Sede do Instituto de Física concorre a recursos da Finep - Foto: Arquivo Adufrj

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou um edital para apoiar obras inacabadas em universidades e institutos de pesquisa – mas o valor é um quinto do previsto em edital anterior com a mesma finalidade. São apenas R$ 20 milhões contra R$ 100 milhões oferecidos há quatro anos. Em 2014, a UFRJ conseguiu R$ 1,6 milhão.

Só a proposta da universidade está orçada em quase R$ 8 milhões: rede de dados e telefonia para o novo prédio do Instituto de Física, ao custo de R$ 2,9 milhões; e conclusão do primeiro segmento do prédio Fronteiras, uma expansão do Centro de Ciências da Saúde que contempla vários cursos (R$ 5 milhões). Estes são imóveis da universidade que se enquadram nos critérios do edital, informa a assessoria da reitoria.

A professora Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva, superintendente acadêmica de Pós-graduação, criticou os editais da Finep deste ano: “Os editais que têm como foco as instituições de pesquisa, além de valores menores, em grande parte disponibilizarão recursos para finalização de obras, manutenção de equipamentos, pequenas adaptações”. “Ou seja, focam a infraestrutura existente sem grande expectativa de expansão”, completou. Diretora do Instituto de Física, a professora Belita Koiller também lamentou o montante destinado à infraestrutura de pesquisa: “É o movimento atual sistemático de encolher os recursos, não só na Finep”.

A Finep reconhece a redução “drástica” das verbas: “No caso específico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), os recursos disponibilizados para apoio às instituições científicas caíram de R$ 4 bilhões em 2013 para R$ 920 milhões em 2017”, informa a assessoria. Para este exercício fiscal, a agência estima que o FNDCT arrecadará R$ 4,6 bilhões. Mas a maior parte (R$ 2,6 bilhões) já se encontra contingenciada.

Nas próximas semanas, a UFRJ prepara projetos para outros dois editais da Finep: CT-Infra 03 e CT-Infra 04. O primeiro é para manutenção de equipamentos e de infraestrutura de biotérios e coleções de microrganismos; o segundo, para infraestrutura de pesquisa em áreas temáticas (Biotecnologia; Ciências Biomédicas e Saúde; Engenharias; Ciências Sociais e Nanotecnologia). Haverá sessões públicas para discussão da proposta da UFRJ: uma no dia 13, na Sala do Consuni, às 10h; e outra dia 14, no Auditório do prédio da administração do Parque Tecnológico, às 9h.

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