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A pujança universitária está mais uma vez na vitrine. Começou nesta segunda (12) o II Festival do Conhecimento, com o mote “Futuros Possíveis”. O evento vai até 16 de julho. Como em 2020, as atividades serão totalmente on line, por conta da pandemia, e abarcarão todas as áreas do conhecimento. A AdUFRJ participou da mesa de abertura. Educação, enfrentamento da pandemia, cultura, diversidade, gênero e raça são temas de destaque da programação.

Os números são impressionantes. A expectativa da organização é de 30 mil participantes. Já são mais de 7 mil inscritos, 536 eventos ao vivo, entre palestras, minicursos e debates. Além disso, outras 700 atividades gravadas também poderão ser acessadas a qualquer hora, por pessoas de qualquer lugar do globo. São cerca de 1.100 horas de produção do conhecimento ao longo da semana, além de shows diários. Professores, técnicos e estudantes participam da organização do festival e das mesas de debates. Convidados especiais ajudam a abrilhantar os cinco dias de intensas trocas de saberes.

Um deles é o pastor e professor Henrique Vieira. Ele é um dos convidados da mesa “O Futuro das Religiões – Espiritualidade e Liberdade”, que acontece no dia 14, a partir das 11h30. “É preciso valorizar a vida, defender a democracia e os direitos humanos, reafirmar valores como a diversidade, a liberdade e espaços como a universidade pública”, afirma.

Defensor dos direitos humanos e minorias, Vieira é uma das lideranças evangélicas brasileiras que atuam em defesa da democracia. Em um momento em que cresce o negacionismo e o obscurantismo, realizar ações como o festival, segundo o pastor, é uma necessária demonstração de resistência. “É fundamental fortalecer a universidade pública, a produção de saberes, o diálogo entre diferentes setores e áreas do conhecimento”, aponta Vieira. “Há uma relação cada vez maior entre a universidade pública e a sociedade. Toda contribuição que a universidade dá, sobretudo neste momento de pandemia, reverbera na nossa sociedade, salva vidas”, defende.

Também faz parte da programação a exibição do premiado filme “A Última Floresta”, longa-metragem dirigido por Luiz Bolognesi, com roteiro do xamã yanomami Davi Kopenawa. O indígena estará no Festival, assim como o líder e escritor indígena Ailton Krenak.  Professores e pesquisadores da UFRJ, como Roberto Medronho, Leda Castilho e Eduardo Viveiros de Castro se somam à lista de debatedores. Ainda estão confirmados nomes como o do ator Lázaro Ramos, da ministra do STF Cármen Lúcia, das cantoras Margareth Menezes e Teresa Cristina, entre outros.

Momento de SER UFRJ
A universidade pública não se restringe à sala de aula, mas principalmente às experiências que ela proporciona à comunidade acadêmica. Vivência ferida de morte com a pandemia, segundo a professora Eleonora Ziller, presidente da AdUFRJ. “Temos alunos chegando ao seu terceiro período de curso sem nunca terem pisado nos corredores da universidade, sem conhecerem a vida cultural, a movimentação”, pontua Eleonora, que estará em duas atividades do festival. “O que faz da universidade pública um lugar de excelência é a profusão de palestras, eventos, projetos de extensão. É um mundo cultural extraordinário a que todos nós estamos expostos todos os dias”, justifica a docente.

Os 16 meses de atividades remotas, forçadas pela covid-19, impossibilitam essas experiências cotidianas. “É uma perda muito grande. Então, o Festival do Conhecimento é uma tentativa importante de recuperar um pouco isso, de ver a grande UFRJ, de conhecer o que é a vida acadêmica de uma universidade como a nossa”, avalia Eleonora. “A parte boa das atividades remotas é que as pessoas de fora do Rio de Janeiro, inclusive de fora do país, podem acessar toda a programação e participar”.

A professora Ivana Bentes, pró-reitora de Extensão e organizadora do festival, concorda. “É fundamental reunirmos nossa comunidade acadêmica virtualmente, já que somos impedidos de fazer isso presencialmente, por conta da pandemia. É o sentido de pertencimento, a troca, o convívio que são aspectos que mais fazem falta neste cenário da pandemia”, diz. “O Festival do Conhecimento traz essa possibilidade de a gente se ver, ainda que através das interfaces de tecnologia”.

Ela também destaca o papel de acolhimento do festival. “Estamos recebendo nossos calouros que estão colocando os pés virtualmente na nossa universidade. É um momento de a gente reafirmar que, para sair das crises, nós precisamos da comunidade acadêmica”.

Veio para ficar
Bárbara Tavela, superintendente de Integração e Articulação da PR-5, percebe diferenças entre a primeira e a segunda edição do evento. “No ano passado, o festival tinha um caráter pedagógico muito forte. Era início da pandemia e muitos estudantes e servidores da UFRJ ainda não tinham se apropriado das tecnologias. Foi um momento de aprendizado. Nesta segunda edição, percebemos que todo mundo consegue mostrar os resultados de seus projetos sem dificuldades, há muito mais canais no Youtube desses projetos e mais formas de se comunicar com a sociedade”, analisa.

A previsão é que ocorram novas edições no pós-pandemia, que não se limitarão ao formato remoto. “A gente pensa muito no formato híbrido para o futuro. Desejamos unir o Festival do Conhecimento à Semana de Integração Acadêmica, que é o maior evento acadêmico da nossa universidade. O festival seria o momento da Semana em que a gente poderia se integrar com a sociedade civil, com a cultura, com o ensino, a pesquisa e a extensão”, planeja Bárbara.

Serviço
O evento é aberto a todos os públicos e gratuito. Algumas atividades exigem inscrição prévia por conta do número limitado de vagas, como os minicursos. Para receber o certificado de participação, também é necessário se inscrever pelo site: https://festivaldoconhecimento.ufrj.br/

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