Roberto Medronho, diretor da Faculdade de Medicina - Foto: Fernando Souza

Fernanda da Escóssia

fernanda@adufrj.org.br

Um dos nomes de maior trânsito hoje dentro da UFRJ, o diretor da Faculdade de Medicina, Roberto Medronho, fez um apelo à unidade e cobrou que os grupos abram mão de alguns pontos para chegar a um consenso.

Como o senhor analisa a criação de uma Frente Ampla na UFRJ?

Foi uma iniciativa louvável da reitoria, tendo em vista a conjuntura desfavorável, que exige efetiva união do mais amplo leque de pessoas que acreditam na ciência, na tecnologia e no ensino laico.

 

As negociações por uma chapa única estão emperradas. Haverá consenso?

O professor Roberto Leher não retira sua candidatura nem se coloca. Para nós, está claro que ele é candidato, e acho legítimo que ele seja candidato. Mas poderiam deixar isso mais claro. A gente fica buscando nomes, quando, na verdade, ele é candidato. Tive com ele uma relação republicana, embora discorde e tenha críticas à sua administração. Mas muita gente aqui acha, e eu me incluo entre essas pessoas, que o professor Roberto Leher não unifica a UFRJ.

 

Qual o risco de uma implosão da Frente Ampla?

A professora Denise abriu mão de sua candidatura em busca de um nome de consenso. Não vi essa mesma disposição no grupo do professor Leher. Podemos ter duas chapas ligadas à Frente Ampla, mas ficará a pergunta: quem dividiu a Frente Ampla? Não fomos nós.