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Casa cheia: Comando de greve provisório reúne mais 50 docentes em primeiro encontro  


Elisa Monteiro. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


Com participações de diversas unidades, o Conselho de Representantes da Adufrj-SSind estreou os trabalhos como Comissão Provisória de Greve. A paralisação foi deflagrada oficialmente hoje, terça-feira, 23.

Do encontro, saíram as quatro primeiras comissões para subsidiar o movimento grevista: mobilização, estrutura, comissão e ética. Sendo a última equipe responsável por, entre outras tarefas, indicar as atividades excepcionais, que não devem ser interrompidas. 

Ficou acertada também a realização de reuniões locais para ampliar a mobilização e apontar os nomes que comporão o Comando Local de Greve da UFRJ. Até sexta-feira, 26, quando haverá um novo encontro, o Conselho de Representante atua como Comando Provisório da greve.

Cursos novos pedem atenção

Os cursos criados a partir do Reuni tiveram destaque. Docente do curso de Dança, Sérgio Andrade relatou que, por problemas de estrutura, o curso entra na terceira semana de paralisação. “Os estudantes tiveram protagonismo”, conta ele,  “e antes mesmo da resolução do CEG, os docentes já haviam manifestado publicamente apoio aos estudantes, com abono das faltas e tudo mais”. 

Sérgio relata que a comunidade espera há sete anos por um prédio próprio. Segundo o docente, falta espaço. E o que há é inadequado.  “Temos problemas com o chão impróprio e falta de banheiros”, conta. De acordo com o professor, o curso que chegou a ser ministrado em tendas improvisadas na área externa da EEFD encontrou uma meia solução com adaptação de salas de aulas teóricas em salas de aulas práticas. “Mas com isso abriu-se um novo problema, com as aulas teóricas sendo transferidas para o CCS”.

 Situação similar de precariedade é relatada por cursos multiunidades: “Os estudantes têm uma pauta específica que diz respeito inclusive à relação institucional com a UFRJ”, afirmou Elidio Marques, que dá aulas no curso de Relações Internacionais. “Eles estão questionando inclusive o fracasso do projeto de cursos multiunidades”.

Novo Comando na sexta-feira

Um novo encontro na sexta-feira, 26, bate o martelo sobre o Comando Local de Greve docente. Até lá, o plano é ampliar os debates sobre a crise da universidade e a agenda de greve com reuniões nas unidades na quarta-feira e quinta-feira pela manhã. Na quinta à tarde (25) os docentes se somam à mobilização dos servidores públicos federais em ato, 17h, na Candelária.

Atividade da greve estudantil cobra finalização das obras de infraestrutura

Samantha Su. Estagiária e Redação

Na atividade chamada “Quem entrou quer ter lugar” da greve estudantil da UFRJ realizada dia 17 no Fundão, o segmento criticou a expansão desordenada dentro do programa governamental Reuni, quando muitos dos cursos novos foram criados.

“Os alunos precisam de estabilidade no ensino. A gente não quer essa modernidade abstrata do curso multiunidades, a gente quer sala de aula, professores próprios por concurso público e assistência estudantil de qualidade”, desabafou Jéssica Cerqueira, do curso de Relações Internacionais.

Dentre as obras reclamadas pelos alunos, está um novo prédio para o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, prometido para ser entregue em 2013, e ainda no esqueleto. Segundo os estudantes do curso de Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico Social (GPDES), a reitoria informou que as obras do CCJE já foram retomadas, mas, enquanto isso, o curso funciona em contêineres sem infraestrutura adequada. A conclusão, várias vezes adiada, das novas residências estudantis, além da reforma do alojamento atual, também foi lembrada.

Marcaram presença, ainda, representantes dos cursos de Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Defesa e Gestão Estratégica Internacional: todos funcionam hoje no prédio da Letras.

IMG 9176Alunos perderam a paciência com o atraso nas obras dos novos prédios. Foto: Samantha Su - 17/06/2015


Técnicos vão manter pagamento das bolsas estudantis

Durante a atividade, os técnicos-administrativos declararam apoio à mobilização estudantil. A representação do comando dos técnicos também informou ter sido criada uma comissão especial para atuar na Pró-reitoria de Pessoal e na Pró-reitoria de Governança com a finalidade de garantir o pagamento das bolsas estudantis e os repasses às empresas terceirizadas. O ato, iniciado na reitoria, terminou com um sarau nos jardins da Faculdade de Letras.

 

Dois anos do levante

Este domingo, 20 de junho de 2015, celebra a memória da maior manifestação popular tendo o Rio como cenário, desde o movimento Diretas Já, em 1984. Foi o auge aqui nesta cidade da explosão social que alcançou o Brasil no outono/inverno de 2013. Os números não são precisos, mas, na tarde daquela quinta-feira, não menos do que 500 mil pessoas foram às ruas, enfrentando violenta repressão policial. As previsões mais otimistas que apontavam “os levantes de junho” (assim o fenômeno foi registrado) como um novo marco do movimento de massas e certeiros desdobramentos na conjuntura não se confirmaram. Veja parte do balanço feito, então, pelo Jornal da Adufrj acerca dos protestos. 

"(...) tudo começou com o protesto contra o aumento das passagens. Mas logo as manifestações se espalharam país afora, erguendo pautas múltiplas e ganhando fôlego de levante popular. Investimentos em saúde, educação, melhoria dos serviços públicos, mobilidade urbana emergiam como reivindicações nos cartazes. Os gastos superfaturados com a Copa, a violência da polícia e suas ações de extermínio nas periferias, tudo isso fez ferver o caldeirão político numa dimensão impensável poucas semanas antes. A esquerda tradicional foi pega de surpresa, mas logo se incorporou às lutas – até porque, na essência, as bandeiras nas ruas sempre foram erguidas pelas forças identificadas com as lutas populares. Já os setores reacionários procuraram surfar nas ondas dos protestos – com a poderosa ação política da mídia – para contrabandear sua agenda. O professor da UFRJ Mauro Iasi (que escreveu um dos artigos de livro editado pela Boitempo em busca de interpretação para o fenômeno dos protestos) observou que as múltiplas pautas trazidas às ruas são bloqueadas pela política econômica do governo, com os gastos astronômicos destinados ao financiamento dos juros da dívida pública."

13062411Quinta-feira, 20 de junho de 2013: Av. Presidente Vargas ocupada por milhares. Foto: Rafael Duarte - 20/06/2013

Na audiência, Andes-SN vai cobrar, ainda, informações sobre o corte orçamentário sofrido pela pasta

Docentes já paralisaram em 35 IFES

Com a intensificação da greve entre os docentes federais, que já contava com a adesão de 35 instituições até o fechamento desta edição (em 22/6), a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) agendou para esta terça-feira (23), às 14h, em Brasília (DF), uma reunião com o Andes-SN. Na pauta, está a discussão das reivindicações dos docentes federais, em greve desde 28 de maio por conta da negativa do governo em negociar com a categoria.

Na última reunião entre Sindicato Nacional e o Ministro da Educação em exercício, Luiz Cláudio Costa, em 22 de maio, os docentes apresentaram, mais uma vez, a pauta da categoria, que inclui: a defesa do caráter público da universidade, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. Os representantes do MEC, novamente, não apresentaram respostas, e ainda voltaram atrás em relação ao acordo assinado entre a SeSU/MEC e o Andes-SN em abril de 2014, referente aos conceitos iniciais para reestruturação da carreira.

Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, ressalta que, como o governo segue sem negociar com os docentes federais, é fundamental a manutenção e o fortalecimento da greve. “Todas as reuniões anteriores não apresentaram propostas e esperamos que o governo responda às nossas reivindicações. Depois dessa reunião, teremos que avaliar se houve avanços ou não, e qual a forma de dar continuidade ao movimento”, afirmou Rizzo.

O presidente do Andes-SN explicou que a SeSU/MEC tinha ficado responsável por marcar nova reunião, duas semanas após aquela realizada em 22 de maio. No entanto, como o Sindicato Nacional não foi convocado, enviou ofício cobrando a audiência: recebeu como resposta o agendamento para o dia 23 de junho.

A expectativa de Rizzo para a reunião é saber se o MEC dará autorização para a Secretaria de Ensino Superior negociar com os docentes federais. “Na reunião que o Sinasefe teve com o ministro da Educação, lhes foi dito que a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) estava autorizada a negociar com o sindicato, mas apenas questões que não trouxessem impactos orçamentários. O que nós vamos saber na reunião com a SeSU é se há autorização ou não de disponibilização de recursos por parte do MEC para responder à nossa pauta”, disse o presidente do Andes-SN.

Em relação aos cortes orçamentários, que recentemente retiraram R$ 9,4 bilhões da educação, Paulo Rizzo espera que o MEC apresente publicamente as informações sobre os programas e investimentos afetados. “Nós já estamos vendo, na prática, os problemas decorrentes dos cortes na educação — em programas como o Parfor (de formação de professores) e no corte das bolsas estudantis, por exemplo —, mas vamos cobrar do MEC que torne público exatamente onde são os cortes que afetam a educação brasileira”, disse Rizzo. (Fonte: Andes-SN. Edição: Adufrj-SSind)

 

Andifes não tem posição sobre contratação docente via OS
Nos últimos dias, teria circulado na internet uma notícia de apoio dos reitores à proposta de contratação de professores via organizações sociais. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), por sua vez, garante que não há um posicionamento institucional a respeito do tema, proposto pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2014.

Gustavo Balduíno, secretário-executivo da Andifes, afirmou que o debate sobre a terceirização da contratação de docentes federais nunca foi pautado na entidade e que desconhece algum reitor com posição oficial a esse respeito. “Efetivamente, a Andifes nunca tratou desse assunto. Nem informalmente. E eu não conheço algum reitor que tenha posição favorável ou contrária, ou que tenha debatido esse assunto”, disse. Ainda de acordo com o Balduíno, não há nenhuma previsão de que o tema seja pautado nas reuniões da entidade.

Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, critica a proposta de contratação de professores via OS. “É importante que os reitores tenham informado que não há posicionamento por parte deles em relação à contratação de docentes via OS, porque já temos experiências de gestões hospitalares via OS e elas significam precarização, não apenas do trabalho, como também dos serviços oferecidos nos hospitais”, afirmou o docente.

Rizzo ressalta que, no entanto, o projeto de precarização segue pairando sobre as universidades. “O fantasma da contratação por OS não deixou de existir. Devemos lembrar que ele foi lançado pelo presidente da Capes no final do ano passado, como uma proposta para captar recursos humanos para as universidades, e a ideia ainda existe. E, em uma época de ajuste fiscal, é uma possibilidade que não foi descartada. Vale lembrar também que esse projeto se insere, por exemplo, nos hospitais universitários via Ebserh, que é uma empresa, não uma OS, mas também funciona com a precarização das relações de trabalho”, disse o presidente do Sindicato. (Fonte: Andes-SN. Edição: Adufrj-SSind)

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