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É com profunda consternação e pesar que comunicamos o falecimento do Professor Luiz Eurico Nasciutti.
 
Emérito do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB/UFRJ), Nasciutti construiu uma trajetória brilhante e marcante na ciência brasileira. Sua atuação como pesquisador e líder acadêmico deixou contribuições inestimáveis nas áreas de Biologia Celular, Morfologia, Matriz Extracelular, Neurociências e Terapia Celular, com papel fundamental também na gestão universitária à frente da direção do ICB, do Laboratório de Interações Celulares e da decania do CCS.
 
Mais do que seus expressivos marcos científicos, seu legado permanece vivo nas gerações de cientistas, mestres e doutores que formou com dedicação ímpar e paixão pelo ensino ao longo de cinco décadas de atuação profissional.
 
Nas últimas eleições da ADUFRJ, ocorridas em outubro passado, Nasciutti nos deu a honra de ser o presidente de nossa Comissão Eleitoral.
Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências e nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e alunos. A UFRJ fica mais triste. O país perde um grande mestre.
 
VELÓRIO
 
O velório do professor Luiz Eurico será realizado amanhã, 30 de julho, das 9h às 12h, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, na Avenida Rui Barbosa, 762, Flamengo.

Para facilitar a participação da comunidade universitária, a Prefeitura Universitária disponibilizará dois ônibus, com saída às 9h30, em frente ao Banco do Brasil, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), com destino ao local da cerimônia.

Atenção: não há estacionamento disponível no local.
 
Foto: Alessandro Costa/Arquivo ADUFRJ

A Segunda Edição da Colônia de Férias da ADUFRJ terminou e já deixou saudades. Por cinco dias, 25 crianças e adolescentes participaram de atividades lúdicas e educativas, brincadeiras, exercícios físicos, fizeram amizades e criaram memórias afetuosas das férias do meio do ano.

Já no primeiro dia de colônia, elas reencontraram os amigos da edição anterior e conheceram novos colegas. “Para nós, é fundamental esse acolhimento e integração das crianças. Elas interagem muito, aprendem umas com as outras e demonstram realmente que estão felizes aqui”, celebra o professor André Coutinho, coordenador do Grupo Coloriê, que organiza e realiza as atividades.

Fabille Moreira, professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Educação Física Escolar na Perspectiva Inclusiva da Escola de Educação Física da UFRJ, faz parte da equipe e explica que o objetivo da colônia não é só entretenimento. “Tem a garantia do lazer como direito, claro, mas tentamos unir a perspectiva pedagógica em cada uma de nossas atividades. Todas as ações têm intencionalidades”, reforça a docente. “Nossa equipe é toda formada por professoras e professores que atuam em escolas públicas e que se conheceram na UFRJ. Então, também trazemos para a Colônia de Férias esse sentimento de ter a universidade como espaço de encontros”.

A diretora Andrea Parente, que coordenou a organização da Colônia de Férias, comemora o número de inscritos. “Foi uma surpresa positiva termos mais de 20 crianças nesta edição, pois acreditávamos que teríamos pouca procura, por ser mais curta”, diz a diretora. “Muitas crianças da edição passada voltaram e criaram um vínculo muito bacana”.

A edição de janeiro de 2027 já está confirmada, com duas semanas. “Estamos firmando uma parceria com a Escola de Educação Física. Então, teremos alunos da EEFD aqui também e a colônia se tornará uma atividade de extensão”, contou Andrea, em primeira mão.

Famílias e crianças já aguardam ansiosas as férias de janeiro. “É a primeira vez da minha filha, ela tem 7 anos. Ficamos com muito boa impressão. A equipe é incrível! Dá a sensação de que eles são capazes de fazer tudo o que se imaginar”, avalia Laura Costa, mãe da Júlia. “É tudo muito tranquilo, natural, lúdico, criativo! Pretendemos voltar em janeiro. Realmente gostamos muito. A ADUFRJ está de parabéns”.

Joana, de 8 anos, atesta a qualidade. “Amei a colônia. Eu vim da outra vez. Eu quero voltar em janeiro. Eu fiz muitos amigos”, diz. Questionada se vai ficar com saudade, Joana sinaliza que sim com a cabeça. “Na despedida da outra eu até chorei”, conta. Mais uma edição aprovadíssima!

Que venha janeiro!

Foto: Fernando Souza

A UFRJ concedeu o diploma póstumo de bacharel em Ciências Econômicas ao estudante Stuart Angel, assassinado pela ditadura em 1971. Em emocionante solenidade que lotou o Salão Dourado do Palácio Universitário no último dia 7, o documento foi recebido pela irmã do homenageado, a jornalista Hildegard Angel.
Hildegard ressaltou a coragem daqueles que, assim como seu irmão, enfrentaram a tirania e deixou um recado bastante atual. "A gente não pode se dominar pelo medo. Porque esse medo contagiante alimenta os ardis para retomarem a ditadura, a tirania, para entregarem o Brasil a outro país. Não podemos permitir isso", disse.
"Quando uma juventude é interrompida pela violência, toda a sociedade perde uma parte do seu próprio futuro", afirmou o diretor do Instituto de Economia, professor Carlos Frederico Leão Rocha. "Essa lembrança nos impõe uma responsabilidade. A melhor homenagem que podemos prestar não é apenas olhar para o passado. É perguntar o que fazemos com a juventude que chega até nós ", completou.
O reitor Roberto Medronho encerrou a cerimônia: "Esse diploma que entregamos hoje não devolve a juventude roubada de Stuart Angel. Não devolve o corpo jamais entregue. Não devolve à mãe o direito de velar pelo próprio filho. Ainda assim, esse diploma afirma com toda força simbólica da universidade pública brasileira que Stuart Angel é e sempre será filho da UFRJ", concluiu.
 
MAIS 26 HOMENAGEADOS

Durante a solenidade, a UFRJ anunciou que mais 26 alunos da universidade assassinados pela ditadura receberão a mesma homenagem. A diplomação coletiva acontecerá em setembro. São mais 5 alunos da Economia, 4 da Arquitetura, 3 da Física, 3 da Engenharia, 2 da Química (um deles também da Música), 2 das Ciências Sociais, 1 da Filosofia, 1 da Farmácia, 1 da Educação, 1 da Biologia, 1 do Direito, 1 da Psicologia e 1 da Medicina.   

A Rede Universitária Segurança para Todos RJ – Artigo 5º convida para o seu quarto encontro, que terá como tema "Pacto Federativo e Políticas de Segurança Pública", no dia 4 de agosto.

A mesa contará com a participação de Daniel Hirata (Ministério da Justiça), Silvia Ramos (CESeC), Luiz Eduardo Soares (Colégio Brasileiro de Altos Estudos/UFRJ) e Marcelo Burgos (PUC-Rio), com mediação de Lenin Pires (INCT-InEAC).

Data: 4 de agosto
Horário: 18h
Local: Casa da Ciência da UFRJ

Participa desse importante espaço de diálogo entre universidade, instituições públicas e sociedade civil, fortalecendo a produção de conhecimento e o debate sobre políticas públicas de segurança para o Rio de Janeiro.

Esperamos você!

No Laboratório de Super-Espectroscopia do Rio, professores e alunos se dividem entre experimentos de ponta com átomos e moléculas e os golaços, dribles e caneladas da Copa do Mundo. Graças a um projetor e a um computador ligado no Youtube, todos os lances do Mundial estão sendo acompanhados em uma das paredes do espaço, no prédio do Instituto de Física.
A iniciativa tem o apoio do professor Rodrigo Lage Sacramento, um dos coordenadores do laboratório, que garante: a Copa não tem atrapalhado as atividades acadêmicas. “No último jogo do Brasil da fase de grupos, alguns alunos até assistiram no laboratório. Eles que se organizaram para isso”, disse. “Fora isso, o máximo que acontece é quando tem uma pausa, quando alguém vai buscar um cafezinho, e acaba demorando um pouco mais assistindo às partidas de outras seleções”, brinca.
A Copa, na prática, trouxe trabalho extra para o docente, que assumiu este ano uma função não elencada no Currículo Lattes: a de organizador do já tradicional bolão do instituto. “Sou de Xanxerê, Santa Catarina, e fiz graduação em Minas Gerais. Quando cheguei ao Rio para fazer o mestrado, no Instituto de Física, em 2010, uma das primeiras lembranças que tenho é a do bolão”, contou.
Participante ativo desde então, Rodrigo conquistou o terceiro lugar na última Copa. Mas está penando com os resultados, em 2026. “Estou em 38º lugar entre 40 pessoas. O pós-doutorando Levi Azevedo, daqui do laboratório, está liderando”, disse, antes da fase de mata-mata. Uma curiosidade da brincadeira desta edição é que os organizadores decidiram incluir o ChatGPT para dar palpites. A IA está em 27º lugar. “Estou atrás do ChatGPT. A minha meta é, pelo menos, ultrapassá-lo”, afirma Rodrigo.
Os três primeiros lugares vão dividir a premiação de R$ 2 mil: 70% para o campeão, 20% para o vice e 10% para o terceiro colocado. “E pode colocar aí que haverá surpresas, para os vencedores e também para o último colocado”.

LEMBRANÇAS
Com 39 anos, Rodrigo conta que suas primeiras reminiscências do futebol são justamente de uma Copa do Mundo, a de 1994, nos EUA, com o Brasil campeão após 24 anos. “Como essa época lá no Sul é muito fria, então a gente assistia aos jogos dentro de casa, comendo pipoca e pinhão e eu me lembro de ficar pulando e gritando o nome do Taffarel”, diz. “Também teve um trabalho da escola que precisava pintar o cachorro que era o símbolo do Mundial. Nem lembro mais qual era o nome do cachorro” (Nota da Redação: era o Striker).
Já o primeiro álbum de figurinhas é uma recordação de 1998, da Copa da França. “Só que você não comprava figurinha naquela época, ela vinha enrolada num chiclete. Então minha mãe comprava a caixa e todo dia que chegávamos da escola, eu e meus irmãos, a gente podia ganhar um chiclete. Uma que demorou e gostei muito de tirar foi a figurinha da Torre Eiffel. Comemoramos muito”.
Agora, a brincadeira de colecionar é compartilhada com a esposa Natalia e os filhos Gustavo, de 10 anos, e Giulia, com 8. No dia desta entrevista, a família já contava com 497 figurinhas do total de 1.014. “Já conseguimos a 00, que minha filha queria muito, com o símbolo de um jogador chutando a bola. Já conseguimos o Vini Júnior e o Mbappé. Agora, estamos procurando o Messi e o Cristiano Ronaldo”. O professor explica que tem utilizado um aplicativo criado para facilitar a troca de figurinhas. “Você indica quais são as figurinhas repetidas e pode gerar um PDF com as que estão faltando. Temos 121 repetidas”.

EXPECTATIVAS
Cruzeirense de coração, o professor lamenta as ausências de Matheus Pereira, Gerson ou Kaiki entre os convocados de Ancelotti. E também lamenta a convocação de Neymar. “Há uns dois anos que ele não pratica o futebol. Não consegue decidir nem em um jogo do Santos contra os reservas do Recoleta”, critica o professor, em referência ao jogo do Santos contra o Deportivo Recoleta (Paraguai), pela Copa Sul-Americana que terminou 1 a 1, em abril deste ano. “Ele só está lá por uma nostalgia do que já foi como jogador”.
As expectativas com a seleção, no entanto, melhoraram após o último jogo. “Acho que o Ancelotti encontrou o time. Estou convicto de que chegaremos até as quartas-de-final”.
Vamos torcer, professor!

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