As propostas de reforma administrativa em circulação no Congresso desde o governo Bolsonaro trabalham com o diagnóstico rasteiro de que o Estado brasileiro é grande, caro e ineficiente. A máxima, sem nenhuma comprovação empírica, se repete todo ano, com maior força em ano eleitoral e no primeiro ano de cada governo para justificar privatizações e cortar gastos em políticas sociais. A avaliação é do secretário de gestão de pessoas do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Celso Cardoso Jr., em debate organizado pela AdUFRJ na tarde de segunda-feira (30), no Salão Nobre do IFCS-IH. "O objetivo não é melhorar o desempenho do Estado, embora isso esteja na retórica", afirmou.
Em resposta, o governo prepara um documento que combina profissionalização da máquina pública e propósito da ação do Estado em favor da sociedade. "O Estado não é um fim em si mesmo. O Estado é um ator importante do processo de transformação qualitativa do desenvolvimento", defendeu José Celso. Os princípios seriam: mais democracia, mais diversidade, mais cooperação, mais equidade e mais transparência, além de atualização normativa, entre outros pontos.
José Celso Cardoso Jr.
Diretor da AdUFRJ, o professor Daniel Conceição destacou a importância da atividade. "Estamos inaugurando um esforço de trazer para dentro da universidade um debate de como melhorar o Estado brasileiro. O José Celso é uma grande referência para esta reflexão. Ele traz uma proposta de Estado muito mais complexa que uma caixinha burocrática", disse. "Para ele, o Estado é a grande ferramenta para produzir sociedades que funcionem bem para as pessoas", completou.
Veja a cobertura completa do evento no próximo Jornal da AdUFRJ.
Fotos: Fernando Souza





