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Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay Em sessão realizada no dia 17, o Conselho de Ensino de Graduação (CEG) fez um ajuste na proposta de calendário acadêmico para 2022. Feriados municipais e alguns recessos de Caxias e Macaé não haviam sido considerados antes no debate do colegiado. O documento ainda será apreciado pelo Conselho Universitário.
Não houve mudança nas datas do primeiro período para a maioria dos cursos, que começa em 11 de abril e termina em 6 de agosto. Cursos da Faculdade de Medicina do Rio e Medicina de Macaé seguem até 13 de agosto. Já segundo período está com início marcado para 29 de agosto, mas, em vez de terminar em 7 de janeiro, finaliza em 14 de janeiro de 2023 — junto da Medicina. A mudança foi feita para cumprir o mínimo de 200 dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
No Colégio de Aplicação, as aulas começam em 7 de fevereiro e seguem até 16 de dezembro, com recesso previsto entre 18 de julho e 1º de agosto.
Na manhã da ultima quinta-feira (18), a reitoria convocou sessão extraordinária do Conselho Universitário para discutir um parecer favorável à abertura de negociações da UFRJ com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A reunião está marcada para o dia 23.
Relator da matéria no Consuni, o professor Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia, tomou como base do parecer o estudo de um grupo de trabalho criado em maio deste ano pela reitoria. O GT mapeou os indicadores de gestão dos hospitais administrados pela empresa e a situação do Complexo Hospitalar da UFRJ.
“Tendo em vista o Relatório apresentando a difícil situação pela qual passam os Hospitais Universitários da UFRJ e os reflexos que a falta de uma infraestrutura adequada têm no ensino, na pesquisa e extensão das Unidades Acadêmicas da Saúde, principalmente a Faculdade de Medicina e a Escola de Enfermagem, justifica-se uma negociação com a Ebserh”. diz o parecer.
O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe Mayra Goulart, professora do IFCS, e Ricardo Medronho, professor emérito da Escola de Química, diretores do sindicato. Na conversa, um pouco sobre o plano de retorno às atividades presenciais, que vem sendo preparado pela UFRJ desde o ano passado, mas teve que ser posto em prática às pressas por causa da decisão do desembargador do TRF-2. Entidades da educação das instituições afetadas pela decisão se unem em defesa da autonomia das suas instituições. E, com as aulas presenciais de volta, os cuidados que podem ser tomados para evitar desgastes com a mudança de uma rotina que já dura 20 meses. O AdUFRJ no Rádio vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h, com reprise às 15h, pela Rádio UFRJ (www.radio.ufrj.br) e também está disponível em seu agregador de podcasts favorito.
FACEBOOK DA APACAPMães e pais de alunos do Colégio de Aplicação deram um abraço simbólico na escola, no dia 6. A ideia foi chamar atenção para a velocidade do retorno presencial estipulada pela escola. “Foi um retorno muito tímido. A gente esperava mais. As famílias ficaram com medo de que este modelo se mantivesse para o ano que vem”, conta a presidente da Associação de Pais e Amigos do CAp (Apacap), Isabel Veloso. “As famílias têm confiança no GT Coronavírus da UFRJ, confiam nos protocolos, mas entendem que o CAp já poderia ter voltado com mais volume”.
Isabel afirma que não se trata de um movimento de pais e mães negacionistas, embora admita que, como em toda sociedade, há quem pressione para o retorno integral imediato. “Existe essa postura, mas não é este o consenso. O que defendemos é o retorno total em 2022, salvo se tivermos outro cenário epidemiológico”, afirma.
Outro ponto de descontentamento das famílias é o período em que as crianças permanecem na escola: três horas por dia, três vezes por semana. “A pessoa que leva a criança não consegue ir ao trabalho e nem voltar para casa, dependendo de onde more. É preciso ficar dando voltas em torno do colégio para esperar a criança sair. O CAp não é uma escola de bairro. Há alunos de todo o Grande Rio”.
A diretora do CAp, professora Fátima Galvão, se defende. “O retorno gradual já foi ampliado e passará por nova ampliação nos próximos dias, tudo dentro do previsto no plano aprovado no Conselho Diretor (Condir)”, conta. “Nosso plano é voltar plenamente presencial em 2022. Este informe também foi dado no Condir, no qual a Apacap tem assento. Todas as nossas decisões são discutidas e aprovadas no conselho, sempre”, afirma.
A diretora expõe algumas dificuldades para coordenar a atual fase do ensino híbrido: uma turma se transforma em duas. Além disso, há a opção de manter aulas totalmente remotas para as famílias que não confiam em mandar seus filhos presencialmente. “Assim, acabamos tendo três grupos numa mesma turma. O professor dá aula presencial durante três horas, depois vai para a sala de aulas remotas dar o conteúdo para quem está em casa. Faltando apenas três semanas para o encerramento do ano letivo de 2021, não faz sentido mudar o planejamento. São muitas variáveis que precisam ser analisadas. Ainda há a dispensa do presencial por comorbidades, aprovada no Conselho Universitário e baseada na Instrução Normativa 90 do Ministério da Economia”.
Fátima também esclarece que não há previsão legal que ampare a manutenção de atividades remotas para o ano letivo de 2022. “Por lei, o ensino remoto está autorizado até o final deste ano e é o que vamos seguir, a menos que as condições sanitárias não permitam. Temos responsabilidade com o retorno pleno, mas também é preciso planejar caso esse retorno não possa acontecer por mudanças no quadro da pandemia”, finaliza. (Silvana Sá)