Redação Adufrj

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O crescimento da oposição foi uma das marcas do Congresso de Belém. Até o ano passado, os oposicionistas faziam muito barulho, mas eram poucos. Em 2019, o Renova Andes chegou a Belém com 56 delegados e 14 observadores de 24 seções sindicais –30% das 79 presentes. Em 2018, eram apenas 10 seções e 11 delegados a menos. Nos números não estão incluídas associações de docentes que discordam da linha política do Andes, mas nao se alinham explicitamente com o Renova. É o caso da Adufrj, que tem discutido com o grupo, mas ainda não definiu sua adesão.
Em entrevista ao Boletim da Adufrj, o professor Luis Antonio Pasquetti, presidente da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (Adunb) e um dos articuladores do Renova, avaliou o crescimento do grupo:

 

Como avalia a participação do Renova no Congresso?
Estamos crescendo. É mérito nosso, mas decorre também de problemas graves do  Andes que ficam evidentes nos Congressos. Há um desgaste do grupo que ocupa a diretoria há mais de 15 anos.  O Congresso dá ênfase à burocracia em detrimento da defesa concreta da universidade, da carreira e dos temas relativos à ciência e educação.

Mas o Renova priorizou o Lula Livre, tema que não é ligado diretamente à universidade…
Lula Livre tem tudo a ver com universidade. Representa  respeito ao Estado de Direito e critica a justiça seletiva. Somos críticos ao governo Lula, mas criticar sua prisão não é defender seu governo. Desrespeitar o Estado de Direito ameaça a universidade. Lula priorizou a democratização da universidade, com uma perspectiva inclusiva. O atual ministro quer o retorno da universidade para as elites.

Qual a perspectiva futura do Renova?
Queremos crescimento de qualidade do movimento docente, sem sectarismo, conversando com todos os grupos políticos e procurando unidade nesse momento político difícil em que vivemos.