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Serão 4 mil médicos cubanos que (ao lado de médicos de outras nacionalidades) vão clinicar em locais pobres e remotos do Brasil
 
Entrevistada pelo jornalista Jorge Pontual para o programa Sem Fronteiras da GloboNews, a socióloga americana Julie Feinsilver estuda há mais de 30 anos a medicina cubana e a presença de médicos cubanos ao redor do mundo. Ela é autora do livro Curando as massas, a política interna e externa de saúde de Cuba. Veja alguns trechos do que Julie Feinsilver disse ao repórter brasileiro.

Painel Divide
Quando aconteceu a Revolução Cubana (1959), metade dos médicos fugiu para Miami. Cuba ficou com apenas três mil médicos e só tinha 14 professores na Faculdade de Medicina. A medicina em Cuba estava ameaçada de acabar.
 
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Mas (com a Revolução) houve um investimento muito grande na saúde.  Che Guevara (Ernesto, dirigente do novo poder), que era médico, elaborou um sistema para fazer uma medicina comunitária e formar um grande número de profissionais para viver dentro das comunidades, para fazer uma medicina preventiva. E deu certo. 
 
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Cuba hoje tem índices de saúde comparáveis ou até melhores que os Estados Unidos e os de países da Europa. Cuba é o país do mundo com o maior número de médicos per capita, 6,7%, uma coisa extraordinária, três vezes a taxa dos Estados Unidos.
 
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E com esse excedente, Cuba envia, há décadas, médicos para países pobres, para países onde acontecem catástrofes naturais etc. ou carentes na assistência de saúde.
 
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Este programa – que tem a medicina cubana como protagonista – é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como modelo para o resto do mundo. 
 
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A OMS gostaria que o modelo cubano fosse adotado em outros países: esta medicina em que o médico vive na comunidade, esta medicina em que o médico está 24 horas à disposição dos pacientes naquele lugar onde ele vive.
 
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O que a socióloga diz é que em muitos países, como a Venezuela, a Bolívia e a África do Sul, onde há muitos médicos cubanos, houve uma resistência enorme das associações de médicos locais (“como está acontecendo agora no Brasil”, observação do repórter). 
 
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A razão dessa resistência é a mudança do modelo da medicina que se pratica. O modelo cubando é diferente, muito mais popular, muito mais comunitário. Então há resistências a esta inovação. (“É uma revolução mesmo na medicina”, observação de Jorge Pontual). 
 
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Os médicos cubanos estão presentes em mais de 70 países. Ou seja, atendem milhões de pessoas, pelos cálculos de Julie Feinsilver. Nesses países atendidos pelos médicos cubanos, como o Haiti, há milhões de pessoas muito gratas porque o método adotado por esses médicos os tornam muito populares.
 
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Na África, segundo a socióloga americana, seiscentos mil casos de cegueiras provocadas por deficiência de vitaminas foram tratados por médicos cubanos.
 
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Jorge Pontual, ao final da entrevista, conclui: “A medicina cubana é um exemplo para o mundo. Temos que tirar o chapéu.”
 
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Os brasileiros vão conviver com esses médicos. Mas não é a primeira vez. Em 1992 eles estiveram em Goiás para tratar de vítimas do Césio 137, contaminados com material radioativo. Na década de 1990 foram a Niterói tratar de epidemias de dengue e meningite.


AG da Adufrj-SSind decide pela adesão dos professores à paralisação


30 de agosto é dia de parar o Brasil

A Assembleia Geral da Adufrj-SSind de terça-feira (27/8) decidiu pela adesão dos professores da UFRJ ao Dia Nacional de Paralisações, em 30 de agosto. A AG também aprovou a participação, durante o próximo dia 30, no ato da Central Sindical e Popular – Conlutas. A atividade está marcada para o Centro da cidade, com concentração às 15h, na Candelária, e passeata, às 17h, até a Alerj.

Além disso, a AG deliberou, ainda:
- Ato no Consuni do próximo dia 29, convocando a comunidade acadêmica a participar do ato do dia 30;
- Panfletagens no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e no Centro de Ciências da Saúde na manhã do dia 30, alertando para os riscos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e chamando para a marcha até a Alerj;
- Mobilizar toda a comunidade acadêmica para a sessão do Consuni do dia 5 de setembro quando, possivelmente, haverá uma decisão do colegiado quanto ao modelo de gestão dos HUs da universidade.

A pauta geral da paralisação do dia 30 é: 
• Barrar a privatização dos Hospitais Universitários;
• Por mais verbas para a Saúde;
• Pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!;
• Por serviços públicos de qualidade;
• Pela desmilitarização da polícia e contra a violência de Estado.


Situação, ignorada pelo governo, já era prevista pelo Comando Nacional de Greve do Andes-SN, em 2012

 

 
Estudo também faz projeção até dezembro de 2014
 
O salário de boa parcela dos docentes das Instituições Federais de Ensino já apresenta defasagem em julho deste ano, segundo levantamento feito pela subseção do Dieese no Andes-SN – e que pode ser conferido em http://migre.me/fPJXr. Nas tentativas de negociação com o governo federal, durante a greve histórica de 2012, o Comando Nacional de Greve do Sindicato apontava, em projeções feitas com base na expectativa de inflação para este ano, que a proposta de reajuste apresentada pelo governo não recomporia as perdas salariais - amargadas desde 2010 - e, muito menos, garantiriam ganho real na remuneração da categoria.
 
Resultados são equivalentes para EBTT
A pesquisa apresenta o cálculo da evolução salarial dos professores da Carreira do Magistério Superior entre 1º de julho de 2010, quando entrou em vigor a última parcela do reajuste previsto na Lei 11.784/2008, e 31 de julho de 2013. Os resultados são equivalentes para a Carreira do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Ebtt).
 
A projeção do estudo vai até 31 de dezembro de 2014, com base na média mensal da inflação registrada entre julho de 2010 e julho de 2013. A próxima alteração na tabela remuneratória está prevista para março de 2014. Logo, os valores seguirão sofrendo corrosão inflacionária.
 
O levantamento compara o reajuste no período em contrapartida com a inflação acumulada, tanto com base no índice do ICV-Dieese quanto do IPCA-IBGE, apurando se houve ganho ou perda salarial.
 
Entre 1º de julho de 2010 e 31 de julho de 2013, quase todos os docentes localizados nas classes Adjunto e Assistente, com boa parte da categoria, observaram perdas salariais, independente de nível, titulação e regime de trabalho. 
 
No caso daqueles com doutorado, independentemente do regime de 20 horas, 40 horas ou dedicação exclusiva, todos os docentes já enfrentam perdas salariais, que variam entre 1,59% (Associado nível 4, 40h) e 3,64% (Adjunto nível 4, 40h), de acordo com o índice de inflação do ICV-Dieese.
 
Na projeção até o final de 2014, o quadro só aprofunda as perdas salariais dos professores. Analisando a mesma titulação, as perdas chegam a 7,41% para os Adjuntos, nível 3, em regime de 40 horas. De todos os docentes com doutorado, apenas aqueles que são Titulares em dedicação exclusiva terão ganho real de 1,95%. Todos os demais níveis e regimes deveriam ter os salários corrigidos, no mínimo, entre 1,01% e 8% para não chegar em dezembro de 2014 com a remuneração defasada, com base nas projeções do índice do ICV-Dieese. (Fonte: Andes-SN. Edição: Adufrj-SSind)


 
Movimentos sociais e entidades de diversos setores manifestam apoio a projeto de lei de iniciativa popular para democratizar as comunicações no país. Lançamento ocorreu dia 22, na Câmara dos Deputados

Andes defende iniciativa
 
A importância da democratização das comunicações no processo de transformação social do Brasil foi ressaltada durante o lançamento do Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Comunicação Social Eletrônica (PLIP), realizado dia 22, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, promovido pelo Fórum Nacional da Democratização das Comunicações (FNDC). Para as entidades e parlamentares que defendem o projeto, a partir da democratização das comunicações, é possível alcançar outras reformas fundamentais em busca da redução das desigualdades no país. Entre elas, a reforma agrária, política e urbana. O lançamento do PLIP foi marcado pela presença de representantes de vários setores.
 
O Andes-SN é uma das dezenas de entidades que apoiam a iniciativa e que estiveram presentes ao lançamento. Vários parlamentares também reforçaram o apoio ao PLIP e falaram sobre a necessária participação popular para tornar possível a democratização das comunicações: “A participação do Andes-SN é fundamental neste processo de democratização das comunicações para acabar com esta mídia hegemônica que criminaliza os movimentos sociais e de trabalhadores”, afirma a 2ª vice-presidente da Regional Sul do Andes-SN e integrante do Grupo de Trabalho Comunicação e Artes (GTCA), Cíntia Xavier.
 
Integrantes do MST lotaram o auditório do Congresso Nacional e foram homenageados: “Ninguém como o MST sabe o que é destruir reputações como a grande mídia faz com vocês, que são atacados de todas as formas. Em virtude do que vocês têm sentido ao longo dos anos é que estão aqui. Neste Fórum temos uma tarefa histórica e o dever de constituir uma rede de solidariedade, representada neste lançamento também pela mídia livre e alternativa”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), durante sua fala.  
 
Para o coordenador do Intervozes e integrante da Executiva do FNDC, Pedro Ekman, o lançamento nacional do PLIP é importante para afirmar, ao conjunto da sociedade, a necessidade de discutir a comunicação como um direito e não apenas como um negócio comercial. Ele explicou, resumidademente, os artigos que compõem o PLIP. “O projeto tem como objetivo regulamentar os artigos da Constituição Federal relacionados à comunicação eletrônica, que descrevem bem como ter uma comunicação democrática no Brasil, mas não tem nenhuma lei que regulamenta estas intenções”, disse. Segundo Eckman, o PLIP visa reequilibrar o espaço das comunicações para que a população, em conjunto, possa difundir a informação de forma mais democrática. “Queremos fazer a reforma do ar brasileiro, buscando equilíbrio entre o sistema público, estatal e privado do Estado, e dividir os espaços para os diversos tipos de comunicação, para que ele não se torne único e monopólico no país”, acrescentou
 
Hoje o que se vê é a concentração do poder
A coordenadora-geral do FNDC, Rosana Bertoni, criticou a situação atual: “É preciso repensar uma nova estrutura da comunicação. As normas previstas na Constituição de 1988 ainda não foram regulamentadas. Hoje a comunicação é concentrada via oligarquia e também concentra recursos. Dados econômicos apontam que a cada R$ 1 gasto com comunicação, 45 centavos vão apenas para uma emissora de comunicação. O resto é dividido para todos os outros veículos e emissoras, sejam rádios, jornais ou revistas. É a concentração do poder, da fala e dos recursos”, afirmou Rosana. 
 
Dados de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo apresentados durante o lançamento mostram que 71% dos brasileiros entrevistados são favoráveis a que haja mais regras para se definir a programação veiculada pelas emissoras. E que, para 35%, os meios de comunicação defendem os interesses de seus donos. “Quantas vezes a população do campo se viu refletida na programação?”, questionou Rosana. “Nosso projeto é para garantir e ampliar o direito de liberdade de expressão, que amplia a conquista dos brasileiros para que tenham voz, que tenham vez e que sejam respeitados. Este não é um projeto apenas do FNDC, é um projeto de todos que acreditam em uma nova proposta para a democratização brasileira. Vamos fazer o debate para recolher 1,3 milhões de assinaturas e estar nas ruas fazendo o debate, para junto com a comunidade brasileira fortalecer a democracia”, acrescentou. (Fonte: Andes-SN. Edição: Adufrj-SSind)

Painel Adufrj: cresce audiência  da internet no Brasil

A internet vem ganhando a preferência da população como veículo para se informar sobre a cidade, o Brasil e o mundo. Apesar de empatar em 43% com os jornais impressos, em meio habitual de informação, na soma de portais, blogs e indicação de amigos nas redes sociais virtuais, a internet ultrapassa o impresso. Estes são alguns dos indicadores da pesquisa “Democratização da mídia”, realizada pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (Neop) da Fundação Perseu Abramo (FPA). De acordo com o estudo, realizado entre 20 de abril e 6 de maio deste ano, que ouviu 2.400 pessoas acima dos 16 anos, que vivem em áreas urbanas e rurais de 120 municípios distribuídos nas cinco regiões do Brasil, 82% assistem diariamente à TV aberta, mas quase a metade (43%) disse não se reconhecer na programação difundida pelo veículo e 25% se veem retratados negativamente, contra 32%, positivamente. “A TV tem maior uso da população, mas o rádio tem maior alcance em cidades mais distantes”, informou o coordenador da pesquisa, Gustavo Venturi, coordenador do Neop.
 
Racismo
 Maria Leão, da bancada estudantil no Consuni, pediu que reitoria interviesse em favor do estudante da Guiné-Bissau na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Delmar Lopes, que faz intercâmbio, preso em um ponto de ônibus por suposto assalto. 
“Pedimos que o reitor ajude a responder essa acusação absurda contra uma pessoa cujo único crime é ser negro em um país racista”. 
Segundo Levi, o escritório modelo da Faculdade Nacional de Direito foi acionado e a administração “está acompanhando” o caso.

Geraldo Nunes
O conselheiro Roberto Leher voltou a cobrar informações sobre o funcionamento da comissão aprovada pelo Consuni para tratar da demissão sem processo administrativo do professor Geraldo Nunes. 
Carlos Levi garantiu que a tal comissão “está operando”, “tem realizado reuniões” e “continua desenvolvendo estudo e trabalho atento aos prazos”. 

Bienal do livro
A Editora UFRJ marcará presença na XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro no estande da Associação Brasileira de Editoras Universitárias
O principal evento de exposição e comercialização de livros do país começa na quinta-feira, 29 de agosto, e se estende até 8 de setembro.

Conferência
A I Conferência Interuniversitária de Cultura do Rio de Janeiro será realizada na UFRJ na sexta-feira, 6 de setembro.
A reunião é preparatória à Conferência Nacional de Cultura prevista para novembro, em Brasília

Ativismo
Coordenador do Grupo de Movimentos Sociais da Associação Francesa de Sociologia, Geoffrey Pleyers irá proferir a palestra “Jovens ativistas e movimentos globais no século XXI” às 14h desta segunda-feira, 26, no IESP que fica na Rua da Matriz, 82, em Botafogo.

Megaeventos
Dois meses antes da Copa do Mundo, entre 27 e 30 de abril, o Rio de Janeiro vai receber a II Conferência Internacional Megaeventos e Cidades.
A Copa, inevitavelmente, será o tema dominante.

Letras
O II Congresso Internacional da Faculdade Letras – intitulado Línguas, Literaturas, Diálogos – será realizado entre os dias 2 e 5 de setembro.
São esperados escritores, pesquisadores, professores, tradutores e estudantes para um debate sobre agenda nacional e internacional na área de Letras.

Técnico-administrativos
O 1º Seminário de Integração dos Técnicos Administrativos em Educação
acontece esta semana no Fundão.

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