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Ato critica ataques à Saúde pública

Manifestação ocorreu no último dia 6, no Centro do Rio

Samantha Su. Estagiária e Redação

Diversos sindicatos, partidos e movimentos sociais e estudantil participaram do Ato Nacional contra a Privatização da Saúde no último dia 6, na Praça da Cruz Vermelha, Centro do Rio. A atividade faz parte do calendário de lutas estabelecido pela Reunião Ampliada de Servidores Federais, no início de fevereiro.

Diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, Eduardo Côrtes denunciou o sucateamento da Unidade, durante o ato. Segundo ele, o HUCFF funciona com menos da metade de sua capacidade. Ele denunciou que as direções de HUs sofreram pressão para aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), proposta privatizante do governo para o setor. Côrtes defendeu a autonomia universitária para melhorar a gestão dos hospitais.

O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, participou da manifestação e criticou os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores: “Os ataques serão respondidos com mobilização, que começa com a brava luta dos professores e técnicos do Paraná e caminha hoje contra a privatização dos hospitais por uma saúde pública, gratuita e de qualidade”, afirmou, em referência à greve dos educadores no Sul do país.

Confira mais imagens do ato aqui

Charles Brasil, coordenador da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), condenou o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma Rousseff “nas costas dos trabalhadores”. 

Voltando do 34º Congresso, por Diego Novaes


Tira 34Congresso

Eu tô na luta!

O grito ensurdecedor de 20 mil trabalhadores da rede pública de ensino do Paraná ecoou no estádio da Vila Capanema, em Curitiba 

Acossados por medidas do governo Beto Richa (PSDB), que pretende impor ajustes por meio de confisco de direitos, professores e funcionários das escolas da rede pública do Paraná escreveram na quarta-feira, 4 de março, um momento marcante da sua greve geral – movimento deflagrado desde 7 de fevereiro. No estádio do Paraná Clube (foto), no bairro Rebouças, uma assembleia gigante mobilizou pelo menos 20 mil pessoas, de acordo com o sindicato da categoria.  O bordão “eu tô na luta” deu o ritmo da reunião de massa, ao funcionar como uma ruidosa senha para decidir sobre a continuidade da greve. Até o fechamento da edição, o movimento alcançava praticamente 100% das escolas estaduais, apesar do cerco do Executivo, que rompeu o diálogo, e da Justiça, que determinou o fim da greve. O vigor do pessoal da educação pública do Paraná é uma referência neste momento em que a educação pública é golpeada fortemente. Na UFRJ, a falta de pagamento dos terceirizados impõe alteração no calendário acadêmico (assunto principal desta edição do Jornal da Adufrj); Na Uerj, só com uma empresa de serviços, a dívida ultrapassa os R$ 15 milhões. O Colégio de Aplicação da instituição não reiniciou as aulas por falta de professores.
 
Mulheres
MST ocupa Suzano
Cerca de mil mulheres do MST e militantes de movimentos sociais do campo e da cidade dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ocuparam, na manhã de quinta-feira (5), a empresa FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda., da Suzano Papel e Celulose, no município de Itapetininga, em São Paulo.
A ação fez parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas para denunciar os males de uma possível liberação de eucalipto transgênico, que seria votada no próprio dia 5 na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) – devido à pressão, o assunto foi retirado da pauta. 
O local da ocupação é onde estão sendo desenvolvidos os testes com o eucalipto transgênico, conhecido como H421.
DIVISAO
Nas últimas semanas, diversos especialistas vêm alertando que a liberação comercial dessa variedade interessa apenas à empresa beneficiada por esse processo, a FuturaGene/Suzano.
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Segundo eles, o aumento da produtividade em torno de 20% decorrentes do plantio do eucalipto transgênico desconsidera os riscos de possíveis problemas ambientais e de saúde, além de afetar a produção de mel nacional. (Fonte: MST)

Plenária do DCE Mário Prata, no dia 2 de março, debateu cortes em programa de assistência estudantil

“Ataque” não será permitido, dizem alunos

Samantha Su. Estagiária e Redação

Após o anúncio do corte de R$ 7 bilhões na educação pelo governo federal, as universidades estão funcionando com aproximadamente 70% de seu orçamento. E, além dos trabalhadores terceirizados, a falta de dinheiro começa a prejudicar diretamente os estudantes carentes da UFRJ.

A Superintendência Geral de Políticas Estudantis (Superest) lançou no dia 27 de fevereiro uma nota comunicando mudanças no programa de Bolsa de Acesso e Permanência (BAP). Para o DCE da UFRJ, a medida transforma R$ 400 mensais até o fim do ano, benefício diretamente concedido a ingressantes cotistas, em uma parcela única de R$ 800. No rodapé da nota, a Superest indicava que quaisquer estudantes, cotistas ou não, ainda poderiam concorrer à bolsa-auxílio (BAUX) através de edital de seleção. A notícia mobilizou os estudantes que, em 2 de março, se reuniram no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) para discutir a situação.

Dois dias depois, foi postada uma nota de esclarecimento assinada pelo novo superintendente Helio Mattos e o reitor Carlos Levi, no site da Superest. A alteração da bolsa, segundo a nota, serviria para que assistentes sociais pudessem “garantir a realização de um trabalho sério e consequente para a avaliação e confirmação das condições socioeconômicas dos alunos ingressantes elegíveis ao Programa” — há um limite de até 1,5 salário mínimo per capita para receber o auxílio.

O comunicado não indica se a adoção de uma forma mais criteriosa de seleção reduzirá o número de beneficiados ou se exigirá mais do que a documentação de comprovação de cotista, como era feito até então pelo programa. Não há também menção à manutenção do auxílio-transporte que acompanhava a bolsa. A reportagem do Jornal da Adufrj tentou contatar o professor Helio Mattos para esclarecer essas dúvidas, mas não conseguiu resposta até o fechamento dessa edição.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE Mário Prata) criticou, na mesa do dia 2 , a ausência de diálogo sobre as alterações: “Muito nos espantou a forma como a reitoria apresentou isso. No último Consuni do ano passado, saímos com a promessa do reitor de que esse ano ele iria a Brasília, junto do Movimento Estudantil, para conseguir uma verba extra e garantir mais mil bolsas. Além do compromisso com a inauguração do bandejão da Praia Vermelha e de Macaé. Só que nenhuma dessas promessas foi honrada e, agora, ainda há um retrocesso a ponto de termos de fazer essa reunião emergencial. Esse ataque aos nossos direitos não será permitido”, afirmou Luiza Foltran, uma das diretoras do DCE. 

Rodízio na Superintendência

A assessoria do Gabinete do Reitor publicou, no mesmo dia da reunião estudantil (2), um novo nome para assumir a Superintendência Geral da SuperEst. Professor da Faculdade de Farmácia, Hélio Mattos — prefeito universitário entre 2004 e 2011 — assume o lugar de Ericksson Almendra. O cargo, durante apenas três anos de criação da Superintendência, apresenta, em Helio, sua terceira coordenação. O primeiro superintendente, o professor Antonio José Barbosa, gestor em 2012 e 2013, pediu afastamento em meio a uma conjuntura de crise dos servidores no setor.

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