Redação Adufrj

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A comunidade da UFRJ enfrentou chuva e aproveitou a Greve Nacional da Educação de 15 de maio para ocupar praças do Rio e de Macaé com aulas públicas. Com criatividade e compromisso, professores e alunos mostraram o conhecimento produzido nos campi e os males que os cortes da educação e a reforma da Previdência farão ao Brasil. A UFRJ concentrou suas atividades na Praça XV. Organizado pela AdUFRJ, o evento reuniu 15 mil pessoas e as mais diversas áreas do saber.

“Hoje tivemos a certeza de que não aceitaremos nenhum direito a menos e nem o desmonte do maior patrimônio da população, que é a universidade pública”, afirmou a professora Marinalva Oliveira, da Faculdade de Educação. “Estamos aqui porque precisamos que a sociedade nos conheça e nos ajude a defender a educação”, completou o diretor da AdUFRJ, Felipe Rosa. UniRio, Rural, Cefet e PUC também realizaram exposições no local. As atividades encheram as ruas de conhecimento no #15M.

 

CIÊNCIAS HUMANAS. Professores e estudantes deram um abraço simbólico no prédio histórico do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro do Rio.

 

PAULO FREIRE. O patrono da educação brasileira foi pintado em um painel gigante pela artista plástica Martha Werneck, professora da Escola de Belas Artes, na Praça XV. Depois, o painel foi exibido durante a passeata do #15M no Centro.

 

MÚSICA PARA RESISTIR. Com estudantes, os professores Samuel Araújo e Sara Cohen, da Escola de Música, exibiram a canção “Não dá mais”, composta para o Musicultura, projeto de pesquisa e extensão da UFRJ realizado no Complexo da Maré.

 

NUTRIÇÃO. Alunas do curso de Gastronomia, do Instituto de Nutrição Josué de Castro, mostraram projeto sobre a importância da biodiversidade para a alimentação e a saúde da população brasileira. Elas apresentaram 19 espécies de feijão orgânico de pequenos produtores do Rio de Janeiro.

 

PREVIDÊNCIA. Os professores Sara Granemann, do Serviço Social; Denise Gentil, do Instituto de Economia; e José Miguel Saldanha, da Escola Politécnica, expuseram os efeitos negativos da reforma da Previdência, principalmente sobre a população pobre.

 

SUSTENTABILIDADE. Professora do Instituto de Química, Jussara Miranda apresentou sua pesquisa que captura dióxido de carbono (CO2) e o transforma em produtos como tintas, plástico, solventes e fertilizantes. “A pesquisa está sem financiamento, mas resistimos.”

 

TABAGISMO. A professora de Farmácia Adriana Passos (ao centro) e alunos mostraram projetos em Homeopatia. Eles desenvolveram um medicamento contra o tabagismo através do cigarro do próprio fumante. Em fase piloto, a pesquisa tem mostrado resultados positivos.

 

TRANSPLANTES. O professor Hélio Dutra, do Instituto de Ciências Biomédicas, mostrou que o Hospital Universitário fez 749 transplantes de medula óssea de 1994 até 2018. “Se não fosse a universidade pública ensinar e capacitar os alunos, o setor privado da saúde não teria condições de trabalhar com medicina de alta complexidade”, disse.

 

ZIKA. Alunos do Instituto de Ciências Biomédicas pesquisam o vírus da Zika em projeto coordenado pela professora Patrícia Garcez. Eles investigam os processos que geram os danos causados pelo vírus nas células cerebrais de embriões e levam à microcefalia.

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