Votação sobre a participação dos professores na greve foi feita urnas - Foto: João Laet

Kelvin Melo

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A assembleia da Adufrj, realizada nesta quarta-feira, 12 de junho, aprovou a participação na greve geral de sexta-feira, 14 de junho, contra a PEC da reforma da previdência e em defesa da Educação e dos empregos, convocada pelas centrais. Foram 53 votos favoráveis e três contrários à paralisação. A votação ocorreu em urnas localizadas no CCS, no IFCS e em Macaé. No CCS, compareceram 29 sindicalizados (25 votaram a favor da greve e 2 foram contra); no IFCS, compareceram 24 sindicalizados e 2 não sindicalizados (25 votos a favor e 1 contra a greve); em Macaé, todos os cinco votaram a favor.

Para o Rio de Janeiro, as centrais sindicais preparam diversas atividades a partir do primeiro minuto de sexta-feira. De tarde, haverá um ato unificado no Centro do Rio, com concentração na Candelária a partir das 15h. Antes desta manifestação, os docentes da UFRJ fazem uma concentração prévia no IFCS, no Largo de São Francisco, ao meio-dia. Em Macaé, no norte do estado, onde está localizado um dos campi da universidade, também estão agendadas atividades pela manhã e à tarde, no calçadão da avenida Rui Barbosa

A maioria da assembleia observou que a mobilização contra os ataques do governo deve ser ampliada, dentro e fora da UFRJ, nas semanas seguintes. Será constituída uma comissão, em conjunto com o Conselho de Representantes da Adufrj, para pensar estratégias e um calendário de atividades, como o já tradicional “Universidade na Praça”.

Uma iniciativa já é certa: tentar instalar uma faixa na passarela 7 da avenida Brasil ligando o socorro ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e ao Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira  (IPPMG) à luta contra os cortes na Educação. De acordo com a autora da proposta, professora Cinda Gonda, da Faculdade de Letras, a faixa poderá provocar o apoio da população carente que utiliza estas unidades hospitalares da UFRJ.

MOÇÃO
A Assembleia da Adufrj desta quarta, dia 12, repudiou a intervenção do MEC na Universidade Federal da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul. Confira o texto:

“A Assembleia Geral da ADUFRJ-SSind vem repudiar a nomeação, pelo Ministro da Educação, de interventora Pro Tempore na Universidade Federal de Grande Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, por violação da autonomia universitária e da Lei n. 9192/95, constituindo uma intervenção ilegal e autoritária desse governo na universidade. Conclamamos que seja respeitada a vontade da comunidade universitária, sendo anulada a nomeação de professora interventora que sequer submeteu seu nome à consulta prévia. Reafirmamos a defesa da autonomia universitária, da democracia e da universidade pública.”