A diretoria da AdUFRJ se reuniu com professores da Escola de Educação Física nesta segunda-feira, dia 8. Na pauta, temas ligados principalmente às condições de trabalho que impactam o dia a dia de 111 docentes, cerca de dois mil alunos e 75 técnicos. O prédio, castigado por dois desabamentos, em 2023 e 2024, resiste com estruturas desgastadas pelo tempo e pelo orçamento insuficiente.
De acordo com o vice-diretor, professor Frank Wilson, a obra para recuperar completamente o telhado da ala interditada custará R$ 6 milhões e deve começar em setembro deste ano. A previsão é que demore cerca de um ano e meio para ser concluída. Os recursos já estão disponíveis para a obra.
A ala interditada tem inúmeras salas de aula e laboratórios, o que deslocou professores e estudantes para outros prédios da UFRJ, como CCS, Letras e CT. "Estamos hoje muito fragmentados em diferentes locais, o que dificulta inclusive que nos reunamos", disse o professor Frank.
A professora Luciana Peil abordou outro tema que tem preocupado os professores: a atuação no Corpo de Professores Orientadores, fruto de uma resolução da UFRJ de 2016, para apoio acadêmico aos discentes.
"Os alunos precisam ter acompanhamento, mas como vou dar conta de 40 estudantes, mais as minhas 40 horas de atividades, com ensino, pesquisa, extensão. Se colocar tudo no cálculo, são muito mais de 40 horas dedicadas ao trabalho, inclusive realizando funções que não são da docência", afirmou. "Que atividades deixarei de cumprir para encaixar 40 orientações?", questionou.
A diretoria da AdUFRJ afirmou que o tema será discutido com a PR-4. "Esta questão da atribuição de funções e divisão do trabalho também apareceu muito fortemente no nosso encontro de Caxias. Vamos levar esses temas para esta reunião", afirmou a presidenta Ligia Bahia.
A matéria completa você encontra na próxima edição do Jornal da AdUFRJ.
Alessandro Costa




