A UFRJ voltará às aulas em plena campanha para reitor, com reuniões e plenárias das chapas. Para ajudar a comunidade a escolher o novo reitor ou reitora, o Boletim da Adufrj publicará entrevistas com os candidatos. Elisa Monteiro e Silvana Sá A UFRJ voltará às aulas em plena campanha para reitor, com uma maratona de reuniões e plenárias das chapas. Para ajudar a comunidade acadêmica a escolher o novo reitor ou reitora, o Boletim da Adufrj publicará entrevistas com os candidatos sobre temas relevantes para a UFRJ. A ordem das respostas segue a da inscrição na Comissão Coordenadora da Pesquisa. Primeiro, a Chapa 20: #Minerva_2.0, dos professores Roberto Bartholo (Coppe) e Felippe Cury (Instituto de Economia). Em seguida, a Chapa 10: A UFRJ vai ser diferente, dos professores Denise Pires de Carvalho (Instituto de Biofísica) e Carlos Frederico Leão Rocha (Instituto de Economia). E, finalmente, a Chapa 40: Unidade e diversidade pela universidade pública e gratuita, dos professores Oscar Rosa Mattos (Coppe) e Maria Fernanda Quintela (Instituto de Biologia), apoiada pela reitoria. Na largada da campanha, os candidatos comentaram a impossibilidade de construção de uma chapa única depois dos debates da Frente Democrática pela UFRJ, lançada em dezembro. Para a professora Denise, “faltou tempo”. “O processo implicava apresentação de nomes, discussão. Estivemos reunidos até o último dia da inscrição de chapas, mas a chapa apresentada pela atual gestão foi de continuidade, não de composição com a oposição. Não pode haver unidade se a chapa é de continuidade. Somos oposição”. A docente, no entanto, avalia como positivo trabalho da Frente. Oscar e Maria Fernanda rejeitam o rótulo de continuísmo, mas reivindicam o que consideram acertos da gestão atual. Em relação à Frente, fazem um balanço positivo. “Garantiu princípios e um programa básico para uma universidade pública, gratuita e de excelência num momento difícil”, diz Maria Fernanda. Bartholo defende a universidade como “um universo diverso” e justifica a ausência na Frente. “Não consigo entender que possa ser melhor para a universidade só ter uma chapa concorrendo”, diz. Bartholo negou a intenção de impugnar o processo eleitoral via Ministério Público: “Não sei da cabeça de quem saiu isso. Posso dizer é que não foi da minha”. “A partir do momento em que conheci as regras do jogo, aceitei jogar”. A Adufrj não manifestará preferência por chapas. Espera contribuir para qualificar o processo eleitoral oferecendo informações qualificadas e estimulando o pensamento crítico. Veja também:Conheça as propostas para segurança, orçamento e gestão
Está previsto para a segunda quinzena de março o início da cobrança dos estacionamentos do Centro de Tecnologia da UFRJ. Os espaços foram licitados em dezembro passado e vêm passando por pintura, troca de iluminação e melhorias no calçamento. Câmeras e cancelas eletrônicas já foram instaladas. Segundo o decano do CT, professor Walter Suemitsu, a empresa Viamil Eireli ME, que venceu a licitação, está com o cronograma atrasado em pelo menos dois meses. “Acreditamos que a cobrança deva começar no dia 18 (uma semana após o reinício das aulas)”, disse. Haverá duas formas de cobrança: uma para mensalistas – que requer cadastramento prévio –, e outra para quem utilizar o estacionamento rotativo – aberta ao público. No primeiro ano, o valor mensal será de R$ 80. Na modalidade rotativa, o valor será de R$ 4 por acesso. Carros oficiais não pagam. Cinco áreas no entorno do CT serão administradas pela empresa. Um único espaço será gratuito e exclusivo para carros com pelo menos dois ocupantes: o estacionamento perto da entrada do Bloco A. “É uma forma de incentivar a carona, sobretudo entre estudantes”, afirmou o decano. Suemitsu espera que a medida aumente a segurança. “Segurança é consequência de espaços organizados e iluminados. A expectativa é que todos possam deixar os veículos e circular com tranquilidade”. O sistema para cadastro de mensalistas está em fase de conclusão, e a Decania divulgará os procedimentos necessários. Quem tiver dúvidas deve escrever para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Um vazamento de gás de cozinha provocou a evacuação de todo o Bloco H do Centro de Tecnologia na tarde desta quarta-feira (27). Não houve feridos. Um vazamento de gás provocou a evacuação de todo o Bloco H do Centro de Tecnologia na tarde desta quarta-feira (27). Um cilindro cheio, com capacidade para 500 kg de gás, sofreu uma queda durante uma tentativa de remoção. A válvula de segurança, que deveria travar a saída do GLP (gás de cozinha), não funcionou. O cilindro alimentava o restaurante Burguesão. A brigada de incêndio do CT foi chamada após o forte cheiro invadir as salas do segundo andar do bloco. Houve imediata evacuação do prédio. Não houve feridos. O quartel de bombeiros militares do Fundão também foi acionado. O bombeiro civil Carlos Eduardo Machado, que integra a brigada de incêndio do CT, explicou que havia possibilidade de incêndio e risco de intoxicação por inalação do gás. "Por isso isolamos todo o perímetro para evitar danos às pessoas", afirmou. Quem precisava retirar os carros do estacionamento tinha o veículo empurrado até uma área segura. "Qualquer centelha pode provocar uma explosão", alertou Machado. A operação de esvaziamento do cilindro, para posterior remoção, durou mais de três horas.
Lema da campanha é “Sem Mulher a Ciência fica pela Metade”. Segundo a Unesco, apenas 28% das pesquisadoras do mundo são mulheres. Campanha começa no Carnaval e se estende por todo o mês de março. Quando escreve artigos acadêmicos, a professora Tatiana Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, deixa o laptop na cozinha. “Mexo a panela e escrevo uma frase, mexo de novo e escrevo mais duas”, brinca Tatiana, diretora da Adufrj e coordenadora de uma inovadora pesquisa sobre regeneração nervosa. O computador na cozinha de Tatiana, mãe de dois adolescentes, é a metáfora do cotidiano da mulher cientista para tentar equilibrar pesquisa, produção acadêmica e vida familiar. Na sala de aula, Tatiana discute com alunas não só questões científicas, mas a sobrecarga de tarefas. “Não há fórmula. Temos de olhar de maneira individual”, avalia. Não à toa, só 28% das pesquisadoras do mundo são mulheres, diz a Unesco. São elas, as cientistas, o tema da nova campanha da Adufrj. A moça de rosa, símbolo da campanha contra a violência criada em 2018 pelo sindicato, está de volta com jaleco, óculos e novo slogan: “Sem Mulher a Ciência fica pela Metade”. Mais uma vez, a campanha tem a assinatura do designer André Hippertt. O material inclui adesivos, ventarolas, camisetas e, claro, jalecos de cientista. A campanha começa no Carnaval e se estende pelos atos do 8M, Dia Internacional da Mulher. No dia 14, será tempo de lembrar um ano dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, crimes nunca esclarecidos. A Adufrj participa de todos os atos. Em 22 de março, após um debate entre pesquisadoras, a Adufrj convida para o Duelo de Cuícas, com duas musicistas, uma delas Sara Cohen, professora da Escola de Música. Haverá também show do grupo Samba Que Elas Querem, de mulheres sambistas. “A Adufrj se engaja no esforço mundial de inclusão de mulheres na ciência”, afirma professora Ligia Bahia, vice-presidente do sindicato. Ligia destaca a questão das bolsas de produtividade, que exigem publicar grande número de artigos. “Para a pesquisadora grávida ou com filhos pequenos, é justo cobrar a mesma produtividade? Claro que não”, afirma. Geração após geração, o desafio feminino de administrar trabalho científico e vida pessoal está longe do fim.
Levi e outros quatro ex-dirigentes da instituição foram condenados por peculato na gestão de um convênio com o Banco do Brasil entre 2005 e 2011. Reitoria ressalta que parecer final da Controladoria-Geral da União refutou tese de desvio de recursos públicos A reitoria da UFRJ divulgou hoje uma nota em defesa do ex-reitor Carlos Levi e mais quatro ex-dirigentes da instituição. De acordo com sentença da juíza federal Caroline Vieira Figueiredo, do dia 27, eles foram condenados por peculato na gestão de um convênio da universidade com o Banco do Brasil entre 2005 e 2011. Cabe recurso à decisão. A administração central espera que "um exame circunstanciado" do caso permitirá esclarecer e justificar os atos administrativos da época, na revisão da sentença. Confira, abaixo, a íntegra da nota da reitoria: "Nos últimos anos têm sido recorrentes ações espetaculosas lastreadas por sentenças judiciais contra reitores e ex-reitores e dirigentes de universidades federais, a exemplo das ações na UFSC em 14/9/17, que culminaram no suicídio do reitor Luís Cancellier e, também, da operação na UFMG que conduziu de modo violento o ex-reitor Jaime Ramírez para prestar depoimento na Polícia Federal. O grande efetivo policial, fortemente armado, foi mobilizado para conduzir dirigentes que nunca se recusaram a prestar informações e depoimentos na PF. O nome das operações – Operação PhD (UFRGS, 2016); Operação Research (UFPR, 2017); Torre de Marfim e Ouvidos Moucos (UFSC); e “O bêbado e o equilibrista”, uma das canções símbolos da resistência democrática (UFMG, 2017) – denotam que as ações estão relacionadas com a autonomia universitária, com as práticas do trabalho acadêmico e com o compromisso das instituições com a democracia. De fato, as universidades federais há anos vêm reivindicando e, quando possível, praticando ajustes normativos entre as suas ações administrativas e financeiras, estabelecidas no gozo da autonomia, e determinados aspectos do direito público que indiferenciam as autarquias e fundações universitárias de outros órgãos da administração pública, o que pode obstaculizar o desenvolvimento das instituições de pesquisa. É fato conhecido que muitas universidades em todo o mundo possuem efetiva autonomia de gestão financeira, o que não é o caso das federais, daí a complexidade da questão. Por isso, as leis que regem as fundações que atuam em conformidade com o preceito da autonomia tiveram de ser sucessivamente modificadas para que a gestão de projetos e contratos das mesmas pudesse estar em harmonia com as demais normas que regem a administração pública. O novo Marco Legal de Ciência e Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016) e sua regulamentação por Decreto em 2018 foram elaborados justamente para aperfeiçoar e promover as necessárias flexibilidade e celeridade da gestão financeira das universidades e outras instituições de ciência e tecnologia que possuem particularidades com o arcabouço legal que rege as necessárias boas práticas de gestão das verbas públicas. A 7ª Vara Federal Criminal publicou sentença, passível de recurso, no dia 27/2/2019, referente ao Processo nº 0812926-30.2008.4.02.5101, que envolve cinco ex-gestores da UFRJ, o ex-reitor Carlos Antônio Levi da Conceição, João Eduardo do Nascimento Fonseca, Luís Martins de Melo, Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira e Geraldo Luiz dos Reis Nunes. O processo trata da gestão de convênio entre a Universidade e o Banco do Brasil no período de 2005 a 2011. A propósito do referido convênio, é necessário destacar que, em 21/2/2012, o Diário Oficial da União publicou parecer final do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), refutando a tese de desvio de recursos públicos presente no processo administrativo disciplinar instaurado para apurar a gestão dos recursos do convênio celebrado entre a Universidade e o Banco. O caso em tela focaliza o pagamento de ressarcimento à Fundação de Apoio, em benefício da instituição, prática condizente com a norma em vigor (Lei n.12.863/2013). Evidentemente, eventuais desconformidades nas práticas administrativas e financeiras das instituições devem ser corrigidas – e atualmente a lei que rege as fundações de apoio e o Marco Legal de Ciência e Tecnologia possibilitam melhores condições para conciliá-las. A UFRJ é uma instituição que zela pela legalidade e não poderia ser diferente. Perto de completar um século, de diferentes modos, suas contas e práticas administrativas sempre foram avaliadas pelas esferas competentes. A instituição atua em estreito diálogo com os órgãos de controle, justamente por compreender que a vida institucional é dinâmica e muito complexa. Buscar as melhores práticas para garantir os termos do Art. 37 da Constituição é um dever do dia a dia: as instituições públicas, por força constitucional e por imperativo ético, obedecem aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Essa é a tradição secular da UFRJ. Por isso, a Universidade está confiante de que um exame circunstanciado em sede recursal permitirá esclarecer e justificar os atos administrativos, possibilitando melhores condições para a revisão da sentença. E, nesse sentido, está contando com o apoio de sua Procuradoria para oferecer o melhor suporte técnico necessário para a melhor contextualização dos atos administrativos efetivados pela instituição na matéria em tela. A Reitoria da UFRJ, em compatibilidade com suas responsabilidades constitucionais, estará empenhada em oferecer todas as informações necessárias para que não reste qualquer dúvida em relação ao uso ético e responsável dos recursos públicos sob a gestão da instituição. Nos mesmos termos, reafirma sua confiança de que o Judiciário estará empenhado na busca da justiça e da verdade, em prol da dignidade dos servidores que contribuíram com a gestão da instituição e do precioso patrimônio público representado pela UFRJ. Rio de Janeiro, 11/3/19 Reitoria da UFRJ"