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AdUFRJnoradio

WEBDIRETORIAFoto: Alessandro CostaNesta última terça-feira, renovou-se mais uma vez a direção de nossa associação e seção sindical. Festejou-se, lá, a continuação de nossa afirmação como sindicato docente, ou seja, atento e sensível às questões mais caras aos nossos professores. Isso não quer dizer, de forma alguma, que não enxerguemos um papel para nós no grande arco do movimento trabalhista, apenas que a categoria docente traz consigo peculiaridades absolutamente marcantes, e que um bom sindicato deve entender e responder a tais idiossincrasias. Celebrou-se, também, a eleição de um amplo e diverso conselho de representantes, corroborando a ideia de que nossos docentes de fato querem se envolver com a associação, basta que saibamos acolhê-los.
Infelizmente, as comemorações terminam por aqui. Vivemos um momento triste de vilanização da universidade pública, inserido num contexto maior de repúdio ao conhecimento. O ministro da Educação não perde nenhuma oportunidade de mostrar o gigantesco desprezo que sente pelos seus colegas docentes. Em sua última “travessura”, por exemplo, nos rotulou de “zebras gordas”. Na mesma seara, o seu chefe e mandatário da nação exibe um comportamento que só pode ser classificado como bisonho, ao abordar tópicos importantes como preservação ecológica e tecnologia brasileira. Tudo isso, aliado a certos desejos particulares que, interessados na fatia de alunos hoje atendida pelo sistema público, “passam pano” para os ataques, se combina numa ameaça inédita ao projeto de educação pública, gratuita e de qualidade que defendemos incansavelmente.
Mas ousaremos perseverar. Ou, como melhor diria Paulo Freire, esperançaremos. Vida longa à AdUFRJ.

NOTA: A diretoria da AdUFRJ manifesta sua consternação com as denúncias de tortura física e mental praticada por agentes públicos contra detentos e detentas no Pará. Alguns dos atos denunciados são simplesmente bestiais, quase impensáveis. Mais do que pedir investigação e punição dos culpados, é importante que a sociedade se conscientize que a brutal violência só vai aumentar o número de naturalizados atos como esse.

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