EXTENSÃO EM FOCO: equipe participa de feira - Foto: Fernando Souza

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

Surtiu efeito a reação da comunidade acadêmica às alterações propostas por uma comissão da Plenária de Extensão e defendidas pela reitoria nas regras da área: a administração da UFRJ recuou, e o documento que estabelece quais atividades pontuam para progressão docente já não tem o caráter restritivo de antes.

O novo texto, apresentado à plenária de decanos e diretores da UFRJ no fim de maio, deixa claro que poderão ser pontuadas ações consideradas “relevantes e pertinentes pelas congregações das unidades ou colegiados equivalentes e conselhos de centro ou colegiados equivalentes”. O documento anterior, enviado para discussão em 2016, gerou o receio de que só fosse considerado o que estivesse registrado no sistema SigProj, definido pela pró-reitoria (PR-5).

A pró-reitora de Extensão, Maria Malta, minimizou a mudança: “Existem atividades de caráter extensionista que não faz sentido registrar no sistema, pois não envolvem estudantes ou são ações realizadas de forma individual e esporádica”, respondeu ela por e-mail. “O registro é fundamental para ações que possuem caráter formativo, que vão fazer parte dos 10% curriculares dos estudantes universitários”, completou.

Segundo a dirigente, a proposta demonstrava isso e “a confusão surgida sempre teve como base uma interpretação equivocada do trabalho da Plenária de Extensão”. Maria Malta observou que o texto foi reescrito, “dada a percepção geral de que havia um mau entendimento do que era a proposta”.

Mas ainda há dúvidas sobre a nova formulação. A professora Denise Pires de Carvalho, do Instituto de Biofísica, diz que a proposta fala em “legislação vigente”. “Que legislação? Fica ambíguo”, questionou. Ela critica o item que considera como Extensão a participação do docente como avaliador da área: “É atividade administrativa”. Para Denise, há um problema de origem no debate, pois rediscutir regras da carreira docente cabe à comissão CEG/CEPG. “A plenária de decanos e diretores é consultiva. Não existe no nosso estatuto”.

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