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WhatsApp Image 2021 09 18 at 10.00.24ENTREVISTA / HÉLIO DE MATTOS ALVES, PRESIDENTE DA COMISSÃO ELEITORAL

Jornal da AdUFRJ – Qual o maior desafio desses três dias de eleições?
Hélio de Mattos Alves – O maior desafio foi realmente o trabalho de mobilização dos eleitores. Toda essa divulgação, todo o trabalho feito pelos profissionais da AdUFRJ e pelas chapas foi essencial. Vivemos um momento de dificuldade no país, uma semana de discussão sobre a PEC da reforma administrativa, que traz prejuízos enormes para o Serviço Público, e a resposta da AdUFRJ foi se reunir para se fortalecer.

- Houve muita procura nos plantões de votação?
Foi um quórum histórico. Somos uma categoria em que aproximadamente 70% das pessoas têm idade acima de 59 anos, sendo boa parte aposentada. Então, a procura à mesa receptora, formada por funcionários da AdUFRJ, foi intensa. Sobretudo no primeiro dia. Eles trabalharam muito. Foi muito emocionante ver as pessoas realmente tocadas em participar do processo eleitoral. Pessoas que não poderiam se deslocar puderam participar. Uma professora chorou. Foi muito bonito.

- O saldo foi positivo?
Foi vitoriosa essa experiência de envolver, na pandemia, quase 50% dos associados da AdUFRJ em sua eleição. Além da votação para a diretoria, também tivemos grande vitória no Conselho de Representantes. É um conselho bem representativo, com muitas unidades participantes. Em nome da Comissão Eleitoral, quero aproveitar e dar os parabéns aos funcionários da AdUFRJ. O sucesso desse processo foi devido a esse trabalho incansável. Também parabenizo e agradeço aos meus colegas da Comissão Eleitoral, professora Fernanda Elbert e professor Luciano Coutinho. Tivemos um acidente imprevisível, mas o saldo final foi excelente. Conseguimos fazer a eleição.

- Como foi esse acidente?
O sistema caiu por dez minutos e depois foi retomado. Houve um erro ao salvar um endereço de e-mail, que resultou na interrupção da votação e na disponibilização do resultado parcial naquele momento para quem estivesse logado ao sistema. O fato não tornou o resultado público, somente a pessoa que estava acessando o sistema viu o resultado e imediatamente comunicou o ocorrido à Comissão Eleitoral. Por maioria, a comissão decidiu dar seguimento ao pleito, já que o incidente não tornou o resultado público, não significou entrada de voto em urna, nem alteração de resultado, nada que pudesse comprometer a lisura do processo. A Comissão recomendará auditoria do pleito, que deverá ser conduzida pelo Conselho de Representantes eleito.

- O que fica de lição?
É preciso refletir sobre os acertos e erros para corrigir, caso a entidade resolva utilizar esse modelo em outras eleições. Nossos órgãos de classe já utilizam essa forma de eleição. É um processo bastante difundido, o método deve ser repensado. Também é preciso repensar mudanças estatutárias. Não houve normas pensadas exclusivamente para o processo eleitoral remoto.

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