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Bolsonaro segue em sua escalada autoritária, convocando sua base de apoio para os atos de 7 de setembro. O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe os professores Eleonora Ziller e Felipe Rosa, diretores do sindicato, para responder se a democracia brasileira está em risco, e para refletir sobre o dilema de ir às ruas enfrentar o golpismo do presidente, em um momento em que a variante delta aumenta o número de casos de covid-19. Na conversa sobre as eleições da AdUFRJ, a importância de um Conselho de Representantes forte para o sindicato. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h, com reprise às 15h.
O Conselho Universitário do dia 2 concedeu o título de emérito aos professores Natan Szuster, da FACC, e Celina Maria Moreira de Mello, da Faculdade de Letras. Natan foi um dos responsáveis pela implementação e expansão do programa de pós-graduação em Ciências Contábeis. Já Celina teve papel destacado na implantação dos programas de pós-graduação na área de Letras, em especial no de Letras Neolatinas, no qual era docente. O colegiado também aprovou o título de doutor honoris causa ao professor Rubens Belfort Mattos Junior, da Faculdade de Medicina da Unifesp, atual presidente da Academia Nacional de Medicina.
Foto: Arquivo AdUFRJO movimento Barrar a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) na UFRJ realizou uma plenária virtual no dia 31. A atividade contou com a participação de docentes, técnicos e estudantes da universidade, além de lideranças sindicais nacionais do Andes e da Fasubra. Servidores da UFF, onde a Ebserh já gerencia o hospital universitário, também compartilharam sua experiência. Eleonora Ziller, presidente da AdUFRJ, defendeu a ampliação do debate sobre o tema, pois a primeira discussão na UFRJ ocorreu há mais de oito anos. E, de lá para cá, muita coisa mudou, como o ingresso de novos docentes. A professora ressaltou ainda que é preciso levar em conta que essa discussão, proposta pelo Complexo Hospitalar, ganhou amplo apoio no Conselho de Centro do CCS. Eleonora espera que a eleição para a nova diretoria do sindicato represente uma oportunidade importante. “Que o processo eleitoral seja um espaço em que os professores possam discutir, tomar decisões e apontar posicionamentos”, disse.
O incêndio da estátua de Borba Gato, em São Paulo, aflorou o debate sobre a memória da colonização no brasil. O CineAdufrj do dia 26 de agosto discutiu os contrastes entre os monumentos oficiais da pátria e as memórias esquecidas no processo histórico. “Estamos lutando e buscando nossos espaços dentro da sociedade”, afirmou o cineasta Hugo Fulni-ô, diretor do filme Guardiões de um Tesouro Linguístico, de 2017, e convidado do cineclube. Para Hugo, é neste contexto que se debate o filme “Os Bandeirantes”, de Humberto Mauro (1940). “Foi feito para coroar o heroísmo dos bandeirantes dentro do território nacional, quando muitos povos indígenas foram extintos. No cinema indígena, estamos contrapondo essa realidade”, explicou. A professora Priscila Matsunaga, da Faculdade de Letras/UFRJ, questionou o heroísmo atribuído aos bandeirantes. “Eu fico pensando como o modo de contar uma história é atrelada à indústria cultural, o formato colonizador que é escolhido”, analisou.
A REITORA Denise Pires de Carvalho, ao lado do vice Carlos Frederico Leão Rocha (dir.) e do diretor José Garcia Abreu - Foto: ANA MARIA COUTINHO/COORDCOMO Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) apresentou à reitoria o primeiro módulo de seu novo prédio de pesquisas, que comporta nove laboratórios voltados para a pesquisa científica de doenças degenerativas. “Nós pretendemos fazer uma inauguração pomposa, quando tivermos condições após o fim da pandemia”, disse o professor José Garcia Abreu, diretor do ICB. A obra, iniciada em 2012, sofreu atrasos nos últimos anos em função da crise orçamentária da universidade. “Apesar de não ter o prédio todo concluído, é uma sensação de alívio, de crescimento”, afirma o diretor.
Por enquanto, 80 pessoas já utilizam as instalações. Mas a expectativa é que o novo prédio beneficiará direta e indiretamente a pesquisa de mais de 200 professores, cerca de três mil alunos de graduação e de pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado. Até o momento, foram investidos R$ 26 milhões na construção, que recebeu recursos do Ministério da Saúde, da Finep, da própria UFRJ e de emendas parlamentares. O dirigente calcula que seriam necessários, no mínimo, mais R$ 26 milhões para concluir a edificação.
“Quando se investe na universidade, ela dá retorno. Temos nove laboratórios aqui, de uma diversidade de áreas, e vamos retribuir com novas descobertas, com formação de alunos”, afirmou o diretor. Mas a alegria pela conquista se mistura com a preocupação com a asfixia financeira. “Ao mesmo tempo em que temos uma estrutura nova para trabalhar, temos medo de que não seja possível fazer a manutenção das áreas recém-ocupadas”, completou.