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O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe os professores Eleonora Ziller e Felipe Rosa, diretores do sindicato, para falar do desfile de blindados promovido por Bolsonaro na Praça dos Três Poderes. A tentativa de intimidar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal não deu certo, mas representa mais um degrau na escalada do autoritarismo do presidente. Os docentes também debatem o prazo ínfimo que o governo deu para as universidades montarem a proposta orçamentária para 2022. O AdUFRJ no Rádio vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h, com reprise às 15h.
A partida de Paulo José, um gigante na arte de encantar plateias, nos deixa ainda mais tristes em tempos tão difíceis. Brilhante, dono de delicadeza ímpar na arte de interpretar, Paulo José também foi uma fortaleza no combate ao arbítrio no Brasil. Deixa um filho e três filhas do casamento com a saudosa Dina Sfat. Em fevereiro do ano passado, Paulo José havia perdido seu irmão, Antonio Claudio, professor da Escola Politécnica da UFRJ.
Foto: Fernando Souza/Arquivo AdUFRJ
Na sessão do Consuni do dia 12, estudantes e técnico-administrativos cobraram da reitoria um calendário de debates sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e o projeto Viva UFRJ, de exploração econômica dos ativos imobiliários da universidade. A reitora Denise Pires de Carvalho respondeu que os dois temas serão discutidos com “tranquilidade” e “transparência”, assim que retornar de um afastamento por motivo de saúde.
Decano de volta
O retorno do decano do CT, professor Walter Suemitsu, ao Consuni, foi saudado por diversos conselheiros. Walter passou por um longo e difícil processo de recuperação após ser hospitalizado por covid-19, no final de abril.
A diretoria da AdUFRJ manifesta seu pesar aos amigos e familiares de Pierre Guisan, professor titular da Faculdade de Letras, que faleceu no último dia 10. A Associação dos Professores de Francês do Estado do Rio de Janeiro divulgou nota em homenagem ao mestre: “A ausência do professor Pierre Guisan deixa saudades e tristeza, mas temos a certeza de que seu legado acadêmico e profissional servirá de inspiração para que sigamos lutando”, diz um trecho.
A diretoria da AdUFRJ se reuniu, dia 2, com integrantes de um movimento de professores, técnicos e estudantes que desejam impedir a adesão da UFRJ à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O tema, que dividiu a comunidade acadêmica há quase dez anos, nunca foi votado no Conselho Universitário. Mas, nos últimos meses, voltou a ser discutido pelas unidades de saúde como a alternativa possível para resolver problemas estruturais. Hoje, a empresa administra 39 hospitais federais universitários.
Os representantes do movimento contra a Ebserh enfatizaram a necessidade de mais debate antes de qualquer deliberação institucional. O governo Bolsonaro e o intervalo de oito anos entre a primeira discussão e a atual justificariam a cautela. E solicitaram apoio da AdUFRJ para a organização de uma plenária comunitária sobre a empresa.
Presidente da AdUFRJ, a professora Eleonora Ziller respondeu que considera muito ruim abrir o debate sobre a Ebserh no momento político atual. “Essa discussão nos divide, num momento político dos mais complexos da nossa história”. Ela também observou que há muitos docentes, em especial no CCS, favoráveis à uma discussão sobre a EBSERH . “Não podemos participar de uma plenária que já é, por princípio, contra. Se for para rediscutir a Ebserh, para entender porque essa questão está sendo levantada agora, aí a gente participa sem problemas”, disse.