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estevesO professor Francisco Esteves é o convidado especial do Tamo Junto, um bate-papo virtual que a AdUFRJ promove todas as sextas-feiras. O docente vai discutir os 100 anos da UFRJ e os 26 anos da interiorização em Macaé.

Para participar, basta enviar uma mensagem para o whatsapp da AdUFRJ (21) 99365-4514, a partir das 17h15 de sexta-feira.

As centrais sindicais realizam um Dia Nacional de Luta pela Vida e pelos Empregos nesta sexta-feira, 7 de agosto. Os quase 100 mil mortos pelo novo coronavírus no Brasil também serão homenageados. Em protesto contra o descaso do governo, haverá paralisações de cem minutos nos locais de trabalho — um minuto para cada mil vítimas da doença. Nas redes sociais, os manifestantes deverão usar a hashtag #7deagostolutapelavida.

O dia 27 de julho de 2020 entrou para a história da AdUFRJ. Nesta data, por força da pandemia, ocorreu a primeira Assembleia Geral virtual dos professores da universidade. A reunião, que chegou a contar com 125 docentes, aprovou a delegação ao Conselho Nacional de Associações Docentes (Conad) do Andes, de forma unânime.
O Conad, que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho, discutiu a prorrogação do mandato da diretoria do Andes. O processo eleitoral, marcado para este ano, foi suspenso em função da crise de saúde pública.
A delegação da AdUFRJ foi eleita com o compromisso de votar a resolução proposta pela direção nacional, que estende o mandato dos atuais dirigentes por até 90 dias, com possibilidade de ampliação por até mais 90 dias. “Mesmo sendo oposição à atual diretoria do Andes, a diretoria da AdUFRJ entende que o momento é de formar uma unidade poderosa contra o governo Bolsonaro. Precisamos caminhar juntos”, destacou a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller. “Considero o resultado muito positivo. A votação unânime indica que temos um entendimento entre os professores de que esse deve ser um caminho a ser seguido”, completou.
Eleonora (como delegada, com direito a voz e voto) e os professores Luis Acosta e Marinalva Oliveira (como observadores, com direito a voz) foram os representantes da AdUFRJ ao evento sindical. Se algum dos observadores não pudesse mais participar das atividades, seria substituído pela professora Janete Luzia Leite.

DEBATE
Durante o debate da assembleia sobre a conjuntura, o diretor da AdUFRJ Josué Medeiros destacou que o governo continua perigoso, apesar da mudança de comportamento do presidente, agora mais contido. Mas alguns fatos recentes também dão esperança aos setores progressistas, como o surgimento dos movimentos antifascistas entre as torcidas de futebol, as paralisações dos entregadores de aplicativos e a aprovação do novo Fundeb: “Se confirmado no Senado, o primeiro direito que a gente conquista desde o golpe de 2016 veio da Educação. Temos que focar bastante nessa vitória”, afirmou.
Professora do Colégio de Aplicação, Cristina Miranda tratou do desafio da educação na pandemia. Chamou atenção para o que está sendo feito no site do CAp e convidou os docentes do ensino superior a pensar outras formas de vínculo com os alunos. “Que não sejam as que as grandes corporações defendem e tanto precarizam nosso trabalho”, ressalvou.

INTÉRPRETES
A primeira assembleia virtual também contou com a participação de duas intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Foi um primeiro teste para favorecer a participação dos professores surdos”, explicou Eleonora. A iniciativa será avaliada em futuras reuniões da seção sindical.

VOTAÇÃO
Como não se tratava de um ponto polêmico, a votação da delegação ocorreu por uma ferramenta de pesquisa do aplicativo Zoom. A diretoria estuda a melhor forma de deliberar nas próximas assembleias da AdUFRJ.

O Conselho de Ensino de Graduação adiou o início das aulas remotas para a graduação. O novo calendário do chamado Período Letivo Excepcional, aprovado em sessão desta quarta (5), começa no dia 24 de agosto, com término em 14 de novembro. Foram 16 votos favoráveis e 4 contrários.

O adiamento se deu pelo atraso na entrega dos chips de internet comprados pela Universidade para serem distribuídos aos estudantes. A empresa vencedora da licitação informou na última segunda-feira (3) que não conseguiria entregar os mais de 3 mil dispositivos nesta semana, o que inviabiliza o início das aulas remotas da graduação.

O campus de Macaé propôs alterar o calendário para 31 de agosto, por conta da maior dificuldade em distribuir os chips para estudantes que moram fora da cidade, mas a proposta teve pouca adesão.

A notícia completa você encontra na próxima edição do Jornal da AdUFRJ.

03WEB menor1139A UFRJ criou uma das principais ferramentas utilizadas para monitorar a pandemia de Covid-19 no Rio de Janeiro. O Covidímetro foi desenvolvido pelo GT Coronavírus e é utilizado pelo poder público e por veículos de imprensa para medir a propagação da doença no estado. Hoje com mais de 160 mil infectados, o Rio pode chegar a 492 mil casos nos próximos dois meses, se o isolamento social for afrouxado. Os números assustam, mas correspondem à previsão mais atualizada do Covidímetro da universidade.
 “Nós procuramos por modelos que nos trouxessem uma representação mais realística possível da situação de risco que estamos vivendo”, explica o professor Guilherme Horta Travassos, do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe. “Elaboramos então uma maneira de calcular o ‘R’, índice que está associado à ideia de velocidade da propagação da doença”, conta o professor.
Um dos diferenciais do Covidímetro é a apresentação gráfica da velocidade do contágio e que permite uma comunicação mais direta com a sociedade. “O cálculo é muito legal do ponto de vista matemático, uma linguagem que indivíduos envolvidos com o estudo do fenômeno conseguem capturar. Mas não dá para apresentar para a sociedade. Foi onde surgiu a ideia de apresentar de uma forma lúdica”, explica o professor.
 “Nós utilizamos um modelo estatístico alinhado a uma série temporal, e que tem se mostrado muito robusto”, conta o médico infectologista Roberto Medronho, coordenador do GT Coronavírus. “O problema é que grande parte da população teria dificuldade de entender esse processo e o que ele significa. Mas quem olha o Covidímetro sabe, de imediato, se a situação está piorando ou melhorando. É uma representação que se comunica rapidamente com a população”, completa Medronho.
O Covidímetro está disponível no hotsite do coronavírus da UFRJ. Nele, o ‘R’ é mostrado como um ponteiro dentro de uma escala de risco e corresponde à quantidade de pessoas que um indivíduo contaminado pode infectar. Justamente por isso, ele reflete a aceleração do contágio. Se o valor de ‘R’ está abaixo de 1, a pandemia está sob controle e os riscos são baixos. Mas qualquer valor acima de 1 exige atenção e medidas de prevenção.
 “O grande diferencial é o modelo que está por trás da construção do Covidímetro. A base é orientada pelo conhecimento médico que se tem da infecção e pelos conhecimentos epidemiológicos, mas ele também considera uma série de dados, como a mobilidade da população, por exemplo. Ele não é só um modelo teórico, mas também traz informações do mundo real”, destaca o professor Medronho.
A “referência”, ou seja, a maneira como o índice “R” é calculado, é outro ponto de destaque do Covidímetro. “O R normalmente é inferido a partir da curva que expressa o número de casos, é o quão inclinada a tangente está”, explica o professor Guilherme Travassos. “Ao invés de fazer o desenho da curva, nós calculamos a evolução ponto a ponto na linha do tempo, calculando o R em cada ponto. Assim, temos o R mais aproximado possível. Ao invés de inferido, ele é calculado”, destaca o docente.
Este modelo permite que o sistema seja usado para prever cenários futuros da pandemia no Rio. Para isso são considerados dados como as quantidades de infecções e óbitos registrados e o índice de isolamento social do estado. “Até agora os resultados estão absolutamente coerentes, dentro da região de confiança que a gente tinha previsto”, afirma Travassos. “E se por um lado é uma alegria ver um modelo realístico o suficiente funcionando, ao mesmo tempo ele ajuda a ver o que vai acontecer, e é muito triste”.
Agora, os professores que desenvolveram o sistema trabalham para adaptá-lo para que ele possa ser a referência no planejamento de retorno gradual das atividades presenciais da UFRJ. Para isso, foi necessário alterar a área de abrangência do Covidímetro. “Usamos um conceito semelhante para compor uma região UFRJ e uma região Macaé. Com base no nosso corpo funcional e discente, foi fácil identificar de que municípios vêm as pessoas da universidade. Esta foi a primeira iniciativa, o modelo está em evolução”, ressalta Travassos.
“A intenção é ter modelos diferentes para o Fundão, para a Praia Vermelha e outros campi. E vamos tentar buscar parâmetros adicionais que dizem respeito ao funcionamento da universidade, como a disponibilidade funcional, de estrutura”, contou o professor, que fez questão de reafirmar que o Covidímetro da UFRJ não vai ser determinante para decidir se as atividades presenciais voltam ou não, mas vai ser uma das informações que poderá subsidiar a decisão.

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