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Bandidos armados com fuzis assaltaram um caminhão da empresa FedEX, desviado para o Fundão. A ação causou pânico nos fundos do Centro de Ciências da Saúde Um roubo causou pânico no bloco N do Centro de Ciências da Saúde por volta das 15h de hoje. Bandidos armados com fuzis assaltaram um caminhão da empresa FedEX, que fazia o transporte de celulares, aparelhos de televisão e outros eletrônicos do aeroporto do Galeão para a sede da empresa, na Pavuna. De acordo com os funcionários, cerca de dez homens armados, em dois carros e uma van, fizeram a primeira abordagem na Ponte Velha. Os empregados avisaram a empresa, que começou a desligar o veículo. “Eles trouxeram a gente aqui e, antes do terminal do BRT, o caminhão começou a ser bloqueado e desligou (nos fundos do CCS)”, relatou um deles, que não quis ser identificado. Os bandidos tentaram abrir o caminhão-baú, sem sucesso. “Aí mandaram a gente descer. Não pudemos fazer nada”, disse. Após mexerem na fiação do painel, os criminosos conseguiram religar o caminhão e fugiram nele com a mercadoria avaliada em R$ 1,4 milhão. Durante a ação, estudantes e funcionários correram e se esconderam no prédio. Maria Fernanda Santos, decana do CCS, ao perceber a confusão, acionou a polícia, a Divisão de Segurança e a prefeitura universitária. “Não é a primeira vez ”, afirmou. “Há três meses ocorreu um incidente similar, mas fora do horário de aula. Não temos portões e aí esse tipo de violência acontece”, reclamou. Prefeitura Universitária estuda controle de acesso
Em nota, a assessoria de imprensa da UFRJ informou que a ocorrência seguiu para registro na 37ª DP (Ilha do Governador), após a chegada da PM, que é responsável pelo patrulhamento das áreas externas do campus. Também divulgou que a Prefeitura da universidade, responsável pelo trânsito no interior campus, estuda novas formas para controle de entrada e saída de veículos da Ilha do Fundão. "A ação contribuirá para evitar a ocorrência de crimes na Cidade Universitária", diz um trecho da nota.

Grupos conservadores não querem que a intelectual norte-americana, renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero, participe de seminário em São Paulo, entre os dias 7 e 9 de novembro A realização de um seminário internacional na cidade de São Paulo, entre 7 e 9 de novembro, virou motivo de polêmica. Simpatizantes de grupos conservadores não querem que a intelectual norte-americana Judith Butler, renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero, participe do evento. Por outro lado, várias organizações científicas defendem a vinda da pesquisadora ao país. A Adufrj também apoia a presença da professora na atividade, que terá como tema “Os fins da Democracia: Estratégias Populistas, Ceticismo sobre a Democracia e a Busca por Soberania Popular”, no SESC Pompeia. De acordo com uma das petições que circulam na internet contrárias à participação da norte-americana, “não podemos permitir que a promotora dessa ideologia nefasta promova em nosso país suas ideias absurdas, que têm por objetivo acelerar o processo de corrupção e fragmentação da sociedade”. Já a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que agrega 110 programas de pós-graduação de Antropologia, Ciência Política, Ciências Sociais e Sociologia no país, divulgou em seu site uma nota de apoio integral à professora Judith Butler ao falar do evento: “São pesquisadores e pesquisadoras norte-americanos, latino-americanos e europeus que, como nós, professores brasileiros e brasileiras, desenvolvem um trabalho intelectual cuja premissa é a liberdade de pensamento, a possibilidade de crítica, e a capacidade de colocar em debate questões relevantes para o conjunto da sociedade”, diz um trecho. Este manifesto da Anpocs e de outras organizações acadêmicas podem ser lidos em: https://medium.com/@butlernobrasil.

Uma sessão conjunta CEG/CEPG, em 31 de outubro, aprovou o relatório da Comissão Temporária de Alocação de Vagas. Relatório será avaliado dia 16 no Consuni A reposição de professores da UFRJ terá um volume bem maior do que as 120 vagas inicialmente anunciadas pelo reitor Roberto Leher, em agosto. Após muita pressão da comunidade acadêmica, serão 230. Uma sessão conjunta do Conselho de Ensino de Graduação com o Conselho de Ensino para Graduados, em 31 de outubro, aprovou o relatório da Comissão Temporária de Alocação de Vagas que indica a distribuição de 230 concursos de forma imediata e mais 47 para um futuro edital. O documento chega ao Conselho Universitário no próximo dia 16. A presidente da Cotav, professora Maria Alice Zarur, informou que, com o reforço na disponibilidade das vagas, as unidades com maior defasagem docente terão 70% das demandas por concursos docentes atendidas. Já as unidades com a relação docente/carga de horária menos apertada terão 50% das solicitações contempladas. De acordo com o pró-reitor de Pessoal (PR-4), Agnaldo Fernandes, o incremento no número de vagas é justificado pela depuração dos dados: “Sempre há atualização nos levantamentos”, argumentou. Ele também declarou que “a administração não trabalha com reserva técnica do reitor”. “Todas as vagas são da UFRJ”, completou. Ajustes finais A resolução Cotav 2017 foi aprovada por unanimidade. Mas recebeu dois ajustes de última hora: ampliação do período analisado para o cálculo das cargas docentes de 2014/2 a 2017/1 (não apenas 2016) e uso de média das avaliações Capes e INEP para pontuação. “Em 2016, houve a questão dos trancamentos especiais em alguns cursos”, explicou Maria Alice. Em relação à nota, a presidente da Cotav explicou que antes se aproveitava a maior entre os programas: “Não seria justo uma unidade com apenas um dos programas de nota 7 receber a mesma pontuação que outra unidade que tem três programas com a nota 7. A ideia é avaliação da unidade como um todo”. O ranqueamento entre as unidades não chegou a ser exposto ou discutido. Maria Alice expôs os dois parâmetros que nortearam a distribuição: a relação entre a carga horária e o número de docentes (índice da unidade) e um teto de vagas. Ela destacou outros dados identificados como “o envelhecimento do corpo docente da UFRJ, particularmente no Centro de Tecnologia”, e “um expressivo número de exonerações em Macaé”. De fora A metodologia aplicada pela Comissão foi elogiada pelos conselheiros. Mas problemas também foram identificados. Cursos com especificidade na relação docente-aluno, com turmas pequenas, como a Fisioterapia, Música e Artes, entre outros, foram lembrados como prejudicados pelo cálculo do índice das unidades.
Unidade Vagas solicitadas Vagas obtidas
Instituto de Geociências 12 3
Instituto de Química 17 11
Instituto de Matemática 28 13
Instituto de Física 16 11
Observatório do Valongo 2 1
NCE 6 ----
NIDES 4 ----
IMA – Instituto de Macromoléculas 9 ----
Escola de Química 12 4
Coppe 24 13
Escola Politécnica 36 16
FACC 23 7
IPPUR 9 5
Instituto de Economia 10 8
COPPEAD 18 4
Faculdade Nacional de Direito 12 7
Relações Internacionais 3 ----
Defesa e Gestão Estratégica - DGEI 1 ----
Escola de Música 16 2
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo 26 10
Faculdade de Letras 14 12
Escola de Belas Artes 24 8
Escola de Comunicação 15 4
Escola de Serviço Social 31 8
Faculdade de Educação 12 8
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais 33 8
Instituto de História 10 4
Instituto de Psicologia 31 8
NEPP-DH 4 1
Instituto de Biofísica 10 4
Instituto de Ciências Biomédicas 12 5
Instituto de Biologia 10 3
Instituto de Bioquímica Médica 8 3
CENABIO 4 ----
Escola de Enfermagem Anna Nery 10 3
Escola de Educação Física e Desportos 22 6
Faculdade de Farmácia 5 1
IESC 7 1
Instituto do Coração Edson Saad- ICES 9 ----
IPPN 3 ----
IPUB 4 ----
Faculdade de Medicina 49 13
Instituto de Microbiologia Paulo de Goés 10 2
NUPEM 4 ----
NUTES 6 1
Instituto de Nutrição 4 2
Faculdade de Odontologia 31 2
Museu Nacional 12 3
Polo de Xerém 7 1
Campus de Macaé 42 4
TOTAIS 727 230
 

Martinho da Vila recebeu, dia 31, na Faculdade de Letras, o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Hoje, pra mim, é um dia de graça. Mas ninguém aqui precisa me chamar de dotô”, brincou o cantor, quebrando a formalidade da cerimônia. A homenagem a Martinho começou no Departamento de Letras Vernáculas. O documento aprovado, este ano, pelo Conselho Universitário afirma que o cantor se tornou “um mediador entre a cultura popular e a erudita, por suas qualidades biculturais de mestre popular e de ídolo da indústria cultural, o que potencializou sua atuação na promoção da cultura popular e na militância contra o racismo na sociedade brasileira”. A solenidade levou três horas. Foram mais de 200 pessoas reunidas em dois auditórios lotados, um deles com telão transmitindo a atividade do outro. “A UFRJ tem auditórios maiores e com uma infraestrutura melhor, mas Martinho quis fazer esse evento aqui, porque foi da Letras que partiu a ideia de homenageá-lo”, contou a diretora da unidade, Eleonora Ziller. Em seu rápido discurso, Martinho relembrou a origem. “Meu pai, José Ferreira, e minha mãe, Maria Teresa, foram lavradores. A UFRJ concedeu um título de doutor ao filho dos lavradores. Isso mostra como essa instituição atua contra o preconceito.” Sentada à primeira fileira, os olhos de Dona Elza, irmã mais velha de Martinho, lacrimejavam com a lembrança dos pais. Para ela, “viver aquele momento com o irmão era a maior alegria”. O reitor Roberto Leher presidiu a sessão: “Estamos em uma Universidade de alta cultura celebrando a alta cultura de Martinho da Vila. Ter entre nós um intelectual negro é importante para a afirmação de jovens negros, de baixa renda, que, agora, com as cotas, têm acesso ao ensino superior”, afirmou. “Os jovens podem ver que, assim como Martinho, é possível vencer a sociedade preconceituosa e ser uma referência nas artes, na música, na literatura”, completou.

Em seu discurso de despedida da vice-presidência da Adufrj, o professor do Instituto de Economia, Carlos Frederico Leão Rocha, questionou a falta de transparência orçamentária da universidade e criticou a desatualização dos dados na página da UFRJ. O texto gerou polêmica. Em nota divulgada no site da Pró-reitoria de Planejamento, sob o título “A Bem da Verdade”, o pró-reitor Roberto Gambine rebateu o argumento do docente, disse que as informações estavam no Portal da Transparência e questionou sua expertise no tema. A nova diretoria da Adufrj se solidariza com o professor, ressalta a importância da cordialidade nos debates internos e abre suas páginas para a discussão. O pró-reitor declinou a oferta e não quis reproduzir seu texto em nosso Boletim. No artigo a seguir, o professor reafirma as dificuldades de obter dados orçamentários da UFRJ e critica a postura da reitoria. Sobre transparência e autonomia universitária Será que é razoável que um professor da FAU tenha de ingressar no emaranhado portal da transparência para saber se a Reitoria direcionou os recursos emergenciais aprovados pelo Ministério da Educação para as obras de sua unidade? Será que conseguirá extrair essa informação? Hoje, acessei a página da PR3 procurando o orçamento aprovado no CONSUNI de 2016 para o exercício de 2017. Não encontrei. No site da Reitoria, há um item sobre despesas e receitas. Mais uma vez, a documentação aprovada pelo CONSUNI não aparece. A prática de aprovação orçamentária deficitária também tem problemas de transparência. Quando a receita é menor do que a despesa prevista, a Reitoria deve fazer escolhas. Essas escolhas não foram levadas à apreciação do CONSUNI. Assim, transparência é fazer chegar a informação ao público. No dia 27 de outubro de 2017, recebi informação da equipe de jornalismo da ADUFRJ que a Pró-Reitoria de Desenvolvimento, Planejamento e Finanças havia publicado uma nota respondendo a pronunciamento que fiz na posse da nova diretoria de nossa Seção Sindical. A Pró-Reitoria não entendeu que a simples obediência dos procedimentos administrativos legais não produz a transparência demandada pela comunidade universitária e pela sociedade de uma maneira geral. A transparência não é só questão de legalidade. É, assim, direito de uma associação docente demandar informação. É dever do dirigente atendê-la. É vexatório que a Reitoria da UFRJ entenda que a Universidade nada mais é do que uma repartição pública e que o exercício de sua autonomia seja apenas a assinatura de uma carta branca aos seus dirigentes. Carlos Frederico Leão Rocha Professor Associado do Instituto de Economia

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