facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

Diretoria da associação docente faz apelo às agências de fomento em favor dos bolsistas, diante da pandemia do coronavírus.

Confira a íntegra:

PELA EXTENSÃO DAS BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

WEBCARDS4 siteAs universidades têm hoje milhares de pós-graduandos que trabalham regularmente pressionados pelos prazos de suas bolsas. Assim, a suspensão das atividades acadêmicas e o isolamento preconizado pelas medidas de contenção da pandemia representarão um custo muito alto. Como consequência, temos visto muitos casos nos quais os estudantes optam por dar continuidade aos seus trabalhos, o que implica em circulação de pessoas, exposição e aumento da transmissão. Dessa forma, apelamos a todas as agências de fomento (e sugerimos a todas as associações científicas e pró-reitorias que façam o mesmo) que garantam a extensão do prazo das bolsas de pós-graduação pelo mesmo período de duração da pandemia do Covid-19.

Diretoria da AdUFRJ

reitoriaFoto: Ana Marina Coutinho (Coordcom/UFRJ)Na última quarta-feira (18/3), a reitora da UFRJ, Denise Carvalho, em documento, fez endosso às políticas públicas de distanciamento social, frente ao novo coronavírus.

Também assinaram o texto os dirigentes de outras 10 instituições públicas de ensino superior: Colégio Pedro II, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Entre outras questões, o texto destaca que é imperativo suspender temporariamente ou diminuir a frequência das atividades de trabalho, ensino, lazer e entretenimento, e que as instituições signatárias da carta estão engajadas na política de distanciamento social não somente produzindo conhecimento científico, mas também oferecendo sua rede de hospitais universitários para auxiliar no atendimento de pacientes no Rio de Janeiro.

Leia na íntegra:

Endosso às políticas públicas de distanciamento social

As instituições públicas de ensino superior e as de pesquisa do estado do Rio de Janeiro que subscrevem essa carta apoiam veementente as ações que decretam estado de emergência e restrição da circulação de pessoas. O distanciamento social é a principal medida para achatar a curva de propagação, pois reduz drasticamente o contato físico. Para isso, deve-se evitar ao máximo sair de casa e participar de eventos públicos.

Obviamente, o distanciamento social produz um efeito econômico significativamente negativo, na medida em que reduz o consumo em todas as áreas. Todavia, estamos enfrentando um desafio inédito que demanda ações severas para proteger a vida e a saúde das pessoas. É imperativo suspender temporariamente ou diminuir a frequência das atividades de trabalho, ensino, lazer e entretenimento.

Por isso, apoiamos as ações que decretaram estado de emergência e restrição da circulação de pessoas, implementadas pelo secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, e pelo governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

As instituições públicas de ensino superior e as de pesquisa do estado do Rio de Janeiro que subscrevem esta carta estão engajadas nessa política não somente produzindo conhecimento científico básico aplicado, mas também oferecendo sua rede de hospitais universitários para auxiliar no atendimento de pacientes no Rio de Janeiro.

Estamos construindo meios para que os estudantes da área de Saúde das universidades, hospitais e institutos possam colaborar de maneira organizada e articulada com a autoridade sanitária do estado do Rio de Janeiro.  

Reiteramos o comprometimento financeiro imediato dos órgãos de saúde, em cada esfera de governo: no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde; no âmbito do estado do Rio de Janeiro, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e no âmbito do município do Rio de Janeiro, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente, de modo que possamos trazer para o interior das nossas instituições os interesses republicanos que a sociedade deseja, na medida da responsabilidade social que nos cabe e pela clara visão de que ações e recursos devem reverter em favor do interesse público.

Subscrevem esta carta os dirigentes máximos das instituições públicas de ensino superior e as de pesquisa do estado do Rio de Janeiro:

Antonio Claudio Lucas da Nóbrega - reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Denise Pires de Carvalho - reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Jefferson Manhães de Azevedo - reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF).

Maria Cristina de Assis - reitora da Fundação Centro Universitário da Zona Oeste do Rio de Janeiro (Uezo).

Nísia Trindade Lima - presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Oscar Halac - reitor do Colégio Pedro II.

Rafael Barreto Almada - reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).

Raul Ernesto López Palácio - reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf).

Ricardo Lodi - reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Ricardo Luiz Louro Berbara - reitor do Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Ricardo Silva Cardoso - reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

FONTE: Assessoria de imprensa do gabinete da reitoria

Silvana Sá e Lucas Abreu

WEB menorFUDÃOAssembleia realizada no Fundão - Foto: Fernando SouzaDas ruas para as redes. Em tempos de pandemia de coronavírus, a orientação das centrais sindicais é que os atos públicos em defesa da educação, da democracia e dos serviços públicos, programados para o dia 18 de março, ocorram de maneira virtual. As manifestações presenciais foram superadas pela necessidade de afastamento social com o objetivo de tentar conter a velocidade de transmissão do novo vírus no Brasil.
A ideia é que a data seja o início de uma grande campanha nas redes sociais em defesa da educação e dos serviços públicos. Em vez de um dia, será uma quarentena para mostrar à população a importância da universidade, da ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo diante da emergência global.
Quem quiser pode compartilhar os materiais produzidos pela Comunicação da seção sindical a partir da página no Facebook e dos perfis no Instagram (@Adufrj) e no Twitter (@Adufrj). AQUI, é possível baixar cards e materiais de mobilização.
Antes mesmo de as centrais baterem o martelo sobre a suspensão dos atos de rua, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) já haviam comunicado a não participação nos protestos. A decisão foi tomada na sexta-feira (13), depois de universidades e escolas, em várias capitais do país, anunciarem a paralisação das atividades acadêmicas por 15 dias.
Apesar da recomendação dos especialistas para evitar aglomerações, apoiadores do governo Bolsonaro foram às ruas de 23 capitais pedir o fechamento do Congresso Nacional. Os atos foram criticados pela ameaça à democracia e pelos riscos epidemiológicos desnecessários. O próprio presidente Jair Bolsonaro ignorou a recomendação de se manter em quarentena e foi cumprimentar os apoiadores que protestavam na capital.
No mesmo dia, Andes, Fasubra e Sinasefe também descumpriram a orientação de afastamento social e realizaram uma plenária na rua, em Brasília. O ato marcou a formação do Comando Nacional de Mobilização e Greve das três entidades.

ASSEMBLEIA
Um dia antes de a UFRJ resolver suspender das atividades por 15 dias, os professores decidiram, em assembleia, aderir à greve nacional da Educação, marcada para 18 de março. O coronavírus foi um tema de destaque durante o encontro. “Vamos trabalhar muito para o 18M acontecer”, afirmou o vice-presidente da AdUFRJ, Felipe Rosa. “Mas temos uma realidade concreta: um vírus está circulando e deixando as pessoas apreensivas. Os professores estão com medo. Como pensar a mobilização neste cenário adverso? Não estamos em um cenário comum”, avaliou.
Apesar de preocupados, os docentes decidiram manter a paralisação e os atos públicos. E sustentaram a posição de realizar mais uma edição do “Universidade na Praça”, na Praça XV. Foram 107 votos favoráveis e 2 contrários à paralisação.
O debate sobre o coronavírus ganhou espaço pela possibilidade de os movimentos sociais e sindicais revisarem as estratégias e a forma de realizar as atividades da greve. Algumas cidades já haviam proibido, naquele dia 12, a realização de eventos que gerassem aglomeração de pessoas, como Macaé.
A vice-diretora do Colégio de Aplicação, Cristina Miranda, argumentou que estar nas ruas poderia ser uma oportunidade de conversar com a população sobre a doença. Além de apresentar como a universidade tem sido importante no combate ao novo vírus. “Vamos falar com quem não será dispensado dos seus locais de trabalho”, sugeriu.
Para o professor Pedro Lagerblad, diretor da AdUFRJ, segundo as recomendações técnicas, o mais provável – já naquele momento – era que os atos fossem cancelados. “Tenho a impressão de que as atividades serão suspensas. Não é o que queremos, mas é o que temos de discussão acumulada na área epidemiológica”, explicou o docente do Instituto de Bioquímica Médica.
No Rio, os professores universitários se prepavam para ocupar a Praça XV com tendas mostrando a produção da universidade. Os decretos municipal e estadual lançados no dia 13, no entanto, impedem a atividade. 
Houve questionamentos quanto à ausência, na pauta, de uma discussão sobre o indicativo de greve do Andes por tempo indeterminado. “O Andes votou por unanimidade [no Congresso de fevereiro] um indicativo de estado de greve, e isso não estava na pauta da assembleia”, reclamou a professora Marinalva Oliveira, da Faculdade de Educação.

Nenhuma das unidades que se reuniram com seus representantes, antes da assembleia, propôs como pauta a greve por tempo indeterminado, argumentou a presidente Eleonora Ziller. “Não teríamos problema de discutir o tema, se ele tivesse sido trazido pela base”, completou.
O professor Josué Medeiros, da direção da AdUFRJ, completou: “Há forte desmobilização entre nossos colegas de todo o país. Decidir por uma greve por tempo indeterminado antes do dia 18 é um equívoco”, afirmou.

 

tamo junto2

Professoras e professores, hoje (27/03) é dia de se reunir para conversar, trocar ideias e arejar a cabeça durante o período de isolamento social. Sem roteiro, sem pauta, apenas uma conversa. Na semana passada, foram mais de 30 professores participando. Vem você também.

Para participar é fácil, a partir das 17h15, você envia uma mensagem para o WhatsApp da AdUFRJ (21) 99365-4514 pedindo para participar e nós te enviamos o link de acesso à nossa sala no ZOOM. Se você ainda não conhece o aplicativo, acesse zoom.com e instale em seu computador ou celular.

Primeira confirmação na UFRJ é da radiologia do Hospital Universitário. Técnico recebe tratamento em casa . E serviço da unidade é temporariamente  suspenso.

 

IMG 2386

 

Elisa Monteiro
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

A escalada de confirmações do novo coronavírus no Rio de Janeiro e o registro do primeiro caso da universidade levou a UFRJ a suspender as aulas da graduação e da pós-graduação por quinze dias a partir do dia 16. Após o período, o grupo de trabalho da universidade, que monitora a doença, reavaliará o retorno das atividades acadêmicas.

A decisão da administração foi progressiva, acompanhando o agravamento dos acontecimentos. Na noite de quarta-feira (11), a reitoria divulgou cinco diretrizes e duas medidas de combate ao Covid-19. Uma delas é a suspensão de viagens ao exterior e criam quarentenas (de 14 dias) para professores, alunos e técnicos que tenham retornado de viagens ou que tenham entrado em contato com casos confirmados ou suspeitos. Pessoas mais vulneráveis (idosos, diabéticos, oncológicos e imunossuprimidos em geral) poderão ter atividades acadêmicas e regime de trabalho modificados.

A quarentena produtiva, esclarece a reitoria, em nota, significa trabalho em regime de home office, sem sair de casa, mesmo para quem não apresenta os sintomas da doença. Também estão cancelados todos os eventos extracurriculares, como a Aula Magna no dia 30. Além disso, ficam suspensas as férias de servidores essenciais para o enfrentamento da pandemia. “São medidas preventivas que colocam a UFRJ à altura do desafio que o Coronavírus nos apresenta”, resumiu a reitora, professora Denise Pires de Carvalho. As páginas eletrônicas especiais da universidade (coronavirus.ufrj.br) e da Fiocruz (portal.fiocruz.br/coronavirus) repercutiram em boa parte dos veículos de comunicação.

Durante o Conselho Universitário do dia 12, o vice-reitor, Carlos Frederico Leão Rocha, anunciou que ele e a reitora Denise Pires de Carvalho não estarão mais no mesmo ambiente pelas próximas semanas. A medida tenta “evitar o contágio simultâneo”, explicou.

O primeiro caso na UFRJ foi confirmado pelo coordenador do grupo de trabalho da UFRJ sobre o Covid-19, Roberto Medronho, durante a reunião. O serviço de Radioterapia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, onde o técnico atua, está suspenso por medida preventiva, desde o dia 10, após a confirmação do diagnóstico. O servidor recebe tratamento em casa. Segundo o diretor médico do hospital, o infectologista Alberto Chebabo, o Hospital do Fundão dispõe de três leitos de isolamento para receber casos encaminhados pela Secretaria Estadual de Saúde.

O balanço da Secretaria indica 16 casos confirmados e 228 suspeitos no Rio. A capital marca 14 confirmações e 125 suspeitas. Já Caxias e Macaé, onde há campus da universidade, apresentam um caso suspeito cada. A projeção do Ministério da Saúde é de aumento exponencial da curva de pacientes nas próximas semanas.

A profilaxia da universidade, em um cenário de restrição orçamentária, foi destaque na Plenária de Decanos e Diretores do dia 6. Na reunião, a reitoria anunciou que antecipou – do dia 15 de março para o próprio dia 6 – a liberação da primeira parcela do orçamento participativo. “Nossa recomendação é que as unidades priorizem a aquisição desses itens”, destacou o pró-reitor de Planejamento, Eduardo Raupp.

Sobre o assunto, o professor do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia, Rodrigo Brindeiro, reforçou que a prevenção se faz com “mais frequência nas ações de higiene”. “É muito mais uma questão de conduta de vida, do que de material de limpeza [especial]”, advertiu. “O álcool em gel substitui a lavagem das mãos com água e sabão. E a limpeza das superfícies, lembrando que o vírus não se propaga pelo ar, se dá com os mesmo produtos que limpamos a casa”.

Depois dos Boletins técnicos e do novo site coronavírus, a UFRJ pretende produzir um vídeo com pesquisadores e atuar nas redes sociais.

Leia a íntegra das últimas notas lançadas pela universidade:

Veja como ficam os restaurantes universitários da UFRJ: https://bit.ly/2wegX3P

Veja como ficam as residências médica e multiprofissional: https://bit.ly/2U8wYjX

UFRJ dá orientações a laboratórios de pesquisa: https://bit.ly/2vpT2Oy

 

Topo