Morador da Maré e servidor da UFRJ, Vladimir Calisto faz trabalho voluntário na comunidade - Foto: Fernando Souza

Fernanda da Escóssia

fernanda@adufrj.org.br

(Última atualização em: 08/03/2018)

 

A UFRJ mudou minha vida. Estou aqui desde 1989. Eu morava no Complexo da Maré, e minha única perspectiva era trabalhar numa fábrica de velas. Foi quando a UFRJ criou um curso de aceleração da escolaridade e ao mesmo tempo profissionalizante. Ali, aprendi a profissão de torneiro mecânico. Os professores nos mostravam que a única forma de mudar nosso contexto era a educação. Quem terminou o curso teve oportunidade de continuar na UFRJ. Muitas vezes para quem está na Maré a universidade é algo inatingível. Quando eu vim para cá, vi que era possível. Fiz uma graduação, uma especialização e agora penso no mestrado. Hoje meu relacionamento com a Maré é também religioso. Sou servidor público e voluntariamente atuo como pastor. Minha graduação em Pedagogia me ajuda a incentivar os jovens para realizar o Enem e o ensino superior. Sou um interventor na realidade. Um interventor pela palavra e pela educação. Essa é uma intervenção mais eficiente e duradora do que a das Forças Armadas. A intervenção da Educação não é passageira. O conhecimento é algo que a pessoa vai adquirir, vai desenvolver e vai passar para a sociedade.

 

VLADIMIR CALISTO 46, técnico da POLI/COPPE

 

(Em depoimento à jornalista Ana Beatriz Magno)

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