da universidade. 

Ato pela democratização

Estudantes, funcionários e professores paralisaram as aulas e realizaram um ato em frente à reitoria, no próprio dia 1º, onde o Conselho Universitário da USP estava reunido para discutir a democratização das estruturas da universidade, como as regras para eleição de reitor, composição dos conselhos e lista tríplice. 

Os sindicatos dos docentes (Adusp-SSind) e  dos funcionários (Sintusp), junto do Diretório Central dos Estudantes (DCE), por meio um protocolo, tentaram acompanhar as discussões no Conselho e solicitar que a audiência fosse aberta. O pedido das entidades foi recusado e a reunião ocorreu com portas fechadas. Representantes dos funcionários no Conselho sequer puderam retornar à sessão, depois que a deixaram por alguns minutos. Diante destes episódios, os estudantes resolveram ocupar a reitoria. 

Segundo informações do DCE, os representantes discentes no Conselho Universitário já protocolaram uma proposta exigindo o cancelamento imediato da sessão do Conselho de 1º de outubro, a convocatória imediata de uma nova reunião do colegiado, dessa vez aberta a todos, e a convocação de um plebiscito oficial da Universidade a respeito das eleições diretas na USP.

O atual reitor da USP, João Grandino Rodas foi escolhido em 2009 pelo então governador José Serra (PSDB), mesmo sem ser o líder de votos da lista tríplice. O mandato de Rodas termina em 25 de janeiro do próximo ano. 

Audiência de conciliação

A Justiça de São Paulo marcou para terça-feira (8) uma audiência de conciliação entre estudantes e representantes da reitoria da USP. A decisão foi tomada após a universidade entrar com uma ação para a reintegração de posse do prédio da reitoria. (Fontes: Andes-SN e Folha de SP. Edição: Adufrj-SSind)

Trinta professores e 12 técnico-administrativos tomaram posse na tarde desta segunda-feira, 30 de setembro, na UFRJ. Eles irão compor os quadros dos campi Fundão, Praia Vermelha e Macaé, além do pólo avançado de Xerém. A cerimônia foi realizada no 7º andar do prédio da reitoria. Dela participaram o pró-reitor de Pessoal, 

Roberto Gambine, o superintendente de Pessoal, Agnaldo Fernandes e o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Marcelo Corrêa e Castro. 

A diretora da Adufrj-SSind, Luciana Boiteux, e o presidente eleito da Seção Sindical, Cláudio Ribeiro, foram dar as boas-vindas aos novos professores e alertá-los para a luta que o movimento docente trava em defesa da carreira e pela melhoria das condições de trabalho.

A matéria completa você encontra na nossa próxima edição do Jornal da Adufrj.

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