Motoristas formam fila à espera de combustível. Nos postos visitados, apenas havia diesel S10. - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

(Última atualização em: 31/05/2018)

Não basta ser autossuficiente em petróleo se não há política interna coerente. O alerta é de Maurício Tolmasquim, professor Titular do Programa de Planejamento Energético da Coppe. “Sem dúvida alguma, o grande problema que tem atingido o setor de transportes não é necessariamente o aumento do preço do diesel. Os grandes problemas são a volatilidade e a imprevisibilidade”, afirma o docente, em referência ao alinhamento de preços da Petrobras aos derivados do mercado internacional.

Tolmasquim explica que o caminhoneiro acerta um contrato e inicia a viagem com o combustível custando um valor. Até chegar ao destino, o que pode demorar dias em um país com as dimensões do Brasil, o preço do insumo varia muito. “Essa volatilidade é muito ruim”.

Uma medida que poderia ser adotada, de acordo com ele, é a utilização de uma média bimestral ou trimestral para reajuste do diesel. “Se você tem uma regra que, a cada dois ou três meses, o preço médio é repassado para as distribuidoras, todos os agentes da economia passam a ter uma previsibilidade”, afirma.

Tolmasquim acrescenta que a atual crise mostrou uma economia muito dependente do transporte rodoviário. “E isso leva a uma grande dependência de derivados do petróleo”, resume

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