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O Museu Nacional celebrou 208 anos de História, de Pesquisa e de Divulgação Científica com uma grande festa para a população que visitou a Quinta da Boa Vista, no último domingo (21). As tendas montadas na Alameda das Sapucaias encantaram o público com mostras do que é produzido por uma das instituições científicas mais antigas do país. As atividades começaram às 10h e a programação seguiu até as 16h.
Professores da UFRJ estão recebendo mensagens criminosas de pessoas que se identificam como advogados da AdUFRJ vinculados ao escritório Lindenmeyer. Eles informam falsos números de telefone para contato sobre a ação dos 3,17%. Não retorne a mensagem. Em caso de dúvida, entre em contato com nossos canais oficiais: (21) 99808-0672 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Foto: Alessandro CostaOs professores filiados à AdUFRJ decidiram sobre duas importantes alterações no regimento da seção sindical na última semana. Uma delas permite reuniões e decisões em ambientes remotos. O assunto foi tema de campanha da diretoria da AdUFRJ e é uma demanda de muitos professores, sobretudo aposentados ou que atuam em campi interiorizados. Reuniões mediadas por ambiente digital e o uso de tecnologias eletrônicas para votação ampliam a participação dos docentes da UFRJ na vida sindical, incluindo aqueles que estão em atividades de pesquisa fora da universidade. Para este ponto de pauta, foram 370 votos favoráveis, 49 contrários, 7 abstenções e um voto branco.
Outra mudança regimental permite que a diretoria ofereça aos filiados o plano de saúde dos servidores da Fiocruz, o FioSaúde. Uma das vantagens do plano é o fato de não impor limites de idade para adesão e permitir a inclusão de pais, avós, sogros e outros níveis familiares. Foram 367 votos a favor, 34 contra, 24 abstenções e dois votos brancos.
Ao todo, 427 docentes participaram da assembleia multicampi e dos dois dias de votação, que ocorreram presencialmente em seis locais: Praia Vermelha, CT, CCS, Direito, Caxias e Macaé.
“Foi muito importante a presença e participação de todos. Nós tínhamos mudanças regimentais que exigiam um quórum qualificado, por isso agradecemos especialmente a mobilização e o engajamento dos professores”, avaliou a presidenta da AdUFRJ, professora Ligia Bahia, durante a apuração dos votos na sede da seção sindical, na manhã do dia 4. O quórum mínimo necessário à aprovação dos itens era de 365 docentes presentes.
DELEGAÇÃO DA ADUFRJ
Durante a assembleia, doze professores se candidataram para compor a delegação da AdUFRJ ao Conselho do Andes (Conad), que acontece no início de julho, em São Luís (MA). Os dez mais votados integrarão a delegação. Veja a relação:
Andréa Pereira Parente
Escola de Química | 178 votos | 7º lugar
Camila Azevedo Souza
Centro Multidisciplinar Macaé| 110 votos | 10º lugar
Carlos Augusto Domingues Zarro
Instituto de Física | 102 votos | 12º lugar
Cristina Miranda
Aposentada do CAp | 112 votos | 9º lugar
Daniel Negreiros Conceição
IPPUR | 153 votos | 8º lugar
Eleonora Ziller
Faculdade de Letras | 221 votos | 3º lugar
Luis Eduardo Acosta
Escola de Serviço Social | 97 votos | 11º lugar
Luisa Andrea Ketzer
Campus Caxias | 187 votos | 6º lugar
Maria Tereza Leopardi Mello
Faculdade de Economia | 187 votos | 5º lugar
Michel Gherman
IFCS | 188 votos | 4º lugar
Ligia Bahia
IESC | 309 votos | 1º lugar
Pedro Lagerblad de Oliveira
Instituto de Bioquímica Médica | 256 VOTOS | 2º lugar
Artigo
MARIANA
LINDENMEYER
Advogada e integrante da assessoria jurídica da AdUFRJ
ASSEMBLEIA APROVA ALTERAÇÕES REGIMENTAIS
Nos dias 02 e 03 de junho, a categoria esteve reunida em Assembleia Geral para debater temas relevantes da categoria, em especial duas alterações no Regimento Geral da AdUFRJ.
A primeira, para permitir a celebração de convênios com operadoras de saúde, importante iniciativa da Diretoria da AdUFRJ para viabilizar planos de saúde de qualidade e financeiramente viáveis aos docentes.
Neste item foram acrescidas as seguintes redações no Regimento:
• Acrescido parágrafo 5º no Art 1º, com a seguinte redação: “convênios de adesão por patrocínio com operadoras de planos privados de assistência à saúde, na modalidade de autogestão, a participar do custeio de planos coletivos e a contribuir para despesas administrativas de operadoras conveniadas”;
• Acrescido inciso XV no Art. 4º, com a seguinte redação: XV - promover o bem-estar e da assistência à saúde dos filiados;
• Acrescido inciso XVIII no Art. 16, com a seguinte redação: Art. 16. Compete à Assembleia Geral: [...] XVIII - Aprovar o patrocínio em convênios de adesão e atribuir à Diretoria da Adufrj-SSind a competência para assinar os referidos convênios.
A segunda alteração regimental aprovada pela categoria tratou sobre o meio de realização de assembleias e votações. A partir da decisão da Assembleia foi incluído no regimento a possibilidade de realizar-se tais atos (assembleias e votações) também por meio eletrônico, desde que garantido sempre o voto direto e secreto.
Neste ponto, as alterações regimentais foram as seguintes:
• Acréscimo do parágrafo 2º no Art.17, com a seguinte redação:§2o. A participação dos associados na Assembleia poderá ocorrer, a critério da Diretoria, nas modalidades tradicionais, por meios eletrônicos ou híbridas, de modo a permitir a mais ampla participação de todos, em conformidade com o artigo 5º, IV do Estatuto do ANDES;
• Alteração no Art. 21, o qual passou a viger com a seguinte redação: Art. 21. O Conselho de Representantes é presidido pelo Presidente da Adufrj-SSind e reunir-se-á, em sessão conjunta com a Diretoria, nas modalidades tradicionais, por meios eletrônicos ou híbridas, a critério da diretoria, ordinariamente uma vez por semestre e extraordinariamente por convocação;
• Acréscimo do parágrafo 2º no Art. 38, com a seguinte redação: § 2o. O processo eleitoral deverá propiciar a mais ampla participação dos associados pelo voto direto e secreto, garantindo a sua confidencialidade bem como a apuração e auditoria da votação; a votação poderá ser feita por votos em papel (em urna) ou por meio eletrônico, a critério da Comissão Eleitoral.
• Alteração dos Arts. 39 e 44, os quais passaram a viger com a seguinte redação: Art. 39. A eleição para a Diretoria será realizada por escrutínio universal, direto e secreto, com voto em urna ou por sistema eletrônico que garanta os princípios elencados no parágrafo 2º do artigo 38. [...] Art. 44. As eleições para o Conselho de Representantes serão realizadas por escrutínio universal, direto e secreto, com voto em urna ou por sistema eletrônico que garanta os princípios elencados no parágrafo 2º do artigo 38.
A medida aprovada foi necessária diante da realidade dos campi da UFRJ e, sobretudo, pela comprovação de maior participação da categoria nas atividades sindicais realizadas pelos meios eletrônicos.
Para encerrar o ciclo de visitas do primeiro semestre às unidades acadêmicas, a diretoria da AdUFRJ fará um encontro com os professores da Escola de Química na próxima segunda-feira, dia 22. A reunião vai acontecer no Auditório da EQ, no segundo andar (sala 212).
Convide os colegas e participe deste momento de trocas conosco!
Foto: Fernando SouzaENTREVISTA I Rafael Galliez, professor da Faculdade de Medicina e infectologista
“Precisamos de políticas baseadas em evidências para mitigar a ideologia da hesitação vacinal”
A suspensão temporária da vacina contra o dengue do Instituto Butantan, anunciada esta semana pelo Ministério da Saúde, demonstra a robustez e maturidade do Programa Nacional de Imunizações. É o que afirma o professor Rafael Galliez, vice-diretor do Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes da UFRJ e integrante dos Grupos de Trabalho de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Esse é o funcionamento da nossa rede de vigilância: reconhecer sinais de alarme, notificar, adicionar vigilância focal e gerar uma ação, quando necessário. É assim que protegemos a população “. A medida foi tomada após a identificação de apenas 0,008% de casos graves — com dois óbitos— entre os mais de 500 mil imunizados.
O episódio, no entanto, reforça o receio do docente com uma outra “doença” dos nossos tempos: o negacionismo científico. “A grande preocupação é a instrumentalização de um evento correto, do ponto de vista da vigilância, pelos grupos antivacinais”, diz Galliez.
A seguir, a entrevista concedida ao Jornal da AdUFRJ.
Jornal da AdUFRJ — Foi correta a decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacina do Butantan?
Rafael Galliez - É uma decisão por precaução para investigar esses casos, em função da gravidade. Esse é o funcionamento na nossa rede de vigilância: reconhecer sinais de alarme, reconhecer casos graves, notificar, adicionar vigilância focal e gerar uma ação, quando necessário. É assim que a gente protege a população. Isso mostra um programa robusto e maduro.
No monitoramento pós-vacinal, identificamos uma taxa esperada de eventos leves, mas o rigor do nosso sistema capturou subgrupos que exigiam investigação mais profunda. Isso foi analisado pelo comitê de especialistas do Ministério e foi anunciada uma pausa estratégica para averiguação de segurança.
No momento que há uma dúvida, precisamos esclarecer os mecanismos associados ao evento. Da mesma forma que estão sendo estudadas as formas graves de febre amarela vacinal.
Os grupos de BioManguinhos conseguiram avançar na pesquisa das mutações específicas das pessoas que desenvolveram as formas gravíssimas com a própria vacina.
Mas a vacina contra a febre amarela chegou a ser suspensa?
Não, pelo tempo de uso e pela quantidade de eventos. A vacina da febre amarela está aí há muitos anos e esta do dengue foi recém-introduzida. O quantitativo de doses já aplicadas de febre amarela é de outra escala. Lembro ainda que a vacina do dengue registrou eficácia contra infecção de 65% e de 80% para a dengue grave, nos estudos. Já a da febre amarela possui uma eficácia maior.
Há receio que esta suspensão seja utilizada por grupos antivacina?
A grande preocupação é a instrumentalização de um evento correto, do ponto de vista da vigilância, pelos grupos antivacinais. Vemos hoje o cenário da epidemia de sarampo nos EUA que se expande para o México, Canadá e agora Bolívia. E que será nossa grande preocupação durante a Copa do Mundo, com o aumento de casos de tétano e outras doenças imunopreveníveis a partir desse processo de ideologização da questão vacinal.
Precisamos desenvolver estratégias para enfrentar esse fenômeno ideológico. Devemos fazer um pacto na sociedade entre Academia, profissionais de saúde e comunicadores sociais. Precisamos da comunicação para abordar as questões relacionadas à educação em saúde.
Como está a situação do dengue no Rio de Janeiro?
O dengue é uma doença infecciosa com quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. Hoje, estão circulando no país os quatro sorotipos. Nas últimas epidemias, em alguns municípios, tivemos prevalência maior do sorotipo 1 e 2. No Rio de Janeiro, tivemos os dois circulando na última epidemia, em 2024. E vivemos possibilidade de entrada do sorotipo 3, que passou a ser detectado em maior escala aqui no estado.
De forma geral, no entanto, houve menos casos de dengue no Rio, confirmando a nossa expectativa baseada na alta imunidade populacional pós-epidemia de 2024. Mas tivemos a chikungunya. Determinados bairros, como Santa Teresa, apresentaram incidências altíssimas.
No Brasil, em cidades como Dourados (MS), tivemos uma grande epidemia de chikungunya associada à vulnerabilidade social da população indígena local, em péssimas condições de moradia. Dos dez óbitos da região, nove eram desses grupamentos indígenas, com três deles de crianças abaixo de um ano de idade. Uma catástrofe.