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Para comemorar a história daquela que é mais antiga que a própria UFRJ, a Faculdade Nacional de Direito e a Escola de Comunicação produziram o documentário “Os 130 anos da FND: História, Resistência e Liberdade”. O aniversário ocorreu em maio desse ano.
Para o lançamento, a direção da Nacional de Direito organizou uma cerimônia no dia 10, com transmissão no canal da FND, no Youtube. O documentário ficará hospedado também nas redes do TJUFRJ, o telejornal online da Escola de Comunicação.
Celebrar a história. É essa a principal importância do documentário, segundo a atual vice-diretora Carolina Pizzoeiro. A linguagem utilizada, explica Pizzoeiro, permite trazer, além da história, “o coração e o sentimento das pessoas”. Para a vice-diretora, é preciso que essa memória seja honrada, possibilitando caminhar para o futuro ciente da missão da Nacional de Direito de formar o pensamento jurídico brasileiro e da resistência às injustiças. “A FND, com suas mais de 500 vagas de entrada todos os anos, é hoje talvez a maior faculdade pública de Direito do país”, ressalta.
A professora Kone Cesário, vice-diretora da FND entre 2017 e 2021 e uma das organizadoras da obra, conta que a ideia do documentário foi motivada pela mudança no perfil da FND, ocorrida nos últimos anos graças à política de cotas. “É esse novo perfil do alunado que daqui a pouco estará nas bancas de advocacia, nas cortes, o que nos deixa muito orgulhosos”, explica Cesário. “Então, queremos deixar esse marco, deixar registrado para a História”.
“É um projeto belíssimo”, destaca a coordenadora do TJUFRJ e professora da Escola de Comunicação Carine Prevedello. Iniciado em janeiro e finalizado em dezembro, o documentário foi produzido totalmente pelos alunos dos cursos de comunicação social e jornalismo da UFRJ.
A comunidade do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e os cientistas da área estão de luto. Faleceu, no último dia 7, aos 73 anos, o diretor da instituição, Ronald Cintra Shellard. “A luta pelo respeito e ética sempre foi uma marca de sua gestão, valorizando a vida e a pessoa humana acima da posição ocupada na hierarquia profissional. Era capaz de brigar pela comunidade do CBPF e pela instituição com a mesma garra que defendia sua pesquisa científica”, diz nota divulgada na página do Centro. Shellard era pesquisador titular do CBPF desde 1994 e diretor desde 2015. Fez graduação em Física pela USP em 1970, mestrado em Física pelo Instituto de Física Teórica (1973) e doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (1978). Era presidente do Conselho Técnico-Científico (CTC) da Rede Nacional de Física de Altas Energias (Renafae) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, desde 2017. A perda foi lamentada pelo professor Nelson Braga, físico e representante dos titulares no Conselho Universitário. “Era uma liderança das mais importantes de Física para o país, um cientista de grande peso”. Ele propôs ao Consuni uma moção de pesar pelo falecimento do pesquisador, aprovada por unanimidade.
Foto: Fernando Souza/Arquivo AdUFRJ
O Observatório do Valongo ganhou uma medalha comemorativa pelos 140 anos, completados no último dia 8. A instituição de pesquisa foi fundada em 1881, durante o Brasil Império. A reitora da UFRJ, professora Denise Pires de Carvalho, homenageou a unidade – primeira a criar um curso de graduação em Astronomia no Brasil – durante o Conselho Universitário do dia 9. “Parabéns a todos os integrantes do Observatório do Valongo. Sigamos fazendo ciência de muita qualidade”, celebrou a reitora. A medalha foi criada pela Casa da Moeda.
Aprovado regimento
de novo núcleo do CCS
O recém-criado Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Emergentes e Reemergentes Carlos Chagas, órgão vinculado ao Centro de Ciências da Saúde, teve seu regimento aprovado por unanimidade na sessão do Consuni do dia 9. O núcleo, fundado durante a pandemia de covid-19, tem por missão desenvolver pesquisas e orientar políticas públicas de combate e manejo de futuras ameaças sanitárias.

Pela primeira vez, o Conhecendo a UFRJ foi realizado em meio remoto, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro. Com 2,2 mil inscritos, o tradicional evento de apresentação da universidade aos estudantes do ensino médio ofereceu mesas temáticas especiais, estandes virtuais e 54 palestras de cursos de graduação.
Diante da impossibilidade de receber milhares de jovens em seus campi, como em edições anteriores, a reitoria inovou. “Os estudantes entravam em uma plataforma que simulava os estandes que nós tínhamos na experiência presencial”, explica a professora Ivana Bentes, pró-reitora de Extensão. “Sempre houve filas de ônibus estacionados, com quantidade enorme de escolas e estudantes participando. Buscamos manter um pouco dessa relação direta da troca nesse ambiente virtual”, completa.
A pró-reitora enfatiza que o Conhecendo a UFRJ tem uma dimensão além da apresentação dos cursos que vão conduzir as pessoas para o mercado de trabalho. O evento também fala da formação cidadã que a instituição proporciona. “Entrar para uma universidade pública muda a trajetória das pessoas”, diz Ivana. “Isso fica muito marcado na experiência dos jovens do ensino médio no Conhecendo a UFRJ, descobrindo este mundo possível”.
Renata Soares, da Superintendência de Integração e Articulação (Siart), que organiza o Conhecendo, destaca que as lives ficam disponíveis no canal da Extensão da UFRJ no Youtube. “Temos verificado visualizações crescentes, mesmo depois dos eventos”.
E tem mais. A Plataforma de Apoio a Eventos, desenvolvida pela Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da universidade, vai hospedar os 80 estandes virtuais expostos no Conhecendo, com atualizações. Só não haverá a mesma experiência imersiva das videoconferências, em tempo real, dos três dias do evento. O trabalho de migração é gradual. “Devemos ter uns 45 lá na plataforma, entre cursos e outros órgãos institucionais”, acrescenta Pricila Magalhães, também da equipe da Siart da Extensão.
EDUARDO VALDOSKIApós quase dois anos de encontros exclusivamente virtuais, os representantes do Observatório do Conhecimento fizeram uma importante reunião de planejamento em Brasília, na terça-feira, 30. O evento terminou com visitas ao Congresso Nacional, onde os professores se reuniram com parlamentares. O Observatório é uma rede nacional de sindicatos e associação docentes. A AdUFRJ ocupa a secretaria-executiva.
Nas conversas no Congresso, os docentes do Observatório fizerem uma intensa bateria de conversas com os parlamentares. A primeira delas, com o deputado Professor Israel Batista (PV/DF), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público. O deputado sinalizou que a PEC 32, da reforma administrativa, não deverá ser votada neste ano nem no próximo. Os encontros no Parlamento foram intensos – e diversos, como é característica histórica do Observatório.
Os docentes levaram suas preocupações para parlamentares de amplo espectro político. Fizeram reuniões com os deputados Bira do Pindaré (PSB/MA), Rosa Neide
(PT/RO), Sâmia Bomfim (PSOL/SP), Paulo Teixeira (PT/SP), Gastão Vieira (PROS/MA), Rogério Carvalho (PT/MG), General Peternelli (PSL/SP), Luísa Canziani (PTB/PR) e com o senador Marcelo Castro (MDB/PI).
ORÇAMENTO
O encontro de Brasília começou com um debate com reitora da UnB e vice-presidente da Andifes, Márcia Abrahão Moura. A professora expôs os desafios que as universidades públicas terão no próximo ano e relatou as negociações com a Comissão Mista de Orçamento para recompor os recursos orçamentários das instituições federais de ensino.
A expectativa é que a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 destine para as universidades valores próximos aos níveis de 2019, após seis anos consecutivos de cortes. O acompanhamento do orçamento das universidades e a denúncia dos cortes são elementos constitutivos do Observatório do Conhecimento.
Para dar mais visibilidade ao tema orçamentário, o Observatório passará a publicar o Índice do Orçamento do Conhecimento. A proposta é divulgar uma análise dos recursos destinados às universidades, institutos federais, centros de pesquisa e agências de fomento realizando uma comparação com os anos anteriores e indicando o volume de recursos perdidos desde o início dos cortes.
PLANEJAMENTO PARA 2022
A reunião de Brasília detalhou as prioridades do Observatório em 2022. Logo no início do ano, serão retomados os diálogos com os parlamentares para reativar a Frente Parlamentar em Defesa e pela Valorização das Universidades Federais. Também será priorizada a convocação de audiência pública com a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia; Direitos Humanos e Minorias; e Cultura. O objetivo da audiência será apresentar a pesquisa sobre a Liberdade Acadêmica, realizada em 2021 pelo Observatório em parceria com a SBPC e o LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo, da USP).
A pesquisa reúne imenso volume de dados e já pode ser considerada o maior estudo sobre o tema no país. O questionário está aberto até 15 de dezembro de 2021.
Em 8 de março, dia Internacional da Mulher, o Observatório lançará a websérie “Mulheres fazem ciência”, que destacará a presença científica feminina.
O mês de abril será marcado pelo lançamento do relatório da pesquisa sobre liberdade acadêmica. Serão produzidos outros materiais como uma série em podcast, papers para revistas científicas, artigos para a imprensa, audiência pública no Congresso Nacional, apresentação dos resultados para grupos estratégicos, além da elaboração de peças legislativas que protejam a liberdade de cátedra.
Em maio, como forma de manter vivo o espírito das grandes mobilizações do #15M, de maio de 2019, e como forma de divulgar a produção das universidades, o Observatório realizará os eventos “Conhecimento na Praça”, com a exposição pública de trabalhos realizados nos laboratórios e salas de aula. 
Também no primeiro semestre de 2022, com a previsão legal de revisão da lei de cotas no próximo ano, o “Pequeno Guia em Defesa das Cotas Sociais e Raciais”, publicado pelo Observatório em 2019, será atualizado e ampliado para servir de insumo ao debate. No âmbito do Congresso Nacional, em parceria com entidades do movimento negro, o Observatório estimulará a criação de uma frente parlamentar em defesa das cotas. Outro trabalho que vem sendo realizado e continuará em 2022 é o acompanhamento das nomeações de reitores com a publicação do “Mapa das Intervenções”.