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“Partidos tradicionais progressistas não entregaram o que prometeram e, por isso, perderam a fé pública. Como resultado, partidos de extrema direita entram nesse ‘vácuo’ e se apresentam como uma terceira via nacionalista”, avaliou o historiador Omer Bartov, durante a segunda palestra que conferiu na UFRJ, na quarta (10). Essa seria uma razão para o crescimento do neofascismo em todo o mundo. “Eles se apresentam como disruptivos. Apelam para a democracia individual e rejeitam qualquer visão crítica do passado”, descreveu. “Está acontecendo na França, Itália, Alemanha, Suécia, Espanha, Portugal, Grã-Bretanha. Temos até uma versão norte-americana disso”, citou.

O historiador, convidado especial da diretoria da ADUFRJ para ajudar a pensar os riscos da extrema direita no mundo, afirmou que os atuais partidos fascistas não defendem mais em seus discursos a conquista de terras ou a retomada do Império Romano - bandeiras muito típicas do início do século XX. “Eles evocam o orgulho nacional, a família tradicional, são contra estrangeiros e a favor de se desligarem de organizações internacionais”, apontou. “Querem focar nos ‘franceses de verdade’, nos ‘alemães de verdade’. Imigrantes e minorias seriam empecilhos para o crescimento da nação, seriam ‘parasitas’, nessa visão. Essa retórica captura sobretudo os mais jovens pelas redes sociais”.

A palestra legendada pode vista na íntegra pelo canal da TV ADUFRJ, no Youtube: https://youtu.be/B8DCCFrRbB8?si=zkJ3b1UsDwojKvRk. Basta acionar a opção de legendas e depois, nas configurações, selecionar “traduzir automaticamente” / Português.

A matéria com os principais pontos dos dois dias de debates de Omer Bartov você encontra na próxima edição do Jornal da ADUFRJ.

Foto: Alessandro Costa

O historiador norte-americano Omer Bartov está no Rio de Janeiro a convite da AdUFRJ e participou na tarde do domingo (7) de uma visita à Pequena África, na zona portuária da cidade. O guia da atividade foi o também historiador Gabriel Siqueira ( @gabrielsiqueira19 ) , que já realizou outros passeios culturais do sindicato pela região. A diretoria da ADUFRJ foi representada pelos vices-presidentes Maria Tereza Leopardi e Michel Gherman.
Bartov conheceu uma cidade marcada pela cultura, tradição e resistência afro. “Este roteiro é afrorreferenciado, trabalha a perspectiva da história e da luta da população afro-brasileira”, frisou Gabriel Siqueira, que apresentou pontos da Praça Mauá, Largo da Prainha, Morro da Conceição e Cais do Valongo, por onde passaram dois milhões de pessoas escravizadas em 50 anos de atividade.
Em frente ao Observatório do Valongo, da UFRJ, Gabriel contou a razão do curioso nome. “Esta região se chama Valongo pela junção das palavras ‘vale longo’. É um grande vale que se situa entre dois grandes morros (da Conceição e da Providência)”, explicou o historiador, que também é capoeirista.
Omer Bartov terminou a atividade fascinado e pensativo. “É uma mistura de sentimentos. Vi uma cidade que mistura cultura, alegria e sofrimento, pobreza e riqueza”, observou. “Arrebatador estar neste lugar (Cais do Valongo) e pensar nos horrores que aconteceram aqui e que ficaram por tanto tempo escondidos”.
 
? Fernando Souza
 
 
 
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WhatsApp Image 2025 12 03 at 19.13.13Sonho de várias gerações de professores da UFRJ, a construção de uma sede para a ADUFRJ na Cidade Universitária está cada vez mais perto de sair do papel. No último dia 26, em decisão unânime, o Conselho de Curadores da UFRJ — que é a instância deliberativa para assuntos de patrimônio da instituição —, aprovou a concessão do uso de um terreno para a obra. A Procuradoria da universidade também já autorizou a concessão. Agora, só falta a assinatura do contrato. O terreno, localizado entre o Horto Universitário e o Espaço Cultural do Sintufrj (veja foto acima), possui uma área total de 579,06 m².


A diretoria da AdUFRJ fará uma reunião do Conselho de Representantes e uma assembleia geral de docentes para discutir o tema. O CR será na próxima sexta-feira. A ideia é que o projeto seja executado por docentes e alunos da Faculdade de Arquitetura.


A sede da ADUFRJ reforça a concepção de um sindicato como local de encontro e reflexão dos professores, anunciada pela diretoria durante a posse de outubro. “Essa caixa de descompressão que vai ser a ADUFRJ, nós pensamos que vai ser um lugar para a gente tomar café, para a gente se encontrar, para a gente aprender, para a gente ensinar também. Vai ser um lugar para a gente fazer exposições de arte, para a gente inventar, com criatividade, novas possibilidades para a universidade, e novas possibilidades para o Brasil também”, afirmou a presidenta do sindicato, professora Ligia Bahia.

Ótima notícia para os professores. Em decisão unânime na tarde de quarta-feira (26), o Conselho de Curadores da UFRJ aprovou o processo para construção da nova sede da AdUFRJ, em espaço localizado entre o Horto da Prefeitura universitária e a sede do Sintufrj.
A proposta da nova sede foi anunciada durante a posse da diretoria do sindicato, em outubro.
Foto: Fernando Souza/Arquivo AdUFRJ
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