Jezihel Pena Lima avalia investigação criminal que a Polícia Federal conduz na universidade sobre supostas violações ao regime de Dedicação Exclusiva. Para o procurador, o caso é de apuração interna
Elisa Monteiro e Kelvin Melo
O procurador jurídico da UFRJ, Jezihel Pena Lima, estranha a investigação criminal que a Polícia Federal conduz na universidade sobre supostas violações ao regime de Dedicação Exclusiva. Para Jezihel, o caso é de apuração interna. E, se comprovada alguma irregularidade, a penalização é administrativa. “Eu nunca vi violação de regime de dedicação exclusiva sendo tratada como crime”, afirmou. “Na pior das hipóteses, a improbidade seria de âmbito administrativo disciplinar”, explica. No início de abril, como noticiado pelo último Boletim da Adufrj, a Pró-reitoria de Pessoal enviou um questionário para todos os docentes da universidade com perguntas sobre regime de trabalho e acumulação de cargos. De acordo com a reitoria, a ideia surgiu por solicitação da Polícia Federal. Os professores teriam até 10 de maio para devolver o questionário. A PR-4 fará uma nova solicitação para quem não cumprir o prazo. A reitoria e a Procuradoria da UFRJ alegam que jamais tiveram acesso ao conteúdo do processo investigativo. Mas, mesmo nessas condições, a PR-4 optou por enviar o formulário a todos os docentes. O objetivo, segundo a Pró-reitoria, seria criar um mecanismo de segurança para todos os servidores da universidade. “A PR-4 decidiu tornar periódica a consulta sobre acumulação de cargos para técnico-administrativos e docentes”, pontua a nota da assessoria da reitoria. Os questionários respondidos serão arquivados pelas seções de pessoal das unidades da UFRJ para compor as respectivas pastas funcionais dos servidores. A reitoria afirma que não irá enviar os documentos à Polícia Federal. O procurador Jezihel destaca que, se o Ministério Público localizou indícios de crimes, “como falsificação documental”, a Polícia Federal pode ir diretamente às unidades em busca de informações. Ele ressalta que a universidade não é parte na investigação. No Ministério Público Federal, o inquérito está sob a responsabilidade do procurador José Maria de Castro Panoeiro. Questionado sobre a origem da investigação, Panoeiro limitou-se a dizer, via assessoria, que o procedimento foi instaurado pelo procurador Antônio do Passo Cabral e tem por base “peças extraídas” de um inquérito relativo à Universidade da Força Aérea (Unifa). O setor de Comunicação Social da Polícia Federal respondeu apenas que “tem como política não comentar investigações em andamento”. O plantão jurídico da Adufrj está à disposição dos docentes para esclarecer dúvidas sobre o assunto.
Por não haver cirurgias de emergência, as cirurgias eletivas agendadas foram canceladas por volta das 12h, por medidas de segurança, já que não há previsão de retorno da luz Um problema com transformador externo deixou o hospital Clementino Fraga sem luz por três vezes em apenas dois dias. A primeira queda de energia ocorreu às 7h de terça-feira, dia 8. No fim da tarde, a luz voltou, mas uma nova instabilidade na madrugada de quarta-feira fez com que parte do hospital voltasse a ficar às escuras. Às 11h de quarta, a energia caiu por completo em toda a unidade. A situação só voltou ao normal às 16h30. No período, apenas o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), a Emergência e o Centro Cirúrgico funcionaram com o auxílio de geradores. Cirurgias foram canceladas e procedimentos ambulatoriais, remarcados. As consultas que não necessitavam de energia elétrica foram mantidas normalmente. (Fonte: assessoria de imprensa do HU)
Eleição será nos dias 9 e 10. Antônio Gonçalves é o candidato a presidente pela chapa chapa 1, Andes Autônomo e de Luta. Celi Taffarel é a candidata a presidente pela chapa 2, Renova Andes Após 14 anos, a direção do Andes está novamente em disputa. Mas, antes da eleição marcada para os dias 9 e 10 de maio, os candidatos da chapa 1, Andes Autônomo e de Luta, e da chapa 2, Renova Andes, percorrem o país com o desafio de mobilizar os professores para as urnas. Nos últimos três pleitos, o índice de comparecimento foi bastante baixo, nunca ultrapassando os 20% do universo de eleitores. O professor Antônio Gonçalves, candidato a presidente pela chapa 1, justifica a alta abstenção pelo fato de apenas uma chapa ter se apresentado para os últimos processos eleitorais: “Nas últimas seis eleições, nós não tivemos disputa na base do Sindicato. E isso não mobiliza muito a base a votar. Estamos com esperança de que, na próxima eleição, uma maior quantidade de professores vai se manifestar nas urnas”, disse. “É muito importante votar, porque legitima o Andes como espaço de luta. Nos últimos anos, esta legitimidade foi posta em xeque, mas nós resistimos e estamos aqui”, completou. Candidata a presidente pela chapa 2, de oposição à atual diretoria, a professora Celi Taffarel aponta que apenas 13% dos sindicalizados votaram nas últimas eleições. Para ela, uma das tarefas prioritárias do Andes é conhecer melhor a categoria e discutir a crise do sindicalismo: “Que não é uma crise só do Brasil; é do mundo inteiro. É imprescindível que o Andes reflita e tenha proposta sobre isso”. Celi também reforça o chamado às urnas: “É extremamente importante para a direção ter legitimidade. Porque, se a base não votar, ficamos com a dificuldade de conduzir efetivamente o processo de luta”, disse. O universo de eleitores é de 64.714 professores. Na UFRJ, maior colégio eleitoral do país, são 3.481 docentes aptos a votar. São eleitores todos os sindicalizados, ativos ou aposentados, até 8 de fevereiro de 2018 e que estavam em dia com suas contribuições até 8 de março. Aos eleitores, também é assegurado o direito de voto em trânsito, ou seja, fora da seção eleitoral em que sua unidade de origem esteja listada. Serão 16 seções eleitorais espalhadas por todos os campi. LOCAIS E HORÁRIOS DE VOTAÇÃO
O hall do prédio da Reitoria ganhou uma homenagem dos estudantes da UFRJ à vereadora Marielle Franco, assassinada em março. A pintura “Somos sementes” é assinada pelo DCE Mario Prata e pelos centros acadêmicos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (CAFAU) e da Escola de Belas Artes (CEABA).
Levantamento mostra que 52% dos brasileiros gostariam de saber mais sobre ciência, quando a média mundial é de apenas 34%; estudo foi realizado em 14 países e ouviu mil pessoas O brasileiro gosta de ciência e acredita no impacto dela para uma vida melhor. É o que mostra um estudo realizado pelo Instituto 3M, empresa internacional de inovação. Cerca de mil pessoas foram ouvidas em 14 países, desenvolvidos e emergentes, entre junho e agosto do ano passado. O levantamento mostra que 52% dos brasileiros gostariam de saber mais sobre ciência, quando a média mundial é de apenas 34%. Além disso, 83% dos entrevistados no Brasil avaliam o assunto como “muito importante para a sociedade” e 72% declararam o mesmo em relação à aplicação à vida prática. Nos demais países, os percentuais caem para 63% e 46%, respectivamente. Diante da palavra ciência, 94% dos brasileiros disseram se sentir esperançosos e 88%, fascinados. Para 85% dos entrevistados, o mundo é melhor graças a ela. Apenas 12% falaram em tédio. Para 74% da população, o Brasil está ficando para trás em pesquisa, tecnologia e inovação e, para 42%, a culpa é do baixo investimento. “O otimismo dos brasileiros com o conhecimento científico é real. Há mais credibilidade aqui do que nos EUA ou na Europa, sobretudo quando se trata de instituições públicas”, confirma o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Ildeu de Castro Moreira. “Mesmo em temas como genoma, há receptividade quando se percebe que haverá avanços para a saúde”, opinou Ana Tereza Vasconcelos (SBPC). Um estudo nacional sobre o assunto, feito em 2015, mostrou que cientistas gozam de mais prestígio que as demais categorias.