bandeira adufrjDiretoria da AdUFRJ

A explosão simultânea de casos da variante ômicron e de influenza traz de volta um risco já vivenciado pelos brasileiros na pandemia: o colapso do sistema de saúde. A possibilidade foi admitida até mesmo pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conhecido por suas posições retrógradas no combate ao coronavírus, mais preocupado que está em agradar ao chefe do que em honrar o juramento de Hipócrates. Na quarta-feira (12), em fórum promovido pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministro afirmou que a ômicron pode trazer “um novo impacto no sistema de saúde, com a perspectiva de colapso e perdas de vidas”. Esse é o tema de nossa matéria na página 3, que também aborda a escassez de testes para a covid-19 no Brasil.
Diante desse novo cenário de recrudescimento da pandemia no país, a UFRJ está planejando estratégias para o início do próximo ano letivo, previsto para abril. Como acolher os mais de 9 mil novos estudantes dos cursos de graduação? Como manter a qualidade do ensino e reforçar medidas de segurança para evitar a propagação da doença? E como planejar tudo isso com recursos escassos para adaptar até mesmo seus espaços físicos? Essas e outras questões são analisadas pelas decanias dos centros da universidade em nossa reportagem às páginas 4 e 5. Ao que tudo indica, o ensino híbrido deverá ser a realidade em 2022.
Mesmo com o novo avanço da pandemia, o ano também deverá ser de mobilização para os servidores públicos federais diante de pautas como a reforma administrativa (PEC 32) e o reajuste salarial do funcionalismo — há setores com os salários congelados há cinco anos. Na quarta-feira (12), o Andes promoveu um encontro com representantes de associações docentes das instituições federais de ensino superior para começar a debater uma possível greve nacional unificada dos servidores públicos este ano. A AdUFRJ esteve presente ao encontro, considera prioritária a questão salarial e convocará uma assembleia — com a participação aberta a não filiados — até o dia 11 de fevereiro para aprofundar a discussão e debater uma pauta específica de reivindicações para a área de Educação. A convocação de uma rodada de assembleias foi um dos consensos da reunião, tema de nossa matéria da página 6.
A mobilização já começa agora. A próxima terça-feira (18) será um dia nacional de luta para os servidores públicos. A AdUFRJ vai participar dessa corrente por meio de seus veículos de comunicação e de suas redes sociais, incentivando amplamente o debate na sua base. O movimento ganhou força com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de conceder reajuste salarial apenas para poucas categorias da área de segurança, uma de suas bases de apoio. No orçamento deste ano, ainda não sancionado, há previsão de R$ 1,7 bilhão que seria destinado ao reajuste de policiais federais, policiais rodoviários federais e carreiras do Departamento Penitenciário Nacional e do Ministério da Justiça.
Esta edição também dedica espaço, na página 7, a uma justa e sincera homenagem ao professor Ricardo Bicca de Alencastro, falecido pouco antes do Natal, e que deixou uma legião de admiradores por onde passou. Na página 8, a coluna Equilíbrio, assinada pela professora Mayra Goulart, sugere que o ano que se inicia é um momento propício para renovar propósitos por meio da técnica sankalpa. Que tal experimentar?
Boa leitura!

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