CR realizou reunião no Centro de Tecnologia - Foto: Kelvin Melo

Kelvin Melo

kelvin@adufrj.org.br

A proposta da reitoria de realizar um Congresso Universitário é bem-vinda, mas o conteúdo e o formato do evento descritos em documento que circula nos colegiados superiores da UFRJ causam preocupação. Esta foi a avaliação da diretoria da Adufrj apresentada ao Conselho de Representantes da entidade no último dia 26, no Centro de Tecnologia.

A direção da Adufrj faz sugestões sobre princípios, temas e método de trabalho do Congresso. Observa, por exemplo, que a comissão organizadora do evento deve ser escolhida pelo Consuni. E cobra a divulgação do Plano de Desenvolvimento Institucional, tido pela administração central como documento de referência para os trabalhos do Congresso.

O texto da diretoria (clique aqui) foi distribuído no Conselho de Representantes para ser levado às unidades. “Ainda que os procedimentos não estejam rigorosamente definidos, achamos que estas notas podem ser um ponto de partida para o debate”, disse a presidente da Adufrj, professora Maria Lúcia Werneck.

Maria Lúcia fez referência à reunião do Consuni do dia 21 em que o reitor Roberto Leher se comprometeu a reiniciar o processo de organização do congresso, chamando entidades representativas da comunidade para uma participação efetiva. Além de uma reunião ocorrida na véspera do Conselho, estão marcados encontros com a administração central nos dias 4 e 11 de julho.

O professor Frederico Tavares (Coppe) manifestou receio com o curto cronograma do Congresso disposto na proposta da reitoria, que se encerraria em outubro próximo: “Os prazos precisam ser suficientes para permitir a discussão de assuntos de tal importância”, disse. Carlos Frederico Leão (Instituto de Economia) criticou o formato do Congresso e considerou que há um esvaziamento do papel político do Consuni.

SINDICALIZAÇÃO
No Conselho, a diretoria apresentou uma das ideias para ampliar o número de sindicalizados da Adufrj: cobrar taxas menores de contribuição mensal dos professores que ingressaram na universidade a partir de janeiro de 2013. As alíquotas aumentariam gradualmente a cada dois anos, até o patamar atual. O objetivo é atrair aqueles que sofreram com mudanças na carreira e no regime previdenciário. A medida, que seria aplicada também aos já sindicalizados, está aberta a sugestões. Antes de entrar em vigor, a proposta será submetida a uma assembleia geral. “Esperamos conseguir entre 150 e 200 novos associados”, afirmou o diretor Felipe Rosa.

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