(Última atualização em: 11/05/2018)

LARISSA CAETANO

Que tal uma cerveja enquanto se aprende Ciência? Nos dias 14, 15 e 16 de maio, o festival internacional Pint of Science (“Copo de Ciência”, em tradução livre) convida pesquisadores a sair dos laboratórios e dividir as pesquisas com o público. Os cenários para as aulas informais são bares e restaurantes.

O evento surgiu em Londres com Michael Motskin e Praveen Paul, neurocientistas do Imperial College London, em 2012. Chegou ao Brasil em 2015 e este ano estará em 56 cidades pelo país.

O coordenador responsável pelo Rio é o professor Leandro Lobo, do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, da UFRJ. “Distribuímos o festival pela cidade para alcançar o maior número possível de pessoas”, explica Leandro. As palestras acontecem em quatro bares: Bento Bar (Maracanã), Bar Empório Colonial (Centro), Bar Jarbô (Jardim Botânico) e Teto Solar (Botafogo). Começam às 19h30 e duram, no máximo, duas horas.

 

Docentes, pesquisadores e pós-graduandos da UFRJ e de outras universidades e institutos de pesquisa formam o time de palestrantes. “É difícil convencer um dono de bar a ceder espaço numa sexta-feira. Por isso escolhemos dias em que os bares têm frequência menor. Todo mundo ganha”, reforça Leandro.

 

Segundo ele, o público costuma se surpreender diante de alguns temas. “Você não espera falar sobre computadores quânticos num bar. Até quem não pensava em participar pega o microfone”, conta.

As palestras tratam de bactérias a genética, passando por conservação de espécies, relação da matemática com a cerveja e cenários cósmicos. Para quem quer saber a relação entre a matemática e a cerveja, foi um cálculo estatístico que, no começo do século XX, permitiu a um fabricante escolher os melhores lotes de cevada e aumentar sua produção sem reduzir qualidade.

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