facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

Comunidade rejeita ameaças de fechamento do hospital

Em atividade organizada pelo CA de Medicina, que contou com a presença de alunos, residentes, docentes e técnicos da universidade, foi duramente criticada a estratégia de ameaças de fechamento do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, em retaliação à não aprovação da Ebserh no Consuni

Reitoria presta contas de iniciativas de melhoria do hospital no dia 23

Elisa Monteiro. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Mais soluções e menos alarmismo para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Esse foi o tom de um debate organizado pelo Centro Acadêmico Carlos Chagas de Medicina, no dia 18. Na atividade, sobraram críticas à circulação de documentos (assinados por conselheiros do CCS no Consuni e pela direção do HUCFF) que mencionam, de forma explícita ou implícita, a desativação gradual de setores do HUCFF, no final do ano, como consequência da decisão do colegiado de suspender a contratualização com a Ebserh.

Os estudantes da Medicina engrossaram o coro de apoio às iniciativas da reitoria que buscam recuperar as condições de funcionamento do maior hospital do complexo da UFRJ. Foi anunciado que, no próximo dia 23, às 10h, no Auditório Alice Rosa do próprio HU, a Pró-reitoria de Gestão e Governança (PR-6) irá apresentar um balanço do que já foi feito naquela Unidade, desde junho, quando uma comissão da administração central passou a cuidar da manutenção predial, da engenharia e das compras de insumos básicos.

“Nem vai cair, nem explodir, nem fechar”, procurou contemporizar Luiz Feijó, diretor da divisão médica. “Fala-se muitas vezes desta forma para provocar uma resposta para as coisas”, justificou depois, afirmando que não tomou conhecimento de nenhum pedido de fechamento do HUCFF. No entanto, outros depoimentos confirmaram tais ameaças, proferidas inclusive em reuniões da Congregação da Faculdade de Medicina, no CCS e em documentos e falas públicas de dirigentes do HUCFF. Rosalie Correa, da Divisão Médica de Neurologia observou que há um aparente boicote às ações da reitoria: “A Araceli (Cristina, pró-reitora) já pediu às unidades que enviem uma listagem de insumos necessários para funcionamento e até agora não houve retorno”.  

Prazo do TCU é para o MPOG, não para a UFRJ

Surgiu no encontro a suposta data-limite de substituição dos técnicos precarizados (centenas de funcionários sem vínculo empregatício regular que atuam nas unidades de saúde) como sendo uma das justificativas apontadas pelos dirigentes do HUCFF para o fechamento do hospital. 

Luciana Boiteux (advogada e diretora da Adufrj-SSind) esclareceu que o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) determina ao MPOG e ao Governo Federal, e não à UFRJ, a substituição daqueles trabalhadores, sendo este argumento utilizado pelos setores pró-Ebserh para causar pânico nos HUs e pressionar pela adesão à empresa. O prazo para essa substituição está, na verdade, “vencido há muito tempo”. E nem por isso os extraquadros foram mandados embora e os hospitais fecharam: “O problema é que a reitoria assume uma responsabilidade que não é dela, porque só quem poderia autorizar os concursos necessários seria o Ministério do Planejamento (e Gestão). A responsabilidade é do Governo, a universidade só pode pedir, mas não tira vagas da cartola”, sublinhou.

Boiteux informou, ainda, que tramita uma ação civil pública, proposta pelo Ministério Público Federal, que pede à Justiça a abertura imediata de processos seletivos para contratação emergencial de pessoal para substituir os terceirizados nos HUs da UFRJ, que está sendo acompanhada pela Seção Sindical. Em sua visão, o papel da universidade deve ser o de apoiar o pleito do MPF e dimensionar as necessidades de pessoal nos hospitais, bem como realizar o planejamento de curto, médio e longo prazo para reestruturá-los, ressaltando o total apoio da Adufrj-SSind à comunidade do HUCFF na luta para que o hospital possa retomar o seu papel histórico de referência na pesquisa, assistência e formação dos profissionais de saúde do Rio de Janeiro.

Na mesma linha, Fátima Siliansky, professora da Faculdade de Medicina, sublinhou uma auditoria do Tribunal de Contas da União (que motivou um encarte especial do Jornal da Adufrj, em agosto deste ano): “Não se trata apenas um problema de falta de pessoal. Há um caos gerencial na distribuição dos postos”, afirmou. Entre outros problemas administrativos, Siliansky destacou as constantes dispensas de licitações, favorecendo praticamente as mesmas empresas, nos últimos anos. 

Novo bode na sala

Na reunião, o professor Nelson Souza e Silva, Titular da Medicina, citou uma notificação da Secretaria Municipal de Saúde à UFRJ: caso as unidades de saúde não operem com emergências 24 horas ou com o funcionamento de um número mínimo de procedimentos cardíacos, os hospitais universitários correm risco de descredenciamento. Para Nelson, a medida espelha a política de restringir a saúde pública à atenção básica, reservando à iniciativa privada os serviços de alta complexidade.


Eleição para vagas do CCS no Consuni

O Conselho de Coordenação do CCS, na sessão realizada em 14 de outubro, deliberou pela realização de eleições nas Unidades do CCS para escolha de representantes do Centro no Consuni. Na categoria professor Associado, há vagas para um representante e seu suplente; na categoria professor Titular, apenas o suplente. O pleito ocorre nos dias 5 a 7 de novembro.

A inscrição dos candidatos está marcada para o período de 28 de outubro a 1º de novembro. Os interessados devem buscar a Decania do CCS (Bloco K – 20 andar, sala 20), das 9h às 16h.

Haverá debate com apresentação dos candidatos durante o Conselho de Centro do dia 4 de novembro, no auditório Hélio Fraga, no bloco K, às 10h. A apuração geral está prevista para 8 de novembro.

 

Divulgado calendário da eleição para o HUCFF

CalendarioEleitoralHUCFFDurante o encontro do dia 18, foi divulgado o calendário do processo eleitoral para a direção do HUCFF. A inscrição de chapas ocorre entre 28 e 30 de outubro. Haverá campanha de 4 a 22 de novembro. A votação acontece entre 25 e 27 do mesmo mês, com apuração no dia 28. A posse está marcada para 19 de dezembro. 

A expectativa dos movimentos organizados da UFRJ é que o pleito na maior unidade de saúde da instituição possa ser realizado no prazo e de forma democrática, sendo uma etapa essencial à superação dos problemas atuais enfrentados pelo HUCFF.

 

Black blocs?!

Os black blocs são anteriores às manifestações antiglobalização em Seattle (EUA), durante reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas foi nessa época, estávamos em 1999, que os grupos de mascarados vestidos de preto ganharam visibilidade política, no confronto direto com as forças da repressão. Antes de Seattle, os black blocs (que podem ser melhor entendidos menos como um grupo e mais como uma tática) já haviam aparecido no cenário europeu. Eram um viés alternativo da esquerda, segundo informa o jornalista Bruno Fiuza. Os primeiros black blocs surgiram na Alemanha Ocidental em 1980, “no seio do movimento autonomista daquele país”, relata Fiuza, que também é historiador.

AAADIVISAO

Bruno Fiuza recomenda a quem quiser se informar melhor sobre o movimento autonomista europeu o livro The Subversion of Politics – European Autonomous Social Movements and the Decolonization of  Everyday Life. 

Escrito pelo militante e sociólogo americano George Katsiaficas, o texto está disponível para download em  http://www.eroseffect.com.

AAADIVISAO

A resistência à construção de usinas nucleares na então Alemanha Ocidental, no fim dos anos 1970, fez surgir o movimento autonomista. 

Além da mobilização contra as usinas, ocupações urbanas nas grandes cidades foram o outro ponto de aglutinação dos autonomista alemães.

AAADIVISAO

A presença de black blocs nas ações do movimento dos autonomistas era apresentada com “a função original de servir de força de autodefesa contra os ataques policiais às ocupações e outros espaços autônomos”, informa Bruno Fiúza.

AAADIVISAO

A tática black bloc se espalhou da Alemanha para o resto da Europa.

No fim dos anos 1980, os Estados Unidos viram os primeiros blocos negros. Foi em 1988, para protestar contra os esquadrões de morte financiado pelo governo americano em El Salvador. 

Nos anos 1990, black blocs intensificaram sua presença nos EUA “mas a tática permaneceu praticamente desconhecida do grande público até que um bloco negro se organizou para participar das manifestações contra a OMC em Seattle em novembro de 1999”, informa Fiuza.

“A partir de Seattle, os black blocs passaram a realizar ataques seletivos contra símbolos do capitalismo global”, diz o jornalista.

AAADIVISAO

“Nesse contexto”, explica Bruno Fiuza,  “o ataque a uma loja do McDonald’s tinha um efeito simbólico importante, de mostrar que aqueles ícones não eram tão poderosos e onipresentes assim”. 

Por trás da fachada divertida e amigável da publicidade corporativa, havia um mundo de exploração e violência materializado naqueles logos.

“Ou seja: o black bloc de Seattle inaugurou uma dimensão de violência simbólica que marcaria profundamente a tática a partir de então”, conclui Fiuza.

AAADIVISAO

Ele diz que, a partir daquele momento, os black blocs, até então um instrumento basicamente de defesa contra a repressão policial, tornaram-se também uma forma de ataque – mas contra os significados ocultos por trás dos símbolos de um capitalismo que se pretendia universal, benevolente e todo-poderoso.

AAADIVISAO

Foi nesse contexto que a tática chegou ao Brasil.

Os acontecimentos de Seattle levaram grupos de militantes brasileiros a se articularem em coletivos para construir no país o movimento de resistência mundial à globalização neoliberal.

AAADIVISAO

Em São Paulo, um grupo entre os manifestantes adotou a mesma tática do black bloc de Seattle, em 1999, e atacou símbolos capitalistas na Avenida Paulista, como uma loja do McDonald´s. 

AAADIVISAO

Assim, os black blocs estavam longe de ser uma novidade no Brasil quando irromperam os protestos de junho último.

Posse da diretoria e do Conselho de Representantes da Adufrj-SSind une antigos militantes e jovens professores

Greve de 2012 é lembrada como instrumento que permitiu esta junção

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


“A minha geração não lutou contra a ditadura. Nós nascemos e fomos criados depois do AI-5. Já adolescentes, vimos o Muro de Berlim desmoronar na nossa frente, ao mesmo tempo em que o futuro garoto-propaganda da Louis Vuitton (Mikhail Gorbachev) fazia a abertura da União Soviética. Nessa mesma época, no momento da nossa experimentação e iniciação sexual, vimos a ameaça da Aids. A gente viu mais uma vez o mundo condenar a sexualidade e o homossexualismo como doença a ser evitada. Seguindo, vimos, no vestibular que fizemos, serem aprovadas em primeiro lugar as reformas neoliberais de Fernando Henrique e Paulo Renato. Mais uma vez, a nossa geração foi colocada como laboratório do consenso”.

Dessa maneira o novo presidente da Adufrj-SSind, Cláudio Ribeiro (da FAU), abriu seu discurso de posse na noite de 16 de outubro, no Salão Nobre dos institutos de Filosofia e Ciências Sociais e de História. O docente, de 37 anos, fez um paralelo entre a sua geração e os acontecimentos políticos do Brasil e do mundo.

13102131Salão Nobre do IFCS/IH recebeu público para a posse. Foto: Marco Fernandes - 16/10/2013O professor afirmou que sua geração vivenciou a precarização do trabalho docente na sala de aula, com turmas superlotadas e seus professores competindo entre si. Uma geração que “aprendeu a ser produtivista, aprendeu a ser excelente, mas disse ‘Não! Isso não será mais reproduzido’”, afirmou.

Por essa razão, aponta o presidente, sua geração decidiu construir sua vida na universidade pública: “Se viemos para o setor público, foi um gesto de resistência. Foi por que vivenciamos um processo do qual discordamos, de que não gostamos. Viemos construir algo que sempre nos foi negado”, declarou.

Cláudio conclamou os professores a participarem da luta: “Para unirmos todos, o chamamento à luta não pode ter um só. Tem que ter a cara de cada um de vocês. O consenso significa eliminação e silêncio. Eles (a direita) não sabem o que vão enfrentar”.  O novo presidente fez referência, ainda, à junção de antigos militantes que mantiveram viva a defesa da universidade pública e este grupo de jovens mestres e doutores recém-ingressos na instituição: “Eles nunca poderiam ter permitido o encontro das gerações neste lugar”, disse. 

Além de Cláudio, tomaram posse na nova gestão (biênio 2013-2015) os professores: Luciana Boiteux (1ª vice-presidente), Cleusa Santos (2ª vice-presidente), José Henrique Sanglard (1º secretário), Romildo Bomfim (2º secretário), Luciano Coutinho (1º tesoureiro) e Regina Pugliese (2ª tesoureira). Também assumiram cargos no Conselho de Representantes da Adufrj-SSind 32 professores de cinco Centros da UFRJ.

Mauro Iasi

Antes de passar o cargo a Cláudio Ribeiro, o professor Mauro Iasi destacou a unidade entre os que defendem a universidade pública. “A nossa unidade é entre os que defendem a universidade. O que divide a universidade são aqueles que operam dentro dela e contra ela”, disse. (Veja, na página 8, entrevista com o balanço do mandato feito pelo ex-presidente).

 

Andes-SN destaca parceria

Elizabeth Barbosa, da direção da Regional Rio do Andes-SN fez uma saudação à nova gestão e à anterior. “Agradeço muito à direção anterior pela parceria. Temos clareza de que a nova gestão será igualmente parceira perante os desafios e a luta”.

Gabriela Celestino, em nome do DCE, parabenizou a nova diretoria e elogiou a anterior pela combatividade. “Fico muito feliz em ser uma estudante da Saúde e ver que a luta central hoje no sindicato é justamente em defesa da Saúde pública”.

Sônia Lúcio, pela Aduff-SSind (Seção Sindical dos Docentes da UFF) demonstrou apoio à nova gestão: “Esse é um dos poucos locais no Brasil que, pela proximidade geográfica e ideológica, as seções sindicais têm condições de estreitar ainda mais os laços. Estou emocionada em ver um Conselho de Representantes tão amplo”, afirmou.

 

Universidade viva

13102132fOTO: Marco Fernandes - 17/08/2012A exibição do filme Universidade Viva produzido pela Coordenação de Comunicação da Adufrj-SSind abriu a cerimônia de posse no Salão Nobre do IFCS/IH. O vídeo de 26 minutos faz uma anatomia da Greve dos 100 dias em 2012, um dos pontos altos do mandato encerrado no último dia 16. Por meio de entrevistas com  protagonistas do movimento, o filme ganha forma de documentário que vai além das razões específicas da greve, ampliando a visão para o contexto político e histórico do movimento dos docentes. Em novembro, Universidade Viva estará no arquivo da TV Adufrj e disponível no canal da seção sindical no YouTube.

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Pelo menos seis pessoas ficaram feridas com balas de borracha em confronto entre manifestantes e homens da Força Nacional de Segurança, na Barra da Tijuca. Os manifestantes protestam contra a primeira rodada de licitação do pré-sal, marcada para hoje (21), às 15h no Windsor Barra Hotel.

A confusão começou depois que manifestantes derrubaram a grade que separava o protesto dos homens da Força Nacional. Os policiais reagiram com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Dois feridos estão sendo atendidos em uma ambulância do Corpo de Bombeiros que está no local.

Os manifestantes continuam posicionados em frente às grades, que foram recolocadas, agitando bandeiras de partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos.

Vitor Abdala. Repórter da Agência Brasil

Edição: Denise Griesinger

No dia 15 de outubro, milhares ocuparam o Centro da cidade em apoio aos educadores em greve

Andes-SN e Adufrj-SSind estiveram presentes 

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Era 15 de outubro, mas os professores do Rio não quiseram comemorar data tão especial em casa. Pelo contrário, de manhã, uma assembleia com cinco mil educadores municipais, na Tijuca, decidiu pela continuidade da greve, iniciada em 8 de agosto. À tarde, a “celebração” foi no Centro da cidade, numa passeata que voltou a tomar a avenida Rio Branco, contra os desmandos da prefeitura e da polícia militar.

Carlos Silva, professor de História do município, considerou positivo passar o 15 de outubro na rua: “Temos que mostrar para os cidadãos que vivem nessa democracia superficial que a melhor sala de aula é a rua. Apesar de toda atrocidade, eu acredito que a democracia se faz na rua”.

Na passeata, muitos rostos e histórias. Letícia Trindade, também docente do município, é ex-aluna de Biologia da UFRJ. “Este não é um processo agradável, porque temos que discutir, lutar e gritar por direitos básicos”, afirmou. Letícia estava na manifestação do dia 1º de outubro, quando a PM agiu com extrema violência contra os professores. “A arbitrariedade da polícia foi absurda e gratuita. Nós não nos confrontamos com eles. Nem os Black Blocks estavam atacando”, afirmou. A professora espera o apoio de toda a sociedade. “Nós, como educadores, lutamos por uma sociedade diferente. Queremos ter condições de trabalho para dar dignidade aos nossos alunos”, afirmou. 

Rogério Lustosa, da Escola de Serviço Social da UFRJ, também participou do ato: “A vida é feita de resistência. Devemos lutar pela escola pública, gratuita, de qualidade em todos os níveis! Estar na rua hoje é uma celebração”, disse.

Fernanda Moreno, professora de História da rede estadual, criticou o governo pelo descaso com a Educação: “O mais difícil é saber que estamos lutando por um direito e contra um governo que já deixou bem claro que a Educação não é prioridade”. A docente, porém, se diz esperançosa: “É muito bom saber que a população está aderindo e entendendo que, sem educação, esta nação não vai pra frente”.

Amplo apoio à categoria

O ato contou com a participação de diversos sindicatos e movimentos sociais. Professores das universidades federais, organizados pelo Andes-SN, estudantes secundaristas e entidades representativas dos segmentos do Colégio Pedro II, Cefet-RJ e Faetec também compareceram. Até o fim da passeata, não houve registros de confrontos. Depois de formalmente encerrado pela organização, iniciou-se o conflito que acabou ganhando mais destaque na mídia comercial do que as justas reivindicações dos educadores.

Greve na rede estadual também continua

No dia seguinte à passeata (16), a rede estadual deliberou pela continuidade da greve. As próximas assembleias estão marcadas para os dias 22 (municipal) e 24 (estadual), em locais e horários ainda indefinidos até o fechamento desta edição.

 

Os excessos da PM, pela visão de uma voluntária

13102142Enterro. Grupo de professores fez uma intervenção na rua. Nas faixas, os pontos de pauta da greve. Em tom de marcha fúnebre, eles cantavam: “Não aguento mais/a educação do Eduardo Paes”. Foto: Samuel Tosta - 15/10/2013Rebecca Tenuta, de 25 anos, faz parte de um grupo que voluntariamente ajuda e presta os primeiros socorros a feridos nas manifestações. Ela atua desde as manifestações de junho. De acordo com a jovem, não há distinção de público entre os feridos: “Idosos, jovens, homens, mulheres, advogados, jornalistas, estudantes. Todos são alvos. Muitos são feridos por estilhaços de bombas de gás. Aliás, é assustadora a quantidade de bombas que encontramos no chão”, relatou.

Segundo Rebecca, os ferimentos de balas de borracha não seguem o protocolo de segurança: “Nunca são abaixo da linha da cintura. São sempre na cabeça. Atendemos muitos feridos na face, no olho, na testa”, comenta. Quando o ferimento é abaixo da cintura, o alvo majoritariamente são os órgãos genitais. “Já atendemos um homem com um ferimento muito grave”, disse.

Topo