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Kim Queiroz e Liz Mota Almeida

Conhecer e celebrar a história para construir o futuro. A expressão guiou as comemorações dos 101 anos da universidade, na semana passada. “Em nome desse passado de luta, de resistência, de conquista democrática, em nome de toda essa nossa trajetória, salve a UFRJ!”, declarou a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller, na mesa de encerramento. “Nossa universidade evoluiu bastante, tem sido bem avaliada, mas certamente podemos melhorar. A busca de soluções coletivas deve ser cada vez mais estimulada”, disse a reitora da universidade, professora Denise Pires de Carvalho.
E foi justamente a parceria entre dois laboratórios de diferentes unidades que produziu uma ferramenta virtual, lançada durante o evento, para ampliar a transparência dos dados da UFRJ. O Laboratório de Visualidade e Visualização da Escola de Belas Artes (LabVis) e o Laboratório de Computação Gráfica da Coppe (LCG) criaram o “Visualiza UFRJ”, disponível em https://visualizaufrj.forum.ufrj.br/.
Na plataforma, é possível, por exemplo, observar a transformação do perfil dos alunos ao longo de décadas. “Esse gráfico mostra que em 2001 a quantidade de alunos brancos na universidade era equivalente a 86,6% e, em 2019, passou a ser de 52,5%”, disse Doris Kosminsky, coordenadora do LabVis.
O internauta também pode saber quais são os maiores cursos de graduação, conhecer a linha do tempo de criação dos programas de pós-graduação ou visualizar uma nuvem de palavras com os termos mais marcados como palavra-chave em produções científicas
“Os méritos vão para os nossos discentes, que trabalharam, deram ideias e apontaram deficiências no projeto. Nós chegamos a esse resultado através de muita colaboração, e esse é o espírito da UFRJ”, ressaltou o professor Cláudio Esperança, coordenador do LCG.

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A imagem indica as participações de pesquisadores
da UFRJ em eventos acadêmicos pelo mundo. Quanto
mais escura a cor, maior o número. No Brasil, foram
170.939. A plataforma aponta que, nos EUA, já foram
contabilizadas 9.467 participações. Na Argentina,
1.986, e, na Austrália, 466. Na China, 494. Enquanto
na África do Sul, apenas 198.

 

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Em 2001 a quantidade de alunos brancos (no gráfico, representados em verde claro) na universidade era equivalente a 86.6%, e em 2019 passou a ser 52.5%”, exemplificou Doris Kosminsky, coordenadora do LabVis.

 

 

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Quanto ao perfil de renda familiar, de 2012 até 2016 não há nenhum registro de alunos matriculados com renda de até 1 salário mínimo. Já em 2017.1, o gráfico mostra 0.8% dos alunos da UFRJ correspondendo a essa faixa. Em 2019.2, essa porcentagem cresce para 4.2% (1.648 alunos).

 

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A nuvem de palavras revela termos mais marcados como palavra-chave em produções científicas (artigos, resumos, livros etc.) ou apresentações em eventos feitas por membros da comunidade acadêmica da UFRJ em cada área de conhecimento. As palavras “Taxonomia” e “Enfermagem”, em destaque na imagem, constam com 1.139 e 881 ocorrências em publicações, respectivamente. Já a palavra “Filosofia”, menor e mais escondida, tem 132 ocorrências, segundo o gráfico.

 

 


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Maiores cursos de graduação, de acordo com a quantidade de alunos matriculados em cada ano, de 1971 a 2019. A larga liderança do curso de direito, a partir de 1978, causou estranhamento na equipe. “Primeiro nós pensamos que houvesse algo de errado. Mas não, o curso de Direito tem três turnos, então é natural que ele tenha um número muito maior de alunos”, comentou Doris. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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