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WhatsApp Image 2021 01 22 at 11.39.45Em um registro anterior à pandemia, uma das salas que a UFRJ vai desocuparAs direções da UFRJ e da UFF em Macaé foram pegas de surpresa por um ofício encaminhado no dia 30 de dezembro pela Secretaria Municipal de Educação. O documento solicitava, até o dia 4 de janeiro de 2021, a desocupação e a entrega de salas utilizadas pelas duas universidades na antiga Fundação Educacional de Macaé (Funemac), atual prédio administrativo da Cidade Universitária. Diante da mobilização da comunidade acadêmica, o novo prefeito de Macaé, Welberth Rezende, se reuniu separadamente com cada uma das reitorias.
Concedidas às universidades há alguns anos, as salas permaneceram sob responsabilidade municipal. “O pleito da prefeitura de ocupar o prédio para ser a sede da sua Secretaria de Educação é justo. Mas a decisão foi tomada com pouca habilidade política, faltou diálogo”, comenta o diretor da AdUFRJ, Jackson Menezes. Professor em Macaé, Jackson esclarece que apenas três salas da UFRJ pertencem ao prédio administrativo. “A UFRJ continua utilizando normalmente os seus outros setores na Cidade Universitária”.
O espaço solicitado pela prefeitura abrange a sala dos professores dos cursos de Engenharia, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Nutrição e Química, além de laboratórios de ensino e pesquisa, e locais de guarda de materiais administrativos e didáticos. “Como as aulas presenciais não estão acontecendo, nós temos salas que podem temporariamente alocar essas atividades”, diz a professora Roberta Coutinho, diretora do Campus Macaé. Já a Universidade Federal Fluminense perderá o espaço que abriga o Centro de Assistência Jurídica (CAJUFF) e o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), dois serviços que atendem gratuitamente a população de Macaé.
A diretora aponta os gastos com a realocação do mobiliário, adquirido ao longo dos anos pelos próprios professores. No entanto, ela reconhece que após as reivindicações da comunidade acadêmica, a prefeitura adotou uma postura mais aberta ao diálogo. “A gente entende que a forma de fazer não foi a mais adequada, mas aconteceu por uma real necessidade e sem a intenção de romper um acordo preexistente”, afirma Roberta.
A necessidade de mudança da Secretaria de Educação do município já é antiga. “O acesso ao prédio da secretaria estava muito difícil, principalmente para as famílias que precisam de algum atendimento e utilizam o transporte público”, alega Flaviá Picon, secretária adjunta de Ensino Superior da nova gestão municipal. Ela defende que a mudança irá fortalecer o vínculo das universidades com o município. “Quando a gente traz a Secretaria de Educação para a Cidade Universitária, a gente aproxima ainda mais essa relação, o que favorece a interlocução com os projetos de extensão da academia”.
Na reunião realizada com a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, no dia 15, a prefeitura firmou a criação de um Grupo de Trabalho temporário para realocar esses espaços. “O que a gente já acertou foi a sala dos professores, que a UFRJ já está deslocando para uma outra área no campus. Acreditamos que até o dia 29 esse espaço já tenha sido desmobilizado”, conta Flaviá. O destino das outras salas começa a ser discutido em reunião do GT nesta quinta-feira (21). Além disso, o prefeito e a reitora trataram de projetos futuros para o município que envolvem a participação das universidades, como a construção do Restaurante Universitário e de quadras poliesportivas.
Segundo Eduardo Neiva, físico da Petrobras, a manutenção dessas parcerias é importante para a ciência brasileira. Ex-aluno da UFRJ, Eduardo participou da concepção do Complexo Universitário de Macaé, quando ocupava a Superintendência Acadêmica da Funemac. “A parceria entre o Complexo Universitário de Macaé e os laboratórios das diversas unidades da UFRJ se constitui em instrumento altamente estratégico para que a região e o país possam gerar as condições de desenvolver novos arranjos produtivos locais, ainda mais com a inevitável transição energética pela qual o planeta irá passar”, destaca.

saude com agente mcamgo abr 081220201818 15 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ano mal começou e a Ciência brasileira recebeu mais um duro golpe do governo. Na quarta-feira, 13, o presidente vetou dois pontos importantes do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 135/2020, que muda a natureza e as fontes de receitas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Bolsonaro retirou o dispositivo que proibia a alocação desses recursos em reserva de contingência e impediu a liberação das verbas represadas no ano passado (R$ 4,3 bilhões).
“Em várias ocasiões, Bolsonaro declarou que esse projeto era muito importante, e chegou a usar o exemplo internacional para atestar a necessidade do PLP”, afirma o presidente da Academia Brasileira de Ciências, professor Luiz Davidovich. “Todos acreditavam que seria sem vetos, mas não foi o que aconteceu”, lamenta.
Para Davidovich, que é professor do Instituto de Física da UFRJ, os vetos denotam a visão míope do governo. “Vai na contramão do que todos os outros países estão fazendo. A Alemanha, em julho do ano passado, aprovou 50 bilhões de euros para Ciência e Tecnologia. A China vai aumentar o investimento na área em 10% neste ano, apesar da crise financeira atual”, explicou.
A proposta de orçamento da União para 2021 prevê que, dos R$ 5,3 bilhões arrecadados para o FNDCT, R$ 4,8 bilhões ficarão na reserva de contingência. Ou seja, restam apenas R$ 500 milhões disponíveis para o financiamento da Ciência e da pesquisa em todo o país. “Precisamos, com urgência, recuperar a Ciência e as empresas inovadoras no Brasil. O Brasil ocupa o 62º lugar em termos de inovação científica, e estamos entre as dez maiores economias no mundo”, alerta Davidovich.
Para o professor Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), os vetos de Bolsonaro representam uma catástrofe para a área. “O FNDCT era nossa esperança para reverter essa situação. Há uma redução drástica de recursos”, explica.
Mas nem tudo está perdido. Agora transformado na Lei Complementar nº 177, o texto sancionado pelo presidente será revisado pelo Congresso. O PLP nº 135/2020 foi aprovado no Senado, com 71 votos a favor e apenas um contra. Na Câmara dos Deputados, foram 385 votos a favor e 18 contra. O único partido que se manifestou contra foi o Novo. As entidades científicas vão atuar junto aos parlamentares para que votem contra os vetos de Bolsonaro.
“Conseguimos 99% no Senado e 92% na Câmara de apoio ao projeto. Por isso, nossa ação inicial será o envio de manifesto para cada deputado e senador pedindo para que eles votem a favor do projeto novamente”, conta Ildeu. “No dia 26, vamos fazer um ato virtual. Também está sendo organizado um abaixo-assinado com professores, estudantes e pesquisadores para pressionar contra os vetos”, diz. “É fundamental que a nossa comunidade se conscientize da atuação em conjunto”, afirma.

WhatsApp Image 2021 01 15 at 10.16.33A AdUFRJ distribuiu um kit de máscaras como brinde de fim de ano para os docentes. Receberam primeiro aqueles que estão com cadastro atualizado junto ao sindicato. Para quem ainda não ganhou, a solicitação dos kits pode ser feita por um formulário eletrônico disponível em https://bit.ly/3mjPamI. No link, o docente deve informar o nome completo, números e e-mail de contato e o endereço.
Cada kit tem três máscaras — nas cores amarela, verde e roxa —, feitas de tecido triplo com TNT, o que confere um alto grau de proteção contra o novo coronavírus. Além do logotipo do sindicato, as máscaras são estampadas com frases como: “Eu defendo a Educação”.

WhatsApp Image 2021 01 15 at 10.16.33 3O ano começa com a mobilização das centrais sindicais e entidades estudantis e de servidores em defesa da vida. Enquanto 51 países já vacinam contra a covid-19, o governo brasileiro ainda não definiu o calendário de imunização. “Nossa pauta é vacina para todos. No caso da Educação, não há condições de retorno presencial antes da vacina”, explica Duda Quiroga, diretora do Sepe-RJ e vice-presidente da CUT-RJ. Para chamar atenção para a reivindicação, atividades nacionais serão realizadas entre 25 de janeiro e 2 de fevereiro, quando deverá ocorrer a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. “O Rio de Janeiro está abraçando esta campanha iniciada nacionalmente. A vacina é crucial”, afirma a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller. Uma reunião virtual organiza os próximos passos da campanha no estado, dia 19.

WhatsApp Image 2021 01 08 at 10.54.33Incitados pelo presidente Donald Trump, manifestantes invadiram o prédio do Congresso dos EUA em sessão que confirmaria a vitória do adversário Joe Biden nas eleições do ano passado. Durante o confronto, quatro pessoas morreram e 50 foram detidas. As cenas de barbárie chocaram o mundo. Líderes de diversos países criticaram a postura de Trump e condenaram o atentado à democracia. Ligado ao atual presidente norte-americano, Jair Bolsonaro não se pronunciou oficialmente sobre os incidentes de Washington. Pior: ameaçou dizendo que se o voto for eletrônico em 2022, o Brasil viverá o mesmo cenário.

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