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A diretoria da AdUFRJ reuniu o Conselho de Representantes para passar informes sobre as ações da gestão. O encontro foi híbrido: aconteceu presencialmente na Decania do Centro de Tecnologia e remotamente, via Zoom.
Uma das preocupações da diretoria é oferecer aos sindicalizados um plano de saúde menos oneroso e com boa cobertura para emergências e CTI. Dentre as possibilidades estudadas, o Fiosaúde demonstrou mais vantagens: possui boa rede de cobertura, incluindo a Casa de Saúde São José, custos menores e possibilidade de adicionar familiares ao mesmo plano.
“Tem sido difícil estabelecer planos de saúde com preços razoáveis. Os custos afetam muito tanto os mais jovens quanto os professores aposentados”, disse a presidenta da AdUFRJ, Ligia Bahia. “O Fiosaúde é um plano de autogestão da Fiocruz. É mais barato porque não é gerido pela lógica das empresas privadas”, explicou. “Essa é uma sugestão, mas queremos agendar uma reunião dos gestores do plano com os docentes da UFRJ para apresentação e para tirar dúvidas”, afirmou.
A reunião para debater o tema com a equipe do plano de saúde vai acontecer no próximo dia 14, às 11h30, no Auditório Marcos Moraes, no subsolo do Bloco L do CCS.
SEDE
O professor Pedro Lagerblad apresentou o projeto preliminar da sede da AdUFRJ. O prédio terá dois andares e será construído no Fundão, entre o Horto Florestal da Prefeitura Universitária e o Sintufrj, na praça Jorge Machado Moreira. No primeiro andar, haverá uma área de lanchonete e restaurante que funcionará todos os dias. “Queremos que a sede seja um ponto de encontro dos professores da UFRJ”, afirmou Pedro. No segundo andar, ficarão as instalações administrativas, de comunicação e salas de reunião. A diretoria já contratou o escritório de arquitetura responsável pela elaboração do projeto executivo. O serviço será realizado pelo Urbanacon, do arquiteto Carlos Fernando Andrade, ex-presidente do IAB-RJ. “As obras devem começar em julho deste ano e a perspectiva é que a sede seja finalizada e entregue em 2027”, concluiu.
AÇÕES
A professora Luisa Ketzer apresentou um balanço das principais ações da diretoria. Um dos destaques foi para o edital de apoio a eventos, lançado em novembro passado. Por meio do edital, 34 solicitações foram enviadas à AdUFRJ e 31 apoios foram concedidos, ao custo total de R$ 33,4 mil. As atividades foram organizadas por professores, técnicos, estudantes e movimentos sociais. O edital busca apoiar iniciativas que promovam direitos, inclusão, democracia, ciência e educação pública. Para saber mais, acesse nosso site: www.adufrj.org.br, na aba “Serviços>Solicitação de Apoio”.
VISITA ÀS UNIDADES
Também está nos planos da diretoria iniciar uma agenda de reuniões nas unidades acadêmicas. A primeira unidade já confirmada é o campus Duque de Caxias, no dia 13 de abril. O professor André Luis Mourão Uzêda, representante do Colégio de Aplicação, pediu que o horário da reunião na sua unidade fosse modificado para o meio-dia, de forma que pudesse congregar os docentes que atuam no turno da manhã e os da tarde. A solicitação foi prontamente atendida pela direção da AdUFRJ. “Nossa ideia é agregar unidades que tenham problemas de condições de trabalho. É o nosso enfoque neste momento”, explicou a presidenta Ligia Bahia.
As primeiras
unidades são:
- 13 de abril / 10h
Campus UFRJ Duque de Caxias – Auditório do Bloco C
- 27 de abril / 12h
Colégio de Aplicação
- 11 de maio / 10h
Escola de Belas Artes
- 25 de maio / 10h
Escola de Educação Fìsica e Desportos
- 08 de junho / 10h
Observatório do Valongo
- 22 de junho / 10h
Escola de Química

RS/Via Fotos PublicasA ADUFRJ é uma das signatárias do texto que repudia os ataques: "Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas", diz um trecho.
Repúdio aos bombardeios dos EUA e de Israel às Universidades e Escolas do Irã
O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 têm escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas.
Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan. Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel (FDI) destruíram as 12 universidades ali existentes – e seguem agora fazendo no Líbano.
Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas. A barbárie cultural em curso contra o Irã – Nação dotada de uma rica e milenar cultura é, definitivamente, um crime contra a humanidade.
Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã!
Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos!
Primeiros signatários:
ANDES – SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior)
Adcac (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Catalão)
Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Minas Gerais)
Aduems (Associação dos docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul)
Aduenp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte do Paraná)
Adufabc (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC)
Aduferpe (Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco)
Adufmat (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso)
Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
Adufop (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Ouro Preto)
Adufpb (Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba)
Adufrj (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Adufs (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe)
Adufu (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia)
Adunemat (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Mato Grosso)
Adunicamp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas)
Adunicentro (Associação dos Docentes da Universidade do do Cento-Oeste do Paraná)
Adunifesp (Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo)
Adunioeste (Associação dos Docente da Universidade Federal do Oeste do Paraná)
Apur (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Recôncavo)
Asduerj (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Sesduem (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maringá)
Sindcefet-MG (Sindicato dos Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Sesunila (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Integração Latino Americana)
Sindiprol/Aduel (Sindicato de Docentes da Universidade Estadual de Londrina)
Sinduece (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará)
Sinduepg (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa)
Sindunespar (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná)
Apropuc (Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
Anpuh (Associação Nacional de História)
Cebes (Centro Brasileiro de Estudos de Saúde)
SEP (Sociedade Brasileira de Economia Política)
As propostas de reforma administrativa em circulação no Congresso desde o governo Bolsonaro trabalham com o diagnóstico rasteiro de que o Estado brasileiro é grande, caro e ineficiente. A máxima, sem nenhuma comprovação empírica, se repete todo ano, com maior força em ano eleitoral e no primeiro ano de cada governo para justificar privatizações e cortar gastos em políticas sociais. A avaliação é do secretário de gestão de pessoas do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Celso Cardoso Jr., em debate organizado pela AdUFRJ na tarde de segunda-feira (30), no Salão Nobre do IFCS-IH. "O objetivo não é melhorar o desempenho do Estado, embora isso esteja na retórica", afirmou.
Em resposta, o governo prepara um documento que combina profissionalização da máquina pública e propósito da ação do Estado em favor da sociedade. "O Estado não é um fim em si mesmo. O Estado é um ator importante do processo de transformação qualitativa do desenvolvimento", defendeu José Celso. Os princípios seriam: mais democracia, mais diversidade, mais cooperação, mais equidade e mais transparência, além de atualização normativa, entre outros pontos.
José Celso Cardoso Jr.
Diretor da AdUFRJ, o professor Daniel Conceição destacou a importância da atividade. "Estamos inaugurando um esforço de trazer para dentro da universidade um debate de como melhorar o Estado brasileiro. O José Celso é uma grande referência para esta reflexão. Ele traz uma proposta de Estado muito mais complexa que uma caixinha burocrática", disse. "Para ele, o Estado é a grande ferramenta para produzir sociedades que funcionem bem para as pessoas", completou.
Veja a cobertura completa do evento no próximo Jornal da AdUFRJ.
Fotos: Fernando Souza