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ANA CLARA SCHMID/ASCOM ABCO professor Ildeu Moreira recebeu a Medalha Henrique Morize em reconhecimento à trajetória em defesa e desenvolvimento da Ciência. A honraria, criada em 2014, foi concedida pela Academia Brasileira de Ciências. O nome da premiação é uma homenagem ao primeiro presidente da ABC, Henrique Charles Morize. “Um cientista com serviços muito relevantes para a ciência brasileira e um ídolo para todo físico”, afirmou Ildeu.
DINHEIRO NA CONTA DAS UNIDADES
A reitoria anunciou a liberação integral dos recursos do orçamento participativo — verbas que Centros e unidades podem utilizar para despesas cotidianas —, a partir da próxima semana. Tradicionalmente, as receitas eram distribuídas em duas ou três parcelas ao longo do ano. “Como o governo liberou 100% do limite de orçamento, estamos reproduzindo esta liberação para as unidades”, afirmou o pró-reitor de Planejamento e Finanças, professor Eduardo Raupp, em plenária de decanos e diretores realizada no dia 26. Ao todo, serão R$ 18 milhões — sendo R$ 2,5 milhões para investimentos - contra R$ 8 milhões de 2021. Ano passado, não teve recurso de investimento porque foi cortado integralmente pelo governo Bolsonaro. O pró-reitor também informou que a universidade vai rediscutir a matriz de distribuição dos recursos do orçamento participativo, para aplicação em 2023. A atual partilha é baseada em critérios pré-Reuni. “Ou seja, não reflete toda a expansão da universidade, nem a pujança da pesquisa e da extensão”, completou Raupp.
OPOSIÇÃO VENCE NO SINTUFRJ
A chapa 20, composta por uma frente de oposição à atual gestão do Sintufrj, conquistou 52% (1.625) dos votos válidos e venceu a disputa no primeiro turno contra a chapa 85, da situação, que recebeu 38,9% (1.217) dos votos válidos. Outros 9,05% (283 votos) foram destinados à chapa 10. Foram às urnas 3.235 pessoas entre os dias 18 e 20 de abril. Brancos e nulos somaram 110 votos. A posse está marcada para 25 de maio. “É um resultado histórico já que, desde 1991, eleições majoritárias não terminavam no primeiro turno. Nosso muito obrigado a cada um dos votos”, declarou em nota o grupo vencedor. Já a chapa 85 garantiu permanecer organizada, “lutando pelos interesses da categoria, em defesa da universidade pública e pela construção de um país mais justo e democrático”. A chapa 10 não se manifestou publicamente.
Um dos espaços mais democráticos da cidade, o Aterro do Flamengo foi escolhido como palco da manifestação carioca do 1º de maio. A expectativa é que um grande público se junte aos usuais frequentadores do parque para o primeiro Dia dos Trabalhadores presencial desde o início da pandemia. Quase todas as centrais sindicais assinam a convocação do ato, marcado para as 10h de domingo, na altura da Rua Silveira Martins. A AdUFRJ estará lá.
O sindicato vai montar uma barraquinha para distribuição de adesivos e panfletos com o mote “Professor Presente no 1º de maio! Pela valorização do trabalho docente”. “A universidade forma diversos profissionais, produz pesquisas que implicam na melhoria da vida da população. É importante dar visibilidade a esse trabalho que, muitas vezes, não aparece para a sociedade”, explica a professora Ana Lúcia Cunha Fernandes, diretora da AdUFRJ. No local, também haverá distribuição de bolo e café para acolhimento dos professores.
A diretora convida todos os colegas para o ato. “O Dia dos Trabalhadores é um dia histórico de luta. Especialmente desde a redemocratização. Será o primeiro ao que se pode ir desde o início da pandemia e temos a expectativa de que volte a reunir bastante gente”, afirma. “É importante os professores participarem exatamente para manifestar nossa insatisfação com as condições de vida em geral no Brasil, com a situação da Educação e da Ciência. Também será uma manifestação em defesa de direitos e da democracia, francamente ameaçados por este governo”, completa.
Markos Klemz, diretor do Andes e professor do IFCS, concorda que o Primeiro de Maio representa uma oportunidade de mobilização contra o governo Bolsonaro. “Temos muito o que fazer este ano para mobilizar as ruas a derrotar o Bolsonaro. O Primeiro de Maio é um destes momentos, ainda no primeiro semestre, para aquecer esta mobilização”. O docente avaliou de forma positiva a escolha do Aterro para a realização do ato. “Entendo que foi uma escolha acertada para agregar os trabalhadores que estão no seu dia de lazer. É um lugar que concentra trabalhadores de todos os lugares. Não é só quem mora ali nas proximidades que vai ao Aterro”.
GOVERNO NÃO NEGOCIA
O descontentamento com a defasagem salarial é outro elemento que deve motivar uma participação maciça dos servidores públicos federais nos atos de domingo, em todo o país. O governo estuda conceder um reajuste de apenas 5% para todo o funcionalismo. E somente a partir de julho. O índice sequer repõe a inflação acumulada dos últimos doze meses: 11,30%, segundo o IPCA. “Os 5% estão longe de contemplar a reposição das perdas salariais dos últimos tempos. Não representam nenhum tipo de compensação”, completa outra diretora da AdUFRJ, professora Karine Verdoorn.
Os servidores exigem um reajuste de 19,99%, que corresponde à inflação dos três primeiros anos do governo Bolsonaro. Mas, até agora, o presidente não estabeleceu nenhuma negociação com as entidades dos servidores. Em protesto, o funcionalismo realizou manifestações nesta quinta (28), em todo o país, com destaque para uma marcha na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
A passeata foi encerrada em frente ao Ministério da Economia. Mesmo com solicitação de audiência protocolada previamente, os servidores não foram recebidos mais uma vez. “Este governo, que vai para a grande imprensa falar em reajuste para os servidores e aumento de auxílios, não tem nenhuma preocupação de colocar estas propostas no papel e dizer: ‘servidores, está aqui o que temos a oferecer’. E aí a gente vai discutir. Mas nem isso eles fazem”, criticou David Lobão, coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).
ATO EM SÃO PAULO
Em São Paulo, a manifestação do Dia Internacional dos Trabalhadores também deve atrair um grande público para a Praça Charles Miller (Pacaembu). Os organizadores do ato paulistano acreditam que o local, que sediou o primeiro comício pelas Diretas Já!, em 1983, pode se tornar um marco na luta pelo “Fora, Bolsonaro”. O ex-presidente Lula confirmou presença.
“Primeiro de Maio é um dia que a classe trabalhadora se reúne em todos os lugares do mundo para rememorar as lutas do passado e planejar as lutas do futuro. Aqui no Brasil, infelizmente, a situação é muito grave”, diz Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT. “Mais de um terço da população está desempregada ou no desalento. A fome e a miséria atingem milhões. Neste Primeiro de Maio, temos que fazer um grande ato para que o país mude de rumo”.
Quem chega de carro ao Fundão vindo das zonas Sul e Oeste enfrenta quase um rali. Uma sequência de crateras na pista, algumas bastante profundas, torna a direção muito perigosa na entrada 3, que passa ao lado do Centro de Ciências Matemáricas e da Natureza (CCMN). A área fica bem antes do pórtico da UFRJ e logo depois das alças de acesso da Linha Amarela.
A Prefeitura Universitária diz que o trecho pertence à Lamsa (empresa que administra a via expressa) e que fez insistentes comunicações solicitando o reparo da via. “Nunca tivemos qualquer retorno”, afirma o prefeito Marcos Maldonado. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da concessionária. Depois de pedirem fotos e a indicação do local dos buracos, a Lamsa respondeu por nota que o trecho não pertence à sua área de concessão.
A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano da Prefeitura do Rio não respondeu às questões até o fechamento desta edição.
Diretoria da AdUFRJProfessor presente. Esse é o nosso mote para lembrar que nós, professoras e professores da UFRJ, estamos novamente nas ruas. No próximo domingo, Primeiro de Maio, data tão simbólica para cada um e cada uma de nós, que lutamos por dias melhores, estaremos no Aterro do Flamengo para reafirmar nosso compromisso com a democracia, a Educação e a Ciência, valores tão atacados pelo governo negacionista de Jair Bolsonaro.
Este ano, o Dia do Trabalhador é diferente. Jamais o trabalho acadêmico foi tão desvalorizado e agredido por um governo que flerta com a barbárie e humilha alunos e docentes. A universidade pública e gratuita forma os profissionais do futuro, produz pesquisas que implicam na melhoria de vida da população — como a busca por vacinas ou a tecnologia de extração de petróleo do pré-sal —, democratiza e amplia o acesso de milhões de jovens ao ensino superior, inclusive com a adoção da política de cotas. Ainda assim, a gestão Bolsonaro insiste em atacar as universidades, cortar os recursos, interferir na escolha de reitores, boicotar a Ciência e asfixiar nossos salários, defasados em mais de 40%, segundo o Dieese.
Não vamos nos aquietar. Seguiremos ocupando as salas de aula e as praças do país, com alegria, resistência e conhecimento. Os servidores públicos federais exigem um reajuste de 19,99%, que corresponde à inflação dos três primeiros anos do governo Bolsonaro. Mas sonhamos com muito mais do que um salário decente. Queremos resgatar a esperança de um Brasil melhor, com mais universidades, mais Educação e mais Cultura. E com democracia, sempre. Para todos, todas e todes.
Participe! Vamos juntos mostrar a importância do trabalho docente no domingo, Primeiro de Maio, no Aterro do Flamengo, na altura da Rua Silveira Martins. A AdUFRJ montará uma banquinha com o nosso jeito de fazer sindicalismo, nossos materiais, café fresco, bolo, política e abraço. Venha com a gente!