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WEBMENORSUBSTITUTOSReunião com os substitutos ocorreu na Faculdade de Letras - Foto: Ernesto CarriçoOs professores substitutos são fundamentais para o funcionamento da UFRJ, mas também representam a face mais desprotegida do quadro docente da universidade. Para escutar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais e traçar uma agenda de debates sobre o tema, a Adufrj promoveu reunião exclusiva com os substitutos, dia 12, na Faculdade de Letras. A Seção Sindical não cobra mensalidades de professores temporários.
A universidade hoje conta com 621 professores temporários, sendo 167 no Centro de Ciências da Saúde, segundo a reitoria. “Embora seja um vínculo transitório, dois anos é tempo suficiente para ter garantida uma participação adequada na vida da universidade”, destacou a presidente da Adufrj, professora Eleonora Ziller, durante o encontro. “Por um lado, sabemos que há uma precariedade; por outro, a universidade representa também uma experiência profissional incrível”, concluiu.
Mais de vinte professores, participaram da reunião com a Adufrj. A maioria defendeu mais planejamento e transparência dos processos seletivos. O encontro atraiu representantes de 13 unidades da UFRJ de diveros cursos. O contraste entre os reduzidos direitos e o excesso de cobranças concentrou as críticas dos substitutos. Uma comissão foi formada para esboçar uma proposta de agenda de discussões para 2020.
Bruna Brasil terminou o mestrado em julho. Em setembro, começou a dar aulas como professora substituta na Faculdade de Letras. Como o aspecto mais positivo, destaca a experiência com alunos e colegas. De negativo, cita a falta de reconhecimento: “O professor substituto tem uma cobrança muito grande, mas sem ter talvez o mesmo respeito que o professor efetivo. Isso tanto pelos alunos quanto pela instituição”, lamentou.
“Meu contrato coincidiu com o início do semestre letivo, como se eu não tivesse que preparar as aulas”, criticou Rafael de Almeida Semêdo, também da Faculdade de Letras. Já Nobu Chinen, da ECO, destaca a importância de fazer pesquisas. “Na universidade pública, temos muito mais respaldo para desenvolver pesquisas”, diz o docente, com formação em publicidade e longa trajetória profissional.
“Essa reunião foi muito positiva porque houve uma integração, uma troca de saberes e um consenso nas demandas dos docentes”, avalia a diretora da AdUFRJ, Christine Ruta. “Estamos preparando um seminário com e para os substitutos”.

WEBMENORCONSUNIConselho de Representantes: reunião foi no Centro de Tecnologia - Foto: Ernesto CarriçoProgressões, plano de saúde, política de formação de professores, projeto Viva UFRJ e planejamento das ações da Adufrj para o próximo período. O primeiro Conselho de Representantes da gestão 2019-2021, realizado dia 13, no Centro de Tecnologia, discutiu um pouco de tudo.
O calendário começa com uma assembleia geral em 27 de novembro. A reunião vai abordar uma proposta de estado de greve feita pelo Andes, a partir do início do primeiro semestre letivo de 2020. O encontro também vai votar a delegação da Adufrj para o próximo Congresso do Sindicato Nacional, em São Paulo, entre os dias 4 e 8 de fevereiro. E já que o Consuni do dia 28 deve discutir progressões, é possível que a assembleia também discuta o tema.
Foram agendadas reuniões do Conselho de Representantes para 12 de dezembro, 17 de março e 3 de junho. “É importante fazer essa previsão com bastante antecedência para que as pessoas possam se preparar. Para que as reuniões do Conselho se tornem as opções prioritárias dos conselheiros”, disse a presidente da Adufrj, professora Eleonora Ziller. “Não quer dizer que serão os únicos encontros. Seriam uma referência para o trabalho”, completou.
A professora Cláudia Piccinini, da Faculdade de Educação, solicitou que a Seção Sindical prepare um debate sobre a política de formação de professores. Segundo ela, o Conselho Nacional de Educação aprovou uma resolução no dia 7 que impacta todas as licenciaturas da universidade. “É preciso que os professores compreendam o que vem pela frente”, disse Cláudia.
Eleonora respondeu que poderia ser formado um grupo de trabalho sobre o tema. Durante o Conselho, foi elaborada uma lista com os grupos de trabalho que fortaleceriam a atuação da diretoria da Seção Sindical, abertos à participação de todos os docentes.

VIVA UFRJ EM DEBATE
A contribuição dos professores para o debate sobre o projeto Viva UFRJ – voltado para o aproveitamento econômico dos ativos imobiliários ociosos da universidade – também mobilizou o Conselho de Representantes. Dia 20 deste mês é o prazo previsto para o consórcio contratado pelo BNDES apresentar uma proposta para a comissão executiva que assessora a reitoria na iniciativa. Em seguida, o texto será submetido à discussão do Consuni e do Conselho de Curadores da instituição. “Queremos organizar um seminário sobre o projeto e garantir um posicionamento da reitoria quanto à metodologia de debate no Consuni”, esclareceu a presidente da Adufrj.
Muitos conselheiros demonstraram dúvidas em relação ao Viva UFRJ. “Circulou o boato de que seria votado no Consuni em dezembro. As pessoas na Praia Vermelha estão muito assustadas”, disse Luciana Boiteux, da Faculdade de Direito.
Rodrigo Volcan, do Instituto de Química, observou que não é uma questão trivial para o futuro da universidade: “Estamos falando de cessões por até 50 anos. É muito tempo. A decisão do Consuni deveria ser amparada por um bom debate e por uma votação da comunidade universitária”, afirmou.
Fernando Rochinha, da Coppe e representante dos Titulares do Centro de Tecnologia no Consuni, informou que existe um link do projeto Viva UFRJ no site da universidade, com muitas informações. Rochinha tranquilizou sobre a chance de uma decisão apressada sobre o tema: “Não vejo nada acontecendo antes de março do ano que vem”.

PLANO DE SAÚDE
No Conselho, a professora Christine Ruta também informou que a diretoria da Adufrj procura um plano de saúde melhor para os sindicalizados. As informações sobre o atual, conveniado com a Sul América, podem ser encontradas no site da associação. Os interessados podem conferir a tabela de preços e a rede hospitalar e laboratorial.

stethoscope 1584223 640Imagem de Bruno Glätsch por Pixabay A Adufrj mantém um convênio com a SulAmérica para oferecer plano de saúde aos filiados. Para mais informações e adesão ao plano, os professores interessados devem entrar em contato com a corretora Ana Carolina pelo telefone 99467-7459 (também é Whatsapp) ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

É preciso apresentar: RG e CPF, comprovante de residência e o último contracheque.

As carências serão avaliadas caso a caso.

Confira AQUI os valores atualizados e a rede médica e laboratorial.

WEBMENORNUPEMFoto: Arquivo NupemO Nupem completa 25 anos de uma trajetória que carrega todos os predicados de uma grande história: superação, desafios e ideais. Localizado no bairro de São José do Barreto, em Macaé, ele representa o início do processo de interiorização da universidade. O embrião começou a ser formado ainda nos anos 80, quando o professor Titular do Instituto, Francisco Esteves, que já realizava pesquisas em Macaé pela Universidade Federal de São Carlos, foi transferido para a UFRJ.
Acampados em barracas às margens das lagoas de Macaé, os pesquisadores ainda não sabiam, mas colocavam as primeiras pedras de fundação do futuro instituto. Em 1993, o então reitor Nelson Maculan assinou convênio entre a universidade e a prefeitura de Macaé, que cedeu um galpão para a instalação do que seria a primeira sede do Nupem. Em 1994, foi construído um pequeno prédio, batizado de Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (Nupem).
Em 1996, pesquisadores da UFRJ elaboraram o primeiro plano de preservação da lagoa de Imboassica, hoje, um dos maiores patrimônios naturais do município. Assim, o Nupem começava a estender os resultados de suas pesquisas à sociedade, marca do instituto. “Nosso foco sempre foi fazer pesquisas que gerassem impacto social para a população de Macaé e região”, conta o vice-diretor, professor Francisco Esteves.
Ao longo dos anos, a atuação da unidade passou a ser diversificada. A pluralidade das pesquisas levou à transformação do núcleo em instituto especializado do Centro de Ciências da Saúde. No ano passado, o Nupem foi rebatizado de Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da UFRJ.
Para o professor Jackson Menezes, docente de Macaé desde 2008 e atual diretor da AdUFRJ, o instituto é exemplo de sucesso. “O Nupem virou um grande ponto de convergência em estudos de problemas sociais altamente complexos”, define.
O segredo para toda esta convergência é a estrutura integrada, defende. “Nossos laboratórios são integrados a vários saberes, a estrutura é compartilhada. Isto nos permite um contato muito mais estreito com diferentes áreas do conhecimento para investigar um mesmo problema”, argumenta o docente.
O diretor do Instituto, professor Rodrigo Fonseca, concorda. “Acredito que a ausência de departamentos, somada ao fato de focarmos em pesquisas voltadas aos grandes temas sociais, são aspectos que nos diferenciam”.
Outro ponto que Fonseca destaca como diferencial para que o Nupem tenha se transformado em um centro de excelência, é a valorização de seu corpo social. “Nossos técnicos têm pós-graduação. Os alunos são o tempo todo incentivados a também ensinarem. Não apostamos em hierarquias rígidas”, defende.
A atuação dos docentes em dedicação exclusiva, para o diretor, foi o que permitiu que a interiorização com o Nupem fosse um sucesso. “Todos os nossos professores são doutores com dedicação exclusiva e moradores de Macaé e proximidades. Eles vivem os problemas locais e acabam investigando soluções para a região”, observa.
Saiu do Nupem o argumento científico para a criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Com quase 15 mil hectares, a área é a primeira do país a compreender exclusivamente o ecossistema de restinga. Hoje, o Nupem possui cinco programas de pós-graduação e os cursos de graduação em Ciências Biológicas (licenciatura e bacharelado). O instituto é referência nacional em monitoramento ambiental e é conveniado a instituições internacionais, como a Universidade de Stavanger, na Noruega. (Colaborou Giulia Ventura)

WEBbarracanupemA EXCELÊNCIA QUE NASCEU EM BARRACAS Instituto hoje é referência em ecologia e saúde - Foto: Arquivo Nupem

Um final de ano dos piores para todo o funcionalismo público no Brasil. Escolhidos como alvo, poderão ter seus salários cortados, progressões congeladas e concursos proibidos. O que o Paulo Guedes chama de redesenho do estado brasileiro nada mais é do que receita antiga de remédio ruim. O “mercado” e grandes empresas de comunicação festejam o desmonte das redes de proteção ao cidadão, e confirmam que se trata de um plano de “mais para os mesmos”, concentrador de renda e promotor de desigualdades. Antes do pacotaço, o envio do Projeto de Lei Orçamentária deslocando uma parcela dos nossos salários, que por lei deve estar entre as despesas obrigatórias, para ser negociada como suplementação no Congresso não deixa dúvidas sobre os objetivos desse governo: nossos salários estão em risco. O cenário é de desrespeito sistemático e violação dos princípios consagrados na Carta Constitucional.
Não há solução de meio de caminho: ou recuperamos a energia necessária e nos organizamos ou seremos destruídos. Desde a edição da primeira versão do FUTURE-SE, temos afirmado que não se trata apenas de mais um projeto, mas uma proposta política que visa destruir os fundamentos que sustentam a universidade pública e o Estado brasileiro.
Por tudo isso, nossa ação não pode ser limitada a um debate corporativo. É urgente ampliar o diálogo com a sociedade, explicitar o grau de violência social que nos está sendo imposta e dar a ver o quanto todos serão afetados. O Chile está aí, as promessas de estabilidade e riqueza se desmancharam no ar, as ruas foram inundadas por protestos e o modelo tão caro ao ministro Guedes fez água para todos os lados. Mesmo economistas e políticos liberais sabem que se trata de um engodo, um erro que poderá custar muito mais caro lá na frente. O desafio está posto na mesa, e não é pequeno. A comunidade universitária pode ser decisiva nesse momento. Não só pela nossa capacidade de organização e mobilização, mas principalmente pela produção de conhecimento e a grande possibilidade de intervenção no debate público que poderemos alcançar. Os próximos dias já serão de muito trabalho. Destrinchar o plano em seus mínimos detalhes, debatê-lo pelos mais diversos ângulos, evidenciar seus limites e contradições, envolver todos os possíveis atores, organizar toda essa movimentação para que seu significado chegue de forma clara e objetiva também para a nossa comunidade. É preciso fazer com que cada um de nós tenha a exata noção do que está por vir, e que cada um tenha a exata noção da responsabilidade que nos cabe. É com esse espírito que estaremos em todos os fóruns e discussões, e convocamos todos para que se juntem a esse esforço.

Diretoria da Adufrj

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