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Os professores da UFRJ resolveram aderir à greve geral e vão parar na sexta-feira, 30 de junho. O esquenta da universidade, como de costume, acontecerá no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, a partir das 15h, com exibição do documentário Diretas já, o grito das ruas, produzido pela TV Senado. Do Largo de São Francisco, docentes, estudantes e técnicos seguirão em direção à Candelária. Os protestos previstos para todo o país são contrários às reformas Trabalhista e da Previdência e pedem a saída do presidente Michel Temer, denunciado por corrupção pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eblin Farage, presidente do Andes, considera que a pressão exercida pelos movimentos sociais é fundamental para o enfraquecimento do governo. “As atividades realizadas desde o fim do ano passado vêm surtindo resultado, inclusive deslocando alguns deputados da base do governo a votarem contra as reformas”, afirmou. Pela CUT Nacional, seu presidente Vagner Freitas defende a greve. “Fazer pressão no Senado, na Câmara, ajuda, mas o que derruba mesmo são as ruas. Neste sentido, a greve é importantíssima”. Ele afirmou que a Central continuará em plena mobilização junto com as frentes Brasil Popular e Povo sem medo, mesmo durante o recesso do Congresso Nacional. A instabilidade política do país ajuda a postergar as reformas.
Sala da direção da FAU ficou fechada com a falta de luz[/caption] Já no prédio da reitoria, a situação estava sendo tratada de forma diversa pelas unidades. Na sexta-feira e nesta segunda-feira, pela manhã, alguns professores deram aulas; outros suspenderam. “Nós deixamos que os professores avaliassem”, disse a vice-diretora da Escola de Belas Artes, Madalena Ribeiro Grimaldi. “Há salas com iluminação natural melhor. E cursos que necessitam mais ou menos de equipamentos, como projetores”, completou o diretor Carlos Gonçalves Terra. A direção da FAU emitiu nota pela internet, às 11h50, suspendendo as aulas na parte da tarde. Izabela Rangel, do 2º período, teve aula na parte da manhã, mas não pôde entregar o trabalho da tarde. Ela conta que, na sexta-feira, as aulas não foram suspensas e estudantes tiverem dificuldade. “Foi muito ruim. Muita gente não conseguiu fazer exposição de maquetes. Eu também não consegui acompanhar direito a aula porque era com cartazes e não dava pra ver”. O Centro de Centro de Letras e Artes (CLA) manteve expediente na sexta-feira. “Não pudemos dar encaminhamento aos processos com o sistema fora do ar. Mas recebemos os documentos”, relatou a vice-decana, Cristina Tranjan. Nesta segunda-feira, o expediente seria encerrado mais cedo, caso a situação não fosse normalizada até o início da tarde.A reportagem não conseguiu entrar em contato com a assessoria da Light.
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Foto: Kelvin Melo[/caption] Na reunião, também foi escolhida a delegação da UFRJ ao 62º Conad do Andes-SN. O conselho das seções sindicais tem o papel político de atualizar o plano de lutas do movimento docente, aprovado no Congresso do Andes, no início do ano. O evento está marcado para Niterói (RJ), entre os dias 13 e 16 de julho. Vão representar a Adufrj: Tatiana Roque, presidente da Adufrj (delegada); Regina Pugliese; Sara Granemann; Mariana Trotta; Gláucia Lelis; Elidio Borges; Cristina Miranda; José Miguel Bendrao Saldanha e Cleusa Santos (observadores e suplentes de delegado, nesta ordem). Problemas técnicos Na assembleia deste dia 26, vários problemas técnicos inviabilizaram a transmissão online do encontro. A conexão entre os três locais da reunião (Fundão, Praia Vermelha e Macaé) também foi prejudicada. Em assembleias anteriores, esta situação não ocorreu. A diretoria da Adufrj pediu desculpas pelo transtorno. Diante da dificuldade de comunicação entre os professores dos diferentes campi, a direção cancelou o debate sobre o primeiro ponto da reunião, considerado mais polêmico: o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (lei nº 13.243/2016).