Accessibility Tools

facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2025 08 05 at 18.07.19Está chegando a hora! Marcadas para os dias 10 e 11 de setembro, as eleições para a diretoria da AdUFRJ têm esta semana uma data importante. De acordo com os regimentos Geral e Eleitoral do sindicato, as chapas candidatas à diretoria devem ser inscritas junto à secretaria até a próxima sexta-feira, 8 de agosto. Já as listas de candidatos ao Conselho de Representantes podem ser apresentadas até 29 de agosto. A posse da nova gestão está prevista para o dia 15 de outubro.
Os professores Luiz Eurico Nasciutti, do Instituto de Ciências Biomédicas, Flávia Landim, do Instituto de Matemática, e Jorge Ricardo Gonçalves, da Faculdade de Educação, formarão a Comissão Eleitoral que vai conduzir as eleições. Os nomes foram referendados pela assembleia realizada na segunda-feira passada (28), no CT da Cidade Universitária.
Decano do CCS, o professor Luiz Eurico Nasciutti presidirá a Comissão, que tem entre as suas atribuições supervisionar a realização de debates entre os candidatos, definir locais e horários de funcionamento das urnas de votação, e obter os programas de cada chapa, que serão publicados em igual espaço no Jornal da AdUFRJ.
A assembleia também abordou as iniciativas da AdUFRJ no campo jurídico, com a proposição de 14 ações coletivas em defesa dos direitos dos professores da UFRJ (veja matéria sobre essas ações AQUI).

 

Confira abaixo os documentos para inscrição de candidatos à diretoria e ao Conselho de Representantes:

Inscrição individual CR 2025-2027

Inscrição chapa CR 2025-2027

Requerimento de inscrição de chapa 2025-2027

Declaração de não acúmulo de função 2025-2027

Declaração de aceite para compor diretoria 2025-2027


IMG 3264Foto: Alessandro CostaAs aulas da UFRJ recomeçaram essa semana em clima paradoxal. De um lado, a alegria com mais um semestre, corredores cheios com calouros e formandos entusiasmados. De outro, o desalento com o orçamento minguado e seus efeitos na infraestrutra dos campi. O caso do Praia Vermelha é exemplar. O início do segundo semestre foi adiado em uma semana para finalização de obras no aulário.
Aqui e ali, é possível vislumbrar alguma esperança de dias melhores. A Escola de Belas Artes já consegue utilizar parte do oitavo andar do Edifício Jorge Machado Moreiras. Metade do pavimento está reformado desde o semestre passado. No IFCS-IH, o projeto de substituição da rede elétrica foi aprovado pelos órgãos de preservação do patrimônio. Na Educação Física, a liberação dos oito ginásios permitiu o ingresso de 240 calouros na Escola neste semestre — a entrada havia sido suspensa no primeiro, por falta de condições mínimas do prédio.
Um deles, Bruno Gomes Feitosa, comemora a entrada no bacharelado em Educação Física: “Acredito que vai dar tudo certo nessa nova fase. E que, no tempo certo, voltaremos à normalidade, mantendo a Escola como uma das grandes referências no ensino da área”.

DIGNIDADE
O Escritório Técnico da Universidade (ETU) fez um mapeamento de 76% dos imóveis da UFRJ em todos os campi. Seria necessário R$ 1 bilhão para recuperar esses prédios. “Não é para modernizar; não é para ampliar. É para termos o mínimo de dignidade nas nossas instalações”, informou o reitor. Para comparar: o insuficiente orçamento 2025 para funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas é de apenas R$ 406 milhões. “Estamos fazendo todos os esforços possíveis para resolver as situações, mesmo com todas as dificuldades”, afirma Medronho. “É o resultado do passivo acumulado nos últimos anos’”.
Nos links abaixo, o Jornal da AdUFRJ mostra problemas em várias unidades da UFRJ. São problemas antigos que, a cada início de semestre letivo, desafiam professores, técnicos e estudantes. Mas também há iniciativas inovadoras com obras, projetos e reformas que renovam a expectativas de dias melhores na maior universidade do Brasil.

240 calouros na Educação Física: o retrato da esperança

Reforma da fachada do IFCS está perto do fim

Falta sala de aula na EBA

ETU planeja cozinha e refeitório no CAp

Praia Vermelha adiou aulas em uma semana

WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.19 8Centenária, mas sempre se reinventando, a UFRJ prepara mais uma iniciativa de vanguarda na formação de profissionais para o país. Por unanimidade, a congregação do Instituto de Computação aprovou a criação de um bacharelado em Inteligência Artificial (IA), no último dia 11.
O assunto inteligência artificial já era explorado em Ciência de Computação há bastante tempo, mas a direção do instituto não têm dúvidas sobre a importância de um curso específico. “Não é só uma nova onda. Fiz meu concurso para a área de IA em 1997. As tecnologias já estão aí há bastante tempo, mas ganharam uma proporção nos dias de hoje que não dá para não responder imediatamente”, afirma a professora Anamaria Martins Moreira, diretora do Instituto de Computação. “Já existem alguns cursos no Brasil e a UFRJ não quer ficar para trás”, completa.
O tema é dominante em todo o planeta. Anamaria recorda do encontro dos reitores das universidades do bloco BRICs, sediado pela UFRJ no início do mês passado. “Todas as apresentações de todos os participantes, em alguma hora, falavam de inteligência artificial. Não houve nenhum que não tenha falado”.
A reitoria tem apoiado a ideia. Formado pela administração central, um grupo de trabalho com nomes da Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação, da Coppe, do NCE, do Instituto de Matemática, do IPPUR e da Escola de Comunicação vem contribuindo para a formatação final do curso.
“Essas parcerias podem se refletir de duas maneiras: a primeira, na oferta de mais disciplinas eletivas. Neste caso, podemos incluí-las sem necessidade de reforma curricular. Elas podem ser acrescidas a qualquer momento. Ou, no futuro, podemos incluir algumas delas como obrigatórias”, afirma Anamaria.
O diferencial do curso da UFRJ, aposta a diretora, será uma base teórica mais forte e uma formação crítica com as disciplinas da área de humanas. Ou seja, os estudantes serão preparados para atuar não apenas como usuários das ferramentas existentes, mas como produtores, reguladores, administradores e gestores de soluções.
Anamaria dá como exemplo as conversas para oferecer uma aula que trabalhe o antirracismo, prevenindo os alunos contra um eventual viés dos algoritmos atuais. “Os alunos terão mais espaço para fazer mais eletivas desta formação complementar, o que nós queremos estimular”, diz.
Depois de passar na congregação, a proposta vai ao Conselho de Coordenação do Centro de Ciências Matemáticas da Natureza no próximo dia 30. Em seguida, a pró-reitoria de Graduação verifica se o processo está instruído corretamente. Caso esteja tudo bem, será encaminhado ao Conselho de Ensino de Graduação e, finalmente, ao Conselho Universitário. A expectativa é que a primeira turma seja aberta logo no primeiro semestre do ano que vem.

DIFICULDADES
A proposta inicial é cautelosa, por questões de infraestrutura do instituto: 20 alunos entrariam por semestre no curso, que teria duração de quatro anos e meio. “A gente não consegue, em um primeiro momento, abraçar uma turma maior”, afirma a professora Carla Delgado, vice-diretora do instituto.
As vagas serão abertas a partir da redução da oferta atual (50) do curso de Ciência da Computação. “Uma vez que essas vagas apareçam no Sisu, vamos ver como será a procura pelos dois cursos para decidirmos como atender melhor à demanda”, explica Carla. “Vamos vendo o que podemos fazer, mas temos que andar para frente. Até porque, se você espera, não acontece. É uma decisão responsável para o que temos agora”.
O que o instituto — criado em dezembro de 2020 — tem agora são apenas 39 professores efetivos e mais 10 substitutos. O quadro docente, herdado do Departamento de Computação do Instituto de Matemática, sofreu perdas expressivas. Além de aposentadorias, alguns professores decidiram ficar no IM ou ir para a Coppe. A direção espera, ao menos, recuperar os 54 efetivos que o antigo departamento possuía.
Hoje, o Instituto de Computação atende os alunos em quatro laboratórios, sendo um deles dividido com o Bacharelado em Ciências Matemáticas e da Terra. E há um conjunto de notebooks disponíveis que formam um “laboratório itinerante”. Mas é pouco. “Seria ideal termos outros dois laboratórios, pelo menos”, defende Carla. Um deles já está sendo montado voltado para ciência de dados e IA.

EMPOLGAÇÃO
Apesar de todos os problemas, a perspectiva de criação do curso empolga docentes do instituto. “Vejo essa área como uma das mais estratégicas e transformadoras do tempo que estamos vivendo”, afirma a professora Juliana França, integrante da comissão interna formada para discussão do curso. “Vemos um avanço absurdo da IA, já incorporada ao dia a dia das pessoas. A IA está profundamente integrada a diversos setores da nossa sociedade: saúde, educação, indústria, meio ambiente, segurança. E isso só tende a crescer”, completa.
Para a professora, o bacharelado vai permitir à UFRJ formar profissionais com uma base sólida para lidar com desafios técnicos, mas também com desafios éticos e sociais. “Espero que o egresso tenha uma sólida formação técnica, com domínio de fundamentos matemáticos, estatísticos, computacionais — o que é o esperado —, mas também espero que ele tenha compreensão crítica dos impactos éticos e sociais do uso dessas tecnologias. Realmente espero ver profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras, mas também responsáveis”, diz Juliana.

Os professores Luiz Eurico Nasciutti, do Instituto de Ciências Biomédicas, Flávia Landim, do Instituto de Matemática, e Jorge Ricardo Gonçalves, da Faculdade de Educação, vão formar a Comissão que vai conduzir as eleições da AdUFRJ marcadas para 10 e 11 de setembro. Os nomes foram aprovados pela assembleia realizada na segunda-feira (28), no Centro de Tecnologia. Decano do CCS, Nasciutti presidirá o grupo.
A assembleia também aprovou 15 novas ações coletivas em defesa dos direitos dos professores da UFRJ. Entre os temas, estão o enquadramento na carreira para os docentes aposentados com paridade, a incidência do abono de permanência sobre o pagamento de férias e 13º salário, e a aplicação do piso nacional do magistério na carreira EBTT.
Mais informações sobre a assembleia e o detalhamento das 15 ações coletivas você encontra na próxima edição do Jornal da AdUFRJ.

WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.20

Topo