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WhatsApp Image 2022 09 19 at 10.11.08Se fosse uma partida de futebol, o cenário seria bem claro. Segundo tempo, já nos acréscimos: de um lado, o time que está à frente do marcador torcendo pelo apito final para celebrar a vitória; de outro, o time que está atrás fazendo de tudo para levar o jogo à prorrogação. No campo eleitoral, líder nas pesquisas, o time do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta liquidar a fatura no primeiro turno, enquanto a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PP) quer forçar um jogo extra no dia 30 de outubro. Duas pesquisas divulgadas esta semana colocaram lenha na fogueira dessa disputa. A do Ipec, de segunda-feira (12), aponta a possibilidade de definição no primeiro turno. A do Datafolha, de quinta-feira (15) indica que haverá segundo turno.
A menos de uma semana da chegada da primavera — a estação começa às 22h04 do dia 22 —, a campanha de Lula concentra esforços na conquista de votos que definam a vitória já em 2 de outubro. Em encontro com mais de 6.300 comunicadores de todo o país, na terça-feira (13), Lula associou a chegada da estação a um novo tempo para o país. “É possível ganhar no primeiro turno. Se tem candidato com um por cento acreditando que vai ganhar, eu que tenho 46% tenho que acreditar que a gente possa conquistar os votos que faltam. Os nossos adversários poderão tentar matar uma, duas ou três rosas, mas eles não conseguirão deter a chegada da primavera”, disse Lula (leia mais no box abaixo).

NO DATAFOLHA, 2º TURNO
WhatsApp Image 2022 09 19 at 10.15.29Com entrevistas feitas entre 13 e 15 de setembro, a pesquisa do Datafolha mostra que Lula manteve os 45% do levantamento anterior, enquanto Bolsonaro oscilou de 34% para 33%. Ciro Gomes (PDT), em terceiro, subiu de 7% para 8%, e Simone Tebet (MDB) manteve os 5%. Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 48% contra 36% de Bolsonaro, o que indicaria hoje um segundo turno. Nessa eventualidade, segundo a pesquisa, Lula bateria Bolsonaro por 54% a 38%.
Para o sociólogo e cientista político Paulo Baía, professor do IFCS/UFRJ, a pesquisa do Datafolha aponta para o segundo turno em 30 de outubro em função da “resiliência eleitoral” de Ciro Gomes e Simone Tebet. “A pesquisa consolida a diferença a favor de Lula de doze pontos percentuais. Acredito que Lula chegue em primeiro lugar no dia 2 com uma margem entre 10% e 15% sobre Bolsonaro, mas creio que a disputa vá ao segundo turno”, diz Baía. Nos últimos dias, a campanha de Lula tem tentado atrair os eleitores, sobretudo, de Ciro Gomes, pregando o “voto útil”.
Uma boa notícia para Lula trazida pelo Datafolha, segundo Paulo Baía, vem da disputa pelo governo de São Paulo. “O candidato de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está empatado com o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), em segundo lugar. E Fernando Haddad (PT) está muito bem em primeiro lugar. Ou seja, Bolsonaro corre o risco de, indo ao segundo turno, ficar sem palanque em São Paulo, caso Haddad e Rodrigo disputem a segunda rodada”.

CHANCE DE DEFINIR JÁ
Realizada entre os dias 9 e 11, a pesquisa do Ipec divulgada na segunda-feira (12) mostra Lula com 46% das intenções de voto e Bolsonaro com 31%. O resultado indica um cenário de estabilidade na disputa. Em relação à rodada anterior do Ipec, de 5 de setembro, Lula subiu dois pontos, dentro da margem de erro, passando de 44% para 46%, e Bolsonaro manteve os mesmos 31%. Segundo o Ipec, mesmo somando 51% dos votos válidos, não é possível afirmar neste momento se Lula pode ou não vencer a eleição no primeiro turno. No caso de segundo turno, o petista vence Bolsonaro por 53% a 36%.
Na pesquisa do Ipec, Ciro Gomes vem em terceiro, com 7% das intenções, um ponto percentual a mais que na rodada anterior, e Simone Tebet se manteve com os 4% da semana passada. O professor Paulo Baía avalia que, apesar de a pesquisa mostrar uma condição muito favorável a Lula, a disputa deve ser mesmo definida no segundo turno. “O Ipec dá uma indicação clara de vitória no primeiro turno. Contudo, embora a diferença entre Lula e Bolsonaro tenha crescido, eu não creio no cenário de vitória no primeiro turno”.
Baía credita a ida da disputa para o segundo turno ao desempenho, sobretudo, de Ciro Gomes e Simone Tebet. “Simone deve variar entre 2% e 4%, e Ciro vai oscilar entre 5% e 8% dos votos. Trabalhando com os piores cenários, de 2% para Simone e de 5% para Ciro, chegaremos a 7%. Com isso, há uma possibilidade real de segundo turno, com Lula bem à frente em primeiro lugar e Bolsonaro consolidado em segundo. Uma vitória no primeiro turno era mais provável antes das entrevistas do Jornal Nacional e do debate da Band. Com as entrevistas e o debate, o eleitor de Simone e de Ciro se consolidou. Vejo neste momento como remota a possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno”.

LULA: “NÓS NÃO SOMOS ALGORITMOS, NÓS SOMOS SERES HUMANOS”

WhatsApp Image 2022 09 19 at 10.11.44Em sua participação no encontro com comunicadores e comunicadoras, o ex-presidente Lula falou sobre sua preocupação com a abstenção na eleição, a campanha nas redes sociais e a possibilidade de vencer no primeiro turno. Sobre a abstenção, Lula ponderou que é importante convencer as pessoas a votar no dia 2: “Nós temos um problema sério no Brasil: sempre tivemos um percentual de eleitores que não votam. Tem gente que espera chegar o dia das eleições e logo cedinho ou na véspera vai para a praia, vai para o interior e não quer votar. A pessoa que não vota perde um pouco a autoridade de cobrar de quem foi eleito. É importante participar do processo”.
Lula observou que o bolsonarismo deve aumentar os ataques, sobretudo nas redes, nas próximas duas semanas. “Os nossos adversários poderão tentar matar uma, duas ou três rosas, mas eles não conseguirão deter a chegada da primavera. Nós não somos algoritmos, nós somos seres humanos. Não queremos perder o nosso humanismo, o nosso sentimento. Nossas mensagens têm que tocar o coração. Por isso é importante falar de família, de amor, de esperança, de futuro nesses últimos dias de campanha. Acho que isso vai fazer com que o povo brasileiro se dirija à urna para digitar o seu voto com muita esperança. com muito amor, com muita paz. Com muita leveza espiritual”.
Ele acredita que a eleição possa ser decidida no primeiro turno, mas frisou que o mais importante é vencer o bolsonarismo. “O que está em jogo não é a vitória de um homem sobre outro homem. O que está em jogo é a possibilidade de a gente recuperar o bem-estar da família brasileira. E recuperar a esperança, o jeito gostoso de viver a vida. Vamos fazer isso sem ódio, sem fazer nenhuma provocação, sem fazer o jogo rasteiro dos nossos adversários, elevando o nível político da campanha. Acho que nunca antes na nossa história o povo esteve tão necessitado de uma vitória nossa como agora. Voltar a ter um presidente humanista, que conheça o povo”.

WhatsApp Image 2022 09 15 at 15.58.29

Car@s colegas,

Venham conversar sobre as eleições com os professores Mayra Goulart e Josué Medeiros, da Ciência Política. Será um papo descontraído, com cerveja, vinho, petiscos e muito entusiasmo para enfrentar a reta final da campanha eleitoral.

Para confirmar presença: https://forms.gle/ncuAJia5uspPKsM27

A UFRJ alcançou um ótimo resultado geral na Avaliação Quadrienal da Capes (2017-2020). Dos 125 cursos de pós-graduação da instituição, 35 aumentaram a nota em relação ao período anterior; 78 mantiveram o índice e apenas 12 caíram. “Estamos com um aumento em 28% dos cursos e só 10% diminuíram. Isso é fantástico”, celebra a pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, professora Denise Freire. E os números ainda podem melhorar, pois os programas podem apresentar recursos à Capes. A divulgação dos resultados finais está prevista para dezembro. Confira a matéria completa sobre a Quadrienal na próxima edição do Jornal da AdUFRJ.

elevadoresA direção da Escola de Belas Artes suspendeu as aulas da graduação. Os motivos: falta de limpeza, de elevadores e, por último, de água. As aulas só devem retornar com a volta ao funcionamento dos elevadores e a restauração da água nos pavimentos superiores. A limpeza começou a ser realizada na manhã desta quarta-feira (14). A reitoria emitiu nota se dizendo surpresa com a suspensão das aulas. O comunicado ainda afirma que a limpeza é de responsabilidade da decania do Centro de Letras e Artes.

Diretora da EBA, a professora Madalena Grimaldi reconhece que não comunicou a interrupção das aulas à reitoria, mas rebate as informações contidas na nota oficial. De acordo com a dirigente, no final do semestre passado a administração central confirmou o fim das obras da rede elétrica nos sexto e sétimo andares, última etapa que faltava para liberação dos andares fechados desde o incêndio de 2016. “Fomos informados que os andares estavam prontos para uso”, contou a professora Madalena.

Então, a unidade montou um mutirão para transferir todo o mobiliário que estava nos andares inferiores para o sexto e o sétimo pavimentos. “Havia muita coisa estragada, muita coisa com cupim. Recuperamos o que era possível, limpamos os móveis, arrumamos tudo. Professores e técnicos da Escola e também servidores cedidos pela decania nos ajudaram nessa mudança. Foi um esforço sobre-humano”, relembra a diretora. No sábado que antecedeu o início das aulas do segundo semestre a decania efetuou a limpeza dos resíduos das obras.

“As aulas começaram no dia 29 de agosto, mas desde maio vimos alertando sobre a limpeza. Em reunião com a PR-6 (pró-reitoria de Gestão e Governança) foi-nos dito que não haveria como fazer um aditivo ao contrato por conta dos cortes orçamentários”, conta Madalena Grimaldi. “Nós, então, eu e a decana, professora Cristina Tranjan, sugerimos fazer um rodízio como forma de atender a todos os andares com o mesmo número de funcionários de limpeza. Mas a PR-6 não autorizou porque também seria necessária, antes, uma mudança contratual”, revela a diretora. “Apesar da negativa, a PR-6, o tempo todo, nos informava que estava negociando com a empresa”, afirmou Madalena. Mas nada aconteceu. “Os banheiros ficaram numa condição de insalubridade tamanha que seria irresponsabilidade minha manter as aulas”, diz.

Outro problema que subsidiou a decisão de descontinuar as aulas foi a inconstância no funcionamento dos elevadores. São cinco, todos reformados, mas que não conseguem ser utilizados ao mesmo tempo. “Tenho alunos e professores com mobilidade reduzida. Subir sete andares no nosso prédio significa, na prática, subir 11 andares, por conta do pé direito mais alto. Alunos e técnicos ficaram presos nos elevadores diversas vezes nessas primeiras semanas de aulas até que na última sexta-feira (9) não havia mais nenhum funcionando”, conta Madalena Grimaldi. “Eu tive aluno passando mal, professor com falta de ar. Estou aguardando a resolução desses problemas para retomar o semestre”, conclui a diretora.

As informações foram confirmadas pela decana do CLA, professora Cristina Tranjan, que esteve durante toda a manhã desta quarta-feira, dia 14, em reunião com a reitoria. “A decisão pela suspensão das aulas foi tomada ontem (terça, dia 13) e apoiada por mim”, afirma. A decana, no entanto, minimizou o incidente após a longa conversa com a administração da UFRJ. “Houve a reabertura dos andares que ficaram seis anos fechados, e a limpeza não deu conta. A situação já está voltando à normalidade. A gente lutou muito para a reabertura desses andares, é uma vitória. O que está acontecendo agora são ajustes por conta do aumento da circulação no prédio”, declara.

Sobre os elevadores, a decana informa que ocorreu uma varredura na rede elétrica para fazer um diagnóstico sobre o que gera o mau funcionamento dos equipamentos. “Eu ainda não sei de quanto tempo a empresa de manutenção precisa para fazer esse diagnóstico. Espero que seja algo de simples resolução. Na sexta-feira (9), um professor cadeirante precisou dar aula no meu gabinete – que fica no térreo do edifício. Realmente não há como manter o funcionamento de um edifício com sete andares sem elevadores”.

Reitora da UFRJ, a professora Denise Pires de Carvalho participou da reunião com a decana do CLA mais cedo. “Aparentemente há um problema na carga elétrica que chega aos elevadores e a água precisou ser fechada por conta de um vazamento. Enquanto não solucionarem esses dois itens, as aulas não poderão ser retomadas”.

WhatsApp Image 2022 09 11 at 14.12.49 2Fotos: Fernando SouzaO 7 de setembro de 2022 marcou o bicentenário da Independência do Brasil. Mas os movimentos sociais brasileiros se perguntam: que independência? Um dos países que mais mata ativistas ambientais, defensores dos direitos humanos, pessoas pretas, indígenas e LGBTQIA+ parece ter segregado parte da população que tem direitos. Foi essa a denúncia do 28° Grito dos Excluídos, manifestação organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e movimentos sociais. O protesto aconteceu em diversas capitais brasileiras. No Rio, a concentração começou às 9h na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana. Centrais sindicais como a CUT, CTB e CSP-Conlutas também marcaram presença, assim como partidos políticos de esquerda, como PT, PSOL, PCB , UP e PSTU.

“Quem é independente neste país?”, questionou Mônica Cunha, mãe de Rafael da Silva Cunha, assassinado por um policial civil em dezembro de 2006. “Estamos no Grito porque queremos viver. Gritamos por vida”, disse a ativista e fundadora do Movimento Moleque, que reúne mães de vítimas de violência de Estado. “Queremos dizer que vidas negras importam. No dia 13 de setembro meu filho não vai poder completar seus 36 anos”, lamentou.

Pessoas de todas as idades, cores, religiões e amores ornamentaram a passeata que seguiu pela Avenida Rio Branco, surpreendeu turistas na Praça Mauá, atravessou a região da Pedra do Sal e desembarcou no Cais do Valongo, porta de chegada de negros escravizados no Brasil, no século XIX e local de comércio de negros no século XVII. “Não existe independência com racismo”, disse Ana Camila da Silva, que acompanhava a passeata. “Precisamos participar mais ativamente das decisões políticas desse país. Sem isso, não seremos livres de verdade, nem democráticos de verdade”, afirmou.

Professor de História, Pedro Parga acompanhava a manifestação ao lado do marido. “Estou aqui porque buscamos uma sociedade com efetiva participação dos cidadãos. Uma que não exclua mulheres, negros, pobres e que respeite a liberdade religiosa”, pontuou.

Ao longo do protesto não foram poucos os gritos contra o atual governo de Jair Bolsonaro. Também foram inúmeros os apoios à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Um Lula de papelão também fez a alegria de quem desejava expressar sua escolha política para 2 de outubro.

O movimento estudantil animou o ato com cantos e batucadas. Mas também houve momento para falar sério: “É fundamental ocuparmos as ruas e darmos a vitória histórica da Democracia nas urnas. Vamos derrotar o fascismo nas ruas e nas urnas”, afirmou Lucas Peruzzi, do DCE da UFRJ.
À tarde, uma roda de samba encerrou as atividades do dia, na Cinelândia.

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