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Os professores filiados à AdUFRJ definem a delegação ao 44° Congresso do Andes, na próxima semana. O encontro, maior instância de decisão do sindicato nacional, acontece no início de março na cidade de Salvador, na Bahia.
Foto: Fernando SouzaA primeira segunda-feira do ano, tradicionalmente com ecos de ressaca, teve ares de festa para a pesquisadora Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Logo às seis da manhã, ela confirmou pelo Diário Oficial da União o que dezenas de ligações para o seu celular já indicavam: a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do início da primeira fase de estudos clínicos com humanos da polilaminina, medicamento experimental para tratamento de lesões da medula ao qual ela se dedica há mais de duas décadas. Nesta entrevista ao Jornal da AdUFRJ, a professora da UFRJ fala de suas expectativas sobre o desenvolvimento de uma das mais promissoras pesquisas na área de Saúde do país.
Jornal da AdUFRJ - Que boa notícia para começar 2026, hein?
Tatiana Sampaio - Olha, foi uma felicidade acordar com a notícia da aprovação do estudo clínico. Saiu no Diário Oficial logo cedo. E ela veio junto com a aprovação pelo Comitê de Inovação, uma instância nova criada pela Anvisa para avaliar os casos mais urgentes e com maior impacto para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A aprovação do estudo clínico da polilaminina foi a primeira decisão desse novo comitê. Estou muito feliz.
Mesmo sem a liberação da Anvisa, a polilaminina já vinha sendo requisitada por pacientes de todo o país como uma promissora droga para as lesões de medula. Essa pressão externa influenciou a decisão?
Acredito que sim. As ações judiciais se avolumaram nas últimas semanas, e essa aprovação do estudo vem dar uma resposta a isso. Várias pessoas que tiveram lesão medular em período inicial, algumas ainda internadas em emergências de hospitais, souberam do medicamento e ingressaram na Justiça pedindo o acesso ao tratamento. Alguns juízes deram liminares e, com isso, nós precisamos entregar não apenas o medicamento em vários hospitais espalhados pelo país, mas também deslocar equipes para a aplicação.
Ou seja, na prática, a polilaminina já vem sendo utilizada em muitos pacientes?
Sim, e exigindo de nós uma logística complexa. Só há dois neurocirurgiões no país habilitados para fazer as aplicações. São dois médicos do Rio de Janeiro, os doutores Bruno Côrtes, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Muncipal Souza Aguiar, e Marco Aurélio Lima, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Estadual Azevedo Lima. Além desses dois médicos, que têm que se desdobrar para atender aos pedidos Brasil afora, temos que deslocar assistentes para fazer o preparo da droga. Essa logística estava sobrecarregando muito a nossa equipe de trabalho, além de prejudicar a pesquisa, porque leva ao uso experimental do medicamento sem a coleta ideal de dados e sem a devida proteção ao paciente.
O que muda com a aprovação da fase inicial aprovada pela Anvisa em humanos?
O estudo clínico protege o paciente, pois a droga é utilizada sob o monitoramento de uma equipe pronta para dar suporte a qualquer intercorrência. Nesses casos das liminares judiciais, isso não é possível, pois os pacientes ficam por sua própria conta. Há também a questão da fisioterapia, que é fundamental nesse tratamento. No caso das ações judiciais, a gente só pode orientar, mas não há como oferecer essa fisioterapia. O início do estudo clínico responde a essa urgência e vai ajudar a organizar o uso da polilaminina em humanos, com todo o suporte necessário aos pacientes.
Essa fase inicial de estudos com humanos é prolongada?
Não, é uma fase que inclui apenas cinco pacientes, e deve evoluir rapidamente. Acredito que ela comece daqui a um mês, e que possamos logo ter a comprovação da segurança em um estudo regulatório. Isso vai abrir as portas não apenas para a fase 2, para lesões recentes, que é a próxima etapa que já está programada, mas também nós vamos poder pedir outros estudos, inclusive para testar o efeito da polilaminina em lesões crônicas, de meses ou anos.
Isso pode abrir uma esperança para muitos pacientes.
Nosso objetivo é conseguir estender o uso do medicamento para pacientes com lesões crônicas. Embora ainda não tenhamos respostas para esses pacientes, esse estudo de segurança que vamos iniciar vai nos ajudar a acelerar esse processo. Para alcançar esses objetivos é fundamental reconhecer o trabalho conjunto de nosso grupo da UFRJ com a equipe do laboratório Cristália, que está conosco nessa pesquisa. Posso dizer que estamos trabalhando como uma equipe única, tal o entrosamento que alcançamos. São pesquisadores, médicos, fisioterapeutas, gestores e pessoal de apoio que vêm trabalhando de forma incansável para avançar nessa pesquisa, assim como a dedicação dos pacientes e de suas famílias.
No ano passado, o presidente Lula a recebeu e ficou entusiasmado com o potencial da polilaminina. Que significou esse apoio?
Foi fundamental, assim como todo o suporte que temos recebido do Ministério da Saúde, o ministro Alexandre Padilha tem se empenhado de forma marcante. Também é preciso elogiar a lucidez e a coragem do presidente da Anvisa, Leandro Safatle, em criar esse Comitê de Inovação, uma iniciativa fantástica que pode ajudar no desenvolvimento de várias linhas de pesquisa no país. Esse conjunto de esforços pode levar à disponibilização desse medicamento a todos que dele precisem. É o que todos queremos.
Fotos: Alessandro CostaA abertura oficial da Colônia de Férias da AdUFRJ foi um sucesso! O dia foi recheado de brincadeiras. Entre as atividades que fizeram a festa das crianças, o conjunto de brinquedos infláveis com escorrega, futebol de sabão e escorregador de sabão foram sem dúvidas os mais disputados!
Fotos: Alessandro CostaA primeira semana da Colônia de Férias da AdUFRJ é um sucesso! Os dias estão recheados de brincadeiras e muita diversão. Entre as atividades que fizeram a festa das crianças, o conjunto de brinquedos infláveis com escorrega, futebol de sabão e escorregador de sabão, no primeiro dia de evento, foram os mais disputados.
Mas também houve espaço para atividades nas piscinas, pintura corporal, desenho, xadrez, adivinhe a música e muito mais. A programação da colônia ficou por conta da Equipe Coloriê, com oito profissionais de longa experiência. Muitos deles formados pela UFRJ.
Coordenador da colônia, o professor André Coutinho é formado em Educação Física com pós-graduação em Educação Inclusiva. “As crianças estão muito integradas, brincando, conversando, interagindo”, celebra o professor. “Nossa programação prevê ações esportivas e educativas. É uma colônia de férias que tem o intuito de atuar também no desenvolvimento delas”.
O Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE-Fundão) ficou preenchido de risadas e muita música. As crianças se jogaram em todas as brincadeiras. “Eu gostei muito do futebol de sabão porque podia dar ‘mortal’ e bicicleta”, contou o pequeno Leonardo, de 8 anos.
A chuva insistente tentou, mas não conseguiu atrapalhar o evento. “Mesmo com a chuva, as atividades artísticas são muito divertidas. A gente fez oficina de pintura, de massinha. Eu fiz uma pizza. Foi bem legal”, contou a animada Laura, de 11 anos. Jogos de cooperação, oficina de xilogravura, cineminha com pipoca completaram a programação.
Ana Cecília Sant’ana, servidora do Ministério da Cultura, levou o filho João Vicente, de 9 anos. “Achei a iniciativa maravilhosa. Estamos muito felizes de ter essa possibilidade, com atividades pensadas para as crianças e fornecidas para as famílias com valor superacessível”, elogiou. “Também considero muito legal ter muita gente na equipe. A criança não fica desamparada. Se tiver colônia no ano que vem, ele vem de novo”, prometeu. O filho João Vicente confirmou as impressões da mãe: “Eu gostei muito!”
O professor Juciano Rodrigues, do IPPUR, também aprovou a colônia. “É uma iniciativa fantástica. É fundamental para professores que não têm rede de apoio, como é o meu caso, ao mesmo tempo em que valoriza a integração das famílias no nosso espaço laboral”, avalia. “As crianças estão bastante integradas e felizes, o que é mais importante”, diz. “Nesse período do ano temos muitos afazeres burocráticos e é um conforto ter um espaço bom e seguro para os nossos filhos”. O professor também elogia a equipe. “O ponto alto é a qualificação da equipe que está conduzindo a colônia. Espero que a AdUFRJ coloque no seu planejamento novas edições”.
Presidenta da AdUFRJ, a professora Ligia Bahia comemora o sucesso da iniciativa. “É uma ideia de professores que se veem com crianças de férias e precisam dar continuidade a pesquisas, orientações”, explica. “É uma atividade relevante que socializa a necessidade de propiciar lazer com qualidade e segurança para as crianças”, conta Ligia.
Para ela, essa primeira temporada só reforça a necessidade de novas edições. “Já estamos planejando a das férias do meio do ano”, revela.
VAGAS PARA A SEGUNDA SEMANA
A AdUFRJ recebeu 30 inscrições para a colônia de férias, mas ainda há vagas disponíveis para a segunda semana de atividades, que vai acontecer entre os dias 26 e 30 de janeiro.
As inscrições podem ser realizadas pelo formulário: https://forms.gle/wnsqcDVePKdtnLoZA. Podem se inscrever crianças e adolescentes, de 5 a 16 anos, dependentes de professores filiados e também não filiados à AdUFRJ. O sindicato cobre 70% dos custos para os filiados.
Ainda não escolheu o colégio do seu filho? Calma que a AdUFRJ pode te ajudar nessa decisão. Além dos convênios que já temos com diferentes colégios do Rio e Macaé, agora a AdUFRJ inicia uma nova parceria com o grupo Raíz Educação. O acordo celebrado prevê descontos em diferentes unidades de seis escolas da rede: QI, Escola SAP, Cubo Global School, Escola Sá Pereira, Global Tree Creche e Escola e Matriz Educação.
Há unidades nas Zonas Sul, Norte, Sudoeste e Baixada Fluminense.
Entre em contato com o setor de Convênios e confira os valores dos descontos para dependentes de docentes filiados ao sindicato. A comprovação do vínculo será feita mediante declaração emitida pela secretaria da AdUFRJ.
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