Accessibility Tools
Encontro virtual organizado pela AdUFRJ, o Sextou-Tamo Junto deste dia 4 recebe o professor Josué Medeiros para fazer um balanço das eleições e da política brasileira em 2020. Para participar, basta enviar uma mensagem para o whatsapp do sindicato ((21) 99365-4514), a partir das 17h15.
Diretoria da AdUFRJ
A publicação da portaria nº 1.030 do Ministério da Educação que define o retorno às atividades presenciais para 4 de janeiro e suspende o ensino remoto nas universidades é mais uma tentativa do governo federal de intervir nas universidades, violando o princípio constitucional da autonomia universitária, consagrado no artigo 207 da Constituição Federal. As universidades possuem seus colegiados, além de pareceres científicos que sustentam suas proposições acerca do retorno ou não de atividades presenciais.
A atitude do governo é extemporânea, uma vez que nos encontramos na emergência de uma possível segunda onda de crescimento da pandemia pelo Coronavírus é abusiva porque interfere na decisão a ser tomada em cada instituição, é irresponsável porque dissemina incertezas e preocupações desnecessárias para a vida institucional.
A AdUFRJ denuncia o princípio intervencionista que marca a atuação deste governo em relação às universidades, assim como o seu persistente negacionismo frente às mais óbvias evidências científicas. Não consideramos plausível que a universidade se submeta a essa lógica e reafirmamos o nosso inarredável compromisso com as resoluções e determinações estabelecidas no âmbito dos colegiados de nossa instituição.
Entrar na reunião Zoom: https://us02web.zoom.us/j/86210854405
Na segunda-feira, 16 de novembro, a UFRJ finalizou o seu Período Letivo Excepcional, o PLE. Como muitos já haviam antecipado, não foi nada fácil: além de lidar com fardo emocional imposto pelo isolamento social, tivemos de montar cursos em plataformas online a partir do zero, resistir às infindáveis horas na frente de variadas telas, viabilizar o atendimento aos alunos com menos acesso, entre outras tarefas. A implementação de um ensino remoto emergencial numa universidade do tamanho da UFRJ é uma empreitada causticamente árdua, e nós professores estamos sentindo isso na pele. Por outro lado, apesar de todo o cansaço e malabarismo, colecionamos muitas histórias de aproximação entre docentes e discentes (e, na minha experiência, uma cumplicidade inédita entre os próprios discentes), além de inúmeras ideias de como fazer ensino de qualidade mesmo em condições anômalas e adversas.
Infelizmente, não apenas a pandemia de covid-19 não está sob controle no Brasil como nas últimas semanas entrou uma perigosa tendência de alta de casos e óbitos em diversos estados, Rio de Janeiro inclusive. Recebemos com muita esperança a notícia de que algumas vacinas se saíram muito bem na fase 3 de testes, mas dificilmente isso surtirá efeito prático em massa antes do início do próximo ano letivo, ao final de junho de 2021. Ou seja, nossa já longa quarentena terá de ser esticada e reiniciaremos 2020.1 – e muito provavelmente 2020.2 – ainda de forma remota. Sabendo disso, é importante que nos preparemos bem, para que:
1. essa jornada seja menos sofrida e mais gratificante para noss@s docentes.
2. a UFRJ assuma uma posição de protagonismo nesse assunto.
Este segundo aspecto é frequentemente esquecido – e, no debate sindical, francamente ignorado – mas é de fundamental importância, pois quanto melhor for o nosso desempenho em manter as atividades didáticas de qualidade, maior será a nossa legitimidade moral de retornar ao ensino presencial quando as autoridades sanitárias assim indicarem.
Cristina MendesBom, é nesse espírito de solidariedade e responsabilidade que apresentamos nossa iniciativa de auxílio ao docente para o ensino remoto emergencial: o lançamento será na próxima quarta-feira (2), às 18h, com uma apresentação da consultora educacional Cristina Mendes sobre fundamentos do ensino remoto. Ela ficará disponível durante o período de 2020.1 (horários a serem definidos) para sessões de “assistência técnica”, e faremos alguns vídeos curtos com tópicos específicos e dúvidas mais frequentes. É uma contribuição modesta, mas é de coração, e de professor@ para professor@.
Esperamos você no lançamento!
Entrar na reunião Zoom:
https://us02web.zoom.us/j/86210854405

As demandas da Assessoria Jurídica da AdUFRJ cresceram logo no início da pandemia, em março, quando começaram a vigorar as novas alíquotas de contribuição previdenciária impostas pela reforma da Previdência. De lá para cá, com a adoção do ensino remoto no Período Letivo Excepcional (PLE), elas só aumentaram. Questões como progressões de carreira, férias em conflito, corte de vale-transporte e perda de adicionais por risco à saúde são algumas das mais requisitadas pelos docentes.
“A procura pelo apoio jurídico cresceu bastante durante a pandemia, sobretudo pela adaptação de todos a algo que não fazia parte do cotidiano da vida acadêmica, que é o ensino remoto”, relata Ana Luísa Palmisciano. Para fazer frente a essas demandas, a AdUFRJ ampliou o Plantão Jurídico. O atendimento virtual às sextas-feiras, que era quinzenal e durava três horas, passou a ser semanal e com quatro horas de duração. Assim, os sindicalizados têm agora plantões jurídicos todas as terças, entre 8h e 11h30, e às sextas, pela manhã ou à tarde, com quatro horas de duração.
O atendimento é feito pelo aplicativo Zoom, que pode ser baixado gratuitamente no computador ou no celular (www.zoom.com). Para agendar um horário, basta enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou mensagem de whatsapp para (21) 99808-0672. O sindicalizado receberá o link para participar do atendimento virtual na data marcada.
Diretoria da AdUFRJNas próximas semanas, estaríamos nos preparando para concluir o ano de 2020. Uma parte dele com certeza se extinguirá, e não deixará saudades. Mas, para muitos de nós, ele apenas começa, com o início oficial de 2020.1 marcado para segunda-feira, 30 de novembro. Até o fechamento desta edição, o Siga não estava numa situação muito amigável. Segundo explicações oficiais, a sobrecarga de lançamento de notas e inscrição em disciplinas feitas simultaneamente e em tão curto espaço de tempo estariam causando as dificuldades. Vamos ver o que ocorrerá durante a próxima semana. Muito além do Siga, no entanto, estão os acontecimentos de domingo, com o segundo turno das eleições municipais. Podemos confirmar um quadro mais otimista para 2021 caso as principais batalhas sejam vencidas por candidatos do campo progressista e de esquerda.
Mesmo assim, as perspectivas para o que virá ainda são as mais sombrias: o corte no orçamento das universidades, a devastação no CNPq e na Capes, as nomeações de reitores sem legitimidade estão aí a nos desafiar. Mal tivemos tempo para comemorar a derrota de Trump nas eleições dos EUA. Em 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, a morte por espancamento de Beto Freitas no Carrefour de Porto Alegre trouxe um doloroso dèjá vu, que se repete em nosso cotidiano de violenta exclusão e de racismo impune. É a face mais hedionda de um racismo estrutural, que é capaz de sustentar uma história que ofende os fatos que se apresentam de forma incontornável, e permite que os ocupantes do Planalto avancem com desfaçatez sobre a sociedade afirmando que ele, o racismo, não existe no Brasil. A pergunta que merece ser feita é a de assombro em relação ao modo quase pacífico de nossas instituições atravessarem essa tormenta. Sim, há aqui e ali alguma resistência, algum ganho.
É verdade que avançamos, o gabinete do ódio perde espaço, os antídotos vão se espalhando e as fakenews vão sendo um pouco mais controladas. Também podemos nos agarrar à ideia de que, há alguns anos, a morte de Beto sequer seria notícia. E não lembraríamos de Amarildo Dias de Souza, Claudia Silva Ferreira, Winner Nascimento, Marcos Vinícius, Ágatha Félix, João Pedro, Miguel Otávio. Eles sequer teriam seus nomes reconhecidos e suas mortes não passariam de pequenas notas. A execução de Marielle Franco talvez tenha sido o maior erro de cálculo que já fizeram. Ela nos faz falta, e a impunidade de seus assassinos é a pedra que precisa ser removida de nossos caminhos. Mas apesar da impunidade, sem medo de enfrentar as mais adversas situações, um verdadeiro exército de Marielles se pôs em marcha. Há então alguma novidade no cenário. E também na UFRJ. Os docentes negros e negras se movimentam, se organizam. É uma ação inédita, que irá movimentar e desafiar as nossas estruturas. Portanto, tiremos desse quadro tão contraditório o alimento de nossas esperanças.