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”Cada filme me deixou estatelado no sofá, refletindo. Acho que a angústia política que vivemos é explicitada”, disse o professor Henrique Cukierman, da Coppe, durante o CineAdufrj que discutiu o impacto social gerado pelo excesso de informações e pelas notícias falsas que circulam nas diferentes mídias online, no dia 30. “Temos um grande desafio de como governar o ciberespaço. É um esforço transnacional, vai além da arrumação da democracia atual”, completou.
A curadoria da atividade — uma parceria entre o Grupo de Educação Multimídia da Faculdade de Letras e a AdUFRJ — escolheu três filmes para alimentar a discussão: “Um dia na Vida”, de Eduardo Coutinho (2010), “Privacidade Hackeada”, de Karim Amer e Jehane Noujaim (2019) e “Rede de Ódio”, de Jan Komasa (2020).
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: PROJETO SELECIONA DOIS BOLSISTAS
O projeto “Organização e Divulgação de Acervo Científico – Colaboração SBPC-RJ” seleciona dois bolsistas. É necessário estar matriculado em qualquer curso de graduação ou pós-graduação na UFRJ e ter noções básicas de informática (conhecimentos de Microsoft Excel, Microsoft Word). O atendimento aos interessados será feito pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Serão duas bolsas no valor de R$ 600,00 mensais, com duração de até um ano. O processo seletivo será coordenado pelo Instituto de Física, em colaboração com o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva.
ENTENDENDO O MUNDO A PARTIR DE SUAS FALHAS
“Da diversidade vivemos, da diversidade seguimos vivendo”. A sabedoria do artista plástico Hélio Oiticica foi rememorada pelo webinário “#Fail | Tecnologia e Política: pensar e fazer mundos a partir de suas falhas e ruínas”, realizado pelo MediaLab UFRJ, em parceria com a EcoPós e a Faperj. “De um lado, as falhas e as panes dão uma rasteira neste projeto de mundo marcado por uma racionalidade computacional que promete alto grau de previsão e controle”, explicou a professora Fernanda Bruno, do Instituto de Psicologia, na abertura, no dia 27. “As falhas também nos impelem a agir, elas podem também ser uma ocasião para fazer de outro modo”, completou.
O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe os professores Eleonora Ziller e Felipe Rosa, diretores do sindicato, para falar sobre a ação do Ministério Público Federal que quer submeter os professores do CAp-UFRJ ao ponto eletrônico. O planejamento da volta das atividades presencias na universidade também é analisado pelos diretores. E ainda: Bolsonaro cria vídeo saído de um “universo paralelo” para celebrar seus mil dias de governo, e o escândalo da Prevent Senior. O AdUFRJ no Rádio vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h, com reprise às 15h.
O Conselho Universitário do dia 23 rejeitou, por 26 votos a 13 e três abstenções, um recurso do professor Magno Junqueira, do Instituto de Química, que solicitava a retroação dos efeitos funcionais e financeiros de sua progressão de Adjunto 3 para Associado 4.
A banca examinadora analisou a produção acadêmica do docente no período entre outubro de 2015 e outubro de 2017. Mas a Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) definiu 9 de dezembro de 2020, quando o processo foi protocolado, como a data em que passaram a valer os efeitos da progressão. A justificativa da CPPD estaria baseada em um parecer da Procuradoria da UFRJ. E foi reforçada, quando o Consuni alterou a legislação interna sobre progressões, em novembro daquele ano. Só que o pedido do professor começou a tramitar na unidade em junho de 2020.
O pleito, apoiado pela AdUFRJ, recebeu parecer favorável da Comissão de Legislação e Normas do colegiado. A CLN observou que o direito do professor deveria ser reconhecido, por ter cumprido os requisitos de tempo e de avaliação, mesmo com um pedido feito posteriormente.
No plenário, porém, prevaleceu o ponto de vista apresentado pela pró-reitora de Pessoal, Luzia Araújo, contra a solicitação. A dirigente observou que o Consuni excluiu a possibilidade de mudança retroativa de data de progressão, em 2020.
Um pedido de vistas interrompeu o debate sobre outro recurso, da professora Valéria Matos, da Escola de Música. Também apoiada pela assessoria da AdUFRJ, a professora requer ser declarada como Adjunto 1 e Adjunto 2 em períodos anteriores aos registrados em sua ficha funcional. A docente também pediu a chamada progressão múltipla até Adjunto 4. O tema deve retornar na próxima sessão do colegiado.
Alojamento vai abrir novas vagas
A reitoria anunciou, na sessão do Consuni do dia 23, a proximidade da abertura de novas vagas no alojamento a partir da conclusão da reforma do bloco B — que sofreu um incêndio em agosto de 2017. A administração central prometeu diálogo na construção do edital. “Estamos prestes a abrir as vagas do bloco B. Essas vagas precisam ser ocupadas de acordo com a legislação em vigor. Nós temos um número enorme de estudantes em vulnerabilidade”, disse o pró-reitor de Políticas Estudantis, Roberto Vieira.
A AdUFRJ lançou uma plataforma digital sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A página (https://adufrj.org.br/debateebserh) vai funcionar como um fórum de discussão plural, reunindo documentos e recebendo textos dos docentes. Poderão ser enviados artigos autorais, literatura publicada na área ou outras formas de contribuição. Para participar, é preciso preencher um rápido cadastro na seção “Fórum”, no botão “acessar”.
Em 14 de agosto de 2020, todos os diretores de unidades hospitalares solicitaram à reitoria que fosse reaberto o debate — suspenso em 2013 — da adesão da universidade à empresa. Nestes oito anos, as unidades funcionaram em bases precárias, apoiadas em servidores extra-quadro, pagos com recursos de custeio da UFRJ. Hoje, é a única federal cujos hospitais não aderiram à Ebserh: o da UFRGS é gerido por empresa pública própria e o da Unifesp é privado.
Por outro lado, a reabertura da discussão acerca da adesão à EBSERH, embora apoiada pelas direções dos hospitais e aprovada por ampla maioria do Conselho do Centro de Ciências da Saúde, encontra forte oposição do Sintufrj, do DCE e de segmentos do movimento docente, em especial do Sindicato Nacional, o Andes.
A diretoria da AdUFRJ entende que a adesão ou não à Ebserh é uma questão polêmica, que deve ser enfrentada com serenidade. E que a recém-lançada plataforma digital servirá como uma ferramenta para circular informações confiáveis sobre o tema.
O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe os professores Eleonora Ziller e Felipe Rosa, diretores do sindicato, que falam sobre a viagem de Bolsonaro para a Assembleia Geral da ONU e seu discurso na abertura do evento. Outro destaque no programa é a resistência à reforma administrativa do governo: é hora de intensificar a luta contra o projeto. Os docentes também fazem um breve balanço da gestão à frente do sindicato, que encerra o mandato em outubro. O AdUFRJ no Rádio vai ao ar todas as sextas-feiras às 10h, com reprise às 15h.