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Um ano marcado pelo fortalecimento da representatividade, pela expansão do debate público e por conquistas para os professores. A diretoria da ADUFRJ completou 12 meses de gestão com realizações importantes. Uma delas, a consolidação da democracia interna do sindicato: a aprovação, em assembleia, do direito às decisões remotas. Realizada de forma presencial nos dias 2 e 3 de junho, a votação registrou expressivos 370 votos favoráveis, contra 49 contrários, 7 abstenções e 1 voto em branco. O resultado simboliza o pulso de uma gestão que escolheu estar mais próxima dos docentes, ampliando os canais de participação da comunidade acadêmica.
Esse protagonismo foi traduzido em uma agenda intensa e diversificada ao longo do período. A ADUFRJ promoveu grandes encontros com referências nacionais e internacionais — como os debates com o historiador Omer Bartov, o embaixador Celso Amorim, o secretário José Celso Cardoso e o escritor Frei Betto.
Ainda no campo de ações diretas de apoio aos professores, a diretoria inaugurou um ciclo de visitas às unidades da UFRJ, articulou o novo plano de saúde FioSaúde, inaugurou o projeto da Colônia de Férias (com duas edições realizadas em janeiro e em julho), além de consolidar expressivos números no setor jurídico, com 1.440 atendimentos.
Somaram-se a essas frentes a modernização histórica da identidade visual do sindicato, com o "D" maiúsculo, recordes de engajamento nas redes sociais, o lançamento de editais de apoio institucional e os primeiros passos para a concretização do sonho da nova sede da ADUFRJ.
"É uma honra presidir a ADUFRJ nesse momento histórico de defesa da democracia, da ciência e da universidade", afirma a presidenta da ADUFRJ, professora Ligia Bahia.

Veja a seguir um resumo das principais atividades deste primeiro ano de gestão.

DEBATES

Conversas com
Omer Bartov
| 9 e 10 de dezembro de 2025 |
Convite ao historiador Omer Bartov, uma das referências mundiais nos estudos sobre Holocausto e genocídio, para dois debates sobre o genocídio em Gaza, o avanço da extrema direita, o antissemitismo e os desafios para as universidades. Os encontros foram realizados na Praia Vermelha e no Fundão.

Conferência com
Celso Amorim
| 2 de março de 2026 |
Conferência com o embaixador Celso Amorim abordou os desafios e oportunidades do cenário internacional em 2026. Diante de uma conjuntura mundial marcada por guerras e crescente instabilidade, Amorim defendeu o diálogo, a paz e a soberania nacional. O evento reafirmou o compromisso da ADUFRJ com o debate público sobre os grandes temas nacionais e internacionais.


Debate sobre o serviço público com José Celso Cardoso
| 30 de março de 2026 |
Debate com José Celso Cardoso Jr., secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), sobre os rumos da reforma administrativa. O encontro discutiu a necessidade de profissionalizar a máquina pública e fortalecer um Estado comprometido com democracia, diversidade, equidade e políticas sociais.

Encontro com Frei Betto
| 30 de abril de 2026 |
A AdUFRJ promoveu debate com o escritor Frei Betto sobre a crise vivida por Cuba e os impactos do bloqueio norte-americano. O encontro reuniu a comunidade universitária no Centro de Tecnologia e discutiu caminhos de solidariedade ao povo cubano. Na ocasião, a presidenta da AdUFRJ, Ligia Bahia, anunciou a campanha UFRJ 100 mil, para arrecadar recursos destinados à compra de medicamentos para Cuba.


VALORIZAÇÃO DO
TRABALHO DOCENTE

Diretoria escuta demanda
das unidades
Abril a outubro de 2026 |
A direção do sindicato visitou seis unidades, no primeiro semestre: Campus Duque de Caxias, Colégio de Aplicação, Escola de Belas Artes, Observatório do Valongo, Escola de Educação Física e Escola de Química. Os encontros abriram espaço para ouvir demandas específicas, conhecer as condições de trabalho e discutir carreira, infraestrutura e direitos. As visitas foram retomadas pós-eleições, com a ida ao IFCS, em 27 de outubro.
A iniciativa estreitou o diálogo com a categoria.


Diálogo com a PR-4
| 23 de setembro de 2026 |
A ADUFRJ reuniu professores e representantes da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) e da Comissão Permanente de Pessoal Docente para discutir questões que afetam diretamente a vida funcional da categoria. A iniciativa abriu um novo canal de diálogo entre os docentes e a administração da UFRJ, aproximando a PR-4 das demandas concretas dos professores.

SOLIDARIEDADE

Edital de apoio
institucional e financeiro
| 17 de novembro de 2025 |
Criação do edital simplificado para apoiar institucional e financeiramente iniciativas de professores, servidores, estudantes e movimentos sociais. A medida trouxe mais organização e transparência para a concessão dos apoios. Até setembro, foram 105 solicitações enviadas e 89 apoios concedidos, que somam R$ 103,6 mil.


COMUNICAÇÃO

ADUFRJ destaca a força docente em nova logomarca
| 2 de julho de 2026 |
Lançada uma nova identidade visual, com o D maiúsculo na sigla da entidade, após 26 anos com a letra em minúscula. Mais do que uma mudança gráfica, a iniciativa simboliza o reconhecimento da força e do protagonismo dos professores e professoras da UFRJ. Assinada pelo designer André Hippertt, a nova marca reafirma a identidade da associação e valoriza a razão de sua existência: a representação da categoria docente.


Jornal da ADUFRJ ganha

nova identidade e lançamento
do Caderno D
| 27 de julho de 2026 |
A ADUFRJ renovou o projeto gráfico e lançou o Caderno D, suplemento virtual dedicado à publicação de ideias, artigos, perfis de docentes, ilustrações e entrevistas. A iniciativa ampliou os espaços de expressão da comunidade acadêmica e reforçou o nosso compromisso com o jornalismo de qualidade, combinando reportagens aprofundadas sobre temas da atualidade com a cobertura do cotidiano da UFRJ.

21 edições do Jornal
da ADUFRJ
| Outubro de 2025
a setembro de 2026 |
Desde outubro de 2025, foram publicados 21 números do Jornal da ADUFRJ. As edições combinaram cobertura de temas sindicais e das condições de trabalho docente com reportagens sobre a UFRJ, divulgação científica e debates de interesse público. A continuidade do periódico e a renovação da identidade visual reafirmam o compromisso da gestão com a comunicação, o jornalismo e a valorização da universidade.

Recordes nas redes
| Outubro de 2025
a outubro de 2026 |
Ampliamos significativamente nossa presença nas redes sociais, fortalecendo a comunicação entre a comunidade universitária e a sociedade. No Facebook, o número de seguidores passou de 18 mil para 23,4 mil; no Instagram, cresceu de 7 mil para 20,9 mil. Com picos de até 2,2 milhões de acessos mensais no Instagram, as redes da ADUFRJ se consolidam como canais estratégicos para dar visibilidade às pautas docentes, divulgar iniciativas científicas e ampliar o alcance dos debates sobre a universidade.

Novo podcast “Explica,
Professor!”
| Julho de 2026 |
Veiculado pela TV ADUFRJ, no YouTube, o podcast Explica, Professor! divulga pesquisas e reflexões de docentes da UFRJ em linguagem acessível. A iniciativa amplia a presença pública dos professores da UFRJ, valoriza a produção acadêmica e fortalece o diálogo entre universidade e sociedade.

“Aqui tem professor” valoriza
a docência na UFRJ
| Abril de 2026 |
A campanha “Aqui tem Professor. Aqui tem Futuro”, lançada pela ADUFRJ, destaca a contribuição de professoras e professores para o ensino, a pesquisa, a extensão, a arte e a cultura. Com ações voltadas ao público interno e à sociedade, a ação buscou valorizar o trabalho docente e reforçar o reconhecimento social da categoria.

EVENTOS

ADUFRJ participa da
Reunião Anual da SBPC na UFF
| 26 a 29 de julho de 2026 |
A ADUFRJ marcou presença na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na UFF, em Niterói. Debates sobre o movimento docente, a saúde global e as eleições mobilizaram o sindicato. A presidenta Ligia Bahia coordenou mesas sobre ciência e democracia, políticas de saúde e desafios globais.

ADUFRJ presente no 8M em
defesa da vida das mulheres
| 8 de março de 2026 |
O sindicato participou das mobilizações do Dia Internacional da Mulher, em Copacabana, reforçando a luta contra o feminicídio e todas as formas de violência de gênero. A diretoria defendeu a pauta do feminicídio zero e destacou a importância de combater o machismo também no ambiente universitário.

SAÚDE DO PROFESSOR


Novo plano de saúde
| Abril a outubro de 2026 |
A diretoria da ADUFRJ articulou a oferta do FioSaúde, plano de autogestão ligado aos servidores da Fiocruz, como alternativa aos custos elevados dos planos comerciais. A proposta busca oferecer cobertura de qualidade, condições financeiras mais viáveis e a possibilidade de incluir diferentes familiares, atendendo especialmente a docentes recém-admitidos e aposentados. O convênio foi formalizado em 24 de setembro. As adesões sem carência começaram em 19 de outubro.

ELEIÇÕES

Campanha “Professores
da UFRJ com Lula”
| Setembro e Outubro de 2026 |
Campanha nas redes sociais e produção de materiais de divulgação com o mote “Professores da UFRJ com Lula”, articulando comunicação digital e mobilização presencial. Foram produzidos adesivos, camisetas, placas, faixas e cartazes em apoio à reeleição de Lula. Dentro desta iniciativa, no segundo turno, lançamos '1 Motivo para votar em Lula', com grande engajamento de docentes que nos enviaram vídeos que ajudaram a dar subsídios para indecisos.

 
Fotos e Vídeos -
“Professores da UFRJ com Lula”
A iniciativa deu visibilidade ao posicionamento político da campanha e reuniu mais de 250 docentes em uma fotografia coletiva de apoio ao presidente, associando a mobilização à defesa da democracia, da ciência e da universidade pública.

 

FUTURO

Sonho da nova sede
mais perto da realidade
| Outubro de 2025 |
A atual diretoria assumiu publicamente o compromisso com a construção da nova sede da ADUFRJ durante sua posse, em outubro de 2025. Desde então, avançou nas etapas institucionais, com a assinatura do termo de cessão do terreno e reuniões com as equipes técnicas para discutir os próximos passos do projeto. A iniciativa representa um investimento na estrutura do sindicato e na criação de um espaço permanente de acolhimento, convivência e atividades para os sindicalizados.

MOVIMENTO DOCENTE

ADUFRJ enfrenta o Andes
e aprova decisão remota
| JUNHO de 2026 |
Em votação presencial nos dias 2 e 3 de junho, os professores da UFRJ permitiram - por 370 votos favoráveis, contra 49 contrários - uma mudança no regimento para que a ADUFRJ realize reuniões e decisões em ambientes remotos. A deliberação reafirma a autonomia interna. Em fevereiro, uma delegação ao congresso do Andes, escolhida remotamente por 387 professores, foi barrada pelo Sindicato Nacional.

APOIO AO PROFESSOR

Colônia de férias
| Janeiro e julho de 2026 |
A ADUFRJ realizou duas edições da colônia de férias, em janeiro e julho, em parceria com a Equipe Coloriê. A atividade se consolidou como iniciativa de sucesso da atual diretoria e ofereceu momentos de lazer e convivência para filhos e familiares de professores e técnicos da UFRJ.

 
ADUFRJ amplia rede
de convênios educacionais
| Dezembro de 2025
e janeiro de 2026 |
A ADUFRJ firmou novos convênios com a escola Oga Mitá e o grupo Raiz Educação - do qual faz parte a Escola Sá Pereira - , ampliando assim as opções de benefícios educacionais para os sindicalizados e suas famílias.

ARTICULAÇÃO EXTERNA

Criação da Rede Artigo 5º
| Novembro de 2025 |
A Rede Universitária Segurança Para Todos - Artigo 5º surgiu a partir da articulação da ADUFRJ, que reuniu especialistas logo após a chacina do Complexo da Penha (ocorrida no final de outubro passado). O encontro foi uma reação à política de segurança pública do Rio de Janeiro. A iniciativa busca integrar conhecimentos acadêmicos e diferentes áreas do conhecimento para contribuir com a construção de alternativas baseadas em evidências científicas. A rede foi formalizada em março de 2026.

JURÍDICO

Setor jurídico
amplia atendimentos
| 2025–2026 | Em um ano, o setor jurídico da ADUFRJ realizou 1.440 atendimentos, ajuizou 250 novas ações individuais, aprovou 14 novas ações coletivas e viabilizou 705 pagamentos de ações judiciais. A atuação também avançou na defesa de direitos relacionados a progressões e promoções, auxílio-creche, insalubridade, reposicionamento nas carreiras, abono de permanência e diferenças salariais.

Vamos festejar a vitória da democracia na próxima terça-feira, 3 de novembro, no Espaço Cultural da Prefeitura Universitária. Seremos brindados com a música do genial Paulão 7 Cordas.

Filiados poderão aderir, sem carência, até 25 de novembro

A ADUFRJ agora tem um plano de saúde para chamar de seu. O sindicato se tornou patrocinador do plano de autogestão sem fins lucrativos da Fiocruz, chamado FioSaúde. “É a primeira vez que a ADUFRJ está chancelando um plano. Vamos tomar conta deste plano. Nós vamos participar das reuniões do conselho da FioSaúde”, afirma a presidenta da ADUFRJ, professora Ligia Bahia. Os professores filiados poderão aderir ao novo plano, sem carência, até 25 de novembro.
Uma das novidades do plano é permitir a inclusão de diferentes tipos de familiares, como pais, tios, avós, sobrinhos, padrastos e madrastas, sogros, avós dos companheiros, além de companheiros e filhos, na maioria das modalidades oferecidas.
As opções dentro do plano podem ser conhecidas no site da ADUFRJ, na aba "Serviços" e "Plano de Saúde". Mesmo naquelas que não oferecem cobertura em todo o país, os segurados poderão acessar serviços de urgência e emergência pela rede da Cassi, que é uma operadora de plano de saúde criada por funcionários do Banco do Brasil. A rede credenciada de cada modalidade também pode ser consultada no site da FioSaúde.
Para tirar dúvidas dos filiados, haverá atendimento presencial na sede da ADUFRJ, nos dias 4 e 5 de novembro, de 9h30 às 16h, por ordem de chegada. Além disso, desde 19 de outubro, os professores da UFRJ podem procurar a central de atendimento da própria FioSaúde: 0800 28 28 878 ou mandar mensagem pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou dirigir-se, presencialmente, à sede da FioSaúde, na Avenida Brasil, 4036/3º andar.

 


A eleição mais importante de nossas vidas coloca dois Brasis em jogo:

O que exclui e o que inclui. O que censura e o que liberta.

O das armas e o dos livros. O que manipula e o que ensina a pensar.

O que mata e o que faz esperançar.

Com a certeza de que essa é a única e fundamental escolha a ser feita no dia

25, a ADUFRJ conclama o voto em Lula e participa dos atos da campanha pela

reeleição do presidente.

Participe, nas ruas e nas redes. Juntos, precisamos fazer o amor vencer o ódio!

 

Foto: Fernando Souza‘Mais do que nunca aquela expressão ‘a esperança venceu o medo’ é fundamental. A gente precisa fazer com que a esperança vença o medo”, afirmou a presidenta da ADUFRJ, professora Ligia Bahia, na mesa redonda do dia 8 em que debateu com o professor e também diretor do sindicato Michel Gherman sobre os resultados do primeiro turno e as estratégias para derrotar a extrema direita. “Na nossa primeira reunião de diretoria depois do primeiro turno, nós decidimos que entramos no modo de resistência. Ou seja, nós já estamos resistindo. Essa reunião de hoje é um ato de resistência”, completou.
“É preciso chamar todos para a disputa contra um retrocesso civilizatório que a gente não tem noção do que vai ser. É preciso ter o coração aberto para vencer essa eleição”, conclamou Michel Gherman, no encontro realizado no auditório Manoel Maurício de Albuquerque, no campus da Praia Vermelha. “É preciso entender que o debate é, sim, contra o fascismo. E de todas as extremas direitas no mundo hoje, quiçá com exceção da extrema direita alemã, a AfD (o partido Alternativa para a Alemanha), a que mais se parece com o nazismo é a brasileira”, completou.
Na avaliação do docente, parte do eleitorado bolsonarista é mobilizada por uma gramática fascista, que substitui o debate racional por uma lógica baseada essencialmente no medo, no ressentimento, e na ameaça constante. “Eles acreditam profundamente que há pessoas controlando o sistema e eles reagem, resistem a esse sistema. Nós temos que parar de falar de negacionismo”, afirmou Gherman. “O debate é conspiração. Eles acreditam numa conspiração. Isso está qualificando o debate da extrema direita: o Lula faz parte da conspiração, os professores de história fazem parte da conspiração, vacina tem a ver com conspiração”, disse.
Para o docente, a resposta dos setores progressistas não pode se limitar à defesa das instituições existentes. É preciso recuperar a capacidade de imaginar transformações sociais, valorizar as políticas de inclusão e apresentar um projeto de futuro que se contraponha à nostalgia de um passado idealizado pelos adversários. “É preciso falar sobre o futuro. Um elemento fundamental da gramática fascista é que o fascismo se estabelece a partir de um projeto de passado”, contou.
O professor argumentou que a democratização do acesso às universidades é um exemplo que pode ser utilizado na disputa da sociedade. “Eu estudei em uma universidade em que não havia pessoas que não morassem nos bairros que eu morava e que não tivessem a minha cor. E dou aula em uma universidade absolutamente diferente da que eu estudei. Estou falando de 25 anos de diferença”, afirmou.
“A inclusão produzida num país baseado na exclusão na sua perspectiva mais radical produziu ódio de certa elite. Esse ódio da elite pela inclusão do outro deve ser acionado. Nós temos que dizer: ‘O ódio deles é contra vocês’. Nós temos que investir na esperança, na inclusão, na possibilidade de um país colorido, livre, dentro da universidade”, observou Gherman. “O fascismo se disputa com desejo, não com ideologia”.

ESPERANÇA
O papel dos pesquisadores, argumentou a presidenta da ADUFRJ, é fundamental nessa resistência. “A nossa tarefa é compreender esse mundão que nós vivemos e, se possível, também transformar esse mundão que a gente vive para melhor”, acrescentou.
Ligia enfatizou o que está em jogo. “Nós estamos sob ataque. Vocês viram que o programa do Flávio Bolsonaro é de corte de recursos públicos. O programa do Bolsonaro é de transferência das universidades federais para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Isso está dito no programa. Isso está explicitado no programa. Há uma intenção clara de considerar que as universidades públicas produzem um conhecimento que não interessa”.

BARBÁRIE
Alguns professores da plateia também compartilharam a preocupação com o momento atual. Entre eles, Luiz Carlos Prado, do Instituto de Economia, contou que dá aula de história econômica do século XX. “Semana passada, ao falar da Grande Depressão dos anos 1930, estava revendo toda a questão da ascensão do fascismo naquele período. Gostaria de dividir com vocês uma angústia, porque há muita semelhança com o momento que nós vivemos atualmente. Claro que há elementos diferentes porque o tempo é outro, mas o fenômeno é o mesmo”.
O professor alertou que a ameaça atual alcança a própria instituição universitária. “Nós estamos sob ameaça. O governo militar que eu vivi nos perseguiu, perseguiu cursos, perseguiu pessoas, mas não perseguiu a instituição universidade. Nós estamos de frente não com um governo de direita, mas com a ameaça da barbárie”.

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