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Vila Autódromo resiste

Prefeitura tenta remover moradores das proximidades do Parque Olímpico, na Zona Oeste da cidade, mas comunidade luta por sua sobrevivência com o apoio de núcleos de pesquisa da UFF e da UFRJ

Plano Popular de urbanização do local foi desenvolvido

Darlan de Azevedo. Estagiário e Redação

No início de agosto, a Associação de Moradores, Pescadores e Amigos da Vila Autódromo (Ampava) obteve uma grande notícia: em reunião com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, houve o reconhecimento de que a comunidade, ameaçada de remoção, na Zona Oeste da cidade, não estava sendo tratada corretamente. Como resultado daquele encontro, ficou proposta a abertura de negociações para permanência e urbanização da vila, uma iniciativa que conta com o apoio de núcleos de pesquisa da UFRJ e da UFF.

Não há nada ganho ainda, mas trata-se de um alento à mobilização que dura desde 1999, quando a cidade do Rio de Janeiro tornou-se candidata aos jogos Pan-americanos de 2007. Já pelos projetos daquela ocasião, a Vila Autódromo deveria ser demolida. Agora, por estar localizada muito próxima ao núcleo esportivo dos próximos Jogos Olímpicos, o local novamente sofre pressões imobiliárias.

Para fazer frente à ameaça, os moradores montaram uma parceria com o Núcleo Experimental de Planejamento Conflitual (Neplac) da UFRJ e com o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos da UFF. Juntos, eles desenvolveram um Plano Popular muito mais barato que o projeto de remoção da prefeitura (as estimativas do Comitê Popular Rio falam em R$ 13,5 milhões contra R$ 38 milhões). Melhor: respeitando o meio ambiente e as vidas das pessoas estabelecidas no local há tantos anos.

Coordenador do Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza (Ettern), do qual o Neplac faz parte, o professor Carlos Vainer ressalta que o papel de consultoria da universidade está atrelado às vontades da comunidade. “A Ampava entrou em contato com o Neplac para garantir uma viabilidade técnica ao Plano Popular alternativo já em desenvolvimento por eles próprios”, disse. Os moradores se organizaram através de oficinas e debates para discutir os problemas de infraestrutura. “O Neplac, por exemplo, desenvolve formas de drenagem em áreas marcadas por enchentes. A população é quem notifica essas áreas mais precárias”, complementa Vainer.

No intuito de atender às diversas demandas, o Plano Popular é subdividido em quatro programas: Programa Habitacional (atendimento à demanda por novas moradias), Programa de Saneamento, Infraestrutura e Meio Ambiente (visando implantar uma rede de esgoto sanitária e abastecimento de água), Programa de Serviços Públicos (educação e saúde) e Programa de Desenvolvimento Cultural e Comunitário (voltado para o aproveitamento de espaços públicos e mobilização interna). 

Prefeitura ainda pressiona moradores

Mesmo depois da reunião do início de agosto, a prefeitura tenta empurrar moradores para o programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal. Foi criado um cadastramento individual e quem aceitar será realocado para apartamentos de aproximadamente 40m² (bem mais apertados que as casas atuais), a dois quilômetros de distância da atual comunidade. Pelo plano popular, prédios menores com apartamentos maiores levam em consideração o tamanho das famílias. Porém, a pressão do poder municipal é constante, seja induzindo ao preenchimento do cadastro ou até telefonemas periódicos para relembrar prazos. 

Altair Guimarães, de 58 anos, morador da comunidade e presidente da Ampava, critica a postura da prefeitura: “Eles não podem nos obrigar a assinar nossa saída daqui. Não se pode decidir pela vida das pessoas, elas precisam pelo menos do direito de livre escolha”, afirma. Segundo ele, a maioria dos moradores não deseja sair do local e a prefeitura lança números fictícios de adesão. “Pelo atual acordo proposto pela prefeitura, grande parte da comunidade seria destruída. Isso não pode ser chamado de negociação, negociar é quando os dois lados tentam ceder em partes para chegar a um acordo”.

 

Manifestações pelo país impulsionam luta da comunidade

Durante as manifestações de junho, o governo municipal viu-se obrigado a modificar sua política de diálogo, segundo Altair Guimarães. “O prefeito sempre tentava nos dizer que nossa ocupação é ilegal, o que não é verdade. E agora admite que existe a possibilidade de parte da comunidade continuar a existir. Nossa união aqui é prova de que a população junta pode ser ouvida”. 

Carlos Vainer afirma que o plano original do Parque Olímpico, localizado ao lado da Vila Autódromo, não previa a remoção total das casas da comunidade, no qual moradias a pelo menos 15 metros da Lagoa de Jacarepaguá (área de preservação ambiental) seriam mantidas. Para ele, modificações arbitrárias por parte da Secretaria de Habitação do município, como a duplicação das avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende, procuram inviabilizar o projeto popular. “O IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) desenvolveu um parecer em que ambos os projetos, do Parque Olímpico e do plano popular, não seriam conflitantes entre si”, disse Vainer. 

Homenagem a Salvador Allende

O mais novo mural da Adufrj-SSind na lateral do ex-Canecão faz uma homenagem a Salvador Allende, presidente chileno deposto por um golpe militar em 11 de setembro de 1973.

Há quarenta anos, enquanto resistia ao ataque dos militares, no palácio do governo, Allende fez um pronunciamento à rádio Magallanes. Para o mural da Seção Sindical, foi extraído o seguinte trecho das últimas declarações:  “Sigam sabendo que, antes do que pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor”. 

Eleição trouxe novidades como a primeira urna no campus Macaé da universidade

Votação aconteceu nos dias 11 e 12

A chapa “Adufrj de Luta e Pela Base” foi eleita pela categoria com 388 votos, 12 brancos e 13 nulos. Na votação, destaque para as seções localizadas da Praia Vermelha, Letras, Reitoria e Colégio de Aplicação. A chapa que estará à frente da entidade no biênio 2013-2015 tomará posse nos cargos em 15 de outubro de 2013. (Veja a tabela de votação por seção eleitoral para a diretoria biênio 2013-2015)

Cláudio Rezende Ribeiro (da FAU), presidente eleito da Adufrj-SSind, avaliou o processo: “Estamos em um momento em que várias questões decisivas para o futuro da universidade estão em pauta. A eleição teve um resultado qualitativo na medida em que alcançou o conjunto da UFRJ, mostrando disposição para integração e cooperação”. (Veja a tabela da eleição para o Conselho de Representantes para biênio 2013-2015)

Para Cláudio, o resultado nas urnas expressa a luta da universidade contra a fragmentação. “Tivemos votação importantes em unidades tratadas como isoladas e que, ao mesmo tempo, enfrentam sérias ameaças como Macaé e o CAp, hoje ameaçado até de municipalização”, disse Cláudio.

Conselho ampliado

Em relação ao Conselho de Representantes, o saldo também é positivo, para o dirigente eleito. “Unidades como a minha (FAU), a EBA (Escola de Belas Artes) e IPPUR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional) sequer tinham representações. Depois da greve, ganhamos uma composição, reforçada nesta eleição”.

Cláudio explica que a chapa não fez uma campanha de “divulgação de programa”. “A chapa já estava em campanha contra a Ebserh, pois era um compromisso. Não poderíamos abrir mão”, explica. Em sua avaliação, a mobilização contra Ebserh não “atrapalhou a eleição”, mas “acabou atropelando o processo, como está atropelando tudo (na universidade)”.

Luciana Boiteux, 1ª vice-presidente eleita, analisa o crescimento de participação de eleitores na FND. “Em dois anos, estamos tendo um salto de qualidade, primeiro na sindicalização e agora na votação”. Segundo Boiteux, se antes havia mais engajamento entre os professores aposentados da unidade, hoje há mais expressão dos que estão em atividade. “Há um processo de renovação. Essa boa votação reflete um aumento da confiança no sindicato”.

Mais envolvimento

De acordo com a comissão eleitoral, o processo transcorreu sem incidentes. “Apesar das dificuldades para mobilização frente à questão da Ebserh ”, destacou  Maria Mello de Malta. Segundo a integrante da comissão eleitoral, houve um envolvimento inédito dos docentes com o pleito. “Mesmo dispondo de pouco tempo para ficar nas mesas, tivemos um número expressivo de professores se oferecendo para abrir as urnas nas unidades, mostrando interesse pelas questões que dizem respeito ao sindicato”, conta. Além de Maria, fizeram parte da Comissão Eleitoral da Adufrj-SSind as professoras Maria Cristina Miranda e Sandra Martins de Souza.

 

Chapa Adufrj de luta e pela base:

Presidente:

  Cláudio Rezende Ribeiro

1ª Vice-presidente:

   Luciana Boiteux de Figueiredo Rodrigues

 2ª Vice-presidente:

  Cleusa dos Santos

1º Secretário:

  José Henrique Erthal Sanglard

2ª Secretário:

  Romildo Vieira do Bomfim

1º Tesoureiro:

   Luciano Rodrigues de Souza Coutinho

2ª Tesoureira:

Regina Célia Pugliese


Eleitos do Conselho de Representantes

CFCH

Escola de Serviço Social

Mauro Luis Iasi

Luis Eduardo Acosta Acosta

Henrique Andre Ramos Wellen

Lenise Lima Fernandes


Faculdade de Educação

Claudia Lino Piccinini

Andrea Penteado de Menezes

Alessandra Nicodemos Oliveira Silva

Filipe Ceppas de Carvalho e Faria

Roberto Leher


Escola de Comunicação

Luiz Carlos Brito Paternostro

 

CCJE

Faculdade de Administração e Ciências Contábeis

Vitor Mario Iorio

Instituto de Economia

Alexis Nicolas Saludjian

 

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional

Cecilia Campello do Amaral Mello

 

Faculdade Nacional de Direito

Mariana Trotta Dallalana Quintans

Vanessa Oliveira Batista

 

CLA

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Eunice Bomfim Rocha

Luciana da Silva Andrade

Sylvia Meimaridou Rola

André Orioli Parreiras

 

Escola de Belas Artes

Patrícia March de Souza

Carlos de Azambuja Rodrigues

Rogéria Moreira de Ipanema

 

Faculdade de Letras

Gumercinda  Nascimento Gonda

Vera Lucia Nunes de Oliveira

  

CCS 

Escola de Educação Física e Desportos

Luis Aureliano Imbiriba Silva

Alexandre Palma de Oliveira

Marcelo Paula de Melo

Michele Pereira de Souza da Fonseca

 

Escola de Enfermagem Anna Nery

Walcyr de Oliveira Barros

Gerson Luiz Marinho

 

CT

Coppe

Vera Maria Martins Salim

 

Escola Politécnica

José Miguel Bendrao Saldanha

Reação ao capitalismo

Sociólogo francês aponta que alternativa ao atual sistema nasce das lutas

Luc Boltanski realizou cinco palestras na universidade

Rodrigo Ricardo. Especial para o Jornal da Adufrj

Plasticidade. A partir desta propriedade física, o sociólogo francês Luc Boltanski explicou a capacidade do capitalismo de superar as crises que o ameaçam de tempos em tempos. Emérito da École des Hautes Études em Sciences Sociales, o professor realizou cinco palestras na UFRJ a convite do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE). Durante um destes encontros, dia 12 de agosto, com o tema Conversações sobre o Novo espírito do capitalismo, seu livro mais conhecido no país e escrito em coautoria com Ève Chiapello, frisou que a alternativa nasce das lutas. 

Quanto à obra – O novo espírito do capitalismo –, ela foi publicada em 2000, após a pesquisa de cem livros sobre gerenciamento empresarial. “A evolução capitalista é rápida. Em 1990, por exemplo, considerava-se ele quase invisível, natural, confundido com o próprio mundo”, lembrou Boltanski, enfatizando o retorno dos movimentos anticapitalistas e ainda as ideias da publicação de Max Weber (A ética protestante e o espírito do capitalismo) em se acumular ilimitadamente e de forma pacífica. “A visão ainda resiste e aliada à flexibilidade, às terceirizações e à precarização do trabalhador. Valoriza-se o autônomo, empregável é aquele polivalente que se ajusta aos novos empreendimentos. Tudo aquilo que pode limitar a mobilidade (laços afetivos) é sacrificável. O homem contemporâneo é, praticamente, um nômade, dentro de um sistema absurdamente injustificável”. 

A reação

“Ninguém sabe o que fazer; o que leva gente às ruas é não ter mais alternativa. Foi assim nas barricadas de Paris (1832), na Primavera dos Povos (1848 – levantes na Europa contra regimes autocráticos) e em outros momentos”, afirmou Boltanski. Ele lembrou que o capitalismo reage às críticas éticas e estéticas e que, através da mudança, procura não só perpetuar-se como estender seus domínios. “A ideologia atual o justifica pelo desenvolvimento sustentável, pela responsabilidade social, além de colocá-lo favorável ao progresso tecnológico e às liberdades individuais e políticas. Entretanto, tudo isto é feito em nome da exigência do lucro contábil”.

O fluxo de capitais e o mundo “conexionista” criado para otimizar os rendimentos capitalistas trazem contradições e, com elas, resistências. “Surgem novas técnicas de protesto, como as que se produzem pelas redes de computadores”, analisou Boltanski. 

Efeitos no corpo

Para o sociólogo, o efeito mais visível do capitalismo sobre o corpo está no grande número de academias de ginástica. “Aqui, no Rio de Janeiro, isto chama a atenção. No passado, havia a caricatura do burguês rico como um homem gordo e pesado, com dificuldades para se mover. Hoje, há uma ‘despersonificação’ dessas figuras dominantes, porque o capitalismo de hoje exige uma eterna juventude, sempre disposta a se inserir em novos projetos”.

Reunião do dia 26 será realizada em um auditório maior no Fundão – provavelmente o do bloco A do CT

Escolha de local mais amplo derrota proposta de setores pró-empresa

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


A próxima reunião do Conselho Universitário – prevista para a quinta-feira, 26 setembro – será realizada excepcionalmente em um dos auditórios do campus do Fundão, provavelmente o localizado no bloco A do CT. A decisão, tomada na sessão do Consuni desta quinta-feira (12), foi resultado do debate sobre normas de funcionamento do colegiado. A sessão do dia 26 retomará o assunto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A escolha de um local mais amplo para sessões que envolvam temas polêmicos – como é o caso da discussão de propostas de gestões para hospitais universitários – foi proposta pelo conselheiro Roberto Leher (Titulares do CFCH). Ele neutralizou as ideias de um setor do Consuni que apontava para soluções restritivas à participação da comunidade acadêmica nas reuniões do conselho. 

Regras foram quebradas

O conselheiro defendeu as regras que dirigem a universidade e criticou a postura de se querer votar uma proposta que muda o Estatuto da UFRJ em uma sessão ordinária. “O que a Constituição determinou para a universidade é o gozo pleno da autonomia. E autonomia se expressa por duas prerrogativas: autogoverno e autonormação. O que significa que o Estatuto é a nossa lei. Portanto, procedimentos que esta instituição adota somente serão reconhecidos como encaminhamentos legítimos se de fato o Estatuto e o Regimento forem respeitados”. 

O docente chamou atenção para a prevalência de um parecer minoritário da Comissão de Legislação e Normas, lido na reunião do dia 5: “A maioria dos integrantes da CLN teve uma posição, mas o parecer minoritário foi lido primeiro. Isto é inadequado. O mérito dos pareceres que traduziam a nossa reflexão não foram examinados. E o debate sobre os pareceres de Legislação e Normas e de Ensino e Títulos foram interditados por uma inacreditável questão de ordem”, afirmou

Professor emérito critica empresa 

Em um momento de crise institucional e Consuni dividido, a participação do professor Edwaldo Cafezeiro (Emérito da Faculdade de Letras) uniu o colegiado no dia 12. Ele, cuja chegada foi aclamada por todos, não hesitou ao se manifestar sobre o tema polêmico das últimas semanas: Cafezeiro criticou a possibilidade de contrato entre a UFRJ e a Ebserh. “Não há nada que permita unir universidade pública à propriedade, seja ela pública ou privada”.

Ele propôs que a votação sobre o destino dos hospitais universitários não fosse restrita aos conselheiros, mas que pudesse ser verdadeiramente uma decisão de toda a comunidade acadêmica: “Por que não fazemos uma assembleia universitária, na qual todos tivessem direito ao voto? Assim saberíamos o que verdadeiramente a universidade quer”.

 

Na UFF e na UniRio, há expectativa

Enquanto a reitoria da UFRJ faz todos os esforços para viabilizar o mais rapidamente possível a contratação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), outras instituições do estado estão em compasso de  espera.

Na UniRio, depois de algumas sinalizações da administração central no sentido de acelerar o processo de adesão à Ebserh, a comunidade local mobilizou-se e garantiu um calendário de discussões. Uma comissão indicada pelo Conselho Universitário organizou agenda que prevê dois debates em setembro (dias 17 e 24), outro em outubro (23) e um quarto ainda sem previsão de data. Somente depois a matéria entraria na pauta do colegiado, “Mas em caráter não deliberativo”, informou Viviane Narvaes, do Conselho de representantes da AduniRio. 

Já na Federal Fluminense (UFF), o tema não está agendado para debate no Conselho Superior local (CUV). O vice-reitor e candidato à nova gestão, Sidney Luiz de Matos Mello, chegou a dar declarações públicas contrárias a uma possível contratação com a Ebserh. Algum tempo depois, contudo, argumentou ter compromisso com a administração da universidade frente à proposta do governo. De acordo com a assessoria da seção sindical (Aduff), o processo está parado, mas a comunidade acadêmica acompanha com atenção os desdobramentos do debate na UFRJ e está alerta para um possível retorno do assunto à pauta do conselho a qualquer momento. As entidades sindicais e os estudantes da UFF pretendem discutir a Ebserh entre todos os segmentos e com a população usuária do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), antes de qualquer definição institucional. (Elisa Monteiro)

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