Foto: Alessandro Costa

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

O professor Carlos Frederico Leão Rocha tem uma resposta pronta aos que elogiam sua “coragem” em assumir a vice-reitoria da universidade em um momento tão difícil. “Acho que a UFRJ não precisa de coragem. Sou otimista. A universidade tem um potencial muito grande e nós estamos tendo uma oportunidade”, diz. “Obviamente, este ano será muito duro. Os cortes serão radicais. Teremos muita coisa para fazer. Mas a UFRJ tem ativos patrimoniais e de conhecimento que nos permitem encarar e superar os desafios”, completa.
Os desafios são vários. Desde uma infiltração no teto de seu gabinete até o orçamento da UFRJ reduzido e contingenciado em
R$ 114 milhões. Ao Consuni do dia 4, o docente apresentou os princípios gerais e algumas medidas da gestão que se inicia. “Talvez nunca a universidade tenha sido tão necessária como é neste momento. Somos fundamentais à sociedade”.

Participação e transparência
“Nossa gestão conta com a participação de todos e nós entendemos que os colegiados superiores devem ser nossos guias neste processo. Tentaremos o máximo de transparência”.

Integração entre pró-reitorias
Em valorização do tripé ensino, pesquisa e extensão, haverá integração completa das pró-reitorias. “As acadêmicas estarão sempre de mãos dadas e as pró-reitorias administrativas estarão integradas em apoio àquelas”.

Avaliação
“É importante a universidade se avaliar. É importante ter uma boa auditoria. Entendemos que a Comissão Própria de Avaliação tem total prioridade na nossa gestão”. Serão montadas estruturas internas à reitoria para apoio da avaliação. Haverá indicadores de desempenho para todas as atividades.

Planejamento
Será criada uma superintendência de Planejamento na Pró-reitoria de Planejamento e Finanças (PR-3). A ideia é atualizar o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) até o final do ano. “E retomaremos o comitê técnico do Plano Diretor, com o objetivo de ter uma Cidade Universitária inteligente e livre de carbono”.

Inovação
Será remodelado o sistema de inovação interno. Primeiro, aprovando uma política de inovação; segundo, reestruturando e criando novas instituições dentro da universidade. A Agência de Inovação vai para uma estrutura que abarcará o Parque Tecnológico, a incubadora de empresas e, possivelmente, uma aceleradora de start-ups. “Pretendemos fazer esta reestruturação até o final de ano”.

Comunicação
“Está relacionada ao princípio da transparência e à satisfação que devemos dar à sociedade”. A comunicação tem que ser capaz de fornecer uma imagem positiva, mas também real desta universidade. “É impressionante como a imagem que se tem do que ocorre aqui dentro é completamente equivocada”. Toda esta área da administração central será submetida à Coordenadoria de Comunicação, incluindo assessoria de imprensa.

Cortes
Com um orçamento já curto e contingenciado, a administração central estuda como reduzir gastos. Haverá cortes nos celulares corporativos, por exemplo. No Consuni de 11 de julho, haverá a apresentação mais detalhada da área de finanças da universidade.

Fórum de Ciência e Cultura
“Vamos fortalecer a área da Ciência dentro do Fórum. O Fórum vai apresentar a universidade para a sociedade e buscar interação”.

Regimentos
A reitoria quer aprovar até o fim do ano os regimentos dos campi de Macaé e de Xerém.